sábado, 17 de junho de 2017

Os Melhores de 2016/2017

Eis os melhores da Liga Portuguesa, em 433:


Guarda-Redes: Iker Casillas
Defesa Direito: Nélson Semedo
Defesa Esquerdo: Grimaldo
Defesas Centrais: Coates e Lindelof
Médio Defensivo: William Carvalho
Médios Interiores: Pizzi e Oliver Torres
Extremos: Gelson Martins e Krovinovic
Avançado: Bas Dost

Treinador: Luís Castro

Suplentes, em 343 losango:

Guarda-Redes: Ederson
Defesas Centrais: Luisão, Marcano e Josué
Médio Defensivo: Fejsa
Médios Interiores: Vasco Rocha e Matheus Oliveira
Médio Ofensivo: Francisco Geraldes
Extremos: Iuri Medeiros e Otávio
Avançado: Jonas

Treinador: Nuno Manta

45 comentários:

The Beast OnFire disse...

O que achas do Gelson? One dimensional ou tem espaço para melhorar?

João disse...

Era fixe um texto com mais conteúdo onde falasses sobre as tuas escolhas. Não teria que ser feito de uma vez, poderias partir em 3 ou 4 posts, fazendo um por posição por exemplo. Até para não te tomar demasiado tempo a escrever.

Gostei dos 11 apesar de não conhecer bem o Vasco.

Gonçalo Duarte disse...

Concordo com o 11 mas trocava Casillas por Ederson,apesar de ainda não ser tão forte entre os postes como o espanhol domina em tudo o resto e é sem dúvida o protótipo de Gr moderno falta afinar ainda a construção mas não foi estimulado para tal esta época
Achas que Mattheus Oliveira tem condições para ser 8 numa equipa de JJ?

bio disse...

Ui Nuno,

Então meteste o William?

Vão comer-te vivo, nickel picking e coiso ;)

Eu Trocaria o Casillas pelo Ederson e o Oliver pelo Chico.

Gostei muito da tua escolha para treinador.

Interessante ver o futebol do Braga antes e depois do Peseiro, já agora.

Um abraço,

Mike Portugal disse...

Como é que não consegues encaixar por aí o Podence? ;)

Miguel Pinto disse...

Não concordo com a escolha do Oliver Torres. Uma coisa é o valor intrínseco do jogador outra coisa é aquilo que ele fez esta temporada. Manifestamente fez menos que por exemplo o Krovinovic. Não por culpa dele mas sim por causa da forma como o NES abordava os jogos. Estranho também a ausência do Gil Dias porque na minha opinião foi uma das maiores revelações desta liga.

Abraço

Nuno disse...

The Beast onFire diz: "O que achas do Gelson? One dimensional ou tem espaço para melhorar?"

Acho que pode melhorar. Aliás, acho que melhorou bastante na última época.

João diz:"Era fixe um texto com mais conteúdo onde falasses sobre as tuas escolhas."

Se tivesse tempo, talvez. Mas sobre algumas das escolhas já falei aqui noutras ocasiões.

Gonçalo Duarte diz: "Concordo com o 11 mas trocava Casillas por Ederson"

O Casillas foi de tal modo decisivo nos jogos com os outros grandes que me parece justo.

"Achas que Mattheus Oliveira tem condições para ser 8 numa equipa de JJ?"

Acho que não. Não tem o perfil de médio que o Jesus aprecia para essa posição.

bio diz: "Vão comer-te vivo, nickel picking e coiso ;)"

O "cherry picking" só sabe dizer que sou ridículo. Sabe lá alguma coisa de futebol.

"Interessante ver o futebol do Braga antes e depois do Peseiro, já agora."

Pois foi. É bem feito. O resultadismo devia ser sempre castigado.

Mike Portugal diz: "Como é que não consegues encaixar por aí o Podence? ;)"

Continuo a não ser o maior fã do Podence. Acho que é muito bom em movimentos de ruptura e, portanto, pode ser de uma utilidade tremenda em certas equipas. E até apareceu bem, nesta fase final da época, a aproveitar as oportunidades que lhe deram. Mas no Moreirense era desesperante. A quantidade de vezes que se agarrava à bola sem critério nenhum...

Miguel Pinto diz: "Não concordo com a escolha do Oliver Torres. Uma coisa é o valor intrínseco do jogador outra coisa é aquilo que ele fez esta temporada. Manifestamente fez menos que por exemplo o Krovinovic."

Miguel, o Krovinovic também está no onze. Seja como for, eu acho que essa impressão é influenciada pelo que se passou no último terço do campeonato, em que o Oliver perdeu protagonismo e chegou mesmo a ficar no banco. Já se sabe que a última impressão, muitas vezes, é que conta, e as pessoas esquecem-se do que se passou no resto do campeonato. O Oliver começou muito bem, tal como, aliás, o Otávio. E a qualidade que apresentou no primeiro terço do campeonato não a vi em mais médio nenhum em Portugal esta época. Seria um crime não estar no onze. Isto apesar da forma de jogar do NES, que acho que se foi tornando cada vez mais inadequada às qualidades do Oliver.

