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sábado, 17 de junho de 2017

Os Melhores de 2016/2017

Eis os melhores da Liga Portuguesa, em 433:


Guarda-Redes: Iker Casillas
Defesa Direito: Nélson Semedo
Defesa Esquerdo: Grimaldo
Defesas Centrais: Coates e Lindelof
Médio Defensivo: William Carvalho
Médios Interiores: Pizzi e Oliver Torres
Extremos: Gelson Martins e Krovinovic
Avançado: Bas Dost

Treinador: Luís Castro

Suplentes, em 343 losango:

Guarda-Redes: Ederson
Defesas Centrais: Luisão, Marcano e Josué
Médio Defensivo: Fejsa
Médios Interiores: Vasco Rocha e Matheus Oliveira
Médio Ofensivo: Francisco Geraldes
Extremos: Iuri Medeiros e Otávio
Avançado: Jonas

Treinador: Nuno Manta

domingo, 24 de julho de 2016

Orgulho e Preconceito

O Euro 2016, um dos piores dos últimos 20 anos (pior só mesmo o de 2004), terminou com a consagração da selecção nacional. O momento é, sem dúvida alguma, histórico, mas não consigo deixar de ficar surpreendido por haver tanta gente a afastar esse sucesso do modo como ele foi obtido. Portugal passou em terceiro (uma novidade, no desenho da prova, que favoreceu claramente a mediocridade) num grupo composto pela Islândia, pela Hungria e pela Áustria. Passou em terceiro, e não em segundo (o que colocaria a equipa no lado forte do sorteio) porque um islandês marcou um golo à Áustria mesmo a acabar, no último jogo da fase de grupos. Portugal passou os oitavos de final num lance de contra-ataque, a pouco minutos do fim do prolongamento, que se sucede de imediato a um lance de muito perigo na sua própria baliza, e num jogo em que a Croácia justificava claramente outro resultado. Depois, eliminou a Polónia apenas nas grandes penalidades. Nas meias-finais, eliminou um País de Gales sem Ramsey (a cumprir castigo), a principal arma ofensiva dos galeses, principalmente pela forma como combinava com Gareth Bale e Joe Allen. E, na final, foi dominado do princípio ao fim por uma selecção gaulesa sem outro argumento que não a força bruta, acabando por marcar num lance de inspiração de Éder, o mais vilipendiado dos jogadores nacionais, e quando ninguém o esperava. Não associar a conquista deste europeu à sorte, para mim, é deturpar desde logo a conversa. As pessoas acham que a sorte se conquista e que, no limite, não é possível vencer uma competição destas sem competência. Como é sabido, não penso assim. O futebol é um desporto especial, e é possível que a sorte desempenhe um papel decisivo. É improvável, mas é possível. Com as devidas diferenças, Portugal venceu um europeu como aquele que a Grécia vencera em 2004: teve a sorte do sorteio, viu os principais favoritos a ficar pelo caminho sem ter de jogar contra eles e superou os adversários que teve de enfrentar invariavelmente por ser mais afortunado nos detalhes. É uma vitória, e será tão saborosa, para os vencedores, como outra vitória qualquer. Mas não deixa de ser uma vitória, em larga medida, fortuita. Os menos conformados com a ideia de que a sorte, em futebol, desempenha um papel importante acham que Portugal venceu esta competição, e não algumas competições anteriores em que até apresentou bom futebol, porque foi pragmático, porque acreditou até ao fim e porque o grupo estava unido. O que eu gostava de saber é o que é que esse pragmatismo, essa crença e essa união têm a ver com o golo islandês aos 90 minutos, com a ocasião de golo croata que precede o contra-ataque que dá o golo de Quaresma, com a passagem na lotaria dos penáltis contra a Polónia, com o acaso de Ramsey ter visto um amarelo contra a Bélgica ou com a bola ao poste de Gignac, a segundos de terminar o tempo regulamentar na final. Não, o sucesso de Portugal não esteve no pragmatismo, na crença e na união do grupo. A posteriori, aliás, é sempre fácil justificar o sucesso com esse tipo de coisas. O sucesso de Portugal dependeu (muito mais do que é vulgar depender) dos factores imponderáveis a que este jogo está sujeito, e não deve ser explicado de modo mais lisonjeiro do que isso. 

É também por isso que não aceito a ideia de que todos os portugueses devam sentir orgulho por tal vitória. Sentir orgulho pela pátria parece-me, desde logo, uma coisa um bocado provinciana. Mas sentir orgulho porque um conjunto de 23 jogadores (e respectiva equipa técnica) que, alegadamente, representa a nossa pátria, venceu outros conjuntos que alegadamente representam outras pátrias parece-me ainda mais bizarro. De facto, ninguém sentiu orgulho e exultou por Portugal ter sido recentemente campeão internacional de columbofilia, nem ninguém vai pedir autógrafos aos pombos vitoriosos. O orgulho que advém da vitória da selecção portuguesa no Euro 2016 tem, por isso, menos a ver com a pátria, e com o que quer que nos leve a sentir apego a ela, do que com o futebol. Tem, no entanto, menos a ver com o futebol enquanto jogo do que com o futebol enquanto fenómeno agregador. Como o futebol é um fenómeno de massas, e ninguém à nossa volta estava indiferente ao que se passava em França, não lhe conseguimos ficar indiferentes. Na verdade, sentimos um contentamento (o qual nos apressamos a julgar que é orgulho), mas não por Portugal, enquanto pátria à qual pertencemos e à qual nos julgamos ligados, ter vencido o campeonato europeu. Sentimos o que sentimos por o nosso vizinho, os vizinhos dele e os vizinhos desses vizinhos, por contaminação, fazerem muito barulho, e nos imaginarmos parte da razão que os leva a sair à rua para gritar. Aquilo a que chamamos orgulho, e que fez com que todos os portugueses, nos dias seguintes, andassem de cabeça erguida e peito feito, não é bem orgulho; é febre. Enfebrecidos pela atmosfera febril que nos rodeia, deitamos a gritar como todos à nossa volta apenas e só porque todos à nossa volta fazem o mesmo. Este tipo de comportamento febril, aliás, não se manifesta apenas a respeito de uma vitória desportiva: todos os fenómenos de massa (desde as modas às intenções de voto) tendem a enfebrecer cada um dos indivíduos de que essa massa informe se compõe. Quase tudo o que fazemos, as opiniões que temos e aquilo que sentimos é resultado do meio em que vivemos, pois foi nesse meio que aprendemos a fazer o que fazemos, que aprendemos a pensar e que aprendemos a sentir. Cada um dos portugueses que ficou contente com a vitória de Portugal não ficou contente por ela de algum modo lhe activar um orgulho pátrio qualquer; cada um deles ficou contente porque, vendo que todos à sua volta também se encontravam contentes, não tinha razões para duvidar de que fosse assim que devia sentir-se. Para mim, as pessoas podem ficar contentes com o que quiserem. Quando o clube do coração ganha, as pessoas comportam-se da mesma maneira. Só acho absurdo é que justifiquem o contentamento com o amor que devem à pátria ou com o amor que devem ao clube. Não é disso que se trata. Em ambos os casos, o contentamento é público: resulta do contentamento alheio que reconhecemos naqueles que julgamos que têm o mesmo género de afeições que nós, sejam as afeições pátrias ou as afeições clubísticas.

O orgulho é um sentimento especial, pois depende sempre de uma proeza qualquer, própria ou alheia. Ninguém sente orgulho por ter dois braços, por exemplo. E o orgulho associado às minorias (o orgulho gay, o orgulho de ser negro, o orgulho de ser mulher) só existe pelo menosprezo a que as minorias, historicamente, foram votadas. Nesses casos específicos, é uma forma de combate: ao orgulharem-se de ser como são, as pessoas orgulham-se da proeza que há em assumirem sem receios, e contra um determinado status quo, quem são. O orgulho depende sempre, portanto, do reconhecimento de uma qualquer superação. É por isso que me faz alguma confusão que as pessoas se confessem orgulhosas com uma determinada vitória desportiva e que reconheçam em simultâneo que essa vitória foi fortuita ou injusta. Como é que se pode ter orgulho por acertar nos números do Euromilhões? Pode-se ficar contente, claro. Mas orgulhoso? De quê? Orgulhoso de ser português? É como ter orgulho por ser homem, e não urso polar. Numa guerra, podemos ficar orgulhosos pela bravura com que os nosso soldados defendem a pátria. Mas será que podemos ficar orgulhosos por vencer a guerra? É certo que ficaremos felizes, pois ninguém gosta de perder nada, sobretudo uma guerra. Mas será que ficamos orgulhosos? Orgulhosos de quê? De superarmos as forças do inimigo? Em que medida é que a derrota alheia pode ser uma proeza própria? Apenas e só na forma como essa derrota acontece. É possível que nos orgulhemos da estratégia de D. Nuno Álvares Pereira em Aljubarrota. Mesmo que ela não tivesse contribuído para a vitória em Aljubarrota, poderíamos reconhecer-lhe mérito e orgulharmo-nos disso. Da vitória sobre os castelhanos, propriamente dita, não vejo como é possível haver orgulho. Numa guerra, só nos podemos orgulhar do modo como essa guerra é conduzida, porque só no modo como ela é conduzida pode haver superação. Orgulharmo-nos do desfecho dela é absurdo. Com a vitória em si, podemos ficar felizes ou aliviados, mas não orgulhosos. O orgulho não é um sentimento que decorra de um determinado desfecho, como a felicidade ou o alívio; é um sentimento que se associa à forma como esse desfecho é obtido. Em futebol acontece mais ou menos o mesmo que numa guerra. Como nem sempre os vencedores cometem grandes proezas, nem sempre se justifica o orgulho daqueles que torcem por eles. Quando a equipa por que torcem ou a selecção nacional do país ao qual julgam dever o patriotismo ganha alguma coisa, as pessoas não ficam contentes por se sentirem orgulhosas, ainda que possam pensar que sim. Ficam contentes porque são macaquinhos de imitação. Só poderiam orgulhar-se, de facto, se reconhecessem no futebol praticado por essa equipa ou por essa selecção qualquer identidade própria na qual de algum modo se revissem. A maioria das pessoas, no entanto, não se revê no futebol do clube do coração ou da selecção do seu país; revê-se, isso sim, no emblema e na bandeira. Quando a equipa que apoia vence, a maioria das pessoas não se regozija pela superação futebolística, mas por ter ganho uma aposta. O investimento emotivo em que consiste o desejo de que o clube do nosso coração ou a selecção do nosso país acabem vitoriosos funciona exactamente como uma aposta. É, aliás, uma aposta tão irracional como aquelas que geralmente se fazem em casinos ou casa de apostas. E é um bocado ridículo orgulharmo-nos das nossas apostas. Quando um apostador vê o cavalo em que apostou cruzar a linha de meta em primeiro lugar, não sente orgulho do cavalo cuja vitória o anima. A vitória de Portugal no europeu de França não encheu 10 milhões de pessoas de orgulho. Essa vitória deixou os portugueses extasiados, claro, mas porque a aposta inadvertida que fizeram no país em que, por um acaso geográfico, aconteceu terem nascido se confirmou finalmente. Toda a gente tem direito a ficar contente por ter ganho um aposta. O que não faz sentido é justificarem a euforia de a ganharem com o orgulho nacional.

