sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O Misterioso Problema do Sporting e os Indiscutíveis

Como muitos dos textos que escrevo, este é uma resposta imediata a uma determinada opinião generalizada entre quem fala de futebol. Muito se escreveu, ao longo da época passada, sobretudo quando o Sporting começava a ficar afastado do título, sobre o que ia mal para os lados de Alvalade. A teoria que então surgiu, e sobre a qual não me pronunciei até hoje, é de que o compromisso que o Sporting tem para com a banca, que o impossibilita de gastar tanto como os rivais, está directamente relacionado com o mau desempenho desportivo recente e é mesmo a principal causa do mesmo. Não concordo nem nunca concordei com isto.

Segundo esta teoria, que entretanto parece ter caído novamente em desuso (provavelmente porque depois o Sporting ainda conseguiu ficar em segundo lugar e arrecadar novamente a Taça de Portugal), o Sporting caminha para um processo de "belenensização", segundo palavras de um certo sábio. Ou seja, com o compromisso para com a banca, o Sporting não pode investir na melhoria do plantel; não o fazendo, perde gradualmente valor, o que faz com que conquiste cada vez menos coisas; conquistando menos coisas, os jovens jogadores formados na Academia valorizam-se cada vez menos; sendo a venda de activos do clube a maior fonte de receitas do mesmo, essa valorização cada vez menor implica receitas cada vez menores e, por conseguinte, cada vez menos capacidade para investir. Segundo esta teoria, o Sporting do ano passado, arredado da luta pelo título logo muito cedo, manifestou já um decréscimo de qualidade evidente e foi o prenúncio dessa gradual perda de capacidade de investir. Ou seja, para certos iluminados, os resultados menos positivos de uma época foram suficientes para provar uma teoria que só poderia ficar provada ao fim de muitas épocas. Se esta teoria estivesse correcta, como explicar a boa campanha da equipa de Paulo Bento no ano imediatamente anterior? Há dois anos, o Sporting fora uma equipa forte, ficando em segundo e lutando pelo título até ao fim, além de ter ganho a Taça de Portugal. De repente, já era uma equipa fraca? Não faz sentido.

O insucesso da época anterior, sobretudo na prova de resistência (uma vez que venceu a Taça, foi eliminado da Taça UEFA pelo finalista vencido e chegou à final da Taça da Liga), tem outras explicações. Antes de me deter nelas, gostaria de dizer que a teoria anterior não tem pés nem cabeça. A estratégia desportiva do Sporting é diferente da dos seus rivais e passa por uma contenção financeira muito maior. Em contrapartida, a aposta na prata da casa acaba por, de certo modo, compensar o menor investimento e tem sido, ao longo dos últimos anos, suficiente para manter o Sporting a um nível idêntico ao do Benfica e ao do Porto. Ao contrário dos rivais, que investem muito e esperam obter retorno desse investimento com a valorização desportiva dos jogadores em que investem, o Sporting investe consideravelmente menos e aposta de forma mais clara na valorização de jovens formados no clube. Em termos financeiros, não se pode dizer que tem sido uma má política, uma vez que, à excepção deste último defeso, o Sporting tem conseguido encaixar sempre algum dinheiro. Mas a teoria não rejeita isto. O que diz é que o problema do Sporting é a nível desportivo. Apostando em jovens que acabam por valorizar, pode ser capaz de vendê-los mais tarde, mas vai subsistindo com uma equipa constantemente formada por jogadores inexperientes, o que em termos desportivos pode ser prejudicial. A minha discordância com esta teoria não tem a ver com isto, embora considere falso o facto de o Sporting ser desportivamente menos competitivo que os rivais por causa desta estratégia. Aquilo de que discordo veementente é da consequência disto. É que, segundo esta teoria, uma equipa formada deste modo não só não é desportivamente competitiva como, por causa de não o ser, também não será, a longo prazo, financeiramente competitiva. Segundo os defensores desta teoria, o Sporting, por causa desta estratégia, ganhará cada vez menos coisas, será cada vez mais fraco a nível desportivo, o que fará com os seus jogadores sejam cada vez menos valiosos, o que, por sua vez, implica menos encaixe financeiro e, gradualmente, menos capacidade para se apetrechar com bons jogadores. Como tem sido visível, a estratégia continua a dar alguns frutos, logo a especulação em torno dela não parece plausível. O Sporting, gastando perto de três vezes menos que os seus rivais (se não for mais), continua a ser uma equipa competitiva; foi a equipa que mais coisas ganhou nos últimos anos e que melhor réplica conseguiu dar ao Porto, que ainda continua a usufruir das conquistas de Mourinho e de toda a valorização que essas conquistas possibilitaram. A estratégia do Sporting não só não tem revelado um decréscimo de qualidade desportiva, como não implica uma capacidade de investimento cada vez mais inferior, como ficou comprovado por este defeso, em que se gastou mais e não se recebeu nada. Os defensores desta teoria continuam a não ter qualquer testemunho substancial que a ateste.