"Estranho também a ausência do Gil Dias porque na minha opinião foi uma das maiores revelações desta liga."

Não gosto particularmente do Gil Dias. É rápido, mas é a única característica interessante que tem.

Miguel Pinto disse...

Puseste o Krovinovic a extremo e ele nunca jogou nessa posição. Por isso falei no Gil Dias. Mas pode ser que mudes a opinião que tens dele em breve.

Mike Portugal disse...

Nuno,

Eu rebato a tua opinião com o seguinte: no Moreirense ele quase que era obrigado a ter as despesas do jogo devido à falta de qualidade dos jogadores à sua volta (tirando Geraldes). No SCP (e considerando que vi todos os jogos em que ele jogou), sempre combinou com os colegas, especialmente Dost e Gelson, criando sempre muito perigo. Acredita que não é um jogador só para ruturas. No SCP não sente a necessidade de carregar tudo às costas pois tem lá jogadores de qualidade e um treinador que puxa por ele em termos de jogo coletivo.

Nuno disse...

Miguel, eu sei que o Krovinovic não jogou aí. Mas a alternativa era ficar só com um extremo, ou meter o Gelson a avançado. Na prática, podia perfeitamente jogar a partir da esquerda e a vir para dentro. Quanto a alternativas, pus duas nos suplentes, o Iuri e o Otávio, e pensei noutros: Corona, Brahimi, Fábio, Pedro Santos, Podence. Não pensei no Gil Dias.

Mike Portugal, eu também vi jogos no Sporting, e sim, não se agarrou à bola como no Moreirense, e até esteve muito bem nalguns jogos. Mas não acho que seja especialmente bom a jogar por dentro, em combinações curtas com os colegas ou a encontrar soluções inesperadas. Acho-o limitado nesse aspecto. É um jogador de rasgos, muito forte na forma como se dá ao jogo e como aproveita diagonais curtas, mas de quem não se pode esperar muita criatividade.

RMSCP disse...

Eu também concordo com o Mike em relação ao Podence. Não acompanhei muitos jogos dele no Moreirense por isso não posso tirar grandes conclusões mas no Sporting fez jogos/minutos bastante bons. Parece-me forte em condução e a jogar em espaços reduzidos.



" (...) Mas não acho que seja especialmente bom a jogar por dentro, em combinações curtas com os colegas ou a encontrar soluções inesperadas. Acho-o limitado nesse aspecto. É um jogador de rasgos, muito forte na forma como se dá ao jogo e como aproveita diagonais curtas, mas de quem não se pode esperar muita criatividade."

Na minha opinião, isto descreve mais o Gélson do que o Podence.


Cumps

AD disse...

Nuno, o que achas do Bruno Fernandes?

DM disse...

Vou entrar aqui também na "onda Podence". Discordo completamente quando dizes que ele não é criativo. Acho que é bastante criativo e bastante forte a encontrar soluções "fora da caixa" em espaços curtos e sob pressão. Por isso é que resultou tão bem como 2º avançado.

Em relação aos restantes parecem-me relativamente consensuais. Se bem que não consegui ver assim tanta qualidade esta época ao Krovinovic para ser uma escolha imediata para o melhor XI

César Vieira disse...

Mensagem recebida:

"Mesmo tendo subtraído os teus últimos comentários, o gajo do Entre Dez não se coíbe de ensaiar uma boquita de merda como quem não entendeu, não sabe ou não quer entender o que lhe escreveste...
Que carácter!"

Nuno disse...

RMSCP diz: "Na minha opinião, isto descreve mais o Gélson do que o Podence."

Eu acho que o Gelson está a ser penalizado por jogar junto a uma faixa e por o modelo do Jesus, sobretudo na segunda metade da época, não lhe exigir nada de especial.

AD diz: "Nuno, o que achas do Bruno Fernandes?"

Acho-o muito bom tecnicamente e competente no um para um. Mas não o acho especialmente criativo, e não o vejo como médio. Dava para extremo a jogar por dentro, ou segundo avançado.

DM diz: "Acho que é bastante criativo e bastante forte a encontrar soluções "fora da caixa" em espaços curtos e sob pressão. Por isso é que resultou tão bem como 2º avançado."

Pois, eu não acho. Acho que resulta como segundo avançado porque é repentista, porque sabe manobrar em espaços curtos e porque é explosivo no um para um. Acho-o parecido com o Rafa e o Jota, por exemplo. Para mim, não é um criativo.

César Vieira, estavas à espera que os teus amigos te dissessem que és atrasado mental?

