quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Os Médios de Transporte e o Renato
Escrito por Nuno às 11:46:00 144 bolas ao poste
Etiquetas: Anderson, Benfica, Pizzi, Raciocínios Tácticos, Renato Sanches
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
12 coisas
2. Por que é que ninguém dá um par de lambadas no Manuel da Costa? Ou então expliquem-lhe o que é jogar futebol...
3. Como é que se seleccionam jogadores para as equipas jovens? Pela quantidade de dinheiro dos seus empresários?
4. Começou a época em Inglaterra e o Chelsea goleou. O golo de Deco, além de um frango monumental, é a melhor ilustração do que é o futebol inglês. Naquela altura, parecia que o Chelsea estava a jogar contra 6 ou 7...
5. Fábio Paim vai ser emprestado ao Chelsea. Como não tem passaporte brasileiro, em Portugal não tinha lugar.
6. O Sporting limpou mais uma taça e venceu de novo o Porto. Coincidência ou falta de aprumo de Jesualdo?
7. Nos Jogos Olímpicos, a Argentina limpou, sem apelo nem agravo, um Brasil órfão de ideias. Quem continuar a achar que Anderson tem um talento ímpar só pode andar a dormir. O jogador do Manchester fez um jogo combativo, esteve sempre perto da luta, mas com bola é um desastre. Tem os seus argumentos técnicos, mas quando tem de decidir rápido decide mal. No meio-campo, pode ser bom para ajudar à luta, mas é um elemento a menos a construir. Hernanes é um jogador banal, apesar de se falar muito nele. Thiago Neves é francamente mais talentoso, mas nem a excelente exibição frente à China lhe valeu a titularidade. Lucas Leiva é, além de francamente lento, muito mau a nível posicional e pouco expedito com bola. Tudo o que de bom o Brasil fez nestes Jogos Olímpicos saiu dos pés de Diego, o tal que não é maduro nem tem qualidade para jogar ao mais alto nível. Tudo o que de bem construído o Brasil fez, passou por si. Além disso, no jogo contra a Bélgica, por exemplo, foi da sua garra que nasceu o golo de Hernanes, vencendo na luta o gigante Fellaini. Continuar a achar que ele também não defende é razão para uma consulta de oftalmologia. Contra a Argentina, esteve pouco em jogo, sobretudo graças ao mau jogo com bola dos restantes médios. Mas, sempre que a teve, fez o jogo fluir. Diego, Ronaldinho e os laterais, Rafinha e Marcelo (a quantidade de cuecas que este menino faz é uma coisa absurda!), foram os melhores. O guarda-redes Renan também me pareceu seguro; Pato ainda é muito novo, embora o talento já lá esteja. Quanto aos centrais, que miséria! Aquele que dizem ter 18 anos, mas que tem pelo menos 3 ou 4 a mais, parece o Pepe, mas ainda mais limitado de ideias e mais lento; do outro, basta dizer que é irmão do Luisão.
8. Na Argentina, destaque para Aguero, Messi, Riquelme e Gago. Mascherano não é mau, mas no meio destes roça o banal. Ver jogar Riquelme é um sonho. Que nunca desapareçam os jogadores como ele!
9. No Porto, Quaresma continua sem jogar. Há quem diga que já está vendido. Se não está, que sentido faz continuar de fora?
10. Fucile foi castigado por causa de ter marcado um penalty à Panenka contra a vontade do professorzinho ou Jesualdo quis dar hipóteses ao Sporting, não o pondo?
11. A David Luiz está a acontecer o mesmo que aconteceu a Anderson, há duas épocas. Fizeram meia-dúzia de jogos a um bom nível, embora tenham denotado algumas deficiências, lesionaram-se e pararam durante muito tempo. Durante essa altura, foram feitos de mártires e imaginados como salvadores da pátria. De repente, sem terem mostrado nada de relevante, passaram a génios. Tanto um como outro têm qualidades, mas essas qualidades foram muito exageradas pela opinião pública.
12. Derlei, Djaló e Postiga estão em boa forma. Se o Sporting continuar a ganhar e a jogar suficientemente bem, com que legitimidade poderá Paulo Bento relançar na equipa Liedson? Querem ver que esta é a época de todas as verdades...
Escrito por Nuno às 12:19:00 44 bolas ao poste
Etiquetas: Anderson, Curtas, David Luiz, Diego, Pelé, Riquelme, Selecções Jovens
segunda-feira, 30 de julho de 2007
A Explicação definitiva...
Muitas vezes eu e alguns colegas meus comentamos a disparidade existente entre as camadas jovens do Sporting e do Benfica. Aqui está uma razão para esse fenómeno : http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=837741&div_id=1456
O que está em causa não é o rapaz ser novo. Mas sim o facto de ele eleger o Anderson, do F. C. Porto, como o melhor médio-centro da Liga Portuguesa da época transacta.