Achar que gostamos que a selecção nacional de futebol vença porque isso nos enche de orgulho não passa, portanto, de um preconceito. Não há, de resto, melhor exemplo desse preconceito do que o golo marcado por Éder na final. De que modo é que os milhões de pessoas que acreditavam, dias antes, que o Éder era tão tosco como um elefante marinho de meia-idade se podem orgulhar do que o Éder fez? Como é que se pode ter orgulho de alguém que se considera inepto? Aliás, as considerações acerca da qualidade do Éder mostram bem aquilo que sugeri acima, acerca de fenómenos de massa. A opinião pública acerca do avançado português é como é essencialmente porque umas pessoas ouviram dizer que ele era só um avançado tosco, porque outros, ouvindo aqueles que antes tinham ouvido dizer que era tosco e achando que todos tinham razão, desataram a fazer piadas acerca do seu valor, e porque, em suma, a generalidade das pessoas não tem opiniões próprias. Na verdade, o Éder não é tão fraco como se diz. Pode não ser extraordinário do ponto de vista técnico, e não ser propriamente o mais inteligente dos pontas-de-lança, mas tem algumas qualidades e, a meu ver, justifica plenamente a presença numa selecção nacional portuguesa, neste momento. Fisicamente é muito forte, e é muito competente a proteger a bola e a aguentar a chegada dos companheiros, podendo ser usado como referência ofensiva em determinados contextos. Não é um ponta-de-lança para entrar em tabelas, para usar como apoio vertical em ataque organizado ou para jogadas elaboradas. Mas, como referência ofensiva, pode ser útil para segurar a bola enquanto a equipa sobe, para fixar a defesa adversária e atrair marcações. Nesse capítulo, de resto, sempre me pareceu um jogador interessante. Desde os tempos da Académica que o aprecio e lhe reconheço alguma qualidade. A opinião pública acerca de Éder não é, aliás, muito diferente da opinião pública acerca de Hélder Postiga. Ainda que sejam jogadores diferentes, e que a opinião pública acerca deles seja muito mais injusta no segundo caso, foram vítimas do mesmo género de preconceito. Ora, a mesma causa subjaz quer a este género de preconceito, quer àquele que, assinalado acima, decorre de confundir contentamento com orgulho: o que acontece, em ambos os casos, é que se sente e se forma opiniões por contaminação dos sentimentos e das opiniões vizinhas, tomando-se por privado, próprio e único o que afinal é público e de muita gente. Achar que nos orgulhamos da vitória da selecção não é por isso menos estúpido do que achar que o Éder nem para pino serve.   

12 Apontamentos sobre o Euro 2016:

1. A selecção francesa chegou à final sem mostrar grande coisa para além de algumas individualidades muito inspiradas: Lloris, Payet, Griezmann e Giroud, principalmente, estiveram a um bom nível, e isso chegou, muitas vezes, para que os problemas colectivos não fossem relevantes.

2. A evolução do futebol suíço, nos últimos anos, tem sido notável, e a selecção suíça é hoje muito mais respeitada do que era há uma década. Além do trabalho federativo, que permitiu aos suíços uma quantidade de jogadores de algum talento, há a salientar na selecção A a mudança de paradigma: ao contrário da selecção de Hitzfeld, que apostava tudo na organização defensiva, a selecção de Petkovic é uma equipa que procura ter a iniciativa do jogo. Falta-lhe criatividade no miolo do terreno, é verdade, mas assume esse jogo e procura fazer mais do que aproveitar os erros dos adversários.

3. Ao contrário da generalidade das opiniões que fui lendo, gostei do que a selecção do País de Gales fez. Não é tacticamente extraordinária, e procurou acima de tudo povoar a sua defesa com muita gente. Soube, no entanto, tirar o melhor partido dos seus três melhores jogadores (Ramsey, Bale e Allen, que mostrou que nunca lhe deram o devido valor em Liverpool), os quais procuraram sempre combinar uns com os outros. A liberdade que estes três jogadores tiveram para se procurarem constantemente, e que lhes foi possibilitada pela estratégia colectiva, foi a grande arma desta selecção. E só quando um deles, exactamente aquele que melhor se ligava aos outros dois, não pôde jogar é que foram vencidos.

4. Enquanto em terras de Sua Majestade se continuar a pensar como há 50 anos, o futebol inglês andará longe das vitórias. Não sou contra a ideia de Rooney jogar no meio-campo, e até gostei de ver, talvez pela primeira vez na história do futebol inglês, um médio-defensivo com critério com bola. Mas a aposta nas qualidades atléticas é inequívoca. Em Inglaterra, continuam a achar que o cérebro, em futebol, não serve para nada. Enquanto pensarem assim, vai ser difícil.

5. Sobre a Eslováquia, apraz-me dizer que se confirma aquilo que há muito penso: que o melhor jogador desta geração não é Marek Hamsik, como se faz crer, mas Vladimir Weiss. Hamsik é um médio expedito, muito rápido a ler o jogo e tecnicamente evoluído. Mas não é um médio criativo. É competente a ligar o meio-campo ao ataque, e garante fluidez ao futebol ofensivo da sua equipa, mas raramente é capaz de encontrar uma solução inesperada. Não é inventivo nem imaginativo como Weiss, que a partir da ala procura constantemente o apoio interior. Hamsik pode ser um jogador muito competitivo, mas sem aquilo que distingue Weiss, a criatividade, não passa de um médio relativamente banal.

6. A Rússia teve o que mereceu. Quando se fala tanto em pragmatismo, e quando se pensa que a abordagem pragmática é aquela que, nos dias que correm, tem tido mais sucesso, olhe-se, por exemplo, para a Rússia. O pragmatismo tanto pode dar para ter sucesso como para ser sovado. Os russos não podiam ter sido mais pragmáticos, e foram para casa mais cedo precisamente por causa desse pragmatismo.

7. A selecção croata foi das que mais gostei, neste europeu. Tive pena de não ver Coric, ou de ter visto tão pouco de Pjaca. Mas a qualidade individual dos croatas já não é uma novidade. O que me parece que está a melhorar, no futebol croata, são as ideias colectivas. É possível que, num futuro próximo, consigam bater o pé às melhores selecções. Têm qualidade individual para isso, tê-la-ão nesse futuro próximo, e parecem-me interessados em trabalhar colectivamente para que essas individualidades possam finalmente sobressair.

8. A Alemanha foi a melhor selecção do torneio. Não se pode ganhar sempre, e um pequeno detalhe (penalty de Schweinsteiger), num jogo que estava a dominar, deitou tudo a perder. Mas o futebol jogado foi, no cômputo geral, muito bom. Contra a Eslováquia, por exemplo, roçou a perfeição. Pode não ter dado seguimento ao título mundial conquistado há 2 anos, mas fez tudo bem feito, e é isso que lhes garante que vão continuar a ser favoritos, nos próximos torneios.

9. A Espanha começou bem o campeonato. Sem os erros do mundial de 2014 (titularidade de Koke e Diego Costa), Vicente del Bosque soube escolher um bom onze, mérito que já lho reconhecera anteriormente. Mas não soube estar à altura dos acontecimentos, quando era preciso que estivesse. Primeiro, não soube evitar que a sobranceria se apoderasse dos seus jogadores, depois das duas primeiras vitórias, e não soube convencê-los da importância de vencer o último jogo do grupo. E depois, perante uma selecção italiana a pressionar alto e a esconder a bola dos espanhóis, não soube reagir à adversidade. Já devia ter saído há muito tempo.

10. Zlatan Ibrahimovic terminou o seu percurso na selecção. Deixou de haver razões para ver a Suécia a jogar.

11. A qualidade individual da Bélgica está hoje ao nível das melhores da Europa. Para ser sincero, só vejo melhor conjunto de jogadores na Alemanha, na Espanha e, talvez, na França. Ainda assim, a selecção belga continua sem conseguir impor-se a nível europeu. Colectivamente, o futebol belga continua a ser pobre, e é isso que falta agora mudar.

12. A selecção italiana que se apresentou no Euro 2016 foi uma das mais fracas, em termos individuais, de que me lembro. E sem Marchisio e Verratti, os dois melhores médios italianos (se excluirmos Andrea Pirlo), mais fraca ainda ficou. O futebol italiano precisa urgentemente de uma revolução, e esta geração de jogadores é o sinal claro disso. Ainda assim, Antonio Conte conseguiu construir uma selecção muito competitiva. A forma como eliminou a Espanha foi notável.