César Vieira disse...


Achas mesmo que essas merdices me afetam?
As tuas tentativas de ofensa só dizem de ti, não dizem de mais ninguém!

Faz-te um homenzito mas é e explica lá isto:

1. Defendes que o futebol que não é jogado da forma que tu achas que deve ser é "obsoleto e improdutivo". Esse futebol muitíssimas vezes atinge os seus objetivos (sabes o que querem dizer as palavras "obsoleto" e "improdutivo"?)
2. Defendes que ficar à frente do adversário, ganhar os jogos ou as competições, não é o principal objetivo deste jogo profissional em competição.
3. Defendes que ganhar recorrentemente não é possível jogando de outra forma diferente da que tu achas que deve ser, mas na verdade verifica-se o que acontece no ponto 1.
4. E por aí fora...

Nuno disse...

1. Não sei se tens estado atento, mas há diversos factores que influem no sucesso de uma equipa. O que não falta por aí são equipas campeãs cujo futebol praticado é obsoleto e improdutivo.

2. Defendo?

3. A não ser que a concorrência seja igualmente má. Aí sim, porque há sempre alguém que tem de ganhar.

César Vieira disse...

Ganhar sendo obsoleto e improdutivo? Se ganha a teórica e alegada obsolescência não se está a verificar na prática. Se ganha é produtivo, dado que é o principal objetivo do jogo.

Resposta dada por ti quando te disse que o objetivo é ganhar: "Não, não é. O objectivo do futebol é jogar bem."

Que equipas que jogam da forma que tu achas que é a forma certa têm ganho recorrentemente?

RMSCP disse...

"Eu acho que o Gelson está a ser penalizado por jogar junto a uma faixa e por o modelo do Jesus, sobretudo na segunda metade da época, não lhe exigir nada de especial."

Concordo, mas porque é que achas que isso acontece? Ordens do JJ? Ele tem muita tendência a fugir para a linha (também pelo facto de ser destro) mas creio que no início da época não era tanto assim...

O Podence fez um jogo na posição dele e jogou muito mais dentro. Foi, provavelmente, o único jogo em que a qualidade do Sporting se aproximou da da época passada.

Cumps

Nuno disse...

César Vieira diz: "Ganhar sendo obsoleto e improdutivo? Se ganha a teórica e alegada obsolescência não se está a verificar na prática. Se ganha é produtivo, dado que é o principal objetivo do jogo."

Lembras-te de falarmos de honestidade? Cá está mais um exemplo. Não é ganhar sendo obsoleto e improdutivo. É ganhar com um modelo de jogo obsoleto e improdutivo. Sim, é possível ganhar-se e verificar-se tal obsolescência e improdutividade. Com jogadores que, individualmente, compensem essa obsolescência e improdutividade, com falta de concorrência, com arbitragens, com sorte, etc.

"Resposta dada por ti quando te disse que o objetivo é ganhar: "Não, não é. O objectivo do futebol é jogar bem."

Outro exemplo de desonestidade. O objectivo do jogo A CADA INSTANTE é jogar bem. Esqueceste-te do mais importante? Ganhar é uma consequência de jogar bem a cada instante.

"Que equipas que jogam da forma que tu achas que é a forma certa têm ganho recorrentemente?"

Terceiro exemplo de desonestidade. Estás em grande, hoje. Respondi-te a isto na caixa de comentários anterior. Se queres fingir que não leste, problema teu.

RMSCP diz: "Concordo, mas porque é que achas que isso acontece? Ordens do JJ? Ele tem muita tendência a fugir para a linha (também pelo facto de ser destro) mas creio que no início da época não era tanto assim..."

Tenho a certeza. No início da época, não era isso que JJ lhe pedia. Aliás, pedia-lhe constantemente para vir para dentro. A dada altura, o JJ abdicou de muitas coisas e procurou trabalhar o jogo sobretudo para tirar partido do jogo aéreo do Bas Dost. Daí ter passado a procurar muito mais os duelos individuais, a linha de fundo e os cruzamentos do meio da rua. O jogo interior deixou de ser a prioridade e o rendimento acabou por acusar isso, parece-me.

RMSCP disse...

"(...) A dada altura, o JJ abdicou de muitas coisas e procurou trabalhar o jogo sobretudo para tirar partido do jogo aéreo do Bas Dost. Daí ter passado a procurar muito mais os duelos individuais, a linha de fundo e os cruzamentos do meio da rua. O jogo interior deixou de ser a prioridade e o rendimento acabou por acusar isso, parece-me."

Pois, por isso é que fizemos uma época digna de um Paulo Sérgio desta vida... Não consigo perceber como um treinador como o JJ decide simplesmente desistir do jogo interior (ainda por cima tendo os laterais que tem). Isto é algo que tem sucedido muitas vezes no Sporting (tanto Leonardo Jardim e Marco Silva fizeram o mesmo por exemplo). A excepção foi mesmo a época passada.

