sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Campeonato do Mundo dos Comentários Hilariantes (Grupo B)

Já foi há mais de um ano que o campeonato do mundo dos comentários hilariantes começou. O Grupo A, então em disputa, gerou controvérsia. Agora, entra em acção o Grupo B. São mais 25 comentários fascinantes sobre o mundo da bola, recolhidos do baú de comentários do Entre Dez e expostos agora para apreciação dos nossos caríssimos leitores. Alguns deles reavivam lembranças saudosas e ilustres comentadores que, entretanto, deixaram de dar o seu riquíssimo contributo às nossas caixas de comentários, facto que lamentamos profundamente. A ideia, para quem não se lembra, é votar nos que considerar mais espectaculares. A prova continuará, com mais grupos a disputarem o acesso à grande finalíssima, e os melhores de todos terão depois o devido destaque. Aqui estão, sem mais demoras, os segundos 25 comentários hilariantes a concurso. Toca a votar...

1) Anónimo (29 de Novembro de 2007) (post Sub-Aproveitamento):

"tu percebes de futebol é? quem to disse? tens curriculo para apresentar? é que se n tens es igual aos restantes, podes mandar umas "papaias" para o ar mas é igual aqueles que rejeitas... cumprimentos"

(Nota: Anónimo, anónimo, tu percebes de disparates? Tens currículo para apresentar? É que se não tens és igual aos restantes a dizer disparates, podes mandar umas "papaias", mas dizes disparates tão disparatados como os daqueles que rejeitas...)

2) Bruno Pinto (4 de Dezembro de 2007) (post Falsas aparências... Parte dois):

"Se um gajo não sabe cruzar, não pode ser lateral, se não sabe atirar a bola lá para dentro, não pode ser avançado, se não sabe marcar em cima, não pode ser central. Etc, etc, etc."

3) Pedro (10 de Dezembro de 2007) (post As asneiras de Luís Freitas Lobo):

"Sim caro Nuno o talento nasce com as pessoas....por muito q tu aprendas a cantar se não tiveres voz não chegarás ao nível máximo. Pq o talento é o q define aquilo q separa uns de outros, talento é aquele factor x que não se explica, tem-se ou não se tem. Simplesmente isso. Chama-lhe instinto, inspiração, whatever, talento nasce connosco..."

e (a 11 de Dezembro de 2007)

"Não se trata da inteligência ser inata ou não. Trata-se sim de tu estudares uma vida inteira e não conseguires resolver os mais dificeis problemas matemáticos e outros aos 15 anos resolverem-nos desde os 7."

(Nota: Achou o comentário confuso?? Faça uma pausa às 15 horas desde as 7.)

4) Anónimo (10 de Dezembro de 2007) (post As asneiras de Luís Freitas Lobo):

"a homossexualidade é, obviamente, genética. Ninguém é gay/lésbico por opção (ao contrário do que alguns tontos homossexuais parecem acreditar, provavelmente por receio que lhes chamem doentes hereditários...)."

5) Bruno Pinto (10 de Dezembro de 2007) (post As asneiras de Luís Freitas Lobo):

"O Maradona foi o que foi porquê? Primeiro, porque Deus deu-lhe um talento absolutamente incrível para jogar futebol. Segundo, porque treinou e aprendeu a usar esse talento no futebol de alta competição."

(Nota: O Deus é um maluco, a distribuir presentes assim pela malta.)

6) pedro silva (11 de Janeiro de 2008) (post O Boavista de Pacheco):

[falando de Mateus, Fary e Zé Kalanga]
"os 3 abundam em talento...mas é preciso um treinador!"

e

"O diakite é um jogador fundamental no boavista. ele não está lá pra jogar à bola... está lá pra não deixar jogar e aí está o teu erro de interpretação."

e

"O futebol defensivo é o mais ganhador de sempre na história do futebol. "

e (a 12 de Janeiro de 2008)

"Mourinho é claramente um defensor do estilo de jogo defensivo. Qualquer um sabe disso."

(Nota: Diz Mourinho, sobre a sua filosofia de jogo, em contraste com a de Bobby Robson, no livro de Luís Lourenço, Liderança: as lições de Mourinho, o seguinte: "(...) mantendo a primazia por um futebol de ataque, procurei no fundo, organizá-lo melhor e essa organização parte, muito justamente, da defesa." Afinal parece que não é assim tão defensivo.)

7) pedro silva (11 de Janeiro de 2008) (post Tragédia Grega... e não só):

[sobre Katsouranis]
"Sei que muita gente gosta dele mas eu, reconhecendo-lhe as qualidades que tem, acho que tem defeitos a mais para jogar no benfica."

8) Bruno Pinto (13 de Janeiro de 2008) (post Tragédia Grega... e não só):

"Bem, eu começo a pensar que o Nuno e o Gonçalo são o mesmo cromo, de tão parecidas que são as estupideses que dizem e a forma como não percebem o que se diz. Vontade de rir... Ainda não percederam (percebeu?) patavina do que eu disse do Veloso e do Moutinho. Não percebem... O Veloso e o Moutinho são os dois inteligentes. E não percebem porque eu prefiro um ao outro. É que não percebem. E depois ainda acham que percebem de futebol... Epá..."

(Nota: Não percebi como é que se não se percebe que um gajo não perceba que usou quase uma centena de vezes o verbo "perceber" numa frase, sem perceber que a estava usar de forma a tentar perceber algo que não tem capacidade para perceber.)

e

"Eu não acho que chamar burro é insultar (...) Um burro é um gajo sem inteligência. Não é insulto."

(Nota: Eu não acho que chamar prostituta à mãe deste artista seja insultar. Prostituta é uma gaja que usa o corpo para trabalhar. Não é insulto.)

9) Bruno Pinto (16 de Janeiro de 2008) (post 22 curtinhas):

"Nuno, escreve-se 'covarde'. Muda lá isso que não estou habituado a erros ortográficos neste blog."

(Nota: O ensino do português, a norte do Tejo, parece-me pouco competente. Assim como o ensino da bazófia.)

10) Pedro (18 de Fevereiro de 2008) (post Curtas mesmo mesmo curtas):

"Sinto da tua parte uma embirração com o Binya...e algo me diz q em breve vais ter q te retractar..."

e (a 19 de Fevereiro de 2008)

"Por acaso acho um pouco estranho q tu, logo tu, tenhas uma opnião assim tão fechada de Binya mas não vou aprofundar muito a questão. Acho q se nota q há ali muito potencial mas adiante...agora não reconhecer q com ele em campo o Benfica ganha agilidade e dinâmica na pressão defensiva é puxado."

11) Anónimo (6 de Abril de 2008) (post Breves da Semana):

"E se alguem desencantar um extremo que marque golos de cabeça com a facilidade do Ronaldo, digam, está bem?
Ao artolas que comentou anteriormente - já não tens paciência para o CR7? Olha, ainda vais ter que o aturar por muito tempo... e no Europeu, quando precisares dele para ganhar jogos, como é?"

(Nota: O que vale é que tínhamos o Ronaldo no Europeu, se não teríamos ficado aí pelos quartos-de-final.)

12) Messi (23 de Abril de 2008) (post O que é um passe?):

[sobre Pelé]
"Ainda bem que há gente como vocês para ensinar um jogador que joga no campeão Italiano o que é um passe.

Serviço público no seu melhor."

(Nota: Um jogador que "jogava" no campeonato italiano. Assim é que está certo. Um jogador que passou a primeira metade da época passada a brilhar na Liga Intercalar e que depois foi brilhar para um colosso inglês. E que agora brilha em Espanha. Fica a correcção. E o serviço público.)

13) Trigo (30 de Abril de 2008) (post Compreender Futebol, em vez de o jogar...):

"Só se diz merda neste blog? Execução vs interpretação... Conversa estúpida!! Só cromos nesta rua."

14) Julio Cruz (11 de Maio de 2008) (post Clássicos: Taça dos Campeões Europeus 86/87 - FC Porto vs Bayern de Munique):

"Não concordo, aquela equipa do Artur Jorge era brilhante tacticamente, não me venham dizer o contrário."

15) ChuckE (12 de Maio de 2008) (post Clássicos: Taça dos Campeões Europeus 86/87 - FC Porto vs Bayern de Munique):

"Que biltre horrivel que és... podes admitir que não gostavas do estilo do porto daquela altura, e naquela final em especial, de "combate". Mas daí a chamar-lhe mau jogo..."

e

"Eu já vi a repetição do jogo na rtp memória, também. Apreciei bastante o jogo do Porto, num estilo de jogo semelhante ao praticado pelo Porto do Carlos Alberto, muito combativo, sólido a defender, sempre na recuperação de bolas, futebol apoiado, meio campo de pitbulls baixotes, como foi o estilo do Porto durante anos. "

(Nota: O raciocínio que importa reter é: todo aquele que não gosta de "pitbulls baixotes" é um "biltre horrível".)

16) Pedrovsky (25 de Maio de 2008) (post Os melhores):

"OFF-TOPIC: viste o (outro) grande golo do Pelé na final da taça de Itália? Leste o que é que os jornais italianos, gazzeta e corriere dello sport disseram dele? Qual é mesmo o teu problema com ele? Palpita-me que este será um sapo grande que vais ter de engolir mais cedo ou mais tarde, ai vais vais..."

(Nota: A mim palpita-me é que não fui eu quem engoliu sapos...)

e (a 26 de Maio de 2008):

"Nuno, eu sempre achei o Pelé um possível grande jogador de FUTURO. O grande golo que ele marcou (mais um)é mais uma prova e não apenas um motivo para dizer que ele é bom.
Qto às possibilidades com Mourinho, lembro-te apenas que o Bosingwa com Mourinho quase nunca jogou e hoje é o lateral mais caro do mundo, enquanto o dani alves não sai do sevilha. Por isso, o tempo está a favor do Pelé, mesmo que ele fique mais tempo no banco."