Isto leva-nos para outra questão: se o problema do Sporting não é a capacidade cada vez menor para investir, qual é? Por que razão correu tão mal a época passada? A minha resposta é: por questões meramente desportivas. Não considero, como muita gente, que o Sporting tivesse um plantel mais fraco que o Porto. Considero, isso sim, que as opções iniciais de Paulo Bento eram inferiores às de Jesualdo. Mas nisto há também muita culpa do treinador leonino. Os erros de Paulo Bento não são circunstanciais. Isto é, Paulo Bento não é um treinador que umas vezes acerta, mas outras erra. Não. Paulo Bento tem boas coisas, enquanto treinador, mas tem certos caprichos, certas ideias predeterminadas que têm sido e continuam a ser, ao fim de três anos, a fonte maior dos seus erros. Isto faz com que as coisas corram, certas vezes, bem, outras vezes mal. Daí os problemas acentuarem-se numa prova de regularidade e ficarem disfarçados em provas a eliminar. É, portanto, dos erros de Paulo Bento que irei falar em seguida.

Há essencialmente dois tipos de erros: os erros tácticos, que afectam o colectivo, enquanto colectivo, e erros de apreciação e selecção de elementos do colectivo. Do primeiro tipo, consigo apontar essencialmente dois erros graves a Paulo Bento: a preferência constante (foi assim em todos os três anos) por um pressing menos alto do que seria desejável, tendo em conta as características do nosso campeonato, e a cada vez mais frequente opção pelo jogo directo (o futebol da sua equipa foi sendo cada vez mais objectivo, perdendo com isso lucidez, capacidade de mandar no jogo, de ter a bola, etc.). No que toca, porém, a jogadores e a opções técnicas - e é aqui que considero importante chegar - é que considero que reside o maior problema de Paulo Bento. Desde a opção, quase sempre falhada, de utilizar um avançado como vértice ofensivo do losango (principalmente Djaló), à insistência em certas pedras que, a dada altura, se percebia que eram nocivas ao desempenho da equipa, muitos têm sido os erros de Paulo Bento. É neles que me vou deter em seguida.

Começo por Romagnoli. Depois de uns primeiros bons seis meses, Romagnoli começou a época 2006/2007 em grande, mas quando a equipa começou a produzir pouco, foi imediatamente feito bode expiatório. O que Paulo Bento não percebeu foi que a equipa não produziu pouco porque Romagnoli produziu pouco, mas sim que Romagnoli produziu pouco porque a equipa produziu pouco. A relação causal existiu, mas Paulo Bento percebeu-a ao contrário. Aliás, a pouca produção individual de Romagnoli é quase sempre sinal de que a equipa está mal. Romagnoli precisa, não raro, de que a equipa seja capaz de ter bola, de circulá-la com segurança até que ela chegue a si. Paulo Bento não percebeu isto. Aliás, continua a não perceber: sempre que a equipa está mal, sacrifica o argentino. O que é certo é que Romagnoli esteve então algum tempo afastado da equipa, altura em que o Sporting perdeu o comboio do título. Quando se percebeu que o argentino era fundamental na equipa, já era tarde de mais. A presença de Romagnoli no onze esteve ligada à recuperação da segunda volta e veio provar que o pequeno craque tinha, obrigatoriamente, de jogar.