Cumps

César Vieira disse...

Chama-me atrasado mental, desonesto, etc, o que queiras.

"
Lembras-te de falarmos de honestidade? Cá está mais um exemplo. Não é ganhar sendo obsoleto e improdutivo. É ganhar com um modelo de jogo obsoleto e improdutivo."
Isto é ridículo!"
O ponto aqui é que não tem qualquer sentido dizeres que modelos diferentes dos que defendes são obsoletos e improdutivos, quando atingem os seus objetivos uma e outra vez.
Não demonstras em nenhum momento que os modelos de jogo de que não gostas sejam obsoletos e improdutivos. O atingimento dos objetivos dessas equipas demonstram o contrário.

Estás agora a acrescentar o "A CADA INSTANTE", não o escreveste na resposta que eu citei. Além disso essa nuance não altera em nada porque a tua resposta foi "não, não é." Gostas de jogar com ênfases que te servem em cada momento, mas em concreto disseste que o objetivo não é ganhar e que ganhar é uma consequência de jogar bem, jogando de forma não obsoleta e improdutiva. No entanto, de forma obsoleta e improdutiva segundo a tua visão, muitos têm a tal consequência de jogar bem.

Não respondeste a isto não.
Quando dizes que a recorrência de vitória não é possível jogando de forma obsoleta e improdutiva "A não ser que a concorrência seja igualmente má. Aí sim, porque alguém que tem de ganhar.", estás a nivelar por baixo muitas equipas. Achas por exemplo que a Juventus não tem concorrência que não seja, para ti, igualmente má? Sabes o que estás a dizer do Napoles, ou o Tottenham, etc, etc, etc?
Agora vais-me acusar de desonestidade e vais colocar ênfases e acrescentar nuances?

É ridículo defenderes que ou se joga da forma que tu defendes ou só se ganha por obra do acaso.
Em determinados momentos é o acaso, noutros é a qualidade dos jogadores... até já recorres às arbitragens. Qualquer dia é por causa da Nossa Senhora do Caravaggio...
Seja como for, não demonstras que as formas que jogar diferentes do que defendes sejam obsoletas e improdutivas.

Se tu me dissesses algo como, 'eh pá, eu acho que é muito melhor jogar de uma determinada forma do que de qualquer outra e como tal dramatizo nos meus textos para tentar valorizar o que eu mais prefiro, utilizo o exagero literário com afirmações perentórias, embora não tenha todos os dados em meu poder para o poder fazer, e tento tornar a minha opinião numa verdade absoluta; a ver se os patinhos caiem.'... mas não dizes isso, ficas a defender-te como se em nada houvesse de exageros teus, embora entres em contradições. Como tal fico preocupado com os teus raciocínios que têm logicamente a lógica afetada.

bio disse...

RMSCP, a razão foi a mesma, o objectivo foi limitar as perdas no corredor central, porque andávamos comer golos de forma parva e sucessiva.

Assim sendo, colocas o teu principal desequilibrador por fora, quando ele ou o ezekiel desta vida perde a bola, perde no corredor lateral, onde estarás mais defendido.

É um processo errado, mas o Jota tomou o caminho fácil.

Nuno disse...

César Vieira diz: "O ponto aqui é que não tem qualquer sentido dizeres que modelos diferentes dos que defendes são obsoletos e improdutivos, quando atingem os seus objetivos uma e outra vez."

Mas são os modelos que atingem os objectivos ou são as equipas? Que cabecinha a tua... As equipas atingem objectivos. Podem atingi-los por causa dos modelos ou por outras causas.

"Estás agora a acrescentar o "A CADA INSTANTE", não o escreveste na resposta que eu citei."

Não há como não te adorar. Só vens cá para uma coisa: dizer que eu faço batota a conversar, que ponho a ênfase numas coisas e retiro-a de outras, que tiro coisas do contexto, etc.. Ainda bem que tu és diferente, e que não fazes nada disso. A frase que citaste não está tirada do contexto nem nada...

"Além disso essa nuance não altera em nada porque a tua resposta foi "não, não é." Gostas de jogar com ênfases que te servem em cada momento, mas em concreto disseste que o objetivo não é ganhar e que ganhar é uma consequência de jogar bem, jogando de forma não obsoleta e improdutiva."

O objectivo do jogo não é ganhar, porque ganhar não é uma coisa que dependa só do treinador ou do grupo de jogadores. A partir do momento em que entramos num jogo que depende de superar um adversário que tem como desígnio superar-nos a nós, a ideia de que o objectivo desse jogo é ganhar ou superar esse adversário é uma ideia vaga. Esse não pode ser o objectivo porque não há maneira de garanti-lo independentemente da maