Eis os melhores da Liga Portuguesa, em 442 losango:
Guarda-Redes: Júlio César
Defesa Direito: Maxi Pereira
Defesa Esquerdo: Miguel Layún
Defesas Centrais: Lindelof e Ricardo Ferreira
Médio Defensivo: William Carvalho
Médios Interiores: João Mário e Pizzi
Médio Ofensivo: Gaitán
Avançados: Bryan Ruiz e Jonas
Treinador: Jorge Jesus
Suplentes (433)
Guarda-Redes: Salin
Defesa Direito: André Almeida
Defesa Esquerdo: Nuno Pinto
Defesas Centrais: Coates e Jardel
Médio Defensivo: Bakic
Médios Ofensivos: Adrien Silva e Herrera
Extremos: Iuri Medeiros e Rafa
Avançado: Mitroglou
Treinador: Paulo Fonseca
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Os Melhores de 2015/2016
Escrito por Nuno às 12:21:00 34 bolas ao poste
Etiquetas: Eleições
sábado, 19 de março de 2016
Apontamentos para uma Estética não-Allegriana
Escrito por Nuno às 16:13:00 51 bolas ao poste
Etiquetas: Allegri, Bayern de Munique, Competições Europeias, Guardiola, Juventus, Kimmich, Luís Freitas Lobo, Morata, Raciocínios Tácticos
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Quando as coisas correm bem...
Quando as coisas correm bem, e uma equipa assim recupera muito do atraso que chegou a ter para os principais rivais, reentrando na luta pelo título quando isso já parecia fora de equação, a tendência das pessoas é acreditar que tudo vai bem.
Quando as coisas correm bem, e a equipa consegue vencer quase todos os jogos contra adversários mais fracos, compensando assim as derrotas com adversários do mesmo nível, todos acham razoável que, em muitos momentos desses jogos contra adversários mais fracos, não seja importante assumir a iniciativa do jogo.
Quando as coisas correm bem, e a equipa marca 4 ou 5 golos de forma sistemática e se estabelece como o ataque mais concretizador da prova, ninguém se atreve a pensar que está longe de ser o melhor ataque da prova, ou que as ideias ofensivas continuam a ser muito pobres.
Quando as coisas correm bem, e a equipa atinge registos ofensivos que deslumbram os que se maravilham com as estatísticas, poucos são os que ousam sugerir que a competência ofensiva da equipa depende quase exclusivamente das competências individuais dos seus principais atacantes e da forma como alguns deles conseguem conseguem camuflar a banalidade dessa competência colectiva.
Quando as coisas correm bem, e a equipa sofre poucos golos e concede poucas oportunidades aos adversários, ninguém olha para o espaço entre linhas que a dupla de meio-campo, cujo posicionamento excessivamente rígido é desprezado pelos analistas e o qual só não gera problemas irresolúveis contra adversários mais débeis, concede jogo após jogo.
Quando as coisas correm bem, e um jogador banalíssimo se torna no principal motivo de regozijo dos adeptos, dificilmente se notam as faltas sistemáticas que faz, sempre que disputa um lance, a irresponsabilidade posicional que denota, as dificuldades que tem ao nível do passe, o descontrolo emocional que manifesta em diferentes momentos de jogo, ou, simplesmente, a má leitura que faz das situações de jogo em que se envolve, coisa que, por exemplo, o leva a não compreender que, quando os adversários têm a bola junto a uma linha e o colega de meio-campo corrige o seu posicionamento em função disso, o que deve fazer é corrigir o seu posicionamento em função do comportamento do colega, e não permanecer no meio do terreno, parado, a ver os adversários a trazerem a bola de novo para dentro e a aproveitarem o buraco que se criou entre ele e o colega para empatarem o clássico.
Quando as coisas correm bem, e a equipa consegue controlar a ansiedade, subir os níveis de confiança e enfrentar todo e qualquer adversário com uma intensidade assinalável, poucos são os que se lembram de que a intensidade só serve para alguma coisa enquanto houver tranquilidade e confiança, e que estas, dependendo da contingência dos resultados positivos e não do trabalho diário, tão depressa desaparecem como aparecem.