O segundo nome que pretendo frisar é o do inevitável Liedson. O brasileiro é e continuará a ser nocivo ao colectivo. Não é coincidência que o Sporting tenha começado a jogar menos à bola desde que Liedson voltou aos relvados. A produção ofensiva do Sporting liga-se, em grande medida, ao tipo de avançados que tem na frente. Com Liedson, o Sporting está claramente mais fraco, tem menos bola em zonas ofensivas, tem um avançado a menos a servir de apoio vertical e, como tal, está obrigado a um jogo muito menos pausado, a um jogo mais rápido, mais rectilíneo, com solicitações recorrentemente para as costas da defesa. Com Liedson, o futebol do Sporting é muito mais previsível e, contra equipas que defendem com um bloco muito baixo, menos eficaz. Em Portugal e em qualquer jogo em que o adversário defende muito fechado, os avançados têm de saber tabelar, têm de saber baixar para dar um apoio vertical; não podem ser só baratas tontas que se mexem erraticamente. Liedson faz do Sporting uma equipa pequena. É o típico jogador que, porque é rápido, ágil, e sabe aproveitar os espaços nas costas da defesa e dentro da área, serve os interesses de uma equipa que joga em contra-ataque ou com um futebol simples, de jogo mais directo. Para uma equipa grande, que precisa que um avançado seja alguém capaz de aparecer entre linhas a tabelar uma bola e capaz de intervir em várias das fases de construção de jogo, Liedson não serve. E poderão até alegar que, nos últimos jogos, o Sporting ganhou invariavelmente pela margem mínima e que o golo foi marcado por Liedson. A minha resposta a isso é igualmente factual. Sem Liedson, se exceptuarmos os jogos com Barcelona, Benfica e Porto, que são sempre jogos especiais, o Sporting tinha três vitórias no campeonato em outros tantos jogos e uma vitória na Liga dos Campeões num único jogo. Ou seja, sem Liedson, o Sporting ganhara sempre os jogos que tinha obrigação de ganhar. Em termos de golos, Postiga, Djaló e Derlei tinham, até à altura, dado conta do recado. Com Liedson, o Sporting tem produzido claramente menos e perdido pontos que não deveria perder. Coincidência? Não me parece. O facto de marcar alguns golos não pode fazer presumir que, sem Liedson, esses golos não existiriam, já que, sem Liedson, havia golos. O que se pode presumir, isso sim, é que com Liedson, o Sporting joga menos à bola. A quantidade de ataques que a falta de inteligência dele destrói é enorme. Ora bem, Paulo Bento é apaixonado por Liedson. Esse é outro dos problemas, um dos mais graves, a meu ver. A equipa produz claramente pouco com o Levezinho em campo e, numa prova de regularidade, isso é determinante. Há quem diga que Liedson é o abono de família do Sporting. Eu atrevo-me a dizer que, com Liedson, o Sporting só ganhará um campeonato se Porto e Benfica facilitarem.

Se pensarmos, então, na forma como Liedson entrou na equipa agora, ao voltar de lesão, podemos então perceber muita coisa sobre os erros de Paulo Bento e sobre a má gestão desportiva do treinador do Sporting. Djaló, Postiga e Derlei, sobretudo os dois primeiros, estavam em momentos de forma muito bons e, assim que Liedson pôde jogar, Paulo Bento não hesitou em relegá-los para o banco. Ou seja, dos dois lugares para avançados, um deles está reservado. Ora, que espécie de motivação é que um jogador que sabe que tem que lutar com três companheiros por um lugar no onze pode ter, quando um outro tem o seu cantinho reservado, ainda por cima sem o justificar? Djaló terá mesmo, a dada altura, perdido a paciência e ficou fora de uma convocatória. Há quem considere que Paulo Bento tem razão e que o jogador tem que acatar a decisão do treinador. Mas isso é falso. Djaló não tem que acatar coisíssima nenhuma. E não tem que acatar porque não há razão para tal. Ele merecia jogar e um amor imbecil do treinador por um jogador não é justificação para não jogar. Djaló só teria que aceitar esta situação se por acaso o jogador em causa entrasse e justificasse (não é com um golo por jogo que se justifica nada) essa entrada. Tal não aconteceu. O Sporting era muito mais equipa com Djaló do que com Liedson. E o mesmo se passará com Postiga. Postiga ainda não perdeu as estribeiras, mas tem toda a legitimidade para perdê-las, quando for o caso. E isto por uma razão simples. Porque a indiscutibilidade de um jogador justifica-se em campo e nos treinos. O problema é que, para Paulo Bento, há indiscutíveis por haver, porque lhe apetece que haja.