Não se trata de o brasileiro possuir, ou não, qualidade. Trata-se de um "olheiro" reconhecer este jogador como um médio-centro! Calculo que daqui a uns anos, o Benfica só tenha de alterar as posições das suas promessas para assim descobrir verdadeiras pérolas...
Escrito por Gonçalo às 14:32:00 8 bolas ao poste
sábado, 28 de julho de 2007
Goleada...
Andava eu descansado a ler coisas, quando encontro nova pérola do senhor Luis Sobral. Devo dizer, por esta altura, que quem não tem vergonha uma vez, não tem vergonha sempre. O artigo é este.
Se é verdade que, segundo o título de Luis Sobral, "perder Simão pode doer", parecem-me parvas muitas das coisas que se dizem em seguida. Para não acharem que só digo mal do senhor, vou referir cada argumento do senhor Sobral e concordar com os que tenho que concordar e discordar dos outros.
Ora, diz Sobral que "O Benfica perdeu o jogador preferido pelos treinadores em 2006/07."
Sobral constata um facto, é verdade. Mas faz mais do que isso: assevera a sua concordância com isto, ao utilizar esse argumento para dramatizar a importância da saída de Simão. Ora, Simão pode ter sido o jogador preferido pelos treinadores, mas não teve, nem de perto, o papel decisivo no Benfica que Quaresma teve no Porto. Logo, Sobral está a dar ênfase a uma coisa importante, é certo, mas esquece que seria muito mais relevante se o Porto ficasse sem Quaresma.
Diz em seguida: "Este simples enunciado antecipa a frase seguinte: será praticamente impossível encontrar quem esteja ao mesmo nível."
Concordo. Mas também concordo que um bife não é uma salsicha. Alguém acha que substituir um jogador nuclear é possível? No Real Madrid ou no Chelsea, está bem. Mas para o Benfica substituir um jogador avaliado em 20 milhões de euros, teria de desembolsar quantias idênticas, o que num clube português é uma má política financeira e desportiva. Logo, a saída de Simão deve ser colmatada com um jogador com menos provas dadas. Este jogador até pode substituir o seu precedente com sucesso, mas isso só acontecerá por um golpe de sorte. Izmailov parece poder ser um bom sucessor de Nani, mas a ver vamos.
Continua Sobral: "Teria de ser um jovem génio ou um jogador maduro e de nível internacional."
Claro. Mas um jovem génio implica sempre uma obscuridade quanto ao seu desempenho. Pode substituir com êxito o seu precedente, como pode demorar a adaptar-se.
Acrescenta: "Descobrir génios (como o F.C. Porto, com Anderson) implica uma boa prospecção e alguma sorte."
Espera lá... Génios?? O senhor Sobral tem dicionário em casa? Primeiro, parece-me que o uso da palavra génio é excessivamente generalizado. Qualquer jogador habilidoso já é génio? É um bocado ousado, isto. Génios no futebol houve dois: Maradona e Zidane. Depois há os outros, os prodigiosos, os que estavam mesmo talhados para serem aquilo e não outra coisa. Falo, por exemplo, de Laudrup, de Del Piero, de Figo, de Ronaldinho, de Platini, de Cruyff, de Eusébio, de Pelé, de Redondo, de Bergkamp, de Van Basten, etc. E só depois vêm os putos habilidosos, que ainda têm muito pela frente, mas que, só porque sabem uns truques com a bola, não significa que sejam nem prodigiosos nem geniais. Sei de vários casos de jogadores que, em tenra idade, aparentavam um futuro ao nível dos melhores de sempre, mas que depois desapareceram. Com dezoito anos, nunca vi jogar, por exemplo, ninguém como o Dani... Mas o mais ridículo deste pequeno excerto nem é isto. O que é verdadeiramente absurdo é considerar Anderson um génio. Nunca percebi de onde veio o amor pelo brasileiro. Nem sequer me lembro de uma coisa assim, de um jogador não fazer nada de extraordinário e cair nas boas graças de quase todo o mundo. Não me interpretem mal: acredito que ele tem um potencial enorme. Mas não mostrou praticamente nada para que o mimassem como mimaram. Anderson fez um início de época relativamente bom, mas nem sequer deslumbrou. Simplesmente apareceu do nada, a jogar bom futebol, mas mais nada. E logo se levantaram vozes, dizendo que nascera mais um prodígio. Que estupidez! O futebol do Porto até agradeceu quando ele se lesionou: passou a fluir mais e libertou Quaresma, que viria, pelo segundo ano consecutivo, a carregar a equipa às costas. Agora, se Anderson já criara tanta euforia, a sua lesão não poderia ter acontecido em melhor altura. O puto, sem mostrar nada de especial, repito, deixara um ar da sua graça, abrira o apetite aos adeptos, insinuando que poderia (como também não poderia) fazer uma grande época. E construiu-se um mito, baseando-se na presunção de que ele manteria o mesmo nível ao longo do campeonato inteiro, nível esse que já era sobrevalorizado pelos adeptos. Para além disso, a sua lesão foi motivo para o avolumar da guerra ideológica com o Benfica. Além de se ter criado um mito em torno de Anderson, criou-se também um mártir. E mitos e mártires são sempre adorados. Ou seja, a reputação de