Quando as coisas correm bem, e as pessoas, não aceitando a possibilidade de estarem a correr bem apenas porque sim, acreditam que há-de haver boas razões para que estejam a correr dessa maneira e não de outra, dificilmente se poderá convencer quem assim pensa de que nenhuma equipa de futebol, nos dias que correm, pode ser bem sucedida a longo prazo com base no facto de as coisas continuarem a correr bem, e dificilmente se poderá convencer quem assim pensa de que, portanto, é apenas uma questão de tempo para que as coisas deixem de correm bem.
Escrito por Nuno às 12:35:00 164 bolas ao poste
Etiquetas: Benfica, Cortesias, Raciocínios Tácticos, Renato Sanches, Rui Vitória
domingo, 3 de janeiro de 2016
O Jogo Interior, a Criatividade e o Sucesso
Escrito por Nuno às 18:20:00 27 bolas ao poste
Etiquetas: Bryan Ruiz, João Mário, Jorge Jesus, Lopetegui, Porto, Raciocínios Tácticos, Rúben Neves, Sporting
domingo, 27 de dezembro de 2015
O Retrato da Liga Inglesa num só Lance
Que nenhum elemento, das três equipas que se encontravam em campo, tenha percebido a irregularidade do lance, nem no momento em que ele decorria, nem depois de ele ter terminado, diz tudo do futebol que se pratica em Inglaterra. Nem o árbitro, nem o fiscal de linha, nem o jogador do Liverpool que faz o passe, nem o jogador do Liverpool que o solicita, nem nenhum outro jogador do Liverpool, nem o defesa do Leicester que ficara para trás com a subida do guarda-redes, nem o guarda-redes que vem a correr desalmadamente, nem qualquer outro jogador do Leicester (ninguém protesta!), percebeu que um passe para um jogador que, estando à frente da linha de meio-campo, tem à sua frente apenas um defensor, é um passe irregular. Consigo admitir que um árbitro interprete mal um lance, sobretudo se esse lance não for muito vulgar (a invulgaridade, aqui, era o último defensor não ser o guarda-redes). Um fiscal de linha, contudo, já não deveria falhar, nesse tipo de coisas, pois tem menos tarefas nas quais se deve concentrar. De qualquer modo, não é do erro da equipa de arbitragem que é importante falar. Que ninguém dentro das quatro linhas (e aposto que nas bancadas também não houve muita gente a aperceber-se da irregularidade do lance) tenha percebido a posição de fora-de-jogo da qual Benteke tira proveito é, a meu ver, o melhor retrato possível do que vai mal no futebol inglês. Nos estádios ingleses, a inteligência fica nos balneários. Enquanto isso não mudar, dificilmente o futebol inglês atingirá o patamar qualitativo a que o potencial económico o promete alçar.