(Nota: Exacto, o tempo continua a favor do Pelé.)

17) slb4ever (26 de Maio de 2008) (post Os melhores):

[sobre Pelé]
"se com Mourinho não explodir, o problema é do Zé..."

(Nota: Se com Mourinho não explodir, o problema é do Zé; se com o Jesualdo não explodir, o problema é do Jesualdo; se com o Tony Adams não explodir, o problema é do Tony; basicamente, o problema é de todos menos dele...)

18) Anónimo (28 de Maio de 2008) (post Os melhores):

"És o maior tono do caralho!!"

(Nota: O que é um "tono"?)

19) Pedrovsky (29 de Maio de 2008) (post Pelé: um estudo):

"tens problemas com o M. da Costa? Já alguma vez viste um central com a habilidade dele na frente?"

20) Pedro Silva (29 de Maio de 2008) (post Pelé: um estudo):

"Nuno, exageras e ainda vais passar mal com o pelé."

21) Anónimo (5 de Junho de 2008) (post Sondagem (6)):

[sobre uma votação para eleger a equipa com melhores condições para vencer o Euro 2008]
"Votos na Espanha: nuno, gonçalo, o cão do nuno e o gato do gonçalo."

(Nota: os patetas do costume, uma vez mais com opções de voto que não lembram nem ao Diabo.)

22) Anónimo (14 de Junho de 2008) (post Incidências da Primeira Ronda do Euro 2008):

"Este blog é de escachar o coco a rir."

(Nota: Nunca percebi por que é que partir um côco é motivo de riso. Já "escachá-lo" é-o, seguramente.)

23) José Henriques (18 de Junho de 2008) (post Segunda Ronda):

"Mister fred (k de mister nao deve ter nada), já devo ver fut há mt mais tmp k tu!! por isso não me substimes...e n des exemplos parvos...o diakité e o binya são 2 pretos xulos.o petit é 1 gajo ja com visao d jogo e um remate mt forte..e a grécia eu nao digo k seja espectacular! mas k é boa tacticamente é! e vai xamar nabo à tua avó torta, k eu ja vejo futebol a 20 anos! este blog é so energumenos e gente sem humildade. isto é uma vergonha. a juntar a censura. parece q k voltamos ao estado novo."

(Nota: O nível dos insultos é brilhante, o português usado melhor ainda. Melhor, só mesmo a justificação para a falta de qualidade de Diakité e Bynia seguida da indignição por um comportamento, supostamente, em conformidade com a censura do Estado Novo. O que vale é que há coerência!)

24) Zé das Hóstias (20 de Junho de 2008) (post Ronda Final):

[sobre a França no Euro 2008]
"ESTE GAJO NAO SABE O Q DIZ!!!! A FRANÇA JOGOU MT BEM SÓ TEVE AZAR!!!"

25) Costa (decora o nome, cromo) (30 de Junho de 2008) (post Final e mais coisinhas):

"Ó palhaço, quem disse que o Pelé é dispensável? Se o fosse, o Quaresma há muito que já tinha ido para o Inter, não achas? Além disso, o que se fala é de um empréstimo, não de uma cedência definitiva."

(Nota: Professor Karamba e as suas adivinhações prodigiosas.)

E é isto: humor de qualidade, poderes de adivinhação prodigiosos e análise futebolística extremamente requintada. Falar de futebol a rir - eis o lema deste espaço e de todos os seus intervenientes.

68 comentários:

Éter disse...

Futebolisticamente voto nisto:

"O diakite é um jogador fundamental no boavista. ele não está lá pra jogar à bola... está lá pra não deixar jogar e aí está o teu erro de interpretação."

Extra futebol, terá que ser nisto:

"Eu não acho que chamar burro é insultar (...) Um burro é um gajo sem inteligência. Não é insulto."

JNF disse...

O meu voto é este:

"Há alguma lei que obrigue as equipas a jogar em 442 clássico? Uma táctica obsoleta há 15 anos, mas que é, provavelmente, a mais utilizada neste europeu. Desta feita, é a Espanha. Aragonés é horrível. O homem mal consegue abrir os olhos, quanto mais ter sinapses. Não bastava não ter levado artistas como Raúl, Joaquín, ou Guti, como ainda deixou de fora do onze titular Fabregas e teve de arrumar Iniesta à direita. Isto tudo para poder jogar em 442 clássico. Brilhante! As consequências disto foram as previsíveis: uma Espanha muito má com bola, a acabar por decidir o jogo através dos erros infantis dos russos e da capacidade individual dos homens da frente, principalmente Fernando Torres e David Villa. Para mim, que era a selecção que reunia melhor conjunto de individualidades, esta Espanha foi uma decepção. Vale pelas individualidades, que são do melhor que há neste campeonato, mas como equipa foi uma nulidade."

Quem terá sido o idiota a dizer isto?

JNF disse...

Ou ainda:

"Embora não tenha conseguido materializar o seu futebol em golos, o jogo do Barça foi perfeito."

JNF disse...

Mas há mais...

"há mais mérito no 3º lugar do Barcelona do que no 1º lugar do Manchester United"

Pedro disse...

Muito bom!!!

JNF disse...

E não ficamos por aqui:

"aqueles que acham que o objectivo do futebol é o golo estão equivocados"

JNF disse...

Olha outra:

"Não dá para trocar o Rochemback e o Liedson pelo Josué Pesqueira?"

Nuno disse...

JNF, isso já era previsível quando fizemos isto pela primeira vez. Na altura, houve gente a fazê-lo, citando mesmo algumas das coisas que agora citas. Portanto, fazê-lo agora não só é ainda mais previsível como extremamente parvo. Mas continua, parece que tens vocação para macaquinho de imitação.

Rui disse...

Votaria no comentário 23 porque expõe um grande problema do comum adepto de futebol português (e não só, algum comentadores desportivos também sofrem do mesmo problema): achar que ver muito futebol há muito tempo é sinónimo de perceber alguma coisa sobre o jogo.

P.S.: Não percebi a nota do autor do blog ao comentário 9.

Nuno disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nuno disse...

O artista autor do comentário 9 é do Porto. A piada consistiu em fazer uma relação entre o morar acima do Tejo e o não saber que cobarde é com "b", embora também possa ser (já caiu em desuso) escrito com "v". Nada de extravagante, portanto...

Gonçalo disse...

"e, na minha opinião(Petit), é melhor que Amorim, Katsouranis, Yebda, Bynia e Filipe Bastos."

Posso votar neste?? Vá lá?

Pedro Fernandez da Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Batalheiro disse...

O melhor de todos é definitivamente o #23.

Levanta uma questão muito importante:

Será que o elevado número de seres humanos francamente estúpidos revela que a estupidez humana é uma fatalidade?

Num só paragrafo conseguir ser ignorante (ou racista é igual) e aquele "argumento" das mais de duas décadas a ver uma coisa ser igual a saber muito acerca dessa coisa, leva-me a reflectir porque razão o porteiro da cinameteca não se tornou no Kubrick português...

Já para não mencionar a gloriosa jornada de massacre das regras mais elementares do português que foi levada a cabo por "José Henriques".

O meu voto, sem qualquer hesitação: #23 José Henriques

Fernando disse...

" 'O Maradona foi o que foi porquê? Primeiro, porque Deus deu-lhe um talento absolutamente incrível para jogar futebol. Segundo, porque treinou e aprendeu a usar esse talento no futebol de alta competição.'

(Nota: O Deus é um maluco, a distribuir presentes assim pela malta.)"


Não percebi o comentário sobre este disparate (e uns anteriores). Ridicularizas o facto de "existir um talento inato para o futebol" ou achas que o conceito de tabula rasa ainda perdura?

JNF disse...

Nuno, não duvido que sejas um idiota. Agora, sabes o que é "extremamente parvo"? É ridicularizares quem te visita e quem tenta discutir futebol (às vezes melhor, outras vezes pior, mas vem cá para falar de futebol). Aliás, a tua argumentação é tão superficial que recorres à ironia como refúgio da tua ignorância. Re-lê o que escreveste ao longo destes meses e vê se não encontras erros (vários, e graves!). Claro que não vais encontrar, porque para ti és o "super-sumo" do futebol. O Tadeia é ignorante, o Freitas Lobo é fraco, são todos maus, todos, uns feios, mas tu és muito bom, claro está. Pode ser que conheças o Dias Ferreira. Se assim for, pede-lhe o número do psiquiatra.

ChuckE disse...

Eu acho que quem faz um post täo extensivo a recolher comentärios do ultimo ano no seu blog, das duas tres: ou näo tem assunto
a ele täo esperto (algo que o autor critica quando algu
em o faz aos seus posts), ou, entäo, ë porque näo tem vida sexual, e caso assim seja, entäo meu caro, uma punheta teria feito täo bem ou melhor.

Ricardo Galeiras disse...

Não vou votar apenas porque acho que ridicularizar quem tenta participar não é a melhor forma de "falar de futebol". No entanto respeito a opção "editorial" do blog e não será por causa disto que dixarei de passar por cá todos os dias.
Abraço

P.S.Continuo a achar que escreves melhor quando estás irritado.;)

PB disse...

gosto mt da dos defesas têm de saber marcar. só n sei o q é q eles têm de saber marcar lol

Nuno disse...

Fernando diz: "Ridicularizas o facto de "existir um talento inato para o futebol" ou achas que o conceito de tabula rasa ainda perdura?"

Fernando, talento inato não existe. O Talento, para qualquer coisa, é uma aquisição intelectual. O contrário não significa, contudo, que aceite o conceito de "tabula rasa". Nascemos com certas características de espécie, mas nenhuma delas é talento ou propicia talento. O talento, como a técnica, como tudo o que é intelectual, é uma aquisição ao longo de certas etapas da vida.

JNF diz: "sabes o que é "extremamente parvo"? É ridicularizares quem te visita e quem tenta discutir futebol (às vezes melhor, outras vezes pior, mas vem cá para falar de futebol)."