Está, finalmente, lançado o segundo tema deste texto: os indiscutíveis. Um dos grandes problemas de Paulo Bento é o ter indiscutíveis. E tê-los à priori, isto é, sem basear essa indiscutibilidade na justificação da mesma. Este tema prende-se com a forma de liderar de Paulo Bento e com o porquê de jogadores mais temperamentais acabarem por ser proscritos pelo técnico leonino. Liderar não é só mandar. Aquele que é liderado deve sentir que tem tantos direitos e deveres quanto o colega. Por isso, um bom líder não pode ter indiscutíveis. Mas Paulo Bento tem-nos. Tem Polga, tem Moutinho, tem Liedson e tem Rochemback, agora. Nenhum destes, por pior que esteja, sai da equipa. Isto é um erro. E é um erro porque confere a estes um estatuto de intocável que faz com que os outros saibam que todo o esforço para os substituir é inglório. Se Djaló não aguentou a injustiça de Liedson voltar à equipa sem qualquer espécie de justificação, Miguel Veloso também não aguentou o facto de, de um momento para o outro, Rochemback passar a ter de jogar no seu lugar, relegando-o para a posição de lateral-esquerdo. E, tal como Liedson, Rochemback ainda não justificou a sua utilização. Mas, entretanto, continua a jogar. Paulo Bento cria fetiches com determinados jogadores e imagina que, por pior que eles estejam, devem continuar a jogar. Liedson e Rochemback não só não têm dado nada à equipa como, por terem o estatuto que têm, têm ajudado a dividir um grupo que deveria estar coeso. Ao ter indiscutíveis, Paulo Bento passa uma mensagem negativa ao seu grupo. Daí à desmotivação vai um pequeno passo e os primeiros a quebrar são precisamente os mais temperamentais, aqueles que se apercebem da injustiça e que não são capazes de continuar a ser humilhados, enquanto outros vivem como lordes, gordos e apaparicados. Vukcevic foi só o caso mais grave.

Diz Mourinho, sobre a forma de motivar o jogador latino, o seguinte:

"O jogador latino não é especialmente obediente à hierarquia. É obediente à competência. Não sou obediente porque tu és treinador; sou obediente porque sabes mais disto que eu, porque és bom, porque treinas bem, porque tens razão." (Luís Lourenço e Fernando Ilharco, Liderança: As Lições de Mourinho, pp.186)

Ora, Vukcevic, assim como Veloso e Djaló, em menor escala, perceberam e insurgiram-se contra a incoerência de tratamentos dentro do balneário leonino. Enquanto Moutinho pode dizer o que quiser, que não sai da equipa, para outros uma palavra despropositada é logo motivo de processo disciplinar. Enquanto Rochemback e Liedson, estando aptos a jogar, jogam, para outros todo o esforço do mundo é insuficiente. Assim, não valerá a pena. Vukcevic terá, por certo, consciência de que tem mais valor que Rochemback e Liedson e que pode ajudar a equipa muito mais do que estes dois. Percebendo que, por mais que fizesse, nunca atingiria o estatuto destes dois, perdeu a cabeça, desmotivou-se. Nada mais normal. Como diz Mourinho, precisava de ter visto em Paulo Bento competência, mas viu apenas um superior hierárquico, caprichoso, intolerante, intransigente e incoerente. Percebeu que Paulo Bento tinha indiscutíveis por ter, porque lhe apetecia tê-los; percebeu que Paulo Bento não justificava a existência desses indiscutíveis com competência, mas sim por capricho. Um jogador talentoso, cheio de vontade de mostrar o seu valor, consciente da sua qualidade, jamais poderá acatar uma liderança tão inábil quanto a de Paulo Bento. Para Bento, há intocáveis porque ele decidiu haver; para um treinador competente, esse estatuto ganha-se. Vukcevic tem toda a razão para ter agido como agiu: nunca foi respeitado como outros o são, muitos deles sem o merecerem. Quem faltou primeiro ao respeito nesta história toda foi o treinador, ao não tratar todos da mesma maneira. O resto é conversa...

P.S. Queria pedir desculpa pela extensão exagerada do texto. Juntei dois assuntos que há muito queria abordar e acabou por ficar deste tamanho estúpido. Mas estava mesmo na hora de falar disto tudo...

26 comentários:

Pedro disse...

É de homem, depois de Liedson andar com o Sporting ás costas nos últimos jogos, sair um post deste género.
:)

Nuno disse...

Um post e uma reflexão muito interessante, embora não concorde com algumas coisas que foram ditas.

Sou defensor de Paulo Bento na maior parte dos casos, revejo-me no modelo e na postura, mas há duas coisas em que dou o braço a torcer e que tu apontas: os "indiscutíveis" e a incapacidade de potenciar Romagnoli (embora aqui também reveja uma quota parte de culpa no jogador).

Na questão Liedson, não vale a pena pegar. Penso que tens uma embirração exagerada com o jogador. Não tem pezinhos, não decide, muitas vezes, colectivamente bem, mas tem um número considerável de outras características que o fazem temível. E não é amor exclusivo de Bento, ganhou o lugar na equipa de Santos e Peseiro. Aparte dos treinadores, adeptos e até jogadores adversários que o consideram um perigo eminente, já parece muita gente para além de Bento a confiar nas qualidades do Levezinho.