Escrito por Nuno às 19:08:00 16 bolas ao poste
Etiquetas: Futebol Inglês, Lances, Raciocínios Tácticos
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Os Médios de Transporte e o Renato
Escrito por Nuno às 11:46:00 144 bolas ao poste
Etiquetas: Anderson, Benfica, Pizzi, Raciocínios Tácticos, Renato Sanches
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Sergi Roberto e a Timidez
Escrito por Nuno às 12:11:00 12 bolas ao poste
Etiquetas: Barcelona, Destaques Individuais, Lances, Luis Enrique, Oliver Torres, Pereirinha, Raciocínios Tácticos, Sergi Roberto, Thiago Alcântara
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
O Benfica de Rui Vitória
Escrito por Nuno às 09:32:00 26 bolas ao poste
Etiquetas: Benfica, Luís Freitas Lobo, Raciocínios Tácticos, Rui Vitória, Sporting
terça-feira, 29 de setembro de 2015
O Legado de Luis Enrique e outras coisas
Apesar de ter perdido a titularidade a época passada, Xavi foi quase sempre utilizado por Luis Enrique. Quando jogava de início, o Barça era quase sempre melhor, apesar de praticamente ninguém conseguir ver isso. Quando entrava, a equipa passava automaticamente a jogar melhor. Ainda que em final de carreira, aquele que foi, muito possivelmente, o melhor jogador de sempre, no que diz respeito à tomada de decisão, mantinha uma influência incrível, e só aqueles que acham que o futebol requer os melhores atletas não eram capazes de percebê-lo. Como o futebol é dominado por essa gente, tornou-se praticamente consensual que a era de Xavi no Barça chegara ao fim. Tenho para mim que não foi só a era de Xavi que terminou. Com Xavi, foi-se também a melhor equipa de sempre. Aliás, restam dessa equipa poucos jogadores: Dani Alves, Piqué, Busquets, Iniesta e Messi. Com a saída de Xavi (e a de Pedro), a somar-se às saídas em anos anteriores de Thiago Alcântara e Fabregas, por exemplo, o futebol de toque curto, mais pensado do que corrido, chegou ao fim. O próprio Iniesta, se virmos bem, é um autêntico órfão em campo. Messi tem capacidades atléticas (e idade) que lhe permitem adaptar-se a um estilo de jogo diferente, e o entendimento com jogadores mais vertiginosos torna-se fácil. Iniesta não as tem, e o seu futebol eclipsa-se a cada dia que passa. Não quero ser mal entendido: esse futebol não se eclipa por Iniesta já não ter capacidades físicas para mantê-lo vivo, mas porque já não está rodeado de colegas a quem interessa jogar o mesmo jogo. Cada jogador é aquilo que o rodeia. E Iniesta deixou de estar rodeado dos mais inteligentes. O Barça de Luis Enrique já não é o Barça de Xavi e Iniesta. Em tempos, num lance que não consigo situar (imaginava, erradamente, ter sido o lance em Old Trafford que permitira a Paul Scholes fazer o golo que eliminou o Barça nas meias finais da Champions de 2007/2008), Xavi falhou um passe decisivo à entrada da área por tê-lo feito sem perceber antecipadamente se o colega a quem passava a bola estaria à espera de recebê-la. Ninguém me compreendeu, porque para quase toda a gente não se deve passar a bola antes de olhar a ver se lá está o colega. Xavi, ao falhar esse passe, antecipava o Barcelona de Guardiola. Antecipava-o na medida em que antecipava aquilo que o Barcelona de Guardiola permitia a todos os jogadores, e em especial ao próprio Xavi: jogar de olhos fechados e passar sem precisar de perceber se o colega vai estar onde deve estar. Xavi passou a bola, nesse dia, para onde devia estar o colega. Só que o colega não estava lá porque não tinha sido ensinado a perceber antecipadamente onde Xavi queria que ele estivesse. O Barcelona de Guardiola fez-se sobretudo disto: todos pareciam saber com antecedência suficiente as intenções dos colegas. Numa equipa assim, ninguém superava Xavi. Tinha sempre mais passes que toda a gente, percorria sempre mais metros do que os outros. Sem bola, dava mais opções ao portador do que qualquer outro colega. Com ela, era sempre o mais eficaz, optasse pelo passe curto ou pelo passe longo. Agora que a equipa de Xavi e Iniesta já não existe, a única boa notícia é que estão os dois (especialmente Xavi) mais próximos de se tornarem treinadores de futebol.