JNF, muitas das pessoas citadas só vinham cá fazer barulho. Outras vêem, de facto, comentar. Mas por que razão não posso achar piada a certas coisas? Ninguém está a ridicularizar ninguém. Trata-se de ter ou não sentido de humor. Repara no comentário do Pedro Silva. Tem vários comentários e, ainda assim, soube rir deles e votar num deles. Ele é o exemplo de como se deve encarar este texto. Outro exemplo é o Pedro, que pela segunda vez leva isto na brincadeira. Tu, que queres à força mandar bocas, ainda não percebeste o espírito da coisa. Também acho que falta de sentido de humor é um sinal de estupidez. Mas isso sou eu.

ChuckE diz: "quem faz um post täo extensivo a recolher comentärios do ultimo ano no seu blog, das duas tres: ou näo tem assunto
a ele täo esperto (algo que o autor critica quando algu
em o faz aos seus posts), ou, entäo, ë porque näo tem vida sexual, e caso assim seja, entäo meu caro, uma punheta teria feito täo bem ou melhor."

É isso, ChuckE. A relação causal entre escrever um texto longo e a falta de vida sexual é óbvia. É mais ou menos o mesmo que pensar que quem tem uma borbulha na testa é necessariamente funcionário público.

Fernando disse...

"Fernando, talento inato não existe. O Talento, para qualquer coisa, é uma aquisição intelectual. O contrário não significa, contudo, que aceite o conceito de "tabula rasa". Nascemos com certas características de espécie, mas nenhuma delas é talento ou propicia talento. O talento, como a técnica, como tudo o que é intelectual, é uma aquisição ao longo de certas etapas da vida."

Não percebi inteiramente o que queres dizer com "certas características de espécie". No entanto, de forma geral, não concordo Nuno.
O talento inato ou, se quiseres, predisposição para algo, existe. Óbvio que isto não significa que alguém nasce com talento inato especificamente para o futebol ou qualquer outro desporto. Mas alguns nascem com uma capacidade de perceber melhor o jogo, raciocínio mais rápido e/ou uma capacidade motora mais coordenada que lhes permite ter uma maior facilidade na prática de um jogo/desporto. Se isto é ou não mais importante que a aquisição intelectual posterior, duvido.

Cumprimentos.

matrafisco disse...

Respondendo ao 22; "Nunca percebi por que é que partir um côco é motivo de riso"

Não é partir o coco que é motivo de riso.
É o riso que é motivo de partir o coco. "Coco" vem provavelmente de cocuruto, alto da cabeça.
Partir a cabeça de tanto rir.

Cumprimentos,

JFC disse...

Por tudo o que tem acontecido:

20) Pedro Silva (29 de Maio de 2008) (post Pelé: um estudo):

"Nuno, exageras e ainda vais passar mal com o pelé."

passar mal só um dia ele me assaltar ou for jogar para o Benfica

JFC disse...

ah.. e Nuno essa piadola do acima do Tejo era escusada. Para a próxima, só por cortesia, utiliza acima do mondego que eu e todos que conheço escrevemos coBarde e não covarde.

Nuno disse...

Fernando diz: "alguns nascem com uma capacidade de perceber melhor o jogo, raciocínio mais rápido e/ou uma capacidade motora mais coordenada que lhes permite ter uma maior facilidade na prática de um jogo/desporto."

Fernando, este assunto já foi por mim discutido várias vezes e não creio que seja o momento indicado para voltar a falar dele. No entanto, aquilo que dizes não faz muito sentido. Ninguém nasce com raciocínio mais rápido para nada. A capacidade de associar coisas, de distinguir coisas, etc, no fundo, raciocínio, é uma aquisição. Ninguém nasce com isso. Assim como ninguém nasce com uma capacidade motora mais coordenada. Ela torna-se mais coordenada à medida que o ser se mexe. As diferenças em termos de características de espécie têm a ver com diferenças fisiológicas, químicas e neurológicas. Nada disto, porém, é mental. Isto propicia capacidades mentais diferentes, sim, mas em grande medida extremamente semelhantes. Por exemplo, isto poderá, em dois seres diferentes, produzir uma velocidade sináptica diferente. Mas a velocidade a que processamos dados, por si, não é significante. As capacidades técnicas ou intelectuais dependem das relações que produzimos mentalmente e não da velocidade a que o nosso corpo trabalha. E essas relações podem ser boas ou más, independentemente do funcionamento do cérebro. Uma pessoa que treine futebol diariamente terá, pelo hábito, adquirido relações mentais que o ajudam a responder mais rapidamente a um estímulo do que um xadrezista ou um matemático. E será inegável que a capacidade de pensamento abstracto de um xadrezista ou de um matemático é bem superior, isto é, a velocidade de processamento de dados é mais rápida. Isto porque, para esse tipo de pensamento, os seus cérebros têm "atalhos" que lhes permite processar os dados de forma mais veloz. Mas se quiserem relacionar-se com uma bola, não o conseguem pelo simples facto de que não possuem esses "atalhos". O treino ou a prática de um desporto que requer relações complexas(exceptua-se aqui desportos como a natação, a ginástica e o atletismo) é aquilo que faz com que as capacidades mentais de um determinado ser se aprimorem para essa especificidade, ou seja, que a mente construa "atalhos" de modo a que o processamento de estímulos seja mais veloz. Não há nada de inato neste processo; depende exclusivamente da prática.

Aquilo que torna alguém mais rápido a pensar é o treino, a aprendizagem, é a marcação mental que nos habituamos a ter conforme aquilo que aprendemos. Uma criança que se habitue a dar toques na bola desde cedo desenvolverá uma relação com a bola mais perfeita que outra que não o faça pelo simples facto de associar a sua técnica de andar, de correr, de se equilibrar, à relação com uma bola. Ou seja, vai registar, mentalmente, comportamentos optimizados que depois lhe serão mais fáceis de repetir. É uma questão de técnica, de aquisição intelectual. É evidente que há desportos em que as características inatas são fundamentais. Mas não é o caso de desportos complexos como o futebol ou de desportos que requeiram uma técnica propriamente dita, isto é, a relação com um objecto.

P.S. No dia em que conseguires explicar como é que, na península ibérica, todos os genes bons para a prática do ténis ficaram em Espanha, talvez consigas arranjar um argumento para que essa tese seja defensável, ou seja, para que seja possível defender que características inatas são mais importantes que a aprendizagem.

Pedro disse...

"P.S. No dia em que conseguires explicar como é que, na península ibérica, todos os genes bons para a prática do ténis ficaram em Espanha, talvez consigas arranjar um argumento para que essa tese seja defensável, ou seja, para que seja possível defender que características inatas são mais importantes que a aprendizagem."

Cuidado Nuno. A resposta para essa questão até é demasiado fácil e simples: Eu posso ter o dom para o ténis dentro de mim mas como nunca joguei nunca poderei conquistar títulos e ser o número 1 mundial.É evidente q o treino e a práctica melhoram a capacidade de uma pessoa naquilo q faz. Seja um físico ou um desportista. Já debatemos isto várias vezes e daqui não saímos mas a tua argumentação não consegue explicar o pq da existência de sobredotados.

O pq de uma criança de 4/5 anos conseguir saber mais q um adulto, de aprender as coisas com uma facilidade muito superior a uma pessoa "normal". Por muito q tu estudes , por muito q tu practiques, nunca chegarás ao nível desses sobredotados. Portanto há algo que nasce connosco. É inegável.

Lá está, se assim não fosse qqr um que treinasse arduamente seria um Maradona...e assim não é.

JFC disse...

eu nesta questão concordo completamente com o Nuno. Parte do talento é inato, é algo que nasce com cada um de nós. Mas as máquinas, os homens que se sobrepuseram sempre trabalharam o talento que têm. é absolutamente fundamental trabalhar-se as capacidades de forma a ser-se melhor que os outros. O exemplo básico, mas verdadeiro, de que na escola não são os putos mais inteligentes mas os mais metódicos e trabalhadores. Outro exemplo e talvez mais paradigmático seja o do Ali. O Ali, daquilo que entendo de boxe, não era o melhor pq era mais forte ou mais rápido que os outros. Era o melhor porque era o mais inteligente e desenvolveu uma nova forma de combater.

é certo que eu e a maioria de nós nunca poderia ter sido futebolista profissional porque o nosso ADN não deixou, mas mesmo assim a parte decisiva é a forma como é feita a aprendizagem.

António Pista disse...

Não me parece que fazer um "apanhado" de comentários de pessoas que visitam o seu blog e fazer disso um motivo de escárnio seja digno de um blog que até já mostrou ter alguma qualidade.

Dispensável...

http://aguia-de-ouro.blogspot.com/

Pedro disse...

"eu nesta questão concordo completamente com o Nuno. Parte do talento é inato"

Isso é totalmente contrário àquilo q o Nuno defende
:):):)

Fernando disse...

"para que seja possível defender que características inatas são mais importantes que a aprendizagem"
Eu não disse isso Nuno.

Na maior parte dos casos, esta tua frase é certamente aplicável: "Uma criança que se habitue a dar toques na bola desde cedo desenvolverá uma relação com a bola mais perfeita que outra que não o faça pelo simples facto de associar a sua técnica de andar, de correr, de se equilibrar, à relação com uma bola". No entanto, é inquestionável que existem algumas pessoas com uma facilidade relevante na aprendizagem de algo. Como justificar isto não recorrendo às capacidades inatas? Achas então que é só uma questão de vontade e confiança?

Percebo que não queiras discutir este assunto, até porque se separa do conteúdo deste blogue. Também como concordo com a maior parte do penúltimo comentário do Pedro, não acrescento mais nada.

Cumprimentos.

JFC disse...