Melhor Onze:

Guarda-Redes: Hugo Lloris
Defesa Direito: Joshua Kimmich
Defesa Esquerdo: Raphael Guerreiro
Defesas Centrais: Leonardo Bonucci e Matts Hummels
Médio Defensivo: Eric Dier
Médios Ofensivos: Aaron Ramsey e Andrés Iniesta
Extremos: Gareth Bale e Dimitri Payet
Avançados: Antoine Griezmann

Treinador: Joachim Löw

Suplentes:

Guarda-Redes: Gianluigi Buffon
Defesa Direito: Alessandro Florenzi
Defesa Esquerdo: Jan Vertonghen
Defesas Centrais: Giorgio Chiellini e Ricardo Carvalho
Médio Defensivo: Joe Allen
Médios Interiores: Luka Modric e Toni Kroos
Extremos: Julian Draxler e Nani
Avançado: Cristiano Ronaldo

Treinador: Antonio Conte

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Os Melhores de 2015/2016

Eis os melhores da Liga Portuguesa, em 442 losango:

Guarda-Redes: Júlio César
Defesa Direito: Maxi Pereira
Defesa Esquerdo: Miguel Layún
Defesas Centrais: Lindelof e Ricardo Ferreira
Médio Defensivo: William Carvalho
Médios Interiores: João Mário e Pizzi
Médio Ofensivo: Gaitán
Avançados: Bryan Ruiz e Jonas

Treinador: Jorge Jesus

Suplentes (433)

Guarda-Redes: Salin
Defesa Direito: André Almeida
Defesa Esquerdo: Nuno Pinto
Defesas Centrais: Coates e Jardel
Médio Defensivo: Bakic
Médios Ofensivos: Adrien Silva e Herrera
Extremos: Iuri Medeiros e Rafa
Avançado: Mitroglou

Treinador: Paulo Fonseca

terça-feira, 16 de junho de 2015

Os Melhores de 2014/2015

Eis os melhores da Liga Portuguesa, em 442 losango para acomodá-los melhor:

Guarda-Redes: Júlio César
Defesa Direito: Danilo
Defesa Esquerdo: Alex Sandro
Defesas Centrais: Luisão e Marcano
Médio Defensivo: William Carvalho
Médios Interiores: Óliver Torres e Nani
Médio Ofensivo: Nico Gaitán
Avançados: Jackson Martinez e Jonas

Treinador: Marco Silva

Suplentes (433):

Guarda-Redes: Rui Patrício
Defesa Direito: Maxi Pereira
Defesa Esquerdo: Tiago Gomes
Defesas Centrais: Paulo Oliveira e Jardel
Médio Defensivo: Samaris
Médios Ofensivos: Brahimi e Pedro Tiba
Extremos: Rafa e Miguel Rosa
Avançados: Lima

Treinador: Jorge Jesus

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Mannschaft

O mundial terminou e acabou por consagrar uma das poucas equipas que fez alguma coisa que se parecesse com jogar futebol. Confesso que, sendo a Alemanha, para mim, a favorita à vitória depois da fase de grupos, achava que havia muitas possibilidades de isso não acontecer, dada a importância que os factores externos estavam a ter neste torneio. Ajudou, parece-me, o facto de as meias-finais e a final terem sido jogadas a horas decentes, assim como o facto de o desgaste acumulado se ter começado a notar a partir dos quartos-de-final, como previra. Até aos oitavos de final, o clima prejudicou as equipas jogo a jogo, provocando erros de concentração, desorganização e, em suma, favorecendo as equipas que não fazem da organização táctica e das boas decisões colectivas a sua força. A partir dos quartos de final, porém, o clima afectou as equipas de outro modo: a sua acção deixou de ser no próprio jogo (à excepção do Argentina - Bélgica), mas no desgaste acumulado pelas individualidades. Se, até aos oitavos de final, as equipas que, não obstante serem desorganizadas, tinham individualidades capazes de resolver individualmente tinham sido favorecidas pelo clima, a partir dos quartos de final voltaram a ser as equipas com competências colectivas as principais favoritas. Não admira, por isso, que a única dessas equipas que sobrevivera à primeira fase tivesse acabado por ser a lógica vencedora.

Embora não tivesse previsto que a primeira fase do mundial fosse tão mal jogada, tinha previsto que, a partir dos quartos de final, os jogos fossem fracos. Não foram; foram paupérrimos. O melhor de todos acabou por ser mesmo a final, o que é surpreendente, tendo em conta que as finais não costumam ser muito bem jogadas, por variadas razões. Nos quartos de final, o Argentina - Bélgica foi fraquíssimo, o Alemanha - França foi morno, o Holanda - Costa Rica teve momentos de emoção, mas foi muito mal jogado, de parte a parte, e o Brasil - Colômbia foi um jogo de futebol de rua. No Alemanha - Brasil, houve 20 minutos engraçados, mas a exibição patética dos brasileiros tratou de desnivelar de tal modo o jogo que o espectáculo terminou ali. O Argentina - Holanda foi um dos piores jogos da competição, com duas equipas cheias de argumentos, mas sem capacidades colectivas e com todas as individualidades a acusarem o cansaço prolongado. A final, por seu turno, foi um jogo interessante, com uma equipa a assumir a condução da partida e a outra a tentar jogar no erro da primeira, a fazer lembrar alguns dos melhores embates entre escolas de futebol opostas dos últimos anos. Para muita gente, este foi o melhor mundial a que assistiram. Quem pensa assim, na minha opinião, é mais influenciada pelas emoções que os jogos suscitaram do que pela qualidade dos mesmos. De facto, houve muita incerteza, muitas surpresas, muitas ocasiões junto às balizas e muitos golos. Nada disto implica que tenha havido bom futebol. Na minha opinião, não houve. O mundial foi fraco naquilo que mais importaria que não fosse, nas decisões. Tem de ser esse o critério para se avaliar a qualidade de um jogo, não as emoções, as oportunidades de golo ou a incerteza no marcador. Por norma, houve más decisões, muitos erros individuais e colectivos, muitas equipas desorganizadas. No capítulo das decisões, este mundial representou um retrocesso de mais de 20 anos. Felizmente para a modalidade, ganhou uma das poucas equipas que jogaram modernamente. Não fosse a vitória alemã, e 2013/2014 teria sido a época futebolística mais negra de que me lembro.

A vitória alemã representa ainda a vitória de um estilo sobre o estilo contrário. Para muitos, o tiki-taka morreu e as recentes derrotas do Barcelona, bem como a incapacidade do Bayern de Guardiola para vencer o Real Madrid mostraram isso mesmo. Para outros, nos quais me incluo, o tiki-taka não é uma coisa em que só o Barcelona de Guardiola era competente. Pessoalmente, considero que há uma forma melhor de jogar futebol, e essa forma consiste em ter a bola, em preservá-la e em circulá-la com critério, em usá-la passivamente, para descansar e cansar o adversário, mas também em usá-la activamente, para desposicionar os adversários, para conduzir o jogo para onde interessa que seja conduzido, e para manter a própria equipa organizada e preparada para a perda da bola. Esta Alemanha faz isso tudo quase tão bem como o faz a Espanha, e melhor do que qualquer outra selecção alemã do passado. Foi melhorando de ano para ano, com Joachim Löw, nesse capítulo, e apareceu neste mundial a jogar à Guardiola mais do que nunca. Parece-me um exagero pensar que Guardiola foi o cérebro por trás da vitória alemã, mas não é decerto exagerado pensar que foi uma influência decisiva, como aliás já tinha sido uma influência decisiva para os anteriores campeões do mundo. Joachim Löw começou a copiar o modelo espanhol (e o modelo de Guardiola) depois de ter sido eliminado nas meias-finais em 2010. Até aí, jogara quase sempre em 442 clássico. Depois disso, nunca mais o fez. Em 2012, porém, ainda os alemães não eram suficientemente maduros a jogar dessa forma, e a equipa acabou por cair aos pés de uma Itália que fazia esse tipo de jogo simplesmente porque tinha jogadores mais aptos para o fazerem. Aos poucos, no entanto, Joachim Löw convenceu-se de que tinha de ir mais longe para ter sucesso. Ir mais longe implicava imitar tudo, desde o sistema táctico às inovações introduzidas pelo próprio Guardiola. Foi por isso que começou este mundial a jogar no 433 de Guardiola, com Lahm a médio-defensivo, como Guardiola concebera, e com Muller na posição de avançado, como Guardiola concebera. É verdade que não manteve esse ideal até ao fim, mas a sua equipa jogou sempre mais à espanhola do que à alemã, e isso foi decisivo. Löw foi campeão do mundo pelas mesmas razões que Del Bosque o fora há 4 anos, porque foi humilde o suficiente para perceber que Guardiola não é apenas o treinador mais titulado dos últimos anos mas o homem que melhor percebeu o que uma equipa de futebol deve fazer para ter sucesso. Tal como Del Bosque, Löw aproveitou as ideias de Guardiola para melhorar as suas, e isso foi decisivo para esta conquista. A vitória alemã mostra assim várias coisas, mas a mais importante talvez seja a de que é a imitar o estilo de outras equipas, ao contrário do que muitas vezes se pensa, que uma equipa evolui. Imitar os grandes mestres, como em qualquer forma de arte, é a melhor maneira de evoluir.

Melhor Onze:

Guarda-Redes: Neuer
Defesa Direito: Lahm
Defesa Esquerdo: Blind
Defesas Centrais: Thiago Silva e Hummels
Médio Defensivo: Pirlo
Médios Ofensivos: Wijnaldum e Óscar
Extremos: Özil e James Rodriguez
Avançado: Muller

Treinador: Joachim Löw

Suplentes:

Guarda-Redes: Cillessen
Defesa Direito: Zabaleta
Defesa Esquerdo: Verthongen
Defesas Centrais: Varane e Garay
Médio Defensivo: Schweinsteiger
Médios Ofensivos: Kroos e Iniesta
Extremos: Robben e Messi
Avançado: Van Persie

Treinador: Jorge Luís Pinto

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Os melhores de 2013/2014

Como tem sido hábito, mesmo numa época em que pouco ou nada disse sobre a Liga Portuguesa, aqui fica o melhor onze, na minha opinião, disposto em 433:


Guarda-Redes: Oblak
Defesa Direito: Duarte Machado
Defesa Esquerdo: Alex Sandro
Defesas Centrais: Luisão e Ezequiel Garay
Médio Defensivo: William Carvalho
Médios Ofensivos: Enzo Perez e Evandro
Extremos: Markovic e Nico Gaitan
Avançado: Jackson Martinez

Treinador: Jorge Jesus

Suplentes:

Guarda-Redes: Rui Patrício
Defesa Direito: Sílvio
Defesa Esquerdo: Siqueira
Defesas Centrais: Otamendi e Paulo Oliveira
Médio Defensivo: Matic
Médios Ofensivos: Lucho Gonzalez e Adrien
Extremos: Pedro Santos e Rafa
Avançado: Freddy Montero