Isto entra no tópico dos “indiscutíveis”. Polga indiscutível? Para mim também seria. Moutinho idem aspas. Liedson muito provavelmente. Chegares ao ponto de dizer que Liedson nada fez para tirar a titularidade a Djaló, quando já fez uma quantidade bem assinalável de golos, muitos deles decisivos… E não falando de golos, vejo em Djaló muitos dos problemas que apontas a Liedson, com a diferença abismal da frieza em frente à baliza… Em Roca dou-te toda a razão. Não mostra exibições para o estatuto que tem tido na equipa titular de Bento.

Ora a questão Vukcevic também me parece outra "cruzada" anti-Paulo Bento. Tirando as qualidades individuais do jogador, a verdade é que existem jogadores no Sporting capazes de produzir mais que o montenegrino, que considero muito limitado tacticamente e do ponto de vista da decisão. Se Vuk tivesse esperado a sua vez, talvez tivesse tido até hoje as suas oportunidades. Preferiu ficar amuado, quando não vejo que tenha lugar a titular nem nos lados do losango, nem a 10 nem a avançado, pelo menos jogando o que mostra jogar. Não percebo porque defendes tanto Vukcevic que, aparte da maior capacidade técnica e diferença de potencial abismal, tem problemas semelhantes aos que apontas a Liedson.

De resto, não concordo que a liderança de Paulo Bento seja assim tão inábil. Penso que é uma perseguição quase que cega que tem sido feita. Mourinho também tem castigado jogadores em Itália, quer pelo comportamento extra campo, quer por não acatarem ordens definidas para o jogo, quer por não trabalharem o suficiente durante a semana. Isto já está certo? Também terá falhado e os seus jogadores latinos não revêm nele sabedoria? Tal como Cruz e Adriano, Veloso e Djaló estão hoje reintegrados na equipa. Vuk parece vir a ter a sua última oportunidade. Não vejo a inabilidade para além dos tais estatutos “indiscutíveis” de alguns (poucos) jogadores que não deveriam ter e que podem criar o descontentamento dos colegas.

Nuno disse...

Ainda quanto a Liedson, parece-me que a questão é a existência de um trade-off entre as suas qualidades e limitações, que tu apontas com correção.

E nesse trade-off a decisão de Bento, perante as alternativas existentes no plantel, parece-me acertada.

Gonçalo disse...

Nuno, não me parece que estejas a ser correcto na avaliação a Vukcevic. Ele é mais limitado tacticamente que o liedson? Não me parece. E o ano passad, sempre que lhe foi dada a oportunidade de jogar como avançado mostrou mais argumentos que o Levezinho: Golos, assistências, etc,. Isto para não falar do talento que ele possui(incomparavelmente superior ao do 31 leonino).

Qt a Mourinho, queres comparar? O Cruz foi "castigado" pelo mau desempenho dele, pelo facto de ele se preocupar em fazer o "jogo dele" em vez de respeitar o q lhe havia sido pedido. O Adriano, a mesma coisa, par além de um atraso a um treino. São situações diferentes. Para além que um lider deve saber "ler" o estado dos seus subordinados, e tentar entender, e resolver, se p+ossível, a situação que incomoda o jogador antes que este cometa um "erro". Um treinador lida com homens, como tal tem de lidar com as expectativas, e personalidades de cada um deles. Não é fácil, bem sei, mas é essa a diferença entre uma liderança competente e outra que não o é.
O Vukcevic amuou? Na final da Taça? Normal para um jogador que quer sempre jogar, que durante a epoca demostrou qualidade, e como tal esperava poder participar num jogo tão apetitoso como aquele. Este ano ele foi castigado pq? Pq disse que queris ser titular? Conheces algum jogador que não o ache? Até pode não dizê-lo, mas a verdade é que todos os jogadores querem jogar.

Qt à situação do Djaló, tá giro que antes do Liedson regressar o Puto até se estava a safar. Golos, boas exibições, etc,. De certeza que não é facil ele perceber que tem de saltar só pq o outro se chama Liedson. Já agora: no ano passado foi o Vukcevic q se "passou com o Liedson, este ano foi o Djaló, contra o Barça, que fez o mesmo. Má sorte do Liedson que só tem gente q não presta de volta dele.