Anderson foi muito mais criada pela imaginação das pessoas do que por aquilo que ele fez de bom. E é sempre assim. O ideal do herói grego era o homem que se valorizava na guerra. E, por isso, os heróis raramente sobreviviam à guerra e morriam velhos. Interessava as pessoas recordarem os seus feitos heróicos, não a decrepitude ou a sabedoria. Aquiles foi para a guerra para morrer. Ájax, sentindo que o seu tempo de feitos grandiosos se aproximava do fim, suicidou-se. E as pessoas recordaram-nos pelas últimas coisas que fizeram, ou por aquilo que prometiam fazer. Assim aconteceu com Anderson. Lembro-me de achar que Zidane fora extremamente inteligente ao abandonar a carreira num momento tão bom. Ninguém se vai lembrar dos meses que demorou a adaptar-se ao Real Madrid, nem das coisas menos boas que, eventualmente, faria se continuasse a jogar futebol. Resumindo, Anderson não fez nada para valer o apreço que lhe têm, mas muito menos para ser considerado um génio. Por isso, senhor Sobral, meça as palavras quando quiser fazer afirmações como esta.
Adiante. Continua Sobral: "Contratar jogadores de nível internacional no auge é praticamente impossível para qualquer clube português"
Não é praticamente impossível. Antes pelo contrário, o Benfica poderia bem investir o dinheiro recebido num jogador da valia do Simão e com a idade dele e os mesmos créditos dados. Não era assim tão difícil. Mas seria errado. Ou seja, ser possível é. Só que é estúpido...
E diz ainda: "No entanto, creio que é justo dizer que o Benfica está hoje mais sólido enquanto clube do que no passado (há três ou quatro anos, por exemplo). Por isso necessita menos do que Simão significava fora do campo, naqueles longos períodos em que parecia que a equipa se esgotava no internacional português."
Concordo até ao primeiro ponto final. A partir daí nem sequer percebo o que o senhor Sobral quer dizer. O que é que o Simão significava fora de campo? Tem um rabinho jeitoso? A mulher dele inspira os outros? Ele tem umas piadas giras e põe a malta bem disposta? Não sei mesmo...
Finalmente, Sobral remata: "PS: Juntar à saída de Simão a entrada de muitos jogadores, criar conflitos com jogadores do plantel e empurrar para a rua o homem que fazia a ligação entre a equipa e a direcção é que poderá ser muita coisa ao mesmo tempo."
Pois, a saída do Simão foi a gota de água. Mandar homens para a rua, criar conflitos com jogadores e comprar muita malta até é fixe, desde que o Simão não saia. Agora, saindo o Simão, está tudo estragado. E o resto passa a ter importância. Isto é basicamente o mesmo que pensar o seguinte: podia explodir uma bomba no autocarro da equipa que, desde que o Simão se salvasse, não havia problema. Agora, se o Simão não se salvasse, estava o caldo entornado. Para o Sobral, Simão é tipo um líder de uma milícia. Pode-se prender quase toda a gente que faz parte da milícia, que isso não tem efeito nenhum. Se queremos acabar com a milícia, temos de limpar o sarampo ao líder. E basta isso para que os outros percam todo o relevo. Fenomenal!
Para acabar, quero então dizer que o resultado se avoluma para 0-3 e que, pressupondo que o Sobral não tem um transplante cerebral marcado para os próximos tempos, se avizinha uma goleada...
Escrito por Nuno às 20:51:00 11 bolas ao poste
Etiquetas: Anderson, Benfica, Luis Sobral, Mau Jornalismo, Simão
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Diego
Diego faz maravilhas. Faz jogar uma equipa inteira e pode desequilibrar individualmente com a facilidade de quem caminha. Há poucos, muito poucos assim. Aliás, hoje em dia a tendência é deixar de existirem jogadores apaixonantes como ele. Talvez por isso, passou pelo futebol português sem que lhe percebessem a excepcionalidade. Correr como correram com ele não é só estupidez; é ingratidão para com o futebol. Ignorar um talento como o dele é de quem percebe pouco, muito pouco, de futebol. Co Adriaanse esqueceu-o no banco, mesmo numa equipa virada para o ataque. Preferiu a correcção de Lucho Gonzaléz e a estabilidade de outros. Foi campeão e, por isso, ninguém o criticou. Ainda que Diego, sempre que tenha jogado, tenha sido dos melhores em campo. O Porto, com ele, era sempre mais equipa; era sempre imprevisível. Antes, marcou golos ao alcance de poucos, como aquele contra o Chelsea, que permitiu aos Dragões permanecer na Liga dos Campeões. Executou passes de 50 metros com precisão de relojoeiro; deixou babados os adeptos de futebol enquanto arte. Lembro com saudades certas exibições inolvidáveis, como uma contra o Belenenses, na qual, depois de jogar mais que toda a equipa adversária junta, isolou Benny McCarthy com um passe de letra. Bailou enquanto jogou e, ainda assim, não convenceu. Sem glória, perdeu o carinho dos adeptos. Pouco apreciado, decidiu partir. E ninguém, por aquela altura, sentiu falta dele. Ninguém, excepto eu. E excepto quem gosta mesmo de futebol.