Treinador: Marco Silva

domingo, 14 de julho de 2013

Os melhores de 2012/2013

Mais atrasado do que nunca, fica o onze da época, em 433:

Guarda-Redes: Rui Patricio
Defesa Direito: Eric Dier
Defesa Esquerdo: Alex Sandro
Defesas Centrais: Ezequiel Garay e Otamendi
Médio Defensivo: Matic
Médios Ofensivos: Lucho Gonzalez e Josué
Extremos: James Rodriguez e Mossoró
Avançado: Jackson Martinez

Treinador: José Peseiro

Suplentes:

Guarda-Redes: Hélton
Defesa Direito: Maxi Pereira
Defesa Esquerdo: Antunes
Defesas Centrais: Steven Vitória e Paulo Vinicius
Médio Defensivo: Custódio
Médios Ofensivos: João Moutinho e Hugo Viana
Extremos: Nico Gaitán e Licá
Avançado: Éder

Treinador: Paulo Fonseca

terça-feira, 3 de julho de 2012

Euro 2012 - A Sobrevivência do Mais Forte

Terminado o torneio, não ficam muitas dúvidas: a prova foi eliminando os menos capazes, quer individualmente, quer colectivamente, e foi preservando os mais aptos. Espanha, Itália, e Alemanha foram as equipas mais fortes do torneio, e Portugal a mais competente das restantes. Mas tanto a Itália como a Espanha, por serem superiores, mereciam esta final, e a Espanha, tanto pela superioridade que já demonstrara no primeiro jogo, apesar do empate, como por ser, de facto, melhor equipa, não podia deixar de se sagrar vencedora. Findos 6 anos de conquistas, é talvez tempo para reflectir. Mais do que dizer disparates, do que torcer contra eles, porque nos eliminaram, do que desejar-lhes a queda, por incompreensão do fenómeno, há que reconhecer-lhes a superioridade, tentar perceber as causas dessa superioridade, elogiá-las, e tentar reproduzi-las. A Espanha é o que é por várias razões. A primeira chama-se obviamente Guardiola. Sem o modelo catalão, sem o perfil de decisão que os jogadores catalães trouxeram para a selecção, esta Espanha seria muito diferente. Não seria de todo injusto se aos 14 títulos no currículo de Guardiola se juntassem os títulos espanhóis. Mas outra causa, menos recente, e mais ampla, explica este sucesso. A Espanha começou há mais de 20 anos a investir no futebol (e no desporto, em geral), em formação, numa identidade, num perfil de jogador muito próprio, alicerçado no talento e na inteligência, e prova agora que os grandes jogadores do futebol moderno, ao contrário do que muitos defendem, têm origem nas academias e não na rua. Não fosse assim, e as ruas da Catalunha teriam de ter qualquer coisa de especial, para que aparecessem tantos craques catalães. Aquele argumento de que um país com poucas pessoas dificilmente é capaz de competir com um país com muitas pessoas, pois a base de recrutamento é incomparavelmente menor, é um disparate. É evidente que em países como o Brasil ou a Argentina, em que o futebol de rua ainda tem força, é menos importante ter projectos de formação competentes para que apareçam muitos bons jogadores. Mas se há coisa que esta selecção espanhola veio mostrar é que um projecto de formação competente, pensado a longo prazo, não só permite anular a diferença entre bases de recrutamento maiores e menores, como deixa claro que, actualmente, os jogadores de topo são jogadores que adquirem habilidades que não podem, de modo nenhum, adquirir na rua.

Há palermas que acham, pelo menos desde o mundial de 2010, que esta Espanha é uma selecção defensiva. São palermas que, por exemplo, consideram o estilo de jogo espanhol aborrecido, sonolento, que acham que a equipa usa a bola para adormecer adversários, e para defender. Claro que a Espanha usa a bola para defender, mas esse uso não é exclusivo. Acima de tudo, esta Espanha sabe uma coisa que estes palermas não sabem: quem ataca é quem tem a bola. A Espanha é uma equipa ofensiva, nem que seja pelo simples facto de ter mais tempo em seu poder, por norma, o instrumento que permitiria que o adversário, se o tivesse, pudesse atacar. Mas a Espanha não é só isso. É uma equipa que assenta o seu modelo na posse de bola, e faz uso dela para tudo: para defender, claro, mas para irritar o adversário, para descansar, para desposicionar as linhas adversárias, para se recrear, e claro, para atacar. Esta Espanha, pelo simples facto de ser, em toda a História, a selecção que melhor ataca, que mais conscientemente percebe por onde deve entrar, quando deve forçar e quando deve manter a bola, é a equipa mais ofensiva da História. Os palermas, por serem palermas, acham que ser ofensivo é jogar com muitos avançados, ter um modelo vertical, jogar sempre para a frente, etc.. Essas equipas são ofensivas, sim, mas também são irresponsáveis, e incompetentes. Para os palermas, ser ofensivo é simplesmente o contrário de ser defensivo. O corolário da tese dos palermas é o de que as equipas ofensivas não podem ser defensivas. É um corolário estúpido, mas é o corolário de um raciocínio deste tipo. Eu, por acaso, acho o contrário: acho que a melhor equipa, em termos ofensivos, será necessariamente a melhor equipa, em termos defensivos. Quando, por isso, os palermas dizem que a Espanha é defensiva, estão no fundo a dizer que é ofensiva, sem o saberem. De facto, em futebol não é difícil de saber o que é atacar e o que é defender: quem tem bola, ataca; quem não tem, defende. Depois, há quem ataque bem, há quem ataque mal, há quem ataque de forma mais rápida, há quem ataque de forma mais lenta, há quem ataque de forma mais racional, e quem ataque de forma mais irracional. Mas, no fundo, ataca quem tem bola, e defende quem não a tem. Ao contrário do que pensam os palermas, que pensam que esta Espanha ensinou o mundo a defender com bola, o que esta Espanha fez foi ensinar que é possível atacar defendendo e defender atacando. Há uma diferença monstruosa entre atacar porque sim e atacar racionalmente, e essa diferença consiste em saber os usos certos a dar à bola. Os palermas que acham que o futebol da Espanha é aborrecido não percebem isso. Como não percebem a racionalidade do futebol espanhol, e no fundo defendem a irracionalidade, são estúpidos. São estúpidos, e um futebol inteligente como o da Espanha, dá-lhes sono. Os palermas, tal como preferem fogo-de-artifício a um livro, preferem uma equipa inglesa (e o futebol electrizante praticado em terras de Sua Majestade) ao futebol mais bem praticado de sempre. A conclusão de tudo isto é que os palermas não gostam de futebol. Gostam das sensações que se habituaram a ter ao ver futebol. E isso é diferente. Aborrecida, esta Espanha? Aborrecida uma equipa em que todos os jogadores estão a pensar ao mesmo tempo? Aborrecido um futebol em que, de minuto a minuto, os jogadores nos mostram habilidades dificílimas e fazem coisas que só estão ao alcance de muito poucos? Aborrecido é ver um jogo com quarenta oportunidades de golo, mas que resultam de choques no ar, de erros infantis dos defesas, de remates violentos, de jogadas com 2 passes, do aproveitamento do muito espaço que existe, etc.. Aborrecido é ver um jogo que só se joga ao pé das balizas, em que ninguém faz nada de extraordinário, para além de pôr a plateia ao rubro, com a eminência do golo. Os palermas não sabem o que é a excelência. Gostam de futebol porque lhes dá comichão, não porque reconheçam o que é excelente.

O contrário de um jogo aborrecido, para quem não é palerma, foi a primeira parte desta final. Os comentadores de serviço, como não podia deixar de ser, reproduzem ideias consoante a marcha do marcador. Como o resultado final foi uma vitória esmagadora dos espanhóis, acham que o jogo só teve um sentido, e que a Espanha foi muitíssimo superior. A verdade é que não foi. Aliás, a Itália, na primeira parte, voltou a mostrar de que modo se deve jogar contra esta Espanha, ou seja, com bola. Ao intervalo, já os comentadores diziam que a Espanha estava a ser superior. Diziam-no porque olhavam para o resultado, não porque estivesse, de facto, a ser. A Itália, na primeira parte, criou tantas ou mais oportunidades que os espanhóis, teve mais posse de bola (o que é um feito enormíssimo), mas acabou por ter o azar de encontrar uma equipa inspiradíssima, a quem as coisas foram correndo cada vez melhor. A primeira parte do jogo foi um exemplo daquilo que, na minha opinião, vai ser o futebol daqui a uns anos, um futebol jogado sobretudo no meio-campo, com uma percentagem de passes acertados muito boa, apesar da competência da pressão adversária, um futebol bastante rendilhado, com muitas combinações colectivas, passe e devolução constante, de um lado e do outro, com muitas tabelas, com as equipas a progredirem no terreno de forma apoiada, sustentando os seus ataques através de movimentações interiores, de aproveitamento de espaços entre as linhas defensivas adversárias. Não fossem as vicissitudes da segunda parte, e teria sido o melhor jogo do europeu (o primeiro jogo entre estas duas equipas já estava entre os três melhores), com duas equipas interessadas em ganhar, e sem medo nenhum uma da outra. Aliás, o comportamento da Itália, com bola, foi qualquer coisa de espantoso. Nunca caíram na tentação de jogar longo, procuraram sair sempre a jogar, apesar da excelente pressão espanhola, e a verdade é que foram compensados por essa estratégia conseguindo sair das zonas de pressão várias vezes, e conseguindo chegar à área espanhola em boas condições, e de maneira a criar boas situações de golo. No final, a Itália foi goleada, mas foi a equipa que mais problemas conseguiu criar à defesa espanhola (tanto num jogo como noutro, criaram várias oportunidades de golo). A primeira parte foi equilibradíssima, e a segunda equilibrada começou, com ambas as equipas a criarem oportunidades. Prandelli errou, quando tirou aquele que estava a ser o melhor em campo, Riccardo Montolivo (já havia errado, ao tirar Cassano ao intervalo), e acabou por ter azar, porque Thiago Motta, cinco minutos depois, se lesionou, o que fez com que a contenda terminasse. Mas, ainda assim, está de parabéns. Fatalmente, a Espanha é melhor. Num jogo em que falhou muito menos passes do que em jogos como o das meias-finais, e num jogo em que até teve muito menos espaço no centro do terreno, os seus jogadores acabaram por se mostrar muito inspirados. Quando se elogia tanto Portugal, por ter conseguido anular as ofensivas espanholas, devia-se reflectir um bocado. Portugal teve o mérito de não deixar a Espanha construir na primeira fase, onde eles não são fortes, como o é, por exemplo, o Barcelona, mas nem sequer impôs os mesmos constrangimentos no centro do terreno que os italianos. Simplesmente, as combinações entre os médios espanhóis, a movimentação entre linhas, o jogo sem bola das diferentes unidades espanholas, e as decisões de quem tinha a bola foram muito melhores. Ajudou a isso, entre outras coisas, o estado do relvado, muito melhor que o da meia-final, e o menor cansaço dos espanhóis. Por fim, a questão do avançado. Para os palermas, o golo de Fernando Torres fecha o debate sobre os avançados. Mas é preciso ser palerma para dizer tal coisa. Primeiro, porque foi o único golo espanhol, nesta final, que resultou de uma recuperação alta da equipa. Ou seja, o avançado concluiu um lance que não é típico desta selecção. Segundo, uma das principais razões para que a Espanha estivesse mais inspirada foi a inclusão de Fabregas no onze, em detrimento de Negredo. Aliás, a Espanha fez apenas dois jogos fracos, neste europeu, e em nenhum deles Fabregas foi a opção de ataque. Sempre que a Espanha jogou sem avançado, foi superior, criou mais oportunidades, e não deu quaisquer hipóteses ao adversário. Se provas ainda fossem precisas, o que esta final demonstrou (já que o empate do primeiro jogo tinha levantado essa dúvida) é que o estilo de jogo espanhol exige um avançado que não o seja. Para que este estilo seja eficaz, é preciso quem saiba aproximar, dar apoio vertical, jogar entre linhas, tabelar. Um médio habilidoso, por norma, sabe-o muito melhor do que um avançado de área. É por isso que esta Espanha funciona melhor sem avançados.

 Melhor Equipa, em 433:

Guarda-Redes: Buffon
Defesa Direito: Debuchy
Defesa Esquerdo: Philip Lahm
Defesas Centrais: Piqué e Hummels
Médio Defensivo: Andrea Pirlo
Médios Ofensivos: Luka Modric e Xavi
Extremos: Andrés Iniesta e Cristiano Ronaldo
Avançado: Cesc Fàbregas

Treinador: Cesare Prandelli

Suplentes:

Guarda-Redes: Iker Casillas
Defesa Direito: Arbeloa
Defesa Esquerdo: Jordi Alba
Defesas Centrais: Chiellini e Lescott
Médio Defensivo: Sergio Busquets
Médios Ofensivos: Marchisio e Montolivo
Extremos: David Silva e Mesut Özil
Avançado: Ibrahimovic

Treinador: Michal Bilek
  
Melhores Jogadores: 1º: Andrea Pirlo; 2º Andrés Iniesta; 3º Luka Modric

sábado, 2 de junho de 2012

Os Melhores de 2011/2012

Foi um ano esquisito, e o blogue seguiu menos o campeonato nacional do que em anos anteriores. Ainda assim, fica a sugestão do onze ideal, em 343 losango, só para dificultar, e respectivos suplentes:

Guarda-Redes: Rui Patrício
Defesas: Luisão, Garay e Otamendi
Médio Defensivo: Fernando
Médios Interiores: Axel Witsel e Lucho Gonzalez
Médio Ofensivo: Pablo Aimar
Extremos: James Rodriguez e Nolito
Avançados: Lima

Treinador: Leonardo Jardim

Suplentes, em 442 losango:

Guarda-Redes: Artur Moraes
Defesa Direito: Maxi Pereira
Defesa Esquerdo: Ínsua
Defesas Centrais: Daniel Carriço e Rolando
Médio Defensivo: Custódio
Médios Interiores: João Moutinho e Hugo Viana
Médio Ofensivo: Matías Fernandez
Avançados: Hélder Barbosa e Cardozo

Treinador: Pedro Martins

Menções Honrosas:

Rinaudo, apesar de um primeiro terço de campeonato muito bom, Elias e Schaars, apesar da regularidade e da consistência do seu jogo, e Ricky van Wolfswinkel, apesar de reunir algumas das qualidades mais apreciadas aqui num avançado, acabam por ser vítimas do mau campeonato do Sporting. Anderson Santana foi talvez o lateral esquerdo que mais impressionou, mas o seu desaparecimento sensivelmente a meio do campeonato também não ajudou. Hulk, como sempre, misturou lances individuais decisivos com um comportamento muitíssimo inconstante e, a maioria das vezes, prejudicial às aspirações colectivas. Bruno César foi um dos jogadores mais interessantes no Benfica desta temporada, mas o excesso de jogadores para o meio-campo fez com que fosse difícil de inclui-lo. Gostaríamos ainda que Pereirinha, André Martins, Saviola, Kléber, Josué e Diogo Rosado, entre outros, tivessem sido mais utilizados. Estariam certamente entre os eleitos, se assim fosse. Menção ainda para Carrillo, Ewerton, Mossoró, Adrien Silva, Marinho, Yazalde, e Hugo Vieira.

sábado, 9 de julho de 2011

Os melhores de 2010/2011

Mais tarde do que o desejado, eis a meu ver a melhor equipa da Liga, sem grandes explicações e sem extremos, em 442 losango, só para complicar:

Guarda-Redes: Helton
Defesa Direito: Sílvio
Defesa Esquerdo: Fábio Coentrão
Defesas Centrais: Luisão e Otamendi
Médio Defensivo: Rafael Miranda
Médios Interiores: Belluschi e Moutinho
Médio Ofensivo: Pablo Aimar
Avançados: Falcao e Postiga

Treinador: André Villas-Boas

Suplentes:

Guarda-Redes: Bracalli
Defesa Direito: Maxi Pereira
Defesa Esquerdo: Álvaro Pereira
Defesas Centrais: Rolando e Rodriguez
Médio-Defensivo: Fernando
Médios Interiores: Guarín e Hugo Viana
Médio-Ofensivo: Matías Fernandez
Avançados: Saviola e Kléber

Treinador: Rui Vitória

Menções Honrosas:

Hulk, Varela, James Rodriguez, Sálvio, Gaitán e Paulo Sérgio, que ficaram de fora essencialmente por duas razões: por ter dado preferência a um esquema de 442 losango; e por ter optado por eleger jogadores que formassem o melhor colectivo (que se tivessem destacado pelas suas capacidades colectivas) e não necessariamente os jogadores que individualmente se destacaram mais.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Os melhores do Mundial 2010

Uma semana e tal depois, eis os melhores do mundial, em 433. De acordo com o esquema táctico, é natural que um ou outro jogador não se encontre na posição exacta em que actuou ou que tenha actuado nessa posição apenas algumas vezes.

Guarda-Redes: Iker Casillas
Defesa Direito: Maicon
Defesa Esquerdo: Fábio Coentrão
Defesas Centrais: Gerard Piqué e Ricardo Carvalho
Médio-Defensivo: Sergio Busquets
Médios-Ofensivos: Xavi e Iniesta
Extremo Direito: Thomas Müller
Extremo Esquerdo: David Villa
Avançado: Diego Forlán

Treinador: Joachim Löw

Suplentes:

Guarda-Redes: Manuel Neuer
Defesa Direito: Philip Lahm
Defesa Esquerdo: Jorge Fucile
Defesas Centrais: Juan e Puyol
Médio-Defensivo: Mark Van Bommel
Médios-Ofensivos: Leo Messi e Wesley Sneijder
Extremo Direito: Arjen Robben
Extremo Esquerdo: Mesut Özil
Avançado: Miroslav Klose

Treinador: Marcelo Bielsa

O melhor jogador da competição foi, em nosso entender, Andrés Iniesta.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Os Melhores de 2009/2010

Eis os melhores, a meu ver, desta Liga, em 442 losango:

Guarda-Redes: Bracalli
Defesa Direito: Fucile
Defesa Esquerdo: Emídio Rafael
Defesas Centrais: Luisão e Daniel Carriço
Médio Defensivo: Javi Garcia
Médios Interiores: Belluschi e Hugo Viana
Médio Ofensivo: Pablo Aimar
Avançados: Saviola e Falcao

Treinador: André Villas Boas

Suplentes:

Guarda-Redes: Quim
Defesa Direito: Rúben Amorim
Defesa Esquerdo: Fábio Coentrão
Defesas Centrais: Bruno Alves e Rodriguez
Médio Defensivo: Fernando
Médios Interiores: Miguel Veloso e Desmarets
Médio Ofensivo: Nuno Assis
Avançados: Cardozo e Mossoró

Treinador: Jorge Jesus

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Campeonato do Mundo dos Comentários Hilariantes (Grupo B)

Já foi há mais de um ano que o campeonato do mundo dos comentários hilariantes começou. O Grupo A, então em disputa, gerou controvérsia. Agora, entra em acção o Grupo B. São mais 25 comentários fascinantes sobre o mundo da bola, recolhidos do baú de comentários do Entre Dez e expostos agora para apreciação dos nossos caríssimos leitores. Alguns deles reavivam lembranças saudosas e ilustres comentadores que, entretanto, deixaram de dar o seu riquíssimo contributo às nossas caixas de comentários, facto que lamentamos profundamente. A ideia, para quem não se lembra, é votar nos que considerar mais espectaculares. A prova continuará, com mais grupos a disputarem o acesso à grande finalíssima, e os melhores de todos terão depois o devido destaque. Aqui estão, sem mais demoras, os segundos 25 comentários hilariantes a concurso. Toca a votar...

1) Anónimo (29 de Novembro de 2007) (post Sub-Aproveitamento):

"tu percebes de futebol é? quem to disse? tens curriculo para apresentar? é que se n tens es igual aos restantes, podes mandar umas "papaias" para o ar mas é igual aqueles que rejeitas... cumprimentos"

(Nota: Anónimo, anónimo, tu percebes de disparates? Tens currículo para apresentar? É que se não tens és igual aos restantes a dizer disparates, podes mandar umas "papaias", mas dizes disparates tão disparatados como os daqueles que rejeitas...)

2) Bruno Pinto (4 de Dezembro de 2007) (post Falsas aparências... Parte dois):

"Se um gajo não sabe cruzar, não pode ser lateral, se não sabe atirar a bola lá para dentro, não pode ser avançado, se não sabe marcar em cima, não pode ser central. Etc, etc, etc."