Pedro é obvio que talento, pelo menos parte dele, é inato. é preciso muita crença na razão humana para se por de lado a carga genética de lado. Eu, por exemplo muito cabal, nunca poderia ser um bom jogador de futebol, não porque nunca tive o melhor treinador, não porque nao treinei com os melhores jogadores nos melhores campeonatos mas simplesmente porque o meu ADN não me permitia.

Por outro lado alguem que é efectivamente talentoso terá que sem duvida nenhuma desenvolver cognitivamente o seu talento para poder fazer a diferença.

o talento é inato só numa primeira fase, o que faz verdadeiramente a diferença é a forma como é aproveitado.

Gonçalo disse...

Fernando aqui a questão que se coloca é a questão da especificidade.

Admito que possas, no teu código genético, ter propensão para desenvolveres mais rapidamente certos atributos que outros, mas isso não significa que nasces com o talento para algo especifico. E se num desporto mais "rudimentar", os casos que o Nuno referiu, essa propensão pode ser o suficiente para tu deduzires que esses atletas nascem com talento para esses desportos, o mesmo já não se aplica aos desportos mais complexos. Por exemplo, o que o Pedro disse faz algum sentido? Ou seja, achas possível que alguem possa nascer com algo tão estranha á natureza como um jogo que não passa de uma construção humana? É o mesmo que se defender que os putos de hoje nascem com talento para jogar playstation. Eles praticamente nascem com um comando nas mãos. Obviamente que os traços da sua personalidade, que são moldados pelo meio-ambiente onde se desenvolvem, vão contribuir para diferentes resultados nas mais variadas etapas de desenvolvimento.

Cumprimentos.

Ps - É delicioso ver como há tanta gente que nos leva (e se leva) demasiado a sério.

Nuno disse...

Pedro diz: "A resposta para essa questão até é demasiado fácil e simples: Eu posso ter o dom para o ténis dentro de mim mas como nunca joguei nunca poderei conquistar títulos e ser o número 1 mundial."

Pedro, o que é fascinante é haver comentários hilariantes num post sobre comentários hilariantes. Ter um dom dentro de mim??? Como assim? Entre o fígado e o pâncreas? E dá para ter mais do que um? Dava-me jeito ter o dom de descascar batatas e o dom de quebrar nozes com a rótula.

"a tua argumentação não consegue explicar o pq da existência de sobredotados."

O que a minha argumentação faz é dizer que os sobredotados não são diferentes, em espécie, de qualquer outra pessoa. São pessoas que desenvolveram uma determinada capacidade, mas que nasceram iguais a toda a gente. Tu, pelo contrário, achas que os sobredotados não são seres humanos, mas uma espécie qualquer diferente.

"O pq de uma criança de 4/5 anos conseguir saber mais q um adulto, de aprender as coisas com uma facilidade muito superior a uma pessoa "normal". Por muito q tu estudes , por muito q tu practiques, nunca chegarás ao nível desses sobredotados. Portanto há algo que nasce connosco. É inegável."

Pedro, isto é patético. Não há nenhuma criança de 5 anos que sabe mais do que eu na minha área, como não há nenhuma criança de 5 anos que jogue melhor xadrez que um xadrezista profissional, como não há nem nunca houve nenhuma criança artista. Não sei em que mundo vives, mas esse tipo de crianças são fantasias tuas. Não há pessoas normais e pessoas anormais. Há pessoas que não desenvolvem talentos, há outras que o fazem. Essas distinguem-se por isso, mas porque o desenvolveram, não porque nasceram com alguma coisa diferente. O que é inegável é que não sabes do que estás a falar.

"se assim não fosse qqr um que treinasse arduamente seria um Maradona...e assim não é."

Pedro, é é. Se começasse a contactar com a bola desde pequeno, se se apaixonasse por esse contacto, se dedicasse ao futebol o tempo e a atenção que o Maradona dedicou, sim, era como o Maradona. Aqueles que chamas de sobredotados, no futebol, são pessoas como as outras, mas que desenvolveram uma capacidade para jogar futebol tão refinada porque começaram cedo e mantiveram a evolução.

O que é mais fascinante, no meio disto tudo, é que tu rejeitas a figura de Deus, mas aceites o inexplicável das "coisas dentro de nós" para justificar o que não sabes justificar de outra maneira. Valha a coerência...

JFC diz: "é certo que eu e a maioria de nós nunca poderia ter sido futebolista profissional porque o nosso ADN não deixou, mas mesmo assim a parte decisiva é a forma como é feita a aprendizagem."

JFC, não entendo isto. Em futebol, vês todos os tipos de morfologia. Como é que o ADN não deixa ser jogador de futebol? Se fosses muito grande, poderias não conseguir ser um Maradona, mas podias ser um Ibrahimovic. Já não era mau...

António Pista diz: "Não me parece que fazer um "apanhado" de comentários de pessoas que visitam o seu blog e fazer disso um motivo de escárnio seja digno de um blog que até já mostrou ter alguma qualidade."

António, há quem tenha sentido de humor e há quem não tenha... Este post é só para os primeiros...

Nuno disse...

Fernando diz: "é inquestionável que existem algumas pessoas com uma facilidade relevante na aprendizagem de algo. Como justificar isto não recorrendo às capacidades inatas? Achas então que é só uma questão de vontade e confiança?"

Se uma pessoa tem facilidade na aprendizagem de algo é porque nasceu com essa facilidade?? Claro que não. Tem essa facilidade porque a desenvolveu. Ninguém tem facilidades em nada, quando nasce. A facilidade, para o que quer que seja, é desenvolvida. Uma pessoa que saiba resolver equações de primeiro grau, em relação a uma pessoa que não o saiba, tem mais facilidades em resolver equações de segundo grau. A facilidade de aprendizagem, em qualquer área, advém de aquisições anteriores. É por isso que o ensino vai do mais básico ao mais complexo. Para haver facilidades em aprender coisas complexas, teve de se aprender bem outras mais básicas. Isto é assim em tudo. Uma criança que tenha feito teatro em pequena vai desenvolver a memória de uma forma mais eficaz; uma criança que jogue futebol desde pequena vai desenvolver uma relação com a bola mais eficaz; uma criança que comece a desenhar em pequeno vai desenvolver uma técnica de desenho mais eficaz. E por aí fora. Nada disto releva de características inatas ou de "coisas dentro de nós". A aprendizagem faz-se por sucessão de etapas e um sobredotado mais não é do que alguém que superou cada uma dessas etapas com sucesso, passando sucessivamente para a seguinte e apurando cada vez mais a sua competência em determinada área.

Pedro disse...

IIHHH...q grande confusão...onde tu já vais...a meter Deus ao barulho e tudo..

Com q então uma criança sobredotada é igual a uma outra qqr, apenas teve um "ambiente" favorável?

Ok..

Nuno desculpa que te diga mas podes pegar em mil crianças, fazes com elas exactamente o q defendes e vais ver q não apanhas nenhum Maradona...

Gosto muito de te ler e de debater ctg mas de vez em qd tens estas tiradas..ui ui...

"Pedro é obvio que talento, pelo menos parte dele, é inato"

JFC eu concordo com o q dizes. O Nuno é q defende exactamente o contrário. É isso q refiri!
:)

Para o Nuno nada nasce connosco. Como é obvio ele está errado mas como tb é óbvio nunca dará o braço a torcer!!


Nuno e Gonçalo vocês agarram em dois gemeos, dão-lhes exactamente o mesmo treino, as mesmas horas e controlam totalmente o ambiente que os envolve não permitindo que um treine mais q o outro. Resumindo as horas de treino são exactamente iguais para ambos. Para vocês eles, no final, serão exactamente iguais na aplicação do treino q tiveram?

Pedro disse...

"é que tu rejeitas a figura de Deus, mas aceites o inexplicável das "coisas dentro de nós" para justificar o que não sabes justificar de outra maneira"

Mas qual inexplicável? Tu é q não consegues justificar e dizes q somos todos iguais qd se constata, diariamente, q não somos. Para o bem e para o mal...

É óbvio q eu por mais q treine nunca irei marcar livres como o Beckam. Quem não consegue explicar como é possivel, se somos todos iguais qd nascemos, q surjam sobredotados. Não sei se existem crianças q saibam mais do q tu mas sei q existem crianças/adolescentes q sabem mais e têm uma capacidade de raciocínio muito superior a muitos doutorados. Não posso acreditar q tu negues a existência desses sobredotados...ainda à pouco a SIC deu uma reportagem sobre o assunto...

Uma criança resolver complicados teoremas matemáticos ao alcance apenas de um punhado de cientistas é algo q não é meramente adquirido com o "treino".

Batalheiro disse...

Nuno,

Então como explicas o Mozart? Como foi possível a Mozart desenvolver as capacidades técnicas e raciocínio abstracto necessárias para compor música...antes dos 5 anos?

O Gonçalo disse:

"Admito que possas, no teu código genético, ter propensão para desenvolveres mais rapidamente certos atributos que outros..."

E não será isso, uma boa definição de talento?

É claro que é ridículo afirmar que se nasce com talento para o futebol, o futebol é uma construção cultural...mas essa propensão de que fala o Gonçalo...essa propensão é um inicio para se perceber como foi possível existir Mozart. Ou o Maradona, ou o Leonardo da Vinci ou o Jimi Hendrix.

Eu falo num inicio de compreensão porque não tenho resposta definitiva para esta questão...mas dificilmente aceito que se ponha de parte a existência de "talento" como fazes, Nuno.

Nuno disse...

"Nuno e Gonçalo vocês agarram em dois gemeos, dão-lhes exactamente o mesmo treino, as mesmas horas e controlam totalmente o ambiente que os envolve não permitindo que um treine mais q o outro. Resumindo as horas de treino são exactamente iguais para ambos. Para vocês eles, no final, serão exactamente iguais na aplicação do treino q tiveram?"