Acho o Bento um bom treinador. Mas isso não invalida que eu possa lhe apontar os erros que ele tem cometido. No entanto, tb sei que é um direito que lhe assiste. Até pq todos erram, ninguem diz o contrário, apenas apresentamos a nossa "leitura" desses mesmos erros.

Um abraço.

Nuno disse...

certíssimo gonçalo, nem estou a dizer que não se deve apontar os erros. concordei com dois dos apontados.

quanto ao Vuk, disse que tinha problemas semelhantes aos apontados pelo Liedson. Melhor ou pior tacticamente, a diferença será sempre pouca entre os dois. Assistências, sinceramente não sei se terá feito assim tantas.

quanto ao querer jogar, obviamente que está no direito de ficar zangado e de querer sempre jogar. o que é substancialmente diferente das observações feitas já esta época quando ainda não tinha sido utilizado a titular, que estão longe de ser boas para o grupo.

o djaló safa-se. é verdade que se safa e não acho que seja mau jogador (nunca quis dizer isso), tendo ainda a margem de progressão (espero que seja alta, embora duvide um pouco) que a idade que lhe confere. mas posto na balança com Liedson, para mim perde, tal como Bento acha.

Gonçalo disse...

Eu acho o Vuk melhor, e mais novo. Ou seja com um potencial mt superior ao do brasileiro. E o ano passado fez várias assistências.

Qt ao Djaló, não digo que ele seja o meu avançado de eleição, nada disso, mas ele qd saiu da equipa estava em boa forma, e foi preterido sem justificação assim que o Liedson se apresentou em condições.

Um abraço.

Friend disse...

Eu concordo na maioria do que é escrito pelo Nuno, pois Paulo Bento é um bom treinador, mas tem demasiados caprichos para ser excelente.

Ou seja, não sabe liderar e motivar muito menos, pois se conseguisse aliar estas qualidades a tacticas que tem, era excelente, mas não é.

Quanto a Liedson, concordo em parte com o que diz, mas acho um jogador, que se for encaminhado, ensinado a jogar como dizes Nuno, e a saber correr com e sem bola, é um jogador excelente, mas o problema, é que aí, Paulo Bento também é culpado, pois pede a todos jogadores para correrem muito, não serem inteligentes como correm, e esse quanto a mim é o principal defeito.

Abraço

Rui Silva disse...

É pena que Vukcevic não seja latino.
É pena que Vukcevic tenha tido o mesmo problema com o Paulo Bento quando estava no Saturn.
É pena que Liedson tenha sido o primeiro jogador a ser afastado dos jogos do Sporting por motivos disciplinares por Paulo Bento e é pena que, a partir daí, se tenha retratado em relação a um comportamento que era recorrentemente mau.

De resto é divinal ler-se que o problema do Sporting é a titularidade do Liedson. É assim como ver um filme do Lynch.

O que tu fazes não é opinião, é uma nova forma de arte!

Muito Bom!!!

Nuno disse...

"De resto é divinal ler-se que o problema do Sporting é a titularidade do Liedson. É assim como ver um filme do Lynch.

O que tu fazes não é opinião, é uma nova forma de arte!"

Rui, o problema do Sporting não é só esse. Uma obra de arte é a forma como tu lês, que deve ser mais ou menos igual ao Ray Charles. Falei em vários problemas, uns relacionados com o colectivo, outros com a escolha dos elementos desse colectivo. Só dentro destas escolhas é que falei no Liedson. E não falei só nele. Falei nele, falei no Romagnoli, falei no Rochemback, etc. Ou seja, não percebeste o texto. De novo.

"É pena que Vukcevic não seja latino."

Sabes que a região dos balcãs pertenceu ao Império Romano, não sabes? E que língua é que se falava no Império Romano? Era capaz de ser latim, era. E de onde é que vem o adjectivo "latino"? Pois, é capaz de ser daí. Quando se fala em temperamento latino, fala-se, por metonímia, no temperamento mediterrânico. Os gregos e os turcos, por exemplo, nesse sentido, têm um temperamento mais "latino" que propriamente aqueles que se costumam designar de latinos. Mas tudo isto é apenas uma explicação para deitar abaixo aquilo que dizes. Se não quisesse fazê-lo, bastava ter dito que o facto de o Mourinho falar em temperamentos de jogadores latinos, não implica que eu diga que o Vukcevic é latino. Se usei as palavras do Mourinho, foi para dizer que há uns jogadores que reagem por obediência hierárquica e outros por obediência à competência. Azar dos azares, não soubeste ler. E disseste porcaria, uma vez mais.