3) Pedro (10 de Dezembro de 2007) (post As asneiras de Luís Freitas Lobo):

"Sim caro Nuno o talento nasce com as pessoas....por muito q tu aprendas a cantar se não tiveres voz não chegarás ao nível máximo. Pq o talento é o q define aquilo q separa uns de outros, talento é aquele factor x que não se explica, tem-se ou não se tem. Simplesmente isso. Chama-lhe instinto, inspiração, whatever, talento nasce connosco..."

e (a 11 de Dezembro de 2007)

"Não se trata da inteligência ser inata ou não. Trata-se sim de tu estudares uma vida inteira e não conseguires resolver os mais dificeis problemas matemáticos e outros aos 15 anos resolverem-nos desde os 7."

(Nota: Achou o comentário confuso?? Faça uma pausa às 15 horas desde as 7.)

4) Anónimo (10 de Dezembro de 2007) (post As asneiras de Luís Freitas Lobo):

"a homossexualidade é, obviamente, genética. Ninguém é gay/lésbico por opção (ao contrário do que alguns tontos homossexuais parecem acreditar, provavelmente por receio que lhes chamem doentes hereditários...)."

5) Bruno Pinto (10 de Dezembro de 2007) (post As asneiras de Luís Freitas Lobo):

"O Maradona foi o que foi porquê? Primeiro, porque Deus deu-lhe um talento absolutamente incrível para jogar futebol. Segundo, porque treinou e aprendeu a usar esse talento no futebol de alta competição."

(Nota: O Deus é um maluco, a distribuir presentes assim pela malta.)

6) pedro silva (11 de Janeiro de 2008) (post O Boavista de Pacheco):

[falando de Mateus, Fary e Zé Kalanga]
"os 3 abundam em talento...mas é preciso um treinador!"

e

"O diakite é um jogador fundamental no boavista. ele não está lá pra jogar à bola... está lá pra não deixar jogar e aí está o teu erro de interpretação."

e

"O futebol defensivo é o mais ganhador de sempre na história do futebol. "

e (a 12 de Janeiro de 2008)

"Mourinho é claramente um defensor do estilo de jogo defensivo. Qualquer um sabe disso."

(Nota: Diz Mourinho, sobre a sua filosofia de jogo, em contraste com a de Bobby Robson, no livro de Luís Lourenço, Liderança: as lições de Mourinho, o seguinte: "(...) mantendo a primazia por um futebol de ataque, procurei no fundo, organizá-lo melhor e essa organização parte, muito justamente, da defesa." Afinal parece que não é assim tão defensivo.)

7) pedro silva (11 de Janeiro de 2008) (post Tragédia Grega... e não só):

[sobre Katsouranis]
"Sei que muita gente gosta dele mas eu, reconhecendo-lhe as qualidades que tem, acho que tem defeitos a mais para jogar no benfica."

8) Bruno Pinto (13 de Janeiro de 2008) (post Tragédia Grega... e não só):

"Bem, eu começo a pensar que o Nuno e o Gonçalo são o mesmo cromo, de tão parecidas que são as estupideses que dizem e a forma como não percebem o que se diz. Vontade de rir... Ainda não percederam (percebeu?) patavina do que eu disse do Veloso e do Moutinho. Não percebem... O Veloso e o Moutinho são os dois inteligentes. E não percebem porque eu prefiro um ao outro. É que não percebem. E depois ainda acham que percebem de futebol... Epá..."

(Nota: Não percebi como é que se não se percebe que um gajo não perceba que usou quase uma centena de vezes o verbo "perceber" numa frase, sem perceber que a estava usar de forma a tentar perceber algo que não tem capacidade para perceber.)

e

"Eu não acho que chamar burro é insultar (...) Um burro é um gajo sem inteligência. Não é insulto."

(Nota: Eu não acho que chamar prostituta à mãe deste artista seja insultar. Prostituta é uma gaja que usa o corpo para trabalhar. Não é insulto.)

9) Bruno Pinto (16 de Janeiro de 2008) (post 22 curtinhas):

"Nuno, escreve-se 'covarde'. Muda lá isso que não estou habituado a erros ortográficos neste blog."

(Nota: O ensino do português, a norte do Tejo, parece-me pouco competente. Assim como o ensino da bazófia.)

10) Pedro (18 de Fevereiro de 2008) (post Curtas mesmo mesmo curtas):

"Sinto da tua parte uma embirração com o Binya...e algo me diz q em breve vais ter q te retractar..."

e (a 19 de Fevereiro de 2008)

"Por acaso acho um pouco estranho q tu, logo tu, tenhas uma opnião assim tão fechada de Binya mas não vou aprofundar muito a questão. Acho q se nota q há ali muito potencial mas adiante...agora não reconhecer q com ele em campo o Benfica ganha agilidade e dinâmica na pressão defensiva é puxado."

11) Anónimo (6 de Abril de 2008) (post Breves da Semana):

"E se alguem desencantar um extremo que marque golos de cabeça com a facilidade do Ronaldo, digam, está bem?
Ao artolas que comentou anteriormente - já não tens paciência para o CR7? Olha, ainda vais ter que o aturar por muito tempo... e no Europeu, quando precisares dele para ganhar jogos, como é?"

(Nota: O que vale é que tínhamos o Ronaldo no Europeu, se não teríamos ficado aí pelos quartos-de-final.)

12) Messi (23 de Abril de 2008) (post O que é um passe?):

[sobre Pelé]
"Ainda bem que há gente como vocês para ensinar um jogador que joga no campeão Italiano o que é um passe.

Serviço público no seu melhor."

(Nota: Um jogador que "jogava" no campeonato italiano. Assim é que está certo. Um jogador que passou a primeira metade da época passada a brilhar na Liga Intercalar e que depois foi brilhar para um colosso inglês. E que agora brilha em Espanha. Fica a correcção. E o serviço público.)

13) Trigo (30 de Abril de 2008) (post Compreender Futebol, em vez de o jogar...):

"Só se diz merda neste blog? Execução vs interpretação... Conversa estúpida!! Só cromos nesta rua."

14) Julio Cruz (11 de Maio de 2008) (post Clássicos: Taça dos Campeões Europeus 86/87 - FC Porto vs Bayern de Munique):

"Não concordo, aquela equipa do Artur Jorge era brilhante tacticamente, não me venham dizer o contrário."

15) ChuckE (12 de Maio de 2008) (post Clássicos: Taça dos Campeões Europeus 86/87 - FC Porto vs Bayern de Munique):

"Que biltre horrivel que és... podes admitir que não gostavas do estilo do porto daquela altura, e naquela final em especial, de "combate". Mas daí a chamar-lhe mau jogo..."

e

"Eu já vi a repetição do jogo na rtp memória, também. Apreciei bastante o jogo do Porto, num estilo de jogo semelhante ao praticado pelo Porto do Carlos Alberto, muito combativo, sólido a defender, sempre na recuperação de bolas, futebol apoiado, meio campo de pitbulls baixotes, como foi o estilo do Porto durante anos. "

(Nota: O raciocínio que importa reter é: todo aquele que não gosta de "pitbulls baixotes" é um "biltre horrível".)

16) Pedrovsky (25 de Maio de 2008) (post Os melhores):

"OFF-TOPIC: viste o (outro) grande golo do Pelé na final da taça de Itália? Leste o que é que os jornais italianos, gazzeta e corriere dello sport disseram dele? Qual é mesmo o teu problema com ele? Palpita-me que este será um sapo grande que vais ter de engolir mais cedo ou mais tarde, ai vais vais..."

(Nota: A mim palpita-me é que não fui eu quem engoliu sapos...)

e (a 26 de Maio de 2008):

"Nuno, eu sempre achei o Pelé um possível grande jogador de FUTURO. O grande golo que ele marcou (mais um)é mais uma prova e não apenas um motivo para dizer que ele é bom.
Qto às possibilidades com Mourinho, lembro-te apenas que o Bosingwa com Mourinho quase nunca jogou e hoje é o lateral mais caro do mundo, enquanto o dani alves não sai do sevilha. Por isso, o tempo está a favor do Pelé, mesmo que ele fique mais tempo no banco."

(Nota: Exacto, o tempo continua a favor do Pelé.)

17) slb4ever (26 de Maio de 2008) (post Os melhores):

[sobre Pelé]
"se com Mourinho não explodir, o problema é do Zé..."

(Nota: Se com Mourinho não explodir, o problema é do Zé; se com o Jesualdo não explodir, o problema é do Jesualdo; se com o Tony Adams não explodir, o problema é do Tony; basicamente, o problema é de todos menos dele...)

18) Anónimo (28 de Maio de 2008) (post Os melhores):

"És o maior tono do caralho!!"

(Nota: O que é um "tono"?)

19) Pedrovsky (29 de Maio de 2008) (post Pelé: um estudo):

"tens problemas com o M. da Costa? Já alguma vez viste um central com a habilidade dele na frente?"

20) Pedro Silva (29 de Maio de 2008) (post Pelé: um estudo):

"Nuno, exageras e ainda vais passar mal com o pelé."

21) Anónimo (5 de Junho de 2008) (post Sondagem (6)):

[sobre uma votação para eleger a equipa com melhores condições para vencer o Euro 2008]
"Votos na Espanha: nuno, gonçalo, o cão do nuno e o gato do gonçalo."

(Nota: os patetas do costume, uma vez mais com opções de voto que não lembram nem ao Diabo.)

22) Anónimo (14 de Junho de 2008) (post Incidências da Primeira Ronda do Euro 2008):

"Este blog é de escachar o coco a rir."

(Nota: Nunca percebi por que é que partir um côco é motivo de riso. Já "escachá-lo" é-o, seguramente.)

23) José Henriques (18 de Junho de 2008) (post Segunda Ronda):

"Mister fred (k de mister nao deve ter nada), já devo ver fut há mt mais tmp k tu!! por isso não me substimes...e n des exemplos parvos...o diakité e o binya são 2 pretos xulos.o petit é 1 gajo ja com visao d jogo e um remate mt forte..e a grécia eu nao digo k seja espectacular! mas k é boa tacticamente é! e vai xamar nabo à tua avó torta, k eu ja vejo futebol a 20 anos! este blog é so energumenos e gente sem humildade. isto é uma vergonha. a juntar a censura. parece q k voltamos ao estado novo."