Serão parecidos. As diferenças consistirão sobretudo na forma como reagem a estímulos e isso pode se ir tornando diferente à medida que eles crescem. São iguais à partida, mas a relação com o mundo que os rodeia é única. O desenvolvimento da personalidade dependerá daquilo que cada um "captar" e da forma como se relacionar com isso. No final, porque foram sujeitos a experiências de vida semelhantes, vão ser parecidos, mas terão a diferença que a personalidade de cada um determinar.

"Mas qual inexplicável?"

Pedro, a partir do momento em que dizes que a diferença entre sobredotados e pessoas normais reside em algo "dentro de nós", estás a tentar justificar o que achas que não tem outra explicação. Dizer que o talento inato é a forma mais simples de resolver o problema e é uma resolução por exclusão de partes. Achas que as pessoas são diferentes, presumes que a diferença não pode ser adquirida porque isso, na tua cabeça, não faz sentido, logo a única explicação válida é que seja inato. Mas não é. E é uma estupidez de todo o tamanho dizê-lo...

"Tu é q não consegues justificar e dizes q somos todos iguais qd se constata, diariamente, q não somos."

Pedro, em primeiro lugar, eu justifico, tu não. Isto é ponto assente. Eu digo como é que o talento se constrói, logo faço uma justificação. Tu dizes que ele existe e está predeterminado. Isto não é justificar, é atirar à sorte. Em segundo lugar, eu não digo que sejamos todos iguais. Eu digo que temos as mesmas possibilidades quando nascemos. É óbvio que depois há quem desenvolva talentos e há quem não o faça. Ninguém é igual a ninguém e nunca disse o contrário. O que digo é que não há diferença nenhuma, em termos de predisposição genética, entre crianças sobredotados e crianças normais.

"É óbvio q eu por mais q treine nunca irei marcar livres como o Beckam."

É óbvio que não. Mas o Beckham não foi sempre um exímio marcador de livres. Teve que aperfeiçoar uma técnica, teve que trabalhar um talento. A capacidade de marcar livres como marca é tudo menos inata. Foi fruto do trabalho dele, do facto de perceber de que modo se deveria equilibrar, em que posição deveria ter os braços, em que zona da bola o seu pé deveria acertar, ect... Foi uma aquisição e não uma "revelação" de uma coisa que já tinha dentro de si. Essa ideia é patética.

"Não sei se existem crianças q saibam mais do q tu mas sei q existem crianças/adolescentes q sabem mais e têm uma capacidade de raciocínio muito superior a muitos doutorados."

O que é capacidade de raciocínio? Não há nenhuma criança com 5 anos que seja capaz de projectar um prédio melhor do que um engenheiro competente.

"Não posso acreditar q tu negues a existência desses sobredotados."

Não nego a existência de crianças sobredotados. O que eu nego é que elas tenham nascido com algo que lhes determine essa condição. O facto de serem sobredotados deve-se à forma como se relacionaram com o mundo após terem nascido, com aquilo que aprenderam, com a capacidade de pensar que desenvolveram, etc.

"Uma criança resolver complicados teoremas matemáticos ao alcance apenas de um punhado de cientistas é algo q não é meramente adquirido com o "treino"."

Com 5 anos??? Está para nascer a criança de 5 anos capaz de resolver "complicados teoremas matemáticos ao alcance apenas de um punhado de cientistas".

Nuno disse...

Pedro, vou-te explicar por que é que Portugal não tem tenistas à altura dos espanhóis. Porque o talento não está nos genes. O talento é algo que se trabalha. No caso do futebol, é possível trabalhar esse talento na rua, jogando com amigos, aprendendo sozinho, etc. É claro que é necessário, depois, adequar o treino às condições reais e ser cada vez mais competitivo. No caso do ténis, porque é muito mais específico, o aperfeiçoamento solitário acaba por ser insuficiente. O nível de exigência em Espanha é muito superior e a competitividade maior; logo os jogadores espanhóis acabam por desenvolver melhor as suas competências para o ténis. Como tal, os seus talentos são superiores aos dos portugueses. Isto acontece com todas as coisas. O talento é uma aquisição intelectual e não uma "coisa dentro de nós". Esse é um misticismo atoleimado de mentes retrógradas que, por não conseguirem explicar por que razão há pessoas que "parecem" ter mais facilidades que outras em determinadas áreas, entendem que a causa das diferenças só pode ser devida a uma inatez qualquer. Há também a possibilidade (esta muito forte) de muitas dessas pessoas pretenderem, com essa explicação, desculpar a sua "normalidade". Afinal, se se conceder que a excepção é um dado inato, ninguém tem culpa de não ser talentoso, de não ser inteligente ou de ser perfeitamente normal, uma vez que já nasceu assim.

Nuno disse...

Batalheiro, achas que há comparação possível entre o Mozart dos 5 anos e o Mozart adulto?? Eu não acredito em talento inato, mas não tenho nada contra a preocidade. Mozart foi precoce. Começou a desenvolver a sua competência musical desde muito cedo, graças evidentemente à educação musical que teve desde que nasceu. O Fernando Pessoa também começou a escrever poemas muito cedo, com 6 anos, salvo erro. E, normalmente, quanto mais cedo se começam a desenvolver as competências, melhores resultados se tem. Mas isto é até uma prova do que eu defendo e não o contrário. Se o talento fosse essencialmente inato, não era importante a precocidade. Ela é importante precisamente porque o talento é uma construção intelectual e, sendo-o, tanto mais competente quanto mais cedo começar a ser adquirida.

Batalheiro, eu também não sei explicar ao certo que processos mentais modelam uma mente genial, isto é, de que forma se constrói a forma de pensar de uma pessoa dessas. Mas sei que é assim que acontece, que não há nada que determine a diferença entre um indivíduo e outro a não ser a aprendizagem, que é pessoal e diferenciada.

Fernando disse...

Nuno e Gonçalo, continuando então a discussão deste tema... Na verdade estou com mais curiosidade em perceber porque pensam dessa forma do que em provar que estão errados. Porque até agora, todos os exemplos dados funcionam para os dois casos.

"Admito que possas, no teu código genético, ter propensão para desenvolveres mais rapidamente certos atributos que outros, mas isso não significa que nasces com o talento para algo especifico."
- Mas também não contradisse o que referes. O que eu disse foi que podes nascer com algo que te dá uma maior facilidade em executar e/ou perceber de melhor forma uma construção humana; e não que se nasce com um talento específico para o futebol. O que não invalida a importância da prática!

"E se num desporto mais "rudimentar", os casos que o Nuno referiu, essa propensão pode ser o suficiente para tu deduzires que esses atletas nascem com talento para esses desportos, o mesmo já não se aplica aos desportos mais complexos."
- Porquê? Porque as capacidades inatas são só as físicas? Se não, que características são essas que propiciam vantagens nesse tipo de desportos e não num desporto como futebol?
Até agora, parece-me que a vossa opinião sobre este assunto é praticamente igual ao conceito de tabula rasa, que também abrange as características de espécie (se é que isto significa o que penso que significa). Se isto não é verdade, em que difere? Para vocês, quando nascemos somos desprovidos de emoções, temos todos um potencial exactamente igual, ou existem uns mais iguais que outros, por exemplo, gémeos?

"Nuno e Gonçalo vocês agarram em dois gemeos, dão-lhes exactamente o mesmo treino, as mesmas horas e controlam totalmente o ambiente que os envolve não permitindo que um treine mais q o outro."
- E se agarrarem em dois gémeos e os separarem à nascença? Eles terão um processo evolutivo tão diferente como quaisquer outras duas pessoas?

"Se o talento fosse essencialmente inato, não era importante a precocidade."
- Como não? Se o talento for essencialmente inato, mais provável é que tenda a manifestar-se cedo.

"Não há nenhuma criança de 5 anos que sabe mais do que eu na minha área, como não há nenhuma criança de 5 anos que jogue melhor xadrez que um xadrezista profissional, como não há nem nunca houve nenhuma criança artista."
- Não sei qual a tua área Nuno mas estou inclinado a concordar contigo nessa opinião. Um sobredotado (agora independentemente de ter ou não nascido assim) também não pode conhecer algo com que nunca tenha tido contacto.
No caso do xadrez, como a aprendizagem da movimentação das peças é algo básico, sobra depois a capacidade de raciocínio e a experiência para determinar a qualidade de um jogador. Duvido que algum miúdo de 5 anos tenha batido um xadrezista profissional, mas com o dobro dessa idade já aconteceu...

soraia disse...

Talento inato existe? Se o Maradona tivesse nascido na China acham que teria sido o que foi? O futebol é algo que nao é cultural por aquelas bandas, ou pelo menos não é tanto como para os lados da Argentina, Brasil... Ele ao longo das suas vivencias melhorou uma predisposição que possuia. Na China o máximo que poderia conseguir era aprimorar alguma arte marcial, isto se tivesse predisposição para...

Pedro disse...

Nuno eu se treinar muito poderei marcar muito bem os livres. Isso é lógico, o treino, a práctica melhora qqr actividade. Ponto assente e ninguem contesta isso.

O q tu negas e eu defendo é q existem uns qts para os quais o treino e a assimilação de processos é muito mais fácil. Aquilo q eu demoro um ano a fazer eles fazem num dia. Isso não tem a ver com treino nem com o ambiente, tem a ver com o tal talento que nasce connosco. É evidente q uma criança (irrita-me a forma como tu limitas este tipo de exemplos...porra tu percebes claramente o q estou a querer demonstrar) de 5 anos não sabe mais q um engenheiro mas se uma criança sobredotada tiver o tal treino necessário provavelmente aos 10 anos já conseguirá projectar o tal prédio e provavelmente melhor q o engenheiro já feito. O treino para esta criança é uma questão de conhecimento da matéria, a capacidade de percepção, análise e raciocinio é totalmente diferente, muito mais rápida e concisa, q o engenheiro. Como tu bem referes a forma como cada um se envolve no ambiente q o rodeia não é algo próprio? Não é algo q "nasce" connosco?