Escrito por Nuno às 10:24:00 32 bolas ao poste
Etiquetas: Barcelona, Guardiola, Ibrahimovic, Iniesta, Luis Enrique, Luis Suarez, Messi, Raciocínios Tácticos, Xavi
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
A Histeria em torno de André André e o que isso diz de Lopetegui
Escrito por Nuno às 11:02:00 112 bolas ao poste
Etiquetas: André André, Cortesias, Lopetegui, Luís Freitas Lobo, Porto, Raciocínios Tácticos
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
O Futebol do Tottenham de Pochettino
Não vi a segunda parte do jogo, mas dava muita coisa para ter presenciado a reacção dos energúmenos que comentavam o jogo quando o Tottenham chegou ao golo, já perto do fim do jogo. É que o golo dos londrinos é fruto justamente da insistência no tipo de futebol que esses comentadores não compreendem, no tipo de futebol que dispensa a utilização de extremos velozes a quem entregar a bola assim que é recuperada para que estes forcem os desequilíbrios na defesa adversária. O Tottenham joga preferencialmente pelo centro do terreno, colocando muita gente no meio, e insistindo em passes verticais que servem para desmontar as linhas adversárias e para aproveitar o espaço entre elas. E este golo é o melhor exemplo da utilidade desse futebol. Um toque de Lamela para Mason, o passe vertical deste para Kane, que dá de primeira em Lamela, que entretanto tinha arranjado espaço, fruto do desinteresse em si que a bola motivou, e o passe de Lamela a solicitar Mason no espaço libertado pelo central que foi atrás de Kane foi tudo o que bastou. Três jogadores e quatro passes chegaram para desmontar as linhas defensivas do adversário. Com passes curtos, tabelas e triangulações, o futebol é muito mais eficaz do que com os tão elogiados extremos que correm a direito e provocam desequilíbrios individuais. Os comentadores desportivos, sem grandes excepções, continuam a não perceber isto e continuam, semana após semana, a dizer disparates. O jogo continua a evoluir, mas aqueles que ganham a vida à custa do futebol insistem em falar do jogo que os seus avós lhes ensinaram a ver. A inteligência é uma coisa bonita, mas é quando permite aos homens aprender que aquilo que aprenderam não é válido para sempre.
Escrito por Nuno às 12:20:00 18 bolas ao poste
Etiquetas: Cortesias, Futebol Inglês, Mau Jornalismo, Pochettino, Raciocínios Tácticos, Tottenham
terça-feira, 16 de junho de 2015
Os Melhores de 2014/2015
Eis os melhores da Liga Portuguesa, em 442 losango para acomodá-los melhor:
Guarda-Redes: Júlio César
Defesa Direito: Danilo
Defesa Esquerdo: Alex Sandro
Defesas Centrais: Luisão e Marcano
Médio Defensivo: William Carvalho
Médios Interiores: Óliver Torres e Nani
Médio Ofensivo: Nico Gaitán
Avançados: Jackson Martinez e Jonas
Treinador: Marco Silva
Suplentes (433):
Guarda-Redes: Rui Patrício
Defesa Direito: Maxi Pereira
Defesa Esquerdo: Tiago Gomes
Defesas Centrais: Paulo Oliveira e Jardel
Médio Defensivo: Samaris
Médios Ofensivos: Brahimi e Pedro Tiba
Extremos: Rafa e Miguel Rosa
Avançados: Lima
Treinador: Jorge Jesus
Escrito por Nuno às 11:18:00 8 bolas ao poste
Etiquetas: Eleições
domingo, 7 de junho de 2015
Pirlo e Xavi
Escrito por Nuno às 13:16:00 3 bolas ao poste
Etiquetas: Destaques Individuais, Pirlo, Raciocínios Tácticos, Xavi
terça-feira, 5 de maio de 2015
As Pequenas Alterações de Guardiola
Escrito por Nuno às 14:23:00 30 bolas ao poste
Etiquetas: Bayern de Munique, Competições Europeias, Guardiola, Porto, Raciocínios Tácticos, Thomas Müller
sábado, 18 de abril de 2015
Notas Soltas sobre a Jornada Europeia
Escrito por Nuno às 12:50:00 4 bolas ao poste
Etiquetas: Benzema, Competições Europeias, Futebol Inglês, Luís Freitas Lobo, Matuidi, Mau Jornalismo, Pastore, Raciocínios Tácticos