(Nota: O nível dos insultos é brilhante, o português usado melhor ainda. Melhor, só mesmo a justificação para a falta de qualidade de Diakité e Bynia seguida da indignição por um comportamento, supostamente, em conformidade com a censura do Estado Novo. O que vale é que há coerência!)

24) Zé das Hóstias (20 de Junho de 2008) (post Ronda Final):

[sobre a França no Euro 2008]
"ESTE GAJO NAO SABE O Q DIZ!!!! A FRANÇA JOGOU MT BEM SÓ TEVE AZAR!!!"

25) Costa (decora o nome, cromo) (30 de Junho de 2008) (post Final e mais coisinhas):

"Ó palhaço, quem disse que o Pelé é dispensável? Se o fosse, o Quaresma há muito que já tinha ido para o Inter, não achas? Além disso, o que se fala é de um empréstimo, não de uma cedência definitiva."

(Nota: Professor Karamba e as suas adivinhações prodigiosas.)

E é isto: humor de qualidade, poderes de adivinhação prodigiosos e análise futebolística extremamente requintada. Falar de futebol a rir - eis o lema deste espaço e de todos os seus intervenientes.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Os Melhores da Temporada

Fica, como é hábito no fim de cada campeonato, a selecção dos melhores desta temporada, na minha opinião...

Guarda-Redes: Beto
Defesa Direito: Fucile
Defesa Esquerdo: Alonso
Defesas Centrais: Sidnei e Daniel Carriço
Médio-defensivo: Fernando
Médios-ofensivos: Lucho Gonzalez e Izmailov
Extremos: Reyes e Rodriguez
Avançado: Lisandro Lopez

Treinador: Jorge Jesus

Suplentes:

Guarda-Redes: Bracalli
Defesa Direito: Vasco Fernandes
Defesa Esquerdo: Tiago Pinto
Defesas Centrais: Rodriguez e Bruno Alves
Médio-defensivo: Katsouranis
Médio-ofensivos: Hugo Leal e Pablo Aimar
Extremos: Vukcevic e Fábio Coentrão
Avançados: Nené

Treinador: Jesualdo Ferreira

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Campeonato do Mundo dos Comentários Hilariantes (Grupo A)

Andámos a vasculhar no baú dos arquivos do Entre Dez e encontrámos valiosíssimos achados arqueológicos. Como achamos que vale sempre a pena recordar o passado e relíquias como estas devem ser preservadas, decidimos levar a concurso os comentários mais hilariantes dos nossos digníssimos visitantes. Contudo, o elevado número de comentários que atingiram os mínimos olímpicos para serem reabilitados leva a que o campeonato tenha de ser disputado por grupos. Deste modo, está a concurso o grupo A, com 25 comentários. Enquanto isso, os restantes comentários serão levados a votos brevemente. Gostaríamos, portanto, que elegessem, de entre estes 25, os 3 de que mais gostam! Digam, pois, de vossa justiça...

1) Pedro (4 de Maio de 2007) (post Erros):

"Jogar bem nem sempre é jogar bonito."

e

"Ele [Trapattoni] usa uma táctica q é feia mas q resulta."

2) Rui Cunha (22 de Maio de 2007) (post Diego):

[sobre Diego]
"Não, não e não... Concordo com muitos posts. Mas não com este. Enquanto portista tive sempre a esperança que o Diego explodisse... Mas fiquei cansado. Da lentidão que tem em receber e colocar a bola jogável, do ter que rodar com a bola, do fazer que faz que defende, sim porque ele pode ter um adversário a 2 m que o única coisa que faz é seguir o adversário e nunca o ataca. Continuo a achar que não tem grande futuro num campeonato em que saibam defender como Itália ou Espanha. O Diego teve também outro problema. Que foi o de vir substituir o jogador mais completo que vi jogar no Porto. Nos seus melhores tempos, atacava melhor do que alguma vez vi o Diego e nunca deixou de ser um jogador de equipa. Os craques também sabem suar! Só uma outra achega... Prefiro o Albertini ao Redondo... Até porque fazia parte da equipa mais espantosa que vi jogar."

3) Herói (3 de Julho de 2007) (post Equipa do Ano):

[sobre a equipa do ano em 2006/2007]
"aquela do miccoli a ponta de lança e do nelson em mençao honrosa/revelaçao é a brincar cá ca malta né?"

4) Oscar (16 de Junho de 2007) (post Sub-20):

"Então o Pelé é fraco ???? O Inter não tem essa opinião (e o Roma também estava interessado por troca com o Mancini)."

5) luissm (18 de Julho de 2007) (post Luis Sobral 0-2 Entre Dez):

"Aposto que o FS [Fernando Santos] vai jogar com esse meio campo [Petit, Katsouranis e Manuel Fernandes] muitas vezes."

(Nota: 1 mês depois, já nem Manuel Fernandes nem Fernando Santos estavam na Luz.)

e

"Não veres a diferença entre um Liedson (ou um Derlei) e um Postiga, por exemplo, também é problema teu. Os primeiros têm maior disponibilidade para defender. Por isso, em sentido figurado, se podem chamar avançados-defesa."

e

"Apesar do futebol total ser uma coisa muito bonita, por alguma coisa existem defesas, médios e avançados. Cada grupo tem funções específicas, penso eu de que."

6) lzbral (27 de Julho de 2007) (post Luis Sobral 0-2 Entre Dez):

"Ainda não percebeste que és uma autêntica anedota para uma determinada facção da blogosfera?"

(Nota: Há facções na blogosfera?)

7) Petrovic (20 de Julho de 2007) (post Certezas (6)):

[sobre Adrien Silva]
"muito bom, com grande maturidade para quem ainda tem idade de junior. basta comparar com Pereirinha...
o grande azar dele chama-se Miguel Veloso."

8) Luis Sobral (9 de Fevereiro de 2008) (post Goleada):

[sobre um post dedicado a Luis Sobral]
"«Para acabar, quero então dizer que o resultado se avoluma para 0-3 e que, pressupondo que o Sobral não tem um transplante cerebral marcado para os próximos tempos, se avizinha uma goleada...»

Você pensa ser levado a sério com este tipo de linguagem? Não tem vergonha? Ganhou o quê? Infeliz."

9) afinal... (23 de Abril de 2008) (post A Explicação Definitiva):

"haha, e agora quem é que tinha razão? Digam aos 70 mil adeptos do United que todas as semanas vão ao estádio que o Anderson não é medio-centro."

e

"Se joga a médio centro, é medio-centro."

(Nota: Se anda na água, é peixe)

10) José Leal (10 de Agosto de 2007) (post O Admirável Mundo Novo de Quique Flores):

"Eu sinceramente, pela qualidade do Hugo Viana dá-me ideia que é daqueles jogadores que quantas menos responsabilidade tiver em campo, mais seguro se sente o treinador."

11) Luis Sobral (9 de Fevereiro de 2008) (post Mais Luis Sobral):

"Nuno, não é? Se a minha escassa inteligência me permitiu perceber alguma coisa do que escreveu, sugere num daqueles parágrafos que terei escrito alguma coisa que se assemelha com uma ideia sua. É mentira e pensar o contrário é, além de uma canalhice que o define, presunção ridícula. Nem sabia que existia. Mas se fosse verdade não deixaria de provar que até a plagiar eu seria mau: escolhia seguir as coisas sem valor. Já arranjava uma vida, não?

Luís Sobral"

12) Ivo (3 de Setembro de 2007) (post O que eu prefiro):

"outra que discordo e preferires o nuno gomes ao liedson. admito que o nuno gomes jogue mais para a equipa mas tem-se visto o que o benfica tem beneficiado com ele nos ultimos 3 anos e o que o sporting tem beneficiado com o liedson."

(Nota: num desses 3 anos, o Benfica foi campeão.)

13) Bruno Pinto (25 de Setembro de 2007) (post Finalmente, algo acertado):

"A pureza de jogadores como Pedro Barbosa e Rui Jorge... está bem está... Mas, no geral, concordo com o teor deste post.

PS: Magnífico blog, continuem..."

(Nota: Um tipo porreiro!)

e

(a 13 de Janeiro de 2008) (post Tragédia Grega... e não só):
"Nuno és limitado demais para eu ter vontade de perder tempo contigo. Tenho um prémio para ti: "Só tens um neurónio e mesmo assim não o usas".

Foda-se lá o personagem!"

(Nota: Um tipo não tão porreiro!)

e

(3 dias mais tarde) (post 22 curtinhas):
"Que fique bem claro, que esta é a excepção que confirma a regra, porque a seguir vais falar para as paredes."

(Nota: Depois disto, nunca mais falou.)

14) anónimo (6 de Outubro de 2007) (post Equipa de Sonho):

[sobre uma possível equipa de sonho da actualidade]
"avançado: liedson"

15) Bruno Pinto (9 de Outubro de 2007) (post União de Leiria 1-2 Benfica):

"Acho injusta a apreciação ao Bynia. Estava a ver o jogo e achei que foi o melhor da primeira parte. Pensei para mim: "Não me importava de vê-lo no FC Porto"! Ainda é jovem, tem muita margem de progressão, mas o potencial está lá. Dizer que é pouco inteligente tem muito que se lhe diga. Então e o Di Maria não se farta de perder bolas?? Ser na ala ou no centro pouco importa para aferir o grau de inteligência. Se toma opções erradas (fintar e perder em vez de passar) então também é burro... Não é assim... E não vi o Bynia perder uma única bola. Aliás o à vontade com que assume o jogo com uma idade tão prematura, indicia que estamos perante um futuro grande jogador, com uma estrutura mental que impressiona. é a minha opinião e vale o que vale. O futuro ajudará a tirar ilações mais precisas, assim ele continue a ter as oportunidades que faz por merecer."

16) José Leal (15 de Outubro de 2007) (post Preconceito):

"Desculpa lá, dizer que o Miguel Veloso é infinitamente superior ao Petit é uma declaração muito grave."

