terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Carlos Martins: um estudo

O jogo foi o Benfica-Vitória de Setúbal, do passado fim-de-semana; o espécime em estudo, Carlos Martins. Antes da descrição dos lances e das conclusões, dizer que terá sido dos jogos menos positivos de Carlos Martins, o que em parte se deveu à falta de apoios perto de si.

1 minuto: Mau passe. (Saída de jogo para o Benfica e Martins, como consequência de um lance estudado, tenta lançar em profundidade um dos avançados do Benfica; o passe é interceptado.)

1 minuto: Boa opção. (Sofre falta no grande círculo a tentar proteger a bola.)

1 minuto: Boa opção. (Apertado, roda e joga de frente no apoio.)

2 minutos: Boa opção. (Passe curto a solicitar Jorge Ribeiro)

2 minutos: Boa opção. (No seguimento da jogada, entrega a bola, num passe curto, para Reyes e este cruza.)

2 minutos: Boa opção. (A bola sobra novamente para Martins, que por sua vez faz um passe vertical para Cardozo, que se encontra a entrada da área.)

3 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a posse de bola.)

4 minutos: Bate canto. (Canto tenso, ao segundo poste; Cardozo por pouco não consegue cabecear.)

5 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a posse de bola.)

6 minutos: Boa opção, embora arriscada. (Passe vertical para Reyes (opção arriscada).)

7 minutos: Mau passe. (Lançamento em profundidade a solicitar Suazo. A opção (tentava apanhar desprevenida a equipa do Vitória de Setúbal, visto que esta estava em transição ofensiva quando perdeu a possse de bola) era correcta, mas o passe saiu demasiado longo.)

8 minutos: Lance dividido. (Perde uma disputa pela bola.)

10 minutos: Boa opção. (Passe de primeira para o jogador que lhe estava a dar cobertura (apoio).)

10 minutos: Boa opção. (Tabela com Reyes e falta sofrida no seguimento da mesma jogada.)

11 minutos: Bate livre. (Bate livre curto, a meio do meio-campo ofensivo.)

14 minutos: Lance dividido. (Perde lance em bola dividida.)

14 minutos: Mau passe. (Passe transviado para Maxi Pereira.)

15 minutos: Mau passe. (Passe transviado.)

15 minutos: Participação na recuperação de bola. (Participa de forma decisiva na recuperação da posse de bola, pressiona o adversário de forma a que a bola sobre para Reyes.)

16 minutos: Bate livre. (Livre directo frontal de meia-distância; obriga Pedro Alves a defesa apertada.)

17 minutos: Bate canto. (Deste canto resulta jogada de perigo para a baliza sadina.)

20 minutos: Boa opção. (Passe vertical para Suazo.)

21 minutos: Boa opção. (Passe lateral a solicitar Katsouranis.)

23 minutos: Faz falta. (Falta cometida a meio-campo, com o intuito de parar o contra-ataque adversário.)

23 minutos: Mau passe. (Boa opção no passe para Suazo, mas este é interceptado.)

24 minutos: Remate. (Remate à entrada da area, defesa apertada de Pedro alves.)

26 minutos: Boa opção. (Passe atrasado para Miguel Vítor.)

27 minutos: Boa opção. (Passe lateral a solicitar Maxi Pereira.)

29 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a bola.,)

29 minutos: Boa opção. (Dribla adversário e faz passe vertical para Cardozo.)

30 minutos: Bate livre. (Livre lateral, batido de forma tensa; obriga Perdo Alves a socar a bola.)

31 minutos: Bate canto. (A defesa sadina corta sem dificuldade.)

32 minutos: Boa opção. (Envolvimento com Amorim. No seguimento da jogada proporciona cruzamento a Amorim com um toque de calcanhar.)

33 minutos: Boa opção. (Passe lateral para Maxi Pereira.)

33 minutos: Mau passe. (Passe transviado.)

34 minutos: Mau passe. (Passe precipitado, sem olhar. No entanto não possuia apoios e a bola vinha pelo ar, pelo que se torna injusto crucificá-lo por não ter arriscado ficar com ela.)

40 minutos: Perda de bola. (Tentou desenvencilhar-se de um adversário, mas não conseguiu.)

43 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a bola.)

43 minutos: Má opção. (Apesar de ter acabado de recuperar a bola, precipita-se e perde-a novamente.)

45 minutos: Remate. (Remate à entrada da àrea, bate num adversário, e ganha canto.)

46 minutos: Bate canto. (Sem perigo.)

Primeira parte em que o benfica demonstrou grandes dificuldades, quer no processo ofensivo (vivendo sobretudo de movimentos individuais dos seus jogadores). No processo defensivo, revelaram dificuldades, consentindo muito espaço entre linhas.

46 minutos: Boa opção. (Passe lateral para Maxi Pereira.)

47 minutos: Boa opção. (Passe atrasado para Miguel Vitor.)

48 minutos: Boa opção. (Passe lateral para Jorge Ribeiro.)

49 minutos: Boa opção. (Tabela com Maxi; no seguimento deste lance, o uruguaio sofre falta.)

49 minutos: Bate livre. (Bate tenso ao primeiro poste; Katsouranis não consegue desviar com sucesso.)

54 minutos: Perda de bola. (Perde a posse de bola ao tentar desembaraçar-se de um adversário.)

54 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a bola e entrega curto.)

56 minutos: Boa opção. (Passe lateral para Jorge Ribeiro.)

56 minutos: Boa opção. (Na sequênca da jogada, tabela com Reyes.)

56 minutos: Boa opção. (Passe atrasado para Miguel Vítor.)

57 minutos: Cruzamento. (Cruzamento interceptado por defesa sadino.)

58 minutos: Sofre falta. (Sofre falta na zona de meio-campo.)

61 minutos: Faz Falta. (Falta inteligente.)

64 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a bola.)

64 minutos: Má opção. (Na sequência da jogada, perde a bola.)


Coloquei em negrito aquilo que de negativo Carlos Martins fez. Vamos às conclusões:

1) 55 acções durante o tempo em que esteve em campo; 44 acções positivas; 80% de acções positivas.
2) Em 35 lances com a bola nos pés e com condições para fazer algo (exclui-se, portanto, os lances de bola parada ou as disputas de bola, ou os lances em que procura recuperar a bola, ou os lances em que não tem a bola totalmente dominada), teve 25 boas acções contra 10 más acções; 71% de boas acções.
3) Destas 10 más acções, só 4 foram resultado de más opções, sendo que as restantes 6 foram más execuções.
4) Embora destas 4 más opções tenham resultado 4 perdas de bola, Carlos Martins recuperou 6 bolas e participou activamente, pelo menos, em mais uma, que acabou por sobrar para Reyes. Se o índice de perdas de bola não é tão baixo quanto desejável, já as recuperações confirmam, de certo modo, além da entrega ao jogo (também confirmada pelas estatísticas oficiais, segundo as quais foi dos jogadores que mais correu) uma clara capacidade de se integrar em processos defensivos, desmentindo outra coisa que também, muitas vezes, lhe é apontada.
5) Efectuou 21 passes correctos contra 9 passes errados; 70% de passes acertados. Tem sido dito que Carlos Martins não lateraliza e não joga para trás, com segurança, preferindo invariavelmente solicitar os companheiros da frente e querendo sistematicamente fazer o último passe, mas a verdade é que, destes 30 passes, 22 foram para trás, para o lado, ou passes curtos, quer em tabelas, quer de segurança relativamente alta, e só 8 foram passes em progressão, sendo que 5 deles foram passes verticais, rasteiros, cujo grau de risco é pouco elevado. Ainda assim, contando apenas os primeiros, temos que Carlos Martins fez 73% de passes de baixo risco, o que invalida, de certo modo, a teoria de que perde demasiadas bolas tentando fazer coisas que não são para ele, assim como prejudica os ataques da equipa querendo saltar etapas.
6) Raramente recorreu ao drible, usando-o, ainda assim, só em último caso, tendo sido bem sucedido 1 vez e mal sucedido 2 vezes.
7) Sofreu 3 faltas e cometeu 2.
8) Fez 3 remates, sendo que um deles foi de livre.
9) Foi dos jogadores que mais se preocupou em dar apoios perto dos seus colegas, respeitando não só o colega que tinha a bola como o princípio da posse de bola como nenhum outro, tentando ao máximo atenuar a falta de ligação entre sectores, bem como a distância larga entre elementos. Esteve muito bem, neste aspecto, revelando uma cultura táctica e uma noção das necessidades ofensivas da sua equipa bem acima da média.
10) Dizer ainda que, apesar de não possuir dados estatísticos que o comprovem, leva-me a intuição a afirmar que Ruben Amorim, o tal jogador que tem sido tão elogiado (e com razão) pela forma como equilibra a equipa à direita, perdeu, neste encontro, mais bolas que Carlos Martins, tomando igualmente mais vezes a opção errada. Tendo em conta que a distinção que tem sido feita entre os dois é que Ruben Amorim, ao contrário de Carlos Martins, confere mais segurança aos processos da equipa e não arrisca tanto, este dado não deixa de ser curioso.

30 comentários:

PB disse...

Gonçalo, já sabes q n concordo c mta coisa. Em especial com a ultima frase

Deixo só uma questão, para explicar quem souber

Porque é que depois de P.Bento, Scolari e Queiroz, tb já Quique deixou de apostar em C.Martins em jogos teoricamente mais complicados? (Fora de casa já não joga faz meses)

Vamos aguardar, para confirmar esta opção de Quique.

Ricardo disse...

Boa análise. Acho que o Martins perde bastante a jogar ali no miolo, sendo um dos dois médios centrais da equipa neste 442 pouco lúcido. Não porque não defenda - os dados provam-no mas mais ainda a visão e leitura dos jogos do Benfica -, mas porque não pode funcionar ofensivamente como ele gosta e como sabe. Para mim, tinha arrumado este 442 há muito tempo. O 433 parece ser daquelas coisas óbvias para os jogadores que temos mas, infelizmente, Quique parece não ver isso. Ele lá saberá qual é a sua ideia. Resta esperar. Eu apostava num 433, soltando Suazo na direita (numa posição que não lhe é desconhecida), juntava os dois médios defensivos mais inteligentes no meio (coisa que Quique ainda não fez, devendo ser a única dupla que ainda não foi testada de todas as outras combinações possíveis) e metia o M. Victor na defesa em detrimento desse miúdo que tem sido muito elogiado mas eu, sinceramente, tenho visto dele falhas defensivas gravíssimas. Assim, e em 433:

Moreira
Maxi, Luisão, M. Victor, Léo
Amorim, Katsouranis
Suazo, Martins (Aimar), Reyes
Cardozo

Rui Silva disse...

A última coisa que eu queria, se fosse jogador, era que aparecesse aqui um "estudo" para provar que eu era bom...

Foi assim com o Farnerud e o Nuno Assis e... está tudo dito!

Carlos Martins, rapaz, receio que os tempos de glória no futebol estejam a chegar ao fim...

Xangai disse...

Sr. Nuno E Sr. Gonçalo,

É com enorme gosto que os felicito por este grandioso blogue sobre o futebol no seu geral.

Serei um leitor assíduo das vossas opiniões, estatísticas e argumentos que apresentam e sem dúvida que irá ter um protagonismo dado por mim no meu blogue.

Abraço e continuação de bons posts!!!

Batalheiro disse...

em relação ao 442 de quique acho que é muito forte em termos de recuperação de bola em pressão média (pressão alta ainda nunca vi, mas acho que não faz parte dos planos de quique) mas ainda é fraco em termos de circulação de bola. Talvez seja uma questão de tempo?

gosto muito do Carlos Martins, no inicio de época penso que nem sempre decidia bem, optando muitas vezes por passes de risco sem necessidade. Neste momento parece mais sereno e está a jogar bem.

Gonçalo disse...

PB, bem sei que não concordas. Aliás, foi dp de um debate ctg, no teu blog, que decidimos fazer este estudo. Não só para comprovar se a nossa leitura sobre o Martins estava correcta(ou não), mas também para desmistificar essa ideia que ele joga sempre no sentido de ser sempre ele o protagonista central. É óbvio que Martins gosta de se sentir importante, mas este facto não desvirtua a sua precepção do jogo. Foi isso que pretendemos esclarecer.