Tu podes dominar o conceito de música, das notas, dos instrumentos, tocares qqr peça q exista mas seres incapaz de criar algo original, de teres inspiração, intuição, etc. Tens todo o treino, todo o know-how mas és incapaz de o materializar em algo práctico. Falta-te "aquilo" q te separa de um Mozart, por exemplo.

Soraia o Maradona se nascesse na China teria à mesma o dom para a bola provavelmente nunca teria era oportunidade de o revelar.

Bernardo disse...

Caros bloggers,

não sou comentador assíduo, no entanto, lendo posts anteriores, gostaria de saber se mantéma opinião aqui formulada acerca da qualidade de roderick miranda e danilo, pois penso que são dois jogadores que evoluíram imenso nos últimos meses, mais o roderick que o danilo, mas tenho achado interessante a adaptação de danilo a defesa central. o que dizem?
quanto ao que se falou ha tempos atrás sobre josué e o sp. covilhã, informei-me por jogadores que conheço lá, que só o treinador manteve lá o josué por demasiado tempo, pois mais ninguém o queria lá porque as faltas de respeito para com jogadores e presidente eram constantes para além das traulitadas nos treinos e da ameaça de chamar os seus amigos do porto "para partir aquela merda toda"...enfim...acho que é um caso em que o acompanhamento psicológico já devia vir muito de trás e não seria na covilha que o iam resolver.
saudações desportivas

Pedro Veloso disse...

Tas a ver Nuno como o menino Josué se portava mal? ;)

Nuno disse...

Pedro diz: "O q tu negas e eu defendo é q existem uns qts para os quais o treino e a assimilação de processos é muito mais fácil."

Pedro, estás enganado. O que eu digo é que essa facilidade não é uma coisa inata. Essas pessoas têm mais facilidade porque adquiriram essa facilidade. Daí o exemplo que dei das equações. Um gajo com facilidade para resolver equações de segundo grau tem essa facilidade porque adquiriu antes a competência nas coisas básicas que tornam isso mais fácil. E por aí adiante. É um processo evolutivo.

"Aquilo q eu demoro um ano a fazer eles fazem num dia. Isso não tem a ver com treino nem com o ambiente, tem a ver com o tal talento que nasce connosco."

Errado. Tem a ver com treino. Ao treinares, melhoras não só as tuas competências como a facilidade em aprender novas competências.

"O treino para esta criança é uma questão de conhecimento da matéria, a capacidade de percepção, análise e raciocinio é totalmente diferente, muito mais rápida e concisa, q o engenheiro."

Errado. Uma coisa não é separada da outra. O treino da criança consiste em adquirir conhecimentos e, ao mesmo tempo, adquirir capacidades cada vez mais desenvolvidas de percepção, análise e raciocínio.

"o Maradona se nascesse na China teria à mesma o dom para a bola provavelmente nunca teria era oportunidade de o revelar."

Pedro, isto é ridículo. O teu argumento consiste em dizer que os seres humanos têm "coisas dentro deles" que ou se manifestam ou não se manifestam. Isto é tão absurdo que apetece perguntar: como é que se sabe, então, se se tem um talento dentro de si? Respondes tu: se tiver oportunidade de o revelar. Ora bem, quem é que te diz então que tu não és tão talentoso como o Maradona, mas porque achas que não o és, nunca te deste ao trabalho de tentar desenvolver esse talento?? Depois disto, o que fica é que é talentoso quem se dá ao trabalho de treinar o talento. O resto são talentos que não chegam a ser cumpridos. E, se o raciocínio não se desviar disto, de repente tens que o talento é tudo menos inato e que todos, até prova em contrário, têm as mesmas possibilidades de se tornar talentosos.

Bernardo, não vejo o Roderick e o Danilo desde a época passada. O Roderick, nos jogos de pré-época nos seniores, demonstrou alguma vontade de evoluir. Não sei se a manteve. Do Danilo, porém, não espero grandes evoluções. Sobretudo como médio. Como central, não sei.

Quanto ao Josué, desculpa mas testemunhos de colegas que poderão estar envolvidos no facto de ele ter faltado ao respeito a alguém parecem-me pouco credíveis. É como estar à espera que uma lebre diga bem de um cão de caça. Aquilo que veio a público, dias mais tarde, foi que faltara ao respeito aos colegas tendo entradas muito duras durante os treinos. Ora bem, é aqui que a bota não bate com a perdigota. O Josué é um jogador virtuoso e não é normal utilizar a dureza como arma. Se o fez, terá tido razões para isso. Boas ou más. É isso que falta saber. Enquanto não se explicar por que razão ele faltou ao respeito, por que razão ele entrava duro nos treinos, tudo o que se disser sobre ele não faz sentido. Alguma coisa o fez agir como agiu. Ele não agiu assim gratuitamente, é seguro. Por isso, enquanto não se souber explicar a história toda, enquanto não se souberem as razões que o fizeram agir como agiu, é impossível determinar se as suas acções foram motivadas por falta de disciplina ou por revolta contra algum tipo de injustiça. E enquanto não se souber isto, a única coisa que conta é que se não soube lidar com um dos melhores talentos do futebol português dos últimos anos.

Pedro disse...

"como é que se sabe, então, se se tem um talento dentro de si? Respondes tu: se tiver oportunidade de o revelar."

Nem mais. É exactamente isso. Eu sei q não sou um Maradona pq qd joguei á bola, em puto, o meio jeitinho era muito pouco. Podia treinar a vida inteira q nunca seria um Maradona. Muitas vezes se discute q um jogador tem um potencial tremendo mas depois não o desenvolve. Vai bater com aquilo q eu defendo aqui. O desenvolver é a parte do treino, do crescimento, do querer aprender e melhorar; o potencial é aquilo q o jogador "traz".

Eu até jogar Tetris não sabia q seria um expert na matéria.

Nuno disse...

"Eu sei q não sou um Maradona pq qd joguei á bola, em puto, o meio jeitinho era muito pouco."

Agora percebo onde está o problema. Está precisamente no facto de achares que, por não jogares nada em pequeno, nunca serias jogador de futebol. Tenho uma novidade para ti: nenhum Messi jogava nada quando começou a jogar à bola.

"Muitas vezes se discute q um jogador tem um potencial tremendo mas depois não o desenvolve. Vai bater com aquilo q eu defendo aqui."

Isto do talento não tem nada a ver com potencial. Presumir que se nasce com um "potencial" é das coisas mais estúpidas que se pode dizer.

"O desenvolver é a parte do treino, do crescimento, do querer aprender e melhorar; o potencial é aquilo q o jogador "traz"."

Esta ideia de que o jogador "traz" alguma coisa é francamente parva, Pedro. Já te perguntei onde é que se "traz" isso, mas não consegues responder. É entre o fígado e o pâncreas ou é junto ao tornozelo?

Bernardo disse...

Outra dificuldade do josué era chegar a horas aos treinos, mesmo que o plantel tomasse o pequeno almoço todo junto...enfim, como percebes tu, também o josué se apercebeu rapidamente que era o melhor jogador daquele plantel, de longe. Penso que aperceber-se disso na passagem para o futebol profissional pode tê-lo conduzido a acções contraproducentes, os chamados "tiques de vedeta"...a isto acresce que o josué não teria razões para se sentir injustiçado, era o melhor jogador da equipa, jogava, o treinador reconhecia-o...as atitudes decorrentes dessa percepção é que acho que o fizeram pensar que se calhar não tinha de fazer o mesmo que os outros para jogar, até porque era um jogador do FCP. Por isso achava que poderia demorar duas horas a tomar o pequeno-almoço, enquanto os outros tinham de o fazer numa hora, por exemplo, para ir treinar.
quanto ao roderick e ao danilo, espero ler em breve novas apreciações.
saudações desportivas,

Pedro disse...

Vais ao youtube e tens lá videos de putos a fazerem maravilhas com uma bola. Se serão grandes jogadorees de futebol não sabemos, terás q esperar pelo futuro mas o potencial está lá. Eu esse potencial nunca tive, poderia ser um jogador interessante de futebol, lá está com treino, com práctica, com cultura e inteligência mas nunca seria capaz de fazer coisas q um Messi faz.

Nuno onde tens os sentimentos? Entre o figado e os rins?
:)
Já cansa essa "boca"...

Nuno, parvo é achar q somos todos iguais qd nascemos...como robôts!!! Não faz qqr sentido e tu sabes bem disso.

Fernando disse...

Um bom artigo para ruir certos dogmas e medos:

http://pinker.wjh.harvard.edu/articles/papers/The_Blank_Slate_General_Psychologist.pdf

Nuno disse...

Bernardo, o que não faz sentido nenhum nessa descrição do Josué é que ele, no Porto, era muito melhor que o Diogo Viana, por exemplo, e todo o protagonismo era do outro. O Josué que eu vi não era um jogador que tivesse extraordinários tiques de vedeta; era até o jogador mais empenhado na vitória da equipa. Lembro-me, no jogo contra o Benfica na fase final da época passada, de ir do meio-campo até à sua baliza para aconselhar o seu guarda-redes a ser esperto e a perder algum tempo no momento de bater o pontapé de baliza. Isto denota um carácter adulto e responsável; não tem nada ver com tiques de vedeta. Se esses tiques surgiram agora, alguma coisa os motivou. É isso que falta explicar. Até pode ser que ele não tenha razão nenhuma, que o seu comportamento se deva a problemas pessoais ou a coisas que deveria ter evitado, mas isso são suposições. Enquanto não se perceber as intenções que estiveram por trás disso, é sempre especulativo imaginar que ele se deslumbrou com o facto de ser o melhor jogador do plantel.

Pedro diz: "Vais ao youtube e tens lá videos de putos a fazerem maravilhas com uma bola. Se serão grandes jogadorees de futebol não sabemos, terás q esperar pelo futuro mas o potencial está lá."