17) MRO (16 de Outubro de 2007) (post Pergunta um tanto ou quanto delicada...):

[quando inquirido sobre que jogadores do meio-campo, em losango, corriam mais]
"o médio interior claramente ! o defensivo está mais vocacionado para esperar pelos avançados e os ofensivos mais a manter posições para dar opções e prender os adversários. o interior anda aos fogos e a fazer piscinas."

e

"considerando, claro, que o médio interior é o ofensivo, porque para mim isso do losango nunca chega realmente a existir ! acho que o Losango é sempre, na relaidade um "Y"."

e

"um "Y" sem bola nesses jogadores, que se transforma num "T" nas dinâmicas ofensivas e defensivas."

18) Bruno Pinto (23 de Outubro de 2007) (post Os mal-amados):

"Idiota é pensar que se podem ganhar jogos sem correr ou a correr pouco (assim inteligentemente...). E quando se está a falar de um médio, o caso é bem mais grave!!"

(Nota: Ouviste, Van Gaal? Pára lá de achar que numa equipa ideal os jogadores devem correr o menos possível.)

e

"O Veloso precisa de um Moutinho, o Pirlo precisa de um Gattuso, o Guardiola tinha o Popescu ao lado e o Sousa tinha o Deschamps..."

(Nota: Napoleão, sem o cavalo, também teria demorado mais a chegar às batalhas)

19) Bruno Pinto (23 de Outubro de 2007) (post Os mal-amados):

"Não há jogadores para construir e outros para recuperar! Eu não disse isso, conclusão errada! [...] O que eu digo é que se tiveres o Popescu, que é forte e resitente, ao lado do Guadiola, que é técnico e inteligente, isto é a complementaridade perfeita, pois o Guardiola fica mais liberto para construir desde trás, mais solto, não sofre tanta pressão, não tem tanta preocupação de recuperar que se estivesse sózinho."

(Nota: "Não, não, eu não digo que a Terra seja o centro do sistema solar! O que eu digo é que o Sol anda à volta da Terra!")

20) Pedro (23 de Outubro de 2007) (post Os mal-amados):

"Bem para completar o ramalhate só falta alguem vir para aqui dizer q Deco é um dos melhores jogadores do mundo..."

e

"Pilro é um fenómeno, um jogador de eleição, perfeito para a táctica do Milão. E pq? Pq à sua frente tem o Gattuso e não só, tem tb um Ambrosini muitas vezes. E Pilro joga ATRÁS destes dois "carregadores de piano" q fazem todo o trabalho sujo libertando Pilro para fazer com genial mestria a construção do jogo do Milão. Achar q Pilro conseguia fazer o mesmo sem o apoio fisico dos dois colegas é não perceber NADA de futebol. NADA."

21) Pedro (7 de Novembro de 2007) (post 10 coisinhas que precisam de ser ditas):

"Os dividendos das virtudes de Liedson "apenas" são os responsáveis pelo clube estar à tona de água nestes últimos anos...Sem Liedson havia de ser bonito..."

e

""Se ele se vai embora, o Sporting deixa de ganhar coisas"

Tens dúvidas??
Em quatro anos faz 100 golos pelo scp...se não fosse Liedson o scp andava pelo meio da tabela"

22) Metralha (9 de Novembro de 2007) (post 10 coisinhas que precisam de ser ditas):

[sobre Liedson]
"Nuno & Gonçalo,

FODA-SE!!!

101 golos!!!

Qts tem o Djaló?

Qts tem o Lisandro?

Que puta de BURRICE a vossa!!"

(Nota: Não havia maneira de prever que o Lisandro fosse fazer uma época tão boa e passar a ser reconhecido como um grande avançado.)

23) Luis Sobral (9 de Fevereiro de 2008) (post Luis Sobral (4)):

"Além de perder tempo a ler textos sem sentido, faz mais alguma coisa na vida?

Luís Sobral"

24) Pedro (29 de Novembro de 2007) (post Liedson: um estudo):

[sobre Liedson]
"Lembro-me de um golão q ele faz num remate quase de primeira, já não me lembro contra quem. Sinceramente acho q marcou um bom numero de golos fora da área."

(Nota: o golo em questão foi contra a Académica, mas não foi de fora da área nem de primeira, embora tenha sido "quase de primeira", como defendido).

25) Bruno Pinto (23 de Outubro de 2007) (post Os mal-amados):

"se há coisas que não me dás são lições de futebol passado"

e

(a 13 de Janeiro de 2008) (post O Boavista de Pacheco):
[falando sobre Matthaus]
"Sabes quem fez marcação directa (sim, directa, seguiu-o pelo campo todo) ao Maradona na final do Itália'90? Ora vê se adivinhas. Pá, tu não percebes um chavo de futebol, tu não sabes nada sobre história do futebol, tu não conheces das coisas mais conhecidas do futebol. É normal que o ppl perca vontade de discutir com alguém tão limitado e ao mesmo tempo tão irritante, por se achar tão culto quando na verdade é um perfeito burro."

(Nota: Matthaus encontrou-se apenas 1 vez com Maradona, durante a partida)

e

"Não digas asneiras, não fales sem saber. Não sejas tão convicto, quando não sabes o que estás a dizer! No Mundial'90 tinha 8 anos, não vi essa final, mas tenho o jogo gravado, percebes? Gosto de futebol, tenho muitas finais em vídeo, percebes? E quando falo, sei do que falo. Não atiro bitaites para o ar, só para parecer que tenho razão."

(Nota: Já disse que o Maradona não foi marcado pelo Matthaus e que só se encontrou com ele por 1 vez?)

e

(a 16 de Janeiro de 2008) (post 22 curtinhas):
"Sobre a final do Itália'90. 10 minutos, já se encontraram 3 vezes... Mentes pouco, mentes! Vou continuar a ver..."

(Nota: É provável que tenha confundido Matthaus com Augenthaler: afinal, são os dois alemães e têm os dois duas narinas.)


São então estes os 25 candidatos. Está aberta a votação...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Os melhores

Eis os melhores da Liga 2007/2008:

Guarda-Redes: Diego Benaglio
Defesa Direito: Bosingwa
Defesa Esquerdo: Léo
Defesas Centrais: Polga e Rodriguez
Médio-Defensivo: Paulo Assunção
Médios-Ofensivos: Lucho Gonzalez e Rui Costa
Extremos: Quaresma e Vukcevic
Avançado: Lisandro Lopez

Treinador: Carlos Carvalhal

Os suplentes:

Guarda-redes: Quim
Defesa Direito: Ricardo Esteves
Defesa Esquerdo: Carlos Fernandes
Defesas Centrais: Geromel e Tonel
Médio-Defensivo: Delfim
Médios-Ofensivos: Moutinho e Zé Pedro
Extremos: Tarik Sektioui e Christian Rodriguez
Avançado: Roland Linz

Treinador: Manuel Cajuda

Os que também poderiam ter sido eleitos, mas que por esta ou aquela razão não foram:

Guarda-Redes: Eduardo, porque só podia escolher dois guarda-redes.
Defesas direitos: Abel, porque revelou lacunas defensivas graves; Nélson porque perdeu toda a confiança que tinha quando chegou ao Benfica; Andrezinho, porque embora seja muito forte a atacar, é muito fraco a defender.
Defesas Esquerdos: Rodrigo Alvim, porque só podia escolher dois.
Defesas Centrais: David Luiz, porque passou grande parte da época lesionado e nunca conseguiu atingir um nível exibicional constante; Bruno Alves por razões óbvias.
Médios-Defensivos: Miguel Veloso, porque apesar de ter começado e acabado confiante, passou grande parte da época num nível medíocre; Raúl Meireles, porque num esquema como este não poderia ser médio-defensivo, e para médio ofensivo havia melhores; Ruben Amorim, porque só podia escolher dois e a sua posição também não é a de médio mais recuado; Roberto Brum porque só podia escolher dois; Katsouranis, porque fez uma época bem abaixo do desejável, tendo muitas vezes actuado como defesa central.
Médios-ofensivos: Romagnoli, porque as suas exibições sofrem quando a equipa está mal e, como tal, passou ao lado de bastantes jogos. Fajardo, porque não conseguiu manter os níveis do início da temporada, nem foi capaz de ser, como o foi na altura, o jogador mais preponderante do Guimarães; Jorge Ribeiro porque a médio é banal, apesar dos golos que consegue, fruto do seu bom pontapé.
Extremos: Hélder Barbosa, porque alguém decidiu ir buscá-lo a meio da época para pô-lo no banco; Matheus porque beneficiou claramente por estar incluído num colectivo forte, ressentindo-se quando trocou de ares; Fellype Gabriel porque não pôde jogar regularmente e manter o bom nível do início da temporada; Di Maria, porque alternou entre exibições formidáveis e momentos menos bons, quase todos por estar incluído numa equipa sem rumo; Alan e João Ribeiro porque só podia escolher quatro.
Avançados: Cardozo, Cláudio Pitbull, Roncatto, Weldon e Wesley por só poder escolher dois; Liedson por razões óbvias.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Equipa de Sonho

Pus-me a pensar nos jogadores que, actualmente, formariam a equipa mais forte do mundo e deu nisto:

Guarda-Redes: Gianluigi Buffon
Defesa Direito: Daniel Alves
Defesa Esquerdo: Philipp Lahm
Defesas Centrais: Ricardo Carvalho e Anderson Polga
Médio Defensivo: Andrea Pirlo
Médios Ofensivos: Cesc Fabregas e Kaká
Extremos: Lionel Messi e Cristiano Ronaldo
Avançado: Zlatan Ibrahimovic

Esta seria a minha equipa de sonho. Qual é a tua?

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Equipa do Ano

Agora que acabou o campeonato, quero eleger aqui os melhores da Liga Portuguesa.

Guarda-Redes: Hélton.
Defesa Direito: Bosingwa.
Defesa Esquerdo: Tello.
Defesas Centrais: Polga e Ricardo Rocha.
Médio Defensivo: Miguel Veloso.
Médios Ofensivos: Moutinho e Romagnoli.
Extremos: Quaresma e Simão.
Avançado: Miccoli.

Menções Honrosas/Revelações:

Guarda-Redes: Quim
Defesa Direito: Nélson.
Defesa Esquerdo: Antunes.
Centrais: Rodriguez e Pepe.
Médio Defensivo: Katsouranis.
Médios Ofensivos: Rui Costa e Lucho González.
Extremos: Lisandro e Nani.
Avançado: Linz.