Os portistas depressa o esqueceram. Diziam que tinham agora outro brasileiro bem melhor. Falavam de Anderson. Tolos. Não sabem o que dizem. Compará-los é ridículo. Diego é, provavelmente o melhor jogador da sua geração, talvez a par de Robinho. Juntos, em precoces idades, ganharam no Santos o campeonato. Ainda não esqueci, também, como Diego conquistou para o Brasil uma Copa América. A perder com a Argentina por 2-1, a "Canarinha" decidiu começar a bombear bolas para a área, na esperança de que Adriano ou Luis Fabiano resolvessem. Sem sucesso algum. Até que entrou Diego. O miúdo, caloiro naquelas andanças, não pediu ordens para mudar tudo. Pegou na bola e não a pontapeou sem nexo como os outros. Os argentinos estranharam. Sairam-lhe ao encalço. Driblou dois, progrediu e, já perto da entrada da área, fez um cruzamento observando a posição dos colegas e colocou a bola, finalmente jogável, nos pés de Adriano. Este, depois, resolveu. E o Brasil acabaria mesmo por vencer a Copa. Anderson até pode chegar ao nível de Diego, um dia. Mas, para já, ainda não provou nada. É igualmente dos mais talentosos da sua geração. Mas - arrisco eu - não tem a classe e a inteligência do primeiro. É mais explosivo, atleticamente superior, rapidíssimo. Mas não possui ideias suficientemente esclarecidas para se tornar um grande jogador. Talvez dê um bom extremo, ou um avançado móvel. Nunca um médio ofensivo. Ao fim de um ano de ausência e também porque agora é imprescindível no Werder Bremen e anda a espalhar talento pela Europa, os portistas começam a sentir saudades. Agora é fácil de reconhecer que ele faz falta - digo eu. E é tarde para se arrependerem...
O futebol português é extraordinariamente contraditório. Por um lado, é reconhecido em todo o mundo como um futebol com apetência para criar jogadores habilidosos. Por outro, nenhum outro futebol desperdiça tantos talentos. Talvez seja da abundância. Não sei. A verdade é que passam por Portugal jogadores fascinantes em quem ninguém pega. E não consigo perceber porquê. Será da estupidez dos dirigentes, da ignorância dos treinadores? Francamente, não se percebe. Quando se tratam de sul-americanos, costumam dar a desculpa esfarrapada de que não se conseguem adaptar ao futebol europeu. Que patetice! Consigo dizer tantos e tantos nomes de jogadores que não vingaram em Portugal e que foram dar espectáculo lá para fora ou que tinham condições para o fazer... Apetece-me lembrar, além de Diego, de Mostovoi, de Roger, de Romagnoli (embora este final de época possa salvar aquilo que a meio da época parecia inevitável) e ainda de dois jogadores que, pelo que fizeram o ano passado no Guimarães, não entendo como não convenceram nenhum dos três grandes: Benachour e Saganowsky.
Enfim, não deixaram Diego brilhar aqui, foi para norte e brilhou lá. Entretanto, já é dos habitualmente convocados para a selecção. Não houvesse Kaká e talvez fosse mesmo titular do Brasil. Não tardará a sê-lo. É demasiado perfeito para não jogar ao mais alto nível. Hoje, dia em que se joga a segunda mão das meias-finais da UEFA, Diego tem a missão quase impossível de fazer com que o Bremen vire uma eliminatória cuja primeira mão deixou os alemães quase eliminados, após uma humilhante derrota por 3-0 ante o Espanyol. Se há equipa capaz de o fazer, é uma que tenha jogadores extraordinários. E Diego é extraordinário. Portanto, talvez seja possível... E ainda que não esteja onde merece este ano, na final, Diego estará onde merece daqui a alguns anos. Estou profundamente convencido disso. E nem a estultícia de quem anda no futebol poderá impedir que ele assim o consiga.
Escrito por Nuno às 10:25:00 2 bolas ao poste
Etiquetas: Anderson, Destaques Individuais, Diego, Porto