"É pena que Vukcevic tenha tido o mesmo problema com o Paulo Bento quando estava no Saturn."

Tu sabes o que é que se passou no Saturn? Se não sabes, cala-te! Além de que presumir que um jogador que erre uma vez, será culpado da segunda é das coisas mais catolicamente hipócritas que se pode presumir. Mas boa, rapaz, continua assim.

"É pena que Liedson tenha sido o primeiro jogador a ser afastado dos jogos do Sporting por motivos disciplinares por Paulo Bento e é pena que, a partir daí, se tenha retratado em relação a um comportamento que era recorrentemente mau."

Han??? Como disse? Ya, castigou-o 1 jogo, como castigou o Moutinho 1 jogo, deixando-o no banco. Mas para mandar areia para os olhos dos outros. Quando precisou deles, não hesitou. E não está aqui em causa uns serem castigados e outros não. Mais uma vez, não percebeste o texto. O que está aqui em causa é que uns são filhos e outros enteados, quando toca a escolher os 11. E por melhor que os enteados treinem, nunca serão filhos. O problema é esse. O castigo é apenas consequência disto. Nem sequer interessa.

Continua a mandar postais, ó árvore de Natal...

Anónimo disse...

árvore de natal lol

Rui Silva disse...

"Ya, castigou-o 1 jogo (...) deixando-o no banco. Mas para mandar areia para os olhos dos outros. Quando precisou deles, não hesitou. E não está aqui em causa uns serem castigados e outros não. Mais uma vez, não percebeste o texto."

20/11/2005 - Sporting ganha em Penafiel com golo de Liedson
27/11/2005 - Liedson fora dos convocados contra o Guimaraes por má atitude no treino
02/12/2005 - Liedson fora dos convocados na visita ao Dragão
09/12/2005 - Liedson retrata-se e regressa frente ao Estrela.

Das duas, uma, ou Guimarães e Porto são jogos irrelevantes ou não fazes a menor ideia do que andaste a escrever...


"Tu sabes o que é que se passou no Saturn? Se não sabes, cala-te!"

"No percurso profissional de Simon Vukcevic, já constam alguns atritos entre o camisola 10 e um dos técnicos que o orientou, concretamente o eslovaco Vladimir Weiss, quando este estava no comando técnico dos russos do Saturn - clube que comprou em 2006 os direitos desportivos do atleta ao Partizan de Belgrado por cerca de sete milhões de euros. Efectivamente, antes de o Sporting adquirir 50% do passe de Vuk, o montenegrino já tinha tido alguns desentendimentos com o treinador de então, sendo a escassa utilização na segunda época de Saturn (2007) o dínamo da discórdia. O médio entendia que o seu rendimento poderia ser potenciado caso actuasse sobre a direita, onde poderia fazer uso do seu forte pontapé canhoto quando efectuasse diagonais para o centro. Weiss colocava-o sobre a esquerda do meio-campo, facto que desagradava ao jogador... que colocou o "eu" à frente do "nós" e se desinteressou dos treinos. Daí até à exclusão da equipa foi um pequeno passo."
In OJogo

Acho que poderias começar a aceitar os teus próprios conselhos e... calares-te!

Enterras-te de uma maneira que às vezes pergunto-me se fazes de propósito...

Rui Silva disse...

... A melhor de todas, no entanto, foi aquela do Império Romano.

Genial!

Nuno disse...

Rui, não sabes ler. Eu não escrevi que o Liedson foi deixado no banco. Quem foi deixado no banco foi o Moutinho. Quanto ao resto, tudo bem, não foi 1 jogo, foram 2. E então? O que é que muda? Continua a não estar em causa o castigo. Enquanto não perceberes isto, nada feito.

Pá, tu sabes o que é que se passou realmente entre ele e o Paulo Bento? Não sabes. Sabes o que os jornais dizem. E daí até à verdade é uma distância muito longa. Do Stojkovic já se disse que bateu no Pedro Barbosa. Sabes mesmo se isso aconteceu? Não sabes. Não sabes por que razão é que o Vukcevic no Saturn foi afastado da equipa e o resto é conversa. Claro que a confiar nos jornais, sabes tudo. Mas os jornais são quase nada. Portanto, não me venhas com aquilo que se sabe de ouvir dizer. Não sabes até que ponto ele não teria razões para se desleixar no Saturn. Por isso, sim, cala-te.

Anónimo disse...