Qt ao facto de não ser opção para Scolari, acho que este facto fica condicionado com a não utilização, regular, de Paulo Bento. Qt a Bento, ele sempre que podia utilizar, fazia-o. Isto até à viagem que Martins fez à Alemanha para debelar a lesão que tinha na perna( desde aí nunca mais o vimos com aquelas lesões ininterruptas). Qt a Queiróz, epah, este rapazinho não é exemplo para ninguém.
No que toca a Quique. Ok, não sabia desse pormenor, mas a verdade é que o resulatdos de Quique tb não tem sido extraordinários, pois não?

Mas sim, concordo que ainda é cedo para tirarmos conclusões.

Ricardo, eu admito que optava por um 433(mas só com um pivô defensivo) ou um 442 losango. Mas virava-me mais para o losango.

Batalheiro( dentro de pouco tempo tenho um post que vais achar muito interessante:)), eu acho que 442 do Quique tem mais problemas do que esse, e brevemente debaterei isso.
Qt a Martins, acho que este jogo até nem foi dos melhores, mas estarei atento nos próximos jogos.

Um abraço.

Anónimo disse...

Carlos Martins vai ser mais do mesmo que era no SCP,é como nas festas,quando começão é só foguetes e quando chegam perto do fim arruma-se os foguetes/Botas,e acbou-se e isso vai acontecer muinto em breve,este sr. é um exemplo da real irresponssabilidade

Gonçalo disse...

Anónimo, não é isso que se discute neste texto, mas sim a sua qualidade, e utilidade, como jogador.

Um abraço.

Ricardo disse...

Gonçalo,

também sou apologista da utilização do losango, mas acho que essa opção teria mais sentido se tivesse sido implementada desde o primeiro treino e rotinada na pré-época. Tendo em conta o momento presente e sabendo-se da predilecção de Quique por este 442 altamente débil, parece-me que seria bem mais fácil adaptar e ensinar estes jogadores um 433 que, no fundo, é a táctica que poderá ser de mais fácil assimilação - porque, de alguma forma, mais recorrente - no menor tempo possível.

Além disso, não considero que Amorim e Katsouranis sejam dois pivôs defensivos, muito pelo contrário; para mim, nenhum deles o é. Katsouranis estará na linha entre o 6 e o 8, o Amorim é, para mim, um 8 puro que, devido a várias circunstâncias, tanto esta época no Benfica como no Belenenses de Jesus (essencialmente de necessidade das próprias equipas), não pôde evoluir nessa posição.
Um meio-campo com Katsouranis mais recuado, Amorim nos apoios defensivos e ofensivos, gestão de tempos e responsável pelas transições rápidas e Aimar (Martins) como 10 puro é um meio-campo de equilíbrio, de inteligência e de qualidade; não me parece que seja demasiado defensivo. Para além disso, convém possuir no segundo médio (Amorim) uma boa capacidade organizativa e defensiva, visto que o 433 é extremamente ofensivo, com Reyes numa ala e Suazo na outra, homens que não são modelos de pressão defensiva nas alas (Suazo pressiona bem na frente, não tanto nas alas; Reyes ajuda, quando quer; quando não quer, não vale a pena).

Abraço.

Batalheiro disse...

Ricardo,

Esse 433 seria bastante previsivel e muito mais fácil de defender do que o 442 do Benfica neste momento.

Vou tentar explicar:

Quique tenta, claramente, que a equipa não pressione muito alto, antes faz uma pressão média muito intensa e inteligente, que empurra os adversários para as alas onde o lateral, médio ala e médio centro encurralam o portador da bola, e conseguem uma percentagem interessante de recuperações sem falta.

A equipa em 433 como explicaste pode ganhar em velocidade nas transições ofensivas, mas penso que iria perder em recuperação no meio campo e abrir substancialmente mais espaço entre linhas.

Nuno disse...

Bem batalheiro, não podia estar mais em desacordo e aqui o Nuno deste blog também já tem uns textos acerca do assunto.

Certo que Quique não quer fazer pressão alta, mas isso deve-se exactamente à incapacidade do seu 4-4-2 em o fazer. Ainda abriria mais os espaços entre linhas, sobretudo entre a defesa e meio campo, do que já abre (que é bem demais!!!)

Um 4-3-3 mais ou menos prevísvel do ponto de vista atacante garante melhor ocupação de espaços por defeito.

Batalheiro disse...

Nuno,

eu sou da opinião que a melhor ocupação dos espaços resultante do 433 é apenas aparente.

Normalmente as equipas que se desenvolvem em 433 (com extremos) têm tendência em aumentar a distância entre a linha mais recuada e o ponta de lança. Claro que isto é atenuado pelo maior número de jogadores que surgem entre linhas...mas como consequência os jogadores passam a ter papeis mais previsiveis, ou seja, os defesas estão muito atras e so defendem, o meio campo faz transições rápidas para os extremos que jogam colados à linha etc.

A aparente vantagem de ter jogadores entre linhas é minimizada porque os jogadores estão muito afastados entre si. As suas acções tornam-se previsiveis, e como tal mais faceis de defender.

Nuno disse...

Certo, mas estás a contar a história de um 4-3-3 redondamente falhado. Ao contrário aqui do Nuno do EntreDez também defendo que, embora a táctica tenha a sua influência óbvia, muito do que se faz em campo é ditado pela dinâmica.

Esse 4-3-3 que descreves faz-me lembrar o da nossa selecção :P, que é substancialmente diferente do implementado por Jesualdo no Porto, por exemplo.

cajo disse...

Quem foi que disse que o Martins era pior que o Amorim?

Batalheiro disse...

Nuno,

Sim, tens razão também podia ter descrito um 442 igualmente falhado..mas é dificil discutir sistemas quando entramos na parte das "dinamicas"...em termos "puros" acho mais fácil de implementar um 442 equilibrado do que um 433. Basta olhar para o 442 de Wenger e comparar com os 442 de 97% das equipas inglesas, o sistema é o mesmo mas as dinamicas colocam-nos em planetas diferentes! O mesmo vale para o 433 à la Queiroz e um 433 do Van Gaal (por exemplo).

Nuno disse...

sim, sem dúvida que na liga inglesa o estilo preferencial é o 4-4-2, daí o enorme espaço que existe na referida liga.

o 4-4-2 de Wenger é um modelo muito trabalhado. mérito para o treinador.

e falando em equipas inglesas, o man utd muitas vezes muda o seu 4-4-2 quando joga encontros mais complicados europeus...

Anónimo disse...

cmartins é o maior flop do futebol português desta década...

Escrever mais que uma linha sobre ele é um atentado ao futebol.Para mim, depois daquela expulsão em belém em 2 minutos, morreu como jogador.

Batalheiro disse...

Nuno,

Isso é mais ilustrativo de falta de competência táctica e criativa de Ferguson do que falta de potencial do sistema em si ;) mas é um argumento importante...trata-se de um sistema dificil de aperfeiçoar não o nego.

Anonimo,

O Maradona também foi expulso umas quantas vezes...o maior flop? Não estarás a exagerar um bocado?

Anónimo disse...

Posso estar a exegerar sim, mas é uma característica minha.E como já estou quase na 2ª linha...

Essa comparação com o melhor jogador do mundo é que não percebi mesmo!

Gonçalo disse...

Ricardo disse: "também sou apologista da utilização do losango, mas acho que essa opção teria mais sentido se tivesse sido implementada desde o primeiro treino e rotinada na pré-época. Tendo em conta o momento presente e sabendo-se da predilecção de Quique por este 442 altamente débil, parece-me que seria bem mais fácil adaptar e ensinar estes jogadores um 433 que, no fundo, é a táctica que poderá ser de mais fácil assimilação - porque, de alguma forma, mais recorrente - no menor tempo possível."

Ok, colocando as coisas nesse prisma, concordo concordo contigo.