Pedro, não há potencial nenhum. Esses putos fazem essas coisas porque aprenderam a fazê-las. Tu, se na idade deles tivesses aprendido a fazer aquelas coisas, também serias igual a elas. E nada te impediu de aprenderes, a não ser, muito provavelmente, a falta de interesse. Se te tivesses interessado por aquilo desde cedo, irias, por tentativa e erro, melhorar as tuas capacidades.

"Nuno onde tens os sentimentos? Entre o figado e os rins?
:)
Já cansa essa "boca"..."

Pedro, afinal o talento está no sítio dos sentimentos? Esta é só a última de todas as tuas contradições. Já disseste 1)que o talento é o potencial que temos à partida e que a evolução de um futebolista consiste em tentar alcançar esse potencial. A tua ideia de potencial é assim uma coisa esquisita e indefinida que a mim me faz lembrar apenas um tumor. Temos um tumor cá dentro específico para que possamos chegar a um determinado patamar de competência. Está certo. Mas vamos ao resto. Também já disseste 2) que há pessoas com mais facilidades que outras para certas coisas e acreditas que essas facilidades são inatas e que é nisso que consiste o talento, com a agravante de que há diferença entre facilidades inatas para a pesca submarina e facilidades inatas para fazer o pino. Por fim, 3) sugeres que os talentos habitam o mesmo espaço que os sentimentos.
O que vou fazer agora é destruir o teu argumento de um modo clássico em filosofia analítica, ou seja, demonstrando como as várias coisas que dizes são incompatíveis. Comecemos pelo fim. Sentir é indissociável de pensar. Isto significa que sentimentos são coisas tão cognitivas como pensamentos. Se o talento está no mesmo sítio que os sentimentos, está também no mesmo sítio dos pensamentos. Talento é, portanto, uma coisa que depende da cognição, é portanto algo que ocorre na mente. Neste momento, estás completamente apontado para a minha definição de talento. O problema da tua teoria é que tu queres colocar esta coisa que depende de cognição numa posição anterior à existência de cognição, que é aquilo a que chamas "potencial". Neste momento, talento e potencial não podem ser, para ti, a mesma coisa. O que por este processo se demonstra é que és incapaz de conciliar as noções de "potencial" inato e "facilidades" inatas com a noção de talento. E isto pelo simples facto de o talento, sendo uma coisa cognitiva, não poder existir antes de haver cognição. Sempre quero ver como te safas disto, agora.

Nuno disse...

"Nuno, parvo é achar q somos todos iguais qd nascemos...como robôts!!! Não faz qqr sentido e tu sabes bem disso."

Pedro, pára de presumir, se fazes favor, que eu sei o contrário do que estou a dizer. Nascemos todos iguais em conhecimento. No resto, podemos ser diferentes. Mas nascemos sem conhecimento. E o conhecimento, todo ele, adquire-se. E o que é imperceptível para ti é que conhecimento gera facilidade de conhecimento. A mente, ao adquirir conhecimento, não vai apenas armazenando dados; vai armazenando dados e vai arranjando espaço para novos dados. Ou seja, praticar uma técnica consiste em adquirir conhecimento prático sobre essa ténica e melhorar, ao mesmo tempo, o instinto que preside à realização dessa técnica. Isto significa que, uma criança, ao brincar com a bola, aprende a relacionar-se com ela e, mais do que isso, adquire facilidade na aprendizagem de novas formas de aprender. Não há, por isso, pessoas com mais facilidades que outras à nascença, que é uma das tuas ideias acerca do que é o talento. Essa facilidade é resultado da aquisição de conhecimento. Isto porque adquirir conhecimento não é só adquirir conhecimento. É adquiri-lo e adquirir facilidade em adquiri-lo. E é isto que tu não percebes. Sem querer alongar-me muito mais sobre isto e dizendo-o honestamente, tens uma dificuldade conceptual em perceber como funciona a aquisição de conhecimento. Pareces, por um lado, possuir uma teoria platónica do conhecimento que consiste em achar que temos em nós, desde a nascença, todos os conhecimentos possíveis e que, adquirir conhecimento consiste em ter reminiscências desses conhecimentos a priori. Por outro, pareces terrivelmente empirista, uma vez que separes o acto de conhecer alguma coisa do aparato conceptual que te permite conhecer essa coisa. Para ti, adquirir conhecimento sobre algo depende da facilidade que se tem de adquirir conhecimento, mas essa facilidade, por sua vez, não dependeu de uma facilidade anterior. Assim, o que esta teoria está a validar é que se conhecem coisas apenas pelo acto de olhar para as coisas, sendo que há pessoas, do teu ponto de vista, que olham para coisas de um modo melhor do que outras. No fundo, estás a admitir que existem intuições sem conceitos (coisa absurda) e que a aquisição de conhecimento é, em larga medida, não-inferencial. O problema é que, se o fosse, a aquisição de qualquer conhecimento, por mais complexo, seria imediata. Se saber resolver teoremas matemáticos depende apenas de uma facilidade primordial, não é importante saber mais nada de matemática.

Nuno disse...

Fernando, que dogmas e que medos é que o artigo faz ruir?

Fernando disse...

Nuno, está explicado no artigo com clareza. É bastante interessante para esta discussão em particular, por isso, se tiveres paciência e vontade, lê-lo.

Cumprimentos.

Nuno disse...

Fernando, li partes do artigo com mais atenção que outras. Dei especial atenção à posição do autor e menos à exposição de teorias que ele rejeita. Parece-me, em primeiro lugar, que o artigo tem pouco a ver com isto. O autor não está muito interessado em questões de epistemologia, ou seja, em tecer considerações sobre o modo como se aquire conhecimento, e esse é o nosso problema. Em segundo lugar, as 3 teorias que refuta, a de Locke, a de Descartes e a de Rosseau, não põem em causa nada do que disse, que é provavelmente o que pretendes ao falar do artigo. Detém-se nomeadamente na teoria de Locke de que tudo provém da experiência e rejeita isso. Eu também rejeito, como já to disse. Essencialmente porque dados sensoriais não contêm conteúdo epistémico. Olhar para as coisas, per si, não nos dá nada a não ser uma impressão visual desprovida de conhecimento. Tudo o que intuimos, intuimo-lo porque temos conceitos de coisas antes de intuirmos. Ou seja, a experiência, por si, não tem conhecimento. A interpretação de dados depende, por isso, de uma capacidade de racionalização que é própria da espécie. É aqui que entram as categorias de espécie de que falei. Mas estas categorias também não têm conhecimento; são ferramentas que nos permitem associar coisas, distinguir coisas, produzir inferências, etc. Isto é relativamente igual em todos os indivíduos e até relativamente igual em indivíduos do século XXI e em indivíduos que viveram no Egipto antigo. A espécie ainda não evoluiu significativamente desde essa altura e, biologicamente, somos muito parecidos com eles. Estas faculdades de espécie são o que permite ao ser humano fixar conceitos. A experiência precisa, portanto, destas faculdades para se tornar inteligivel. Estas faculdades, sim, são inatas, mas não são conhecimento. O que elas fazem é permitir que a percepções se colem conceitos. E são inatas de um modo relativamente igual em todas as pessoas. Ora, a capacidade intelectual é um progresso e depende da relação entre conceitos, entre as coisas que se forem formando na nossa cabeça. Desse modo, a experiência exterior, os estímulos exteriores conduzem a evolução do intelecto de forma decisiva.

Como vês, não me parece que o artigo sirva para muita coisa nesta conversa. Daí ter perguntado a tua opinião sobre ele, uma vez que pareces ter interpretado coisas bem diferentes.

Fernando disse...

Ok Nuno, interpretei bem o que querias dizer com características de espécie. E repara que concordo contigo quando dizes que o conhecimento não é inato e que as faculdades o são. O que não concordo é que estas faculdades sejam semelhantes para todos. Estas faculdades são o que propicia que alguém seja mais apto, à partida, para uma determinada tarefa ou que adquira determinado conhecimento de forma mais fácil. No entanto, isto não invalida a maior importância da prática.

Realmente o que o artigo procura sobretudo, e recorrendo a estudos efectuados, é desfazer a teoria de Locke. No entanto, existem vários pontos em que se podem retirar conclusões para este tema específico. Particularmente na descrição do "Medo da Imperfectibilidade" que abrange a página 5,6 e 7:
"Twins separated at birth are cases in which siblings share their genes but don’t share an environment. The flipside of this consists of adoptive siblings: they share an environment, but don’t share their genes. And the repeated findings of those studies is that adopted siblings are not similar in personality or intelligence at all. That is, by the time they’re adults, two adoptive siblings growing up in the same home are no more similar than two people plucked from the population at random.
What all this suggests is that children are shaped not by their parents, but in part—but only in part—by their genes; in part by their culture, both the culture of the surrounding society and the children’s own culture, which we condescendingly call their peer group; and in large part by sheer chance—chance events in the development of the brain in utero, such as whether some neurons zigged or zagged at a particular day in brain development, and perhaps chance events in life, such as whether at some point you were chased by a dog, or inhaled a virus, or were dropped on your head, or got the top bunk bed as opposed to the bottom bunk bed"
.

A minha interpretação disto é que, à nascença, não estamos todos em pé de igualdade a nível intelectual. Algumas emoções e gostos são inatos e podem ser diferentes entre indivíduos. A capacidade de absorver conhecimento ou a criação desses atalhos que referiste é, também, diferente, facilitada para uns e dificultada para outros, dependendo do objecto em questão.
No caso do Maradona em particular, é claro que eu não acredito que o seu talento com 20 anos fosse possível de existir sem que aos 5 anos pudesse ter começado a "dar toques" com uma bola. Mas acredito que tenha nascido com uma predisposição ou capacidade intelectual que lhe permitiu adquirir ou revelar maior criatividade, percepção espacial e/ou um raciocínio mais rápido que, por acaso, conseguiu pôr em prática numa construção humana como o futebol.

Cumprimentos.

Bruno Pinto disse...