E que tal calarem os dois a boca?? Era fixe... Textos estúpidos, comentários patetas. Assim vai esta merda.

Árvore de Natal disse...

ahahah

não, por favor, continuem


ahahah

loooooooool disse...

rui silva, muito bom!

adorava ver a cara do nuninho a mandar murros na cadeira!!

Sem Palas disse...

Realmente este tipo Nuno é dos mais patetas que já vi na blogosfera...Pois dizes coisas que são acertadas, mas dizes muitas mais que são completos disparates, não a luz do teu neurónio, claro, se é que tens esse bom.

Enterra-se nos textos próprios dele, contradiz-se, enerva os outros, enerva-se a ele, manda calar os outros, quando era ele que devia calar-se, no fundo tem sempre razão, mesmo estando longe dela, ou não podendo dar aos outros, ofende para tirar os disparates que ele diz.
Nuno, tu nunca serás um bom treinador, analista ou o que quiseres lhe chamar, pois és burro de mais, para perceber que futebol, é mais que o teu próprio ego, ou as tuas merdas de poesias analíticas do futebol.

Mas, quem te atura é que é burro.

Nuno disse...

Sem Palas, tantas palavras e não dizes nada. Só dizes que eu não presto, que não percebo nada de futebol, que sou burro, que tenho um neurónio, que nunca serei treinador, etc. Mas isso é barulho. Se conseguires explicar cada uma dessas acusações, aí sim, parecerás um ser racional. Assim pareces só um touro a marrar em seco...

Anónimo disse...

"Enterra-se nos textos próprios dele, contradiz-se, enerva os outros, enerva-se a ele, manda calar os outros, quando era ele que devia calar-se, no fundo tem sempre razão, mesmo estando longe dela, ou não podendo dar aos outros, ofende para tirar os disparates que ele diz."

Este é o resumo perfeito do que é este blog. Sem Palas, nem mais nem menos. Síntese perfeita.

Anónimo disse...

"Enterra-se nos textos próprios dele, contradiz-se, enerva os outros, enerva-se a ele, manda calar os outros, quando era ele que devia calar-se, no fundo tem sempre razão, mesmo estando longe dela, ou não podendo dar aos outros, ofende para tirar os disparates que ele diz."

Este é o resumo perfeito do que é este blog. Sem Palas, nem mais nem menos. Síntese perfeita.

Anónimo disse...

Para dzer mal do Paulo Bento não era preciso um texto tão grande.
Bastava dizeres: Paulo Bento é um grande burro e o MOURINHO É UM GRANDE GÉNIO.

Um monte de baboseiras mas aquelas que dizes sobre o Liedson são tremendas.
So por ai se vê que não percebes nada de futebol.
Considerar que Liedson prejudica o Sporting e que sem ele seriamos campeões é uma tremenda estúpidez.
Considerar que Liedson não sabe tabelar e fazer uma finta é de brardar aos céus.
Bem isto é um chorrilho de disparates.
Mais um Sportinguista que tem asco ao PB mas que não tem coragem de o dizer e se refugia num monte de banalidades.
Não te armes em Rui Santos , pois já basdta o da SIC.

O mesmo que António Tadeia mas em bom.
Da para rir, lá isso é verdade( hehehe)

Anónimo disse...

lolol este ultimo jogo do sporting é maravilhoso depois de ler este texto!!!

um vukcevic recuperado e preocupado em realmente jogar à bola em vez de olhar só para o seu umbigo;

liedson a continuar a facturar (cade vez que ele marca o nuninho até deve ter um pequeno vómito que tem de controlar para não sair porcaria);

um Sporting sem Romagnoli e a vencer e com Roca a fazer um grande jogo!

para não falar do Não problema com Veloso, que o nuninho falou. engraçado que também ele parece estar diferente, para melhor!

LOLOL hilário texto. como ja aqui disseram, um autentico guiao de Dabid Lynch

Anónimo disse...

Nuninho, para provar o quão burro és, basta reler este texto


como é possivel?

Nuno disse...

Anónimo, este blogue deixou de responder a gente com QI de tartaruga...

Anónimo disse...

epa, cabrao do Liedson, por culpa dele e por culpa do P.B. em nao meter o Romanholi, o Sporting só deu metade aos gajos q o benfica afiambrou 6 batataas

Nuno disse...

Anónimo, na frase "aos gajos q o Benfica afiambrou 6 batataas", "aos gajos" é complemento indirecto, logo seria "aos gajos A QUEM o Benfica (...)". Falar bem é o primeiro passo para aumentares o QI...