Batalheiro, já não é a primeira vez que discutimos esse assunto. è verdade que o Benfica poderá ter alguma facilidade em pressionar nas linhas, mas fica demasiado exposto a passes verticais(por exemplo, a jogada do golo do Setubal). Mas não é só por ai. O 433 poderá ser tão forte como 442 nesse aspecto, desde que privilegiemos o lado forte da bola.
Qt ao afastamento das linhas de que falas, não me parece que seja assim. Tu podes optar por um bloco mais baixo, ou mais alto, mas parece-me que vais apresentar um maior numero de linhas, assim como um maior numero de apoios. Isto resulta na possibilidade de umas transições(defesa/ataque e vice-versa) mais seguras. O teu fitebol perde intensidde, mas ganha em segurança.

Nuno, "Ao contrário aqui do Nuno do EntreDez também defendo que, embora a táctica tenha a sua influência óbvia, muito do que se faz em campo é ditado pela dinâmica."

Eu não disse que as dinêmicas não eram importantes, apenas disse que as mesmas são feitas a partir do teu posicionamento dentro de campo. Ou seja a estrutura( jogo posicional) tem uma grande influência na maeira como "desenhas" as tuas dinâmicas. Não disse, nunca, que só o sistema contava. apenas quis refutar a ideia de que o sistema não interessa, o que conta são as "dinâmicas".

Cajo, por mim até podem dize que o Martins é muito pior do que o Beto(médio-centro do Benfica), desde que me apresentem argumentos adequados, estou disposto a debater.

Anónimo, o exemplo do batalheiro é apresentado depois de utilizares a expulsão dele como uma das razões para o "odiares".(penso eu)

Um abraço.

Ps- O 442 do Wenger realmente é forte nas transições ofensivas, mas.. e nas defensivas?

Anónimo disse...

Utilizei essa expulsão como poderia ter enumerado mais 1000 situações para esse "ódio".Tirando um passe brutal que ele fez no dragão a isolar Liedson(acho?) não me lembro de nada positivo que ele tivesse feito...zero!!

E pensar que Nani era assobiado em Alvalade(tal como PBarbosa), enquanto martins recebia vassalagem,chego á conclusão que algo de errado se passa.

Gonçalo disse...

Não concordo ctg, mas isso ja percebeste.

Não concordo com nenhuma dessas situações( assobiar jogadores q sempre demonstraram valor) mas não me parece q estejas a ser justo com o Martins.

Ps- o passe foi para Deivid.

Batalheiro disse...

Gonçalo,

Sim, é um tema recorrente, e peço desculpa por isso mas também é dificil neste espaço de comentários explicar o que quero dizer. Tens razao em relação ao Arsenal, na verdade acho que nunca vi nenhuma equipa a jogar em 442 como eu o idealizo!Por isso se calhar é uma visão que tenho muito pessoal do sistema...já vi momentos de equipas que se aproximam do que eu imagino. O Arsenal no processo ofensivo por exemplo, e o Milan de Sacchi (não me matem) na maneira como reduzia o espaço aos adversários...

Anónimo,

Dizeres que odeias um jogador porque foi expulso num jogo importante é uma ideia um bocado extrema daí o meu exemplo...

Gonçalo disse...

Não te matem? Claro! Até pq o Milan do Sacchi é uma das equipas da minha vida. Mas olha que nem sempre o 442 do Sacchi era em linha. Na meia final que esmagaram o Real, ficava o Rijkaard, mais recuado, jogado à frente dele um linha de três: Ancelotii, Donadoni, e Colombo. E este foi dos jogos q mais apreciei do Milan. Mas é verdade que ele mts vezes jogava em linha.

Um abraço

Anónimo disse...

É claro que o "odiar" é figurativo ;)

Ricardo Pedrosa Faria disse...

Penso que é a primeira vez que comento neste site, apesar de o visitar regularmente.

Indo directamente ao assunto, penso que o Carlos Martins é um jogador, mais que todos os outros, que funciona por estímulos exteriores e não se consegue motivar. É facil de verificar isto. Chegou ao Benfica antes de Aimar (chegou a ser a principal opção para 10) e mostrou serviço. Depois foi convocado para a selecção, onde até marcou um golo. Aos poucos foi perdendo espaço no Benfica e também a capacidade para recuperar.
Em termos tácticos, é difícil para C. Martins ter apenas mais um homem no centro do meio-campo. Obriga-o a ter de recuar para não desfazer a linha de 4 e faz com que perca influência em zonas mais adiantadas. É preferível para ele, jogar perto da área, onde pode aplicar a sua capacidade de passe, quer longo, curto e ruptura e também o seu remate.
Penso que motivado poderá ser um jogador útil ao Benfica. De forma genérica é esta a minha visão.

www.olheiroaoservico.blogspot.com

Anónimo disse...