Aos anos que não entrava em blogs. Perdi a pachorra. Uma das coisas que quis verificar era se o Nuno já tinha deixado de ser imbecil. Parece que não. Tornou-se até psicopata, porque uma pessoa normal não anda a revistar o blog todo à procura de comentários.

Já agora, voto no meu (ainda dá??) e reafirmo. Chamar burro (um gajo sem inteligência) ao Nuno não é insulto, é dizer a verdade. Assim como chamar boi a um boi, não é insulto, é a verdade. É a mesma coisa que chamar puta à mãe do Nuno. Também não entra no leque dos insultos, é a verdade, uma vez que ela anda a dar a cona nas esquinas a troco de 2 euros.

Bruno Pinto disse...

Se houver mais alguma questão pendente que desejes esclarecer, entra em contaco comigo, seu filho da puta. Não sei bem, mas presumo que chamar-te 'filho da puta' não te ofenda.

Batalheiro disse...

Bem, alguém perdeu o controlo...

Há pessoas muito mal formadas neste mundo.

Nuno disse...

Batalheiro, creio que te estás a precipitar. O senhor Bruno Pinto acabou de demonstrou que a boa educação é, de facto, algo que preza bastante.

F.L. disse...

É bastante claro para qualquer pessoa que tenha tido genética no primeiro ano de um curso qq, q existem certas caracteristicas q nascem conosco.
Não estão entaladas entre o figado e o pancreas mas no código genético dessa mesma pessoa.
Obviamente q é necessário treino para aperfeiçoar determinada caracteristica para o qual uma pessoa é predisposta.
Uma "pessoa final" resulta do seu código genético e do ambiente. Não há discussão sequer. O exemplo dos gémeos dado em cima é bom.

Em portugal não há bons tenistas, não por não haver pessoas predispostas a tal, mas uma outra série de caracteristicas deste país, como falta de apoios, falta de mentalidade dos jogadores, falta de competividade dos torneios nacionais, etc, etc. Desde à muitos anos atrás q um sem número de miúdos tugas vão muito novinhos para espanha e não é isso q os impossibilita de serem grandes jogadores.

O marcelo rios por exemplo só começou a jogar aos 14 anos e chegou a número um mundial. Se quiseres dizer q foi uma questão de treino árduo, bem então é contigo.

Um abraço.

Nuno disse...

F.L., ninguém disse que não existem características que nascem connosco. O que se diz é que, em relação a conhecimento, nascemos todos iguais. Que eu saiba, está para nascer um puto capaz de entender a teoria da relatividade do Einstein. Todo o conhecimento é um processo de aquisição. O talento é conhecimento. Logo o talento depende de um processo de aquisição. Exclusivamente.

"Obviamente q é necessário treino para aperfeiçoar determinada caracteristica para o qual uma pessoa é predisposta."

Se o é, por que raio é necessário continuar a defender coisas "predispostas"? Ninguém está predisposto para jogar futebol ou para tocar flauta. Aquilo a que chamas "aperfeiçoar" é tudo o que é necessário. Claro que o talento dependerá de como a aprendizagem decorrer, do modo como é interiorizada, das coisas a que se dá importância, etc. E é por isso que não é igual para todos.

"O marcelo rios por exemplo só começou a jogar aos 14 anos e chegou a número um mundial. Se quiseres dizer q foi uma questão de treino árduo, bem então é contigo."

Foi. Claro que foi. Teve de ser. Mas provavelmente aprendeu mais rápido do que outras pessoas. E isso deve-se a muitas coisas, menos a inatez. Não sei se conheces a história do Federer. Ele tinha um treinador e dispensou-o porque este era demasiado analítico. Ele sentia que a melhor maneira de treinar era jogando e não repetindo exercícios. Por causa disso, transformou o seu treino num treino espicífico para o ténis, sem componentes separadas. E por causa disso passou de um mero tenista incógnito ao melhor tenista de sempre. A diferença esteve na forma como "aprendeu" e não numa suposta capacidade natural. A partir do momento em que modificou o seu método de treino, adquiriu capacidades que não tinha inicialmente e desenvolveu competências que jamais desenvolveria. O seu talento provém única e exclusivamente do treino. A inatez é um mito.

Nuno disse...

A pergunta que se impõe é: se eu pedir muito, com muita força, e me portar muito bem, os meus filhos nascerão com o talento inato para o Mahjongg?

F.L. disse...

Mas o q eu discordo de tí é exactamente no processo de aquisição. Eu acho q o processo de aquisição é facilitado ou dificultado consoante a pessoa e isto devido, entre outras causas, a caracteristicas inatas, isto é, q nascem conosco, q estão no nosso código genético.

Pegando no teu exemplo da teoria de einstein, claro q está p nascer um miudo capaz de entender a teoria da relatividade. Agora o q não está para nascer, é um puto com as caracteristicas necessárias p entender precocemente a teoria da relatividade, comparativamente com o resto dos miudos q nasceram na mesma altura q ele, demore o tempo q durar.
Isto é, se a idade média para se entender a teoria da relatividade é aos 25 anos, se houver um puto q aos 16 anos a consiga entender, isto deve-se sobretudo a caracteristicas próprias dele que o deixaram em vantagem em relação aos outros miudos. Até podemos dizer q este miudo estudou mais tempo, leu mais livros e por aí, mas se pegarmos na malta dos 25 anos, se os puséssemos com o mesmo tempo de estudo e a ler tantos livros como o puto dos 16 anos, eles poderiam melhorar mas nunca obteriam resultados tão precoces como o do puto de 16, pois não têm dentro de si o "material necessário" para se equipararem ao outro.

E quando tu discordas da minha afirmação de ser necessário treino para o aperfeiçoamento, e no seguimento do exemplo atrás, se este puto com 16 anos nascesse numa aldeia em África por exemplo, nunca chegaria a obter os mesmos resultados brilhantes, pois não teria ao seu alcance a possibilidade de obter dito "treino" q o permitiria estimular as suas brilhantes capacidades q nasceram com ele, no q se refere à compreensão da teoria da relatividade.

No meu comentário em cima disse q o rios tinha começado a jogar com 14 anos mas fui confirmar e foi com 11 anos. Mas para o caso é igual, isto porque com essa idade a maior parte dos seus futuros adversários no circuito ATP, já jogavam torneios internacionais, já eram números 1 nacionais, etc etc. Enquanto q o rios partiu bem mais tarde em relação a eles e no entanto chegou a número 1. Claro q teve treino árduo. Mas não só... E como tu bem dizes aprendeu mais depressa, exacto, mas isto devido a caracteristicas intrinsecas. Sem elas muito possivelmenente seria um mero jogador de fim de semana.

F.L. disse...

Em relação ao mágico federer, isso q tu dizes do treino foi uma particularidade fundamental q lhe permitiu a ele aperfeiçoar a suas caracteristicas inatas, é uma questão de se encontrar a melhor maneira q se adapta às nossas caracteriscicas, não vejo onde é q isto está de acordo com a tua teoria. Se não fizesse essa alteração no seu modo de treino, vamos supor q não chegaria a número 1, mas com certeza q estaria no top 10, nunca seria um jogador banal.
Por muito q tu tivesses pegado no frederico gil com 7 anos, pusesses o gaijo nas melhores academias desde sempre, com um óptimo acompanhamento familiar e uma vida não-tenistica tb adequadas, ísto é, q melhorasses o seu treino, comparativamente com o q realmente aconteceu, eliminando as etapas e fases prejudicias q aconteceram e atrasaram o seu desenvolvimento, até aceito q me digas q conseguiria chegar ao top 40, mas seria impensável dizer q o porias em numero 1. Ele nasceu com as caracteriscas necessária para ser um jogador de top, mas não nasceu com as caracteristicas necessárias para ser um número 1 ou um jogador q fique p sempre na historia do desporto mundial, por muito treino de qualidade q lhe dês ou tenhas dado.

A inatez não é um mito.

Em relação aos teus filhos serem bons jogadores de majhongg, não é a Deus q tens q pedir, mas sim aos milhentos processos biológicos e quimicos q ocorrem quando se verificar a fecundação entre o teu espermatozoide e o óvulo da tua senhora. E se isso realmente acontecer, isto é, q ele nasca com uma boa capacidade de raciocinio, ser muito perspicaz, ter um bom cálculo matemático, etc, tens q lhe propicionar um ambiente adequado para ele desenvolver essas suas brilhantes capacidades, isto é, ensinar-lhe a jogar, estimular lhe o gosto pelas matematicas, dar lhe um bom professor, e por aí.

De uma coisa tenho a certeza, partindo do principio q tu daqui a 20 anos vais realmente tens um filho campeao em majhogg, se pudesses voltar atrás e alterar o treino dele (q tinha sido direcionado p o majhog) para um treino de avançado centro, não obterias dali um oscar cardozo, porque o teu filho não tem as ditas caracteristicas inatas, por muito treino q lhe dês, elas não vão acabar por aparecer.

Nuno disse...

FL, repito, o talento é conhecimento. Só. A menos que consideres que há conhecimento nos genes, não vejo como podes querer continuar a ter razão. Somos todos iguais, do ponto de vista do conhecimento, quando nascemos. Isto é, temos as mesmas ferramentas de espécie que nos permitem entender coisas como entendemos. É a forma como esse conhecimento se constrói em nós, sobretudo nos primeiros anos de vida, que depois será determinante para que uns tenham mais facilidade a aprender determinadas coisas que outros e não quaisquer características inatas. A inatez coloca-se a nível fisiológico, químico, neuronal. Não a nível mental...

F.L. disse...

Discordo completamente.

Tu não nasceste igual ao messi.
Eu não nasci igual ao di maria.
E o contrário é verdade tb.

Os genes determinam a tua maior ou menor habilidade para determinado conhecimento.

Mas não vou insistir mais. Parabêns pelo blog, dei com ele à pouco tempo e com certeza q continuarei a passar por cá.

Abraços.