Mais um que tenta tapar o sol com uma peneirinha.
Uma grnde analise não haja duvida, até parecia o Rui santos com as suas tecnologias.
Contudo ho inteligente um jogador só pode ser analisado por conjunto de jogos.
E este CM já começou a provar o que todos sabemos e que todos que com ele trabalharam já sabem ( treinadores vários ).
O rapaz até tem jeito para a coisa mas aquela cabeça tem ali qualquer coisa que não funciona.
É de uma irregularidade assustadora e não pode assumir o comando de uma equipa pois não tem estaleca para isso.
Já se começou a ver que vai dar mais esta aventura, pois ainda estamos nas nupcias, mas deixemos passar esta fase e veremos os arrufos a chegar.
Com pena minha este é um jogador formado no grande SPORTING mas que nunca irá longe, nem nunca será capaz de atingir aquilo que se lhe prognosticava.

Frederico Silva disse...

Apesar de não costumar comentar, sou um atento seguidor deste blog. Era um tal que comentava há uns meses, como "Mister Fred", mas como o meu blog está suspenso, por manifesta falta de tempo, comecei a utilizar uma nova login, e depois de uns meses, em que estive um pouco afastado do futebol, tenho recuperado nas últimas semanas, e penso que já estou apto, a partir deste momento, a comentar os artigos do vosso blog.
Voltando ao que interessa.
O Carlos Martins, ao contrário do que se diz, que é um jogador que arrisca demais, e que não cumpre tacticamente, e essas tretas, é obvio que não posso concordar, pois isto é absolutamente falso. Carlos Martins é um médio que para além de forte tecnicamente, com um bom remate, é evoluído em termos tácticos, e é uma mais valia para o jogo do Benfica, pois para além de dar apoios como dizes, é um jogador com boa "visão de jogo",e se as movimentações em seu redor forem boas, como lê bem o jogo, dá normalmente bom destino à bola, abrindo por vezes linhas de passe, que parecem não existir. Contudo, não será neste sistema, jogando emparelhado com Yebda, Binya ou Katsouranis, que poderá render ao máximo, tal como o Benfica no geral. Como foi dito julgo que o Benfica, renderia muito mais num 4x3x3 ou num 4x4x2 losango, dependendo, se jogasse Reyes ou Aimar. A grande dúvida estaria aí. Num 4x3x3, o meio-campo poderia ser muito bem constitúido por Katsouranis, como pivot defensivo, seguido de Carlos Martins e Ruben Amorim mais à frente, ficando o ataque encarregue a Reyes, Cardozo, e Nuno Gomes (descaído sobre a direita). Aqui não se encaixaria bem Aimar, na minha opinião, pelo que o sistema melhor para "encaixar" o argentino, seria o losango, com este no vértice mais ofensivo, precedido dos outros 3 médios que referi atrás,p.e., sendo que Yebda por exemplo também poderia aparecer em troca com Katso ou Amorim, por exemplo. No ataque ficaria Nuno Gomes e Cardozo, ou Nuno Gomes e Suazo. Em princípio não sobraria era espaço para Reyes, o que é pena. Mas isso teria de decidir Quique, acerca de qual das ausências representaria um maior "custo de oportunidade" em cada jogo. Mas como disse alguém , se Quique passou o Verão a treinar o 4-4-2 clássico, não sei até que ponto seria benéfico mudar tudo agora. Mas que este sistema, não me agrada, lá isso não...

Anónimo disse...

epa, se os residentes do entredez dizem q o Martins é bom, é pq o gajo deve ser um desastre. Eles n acertam uma :S :S

Oliveira e Costa disse...

Eles acham k o liedson é mau, sera pq o Farnerud é bom? LOL. onde e k ele joga? Noruega n é?LOOOOOL o Carlos martins mais 2 anos e ta no anorthosis , o gnda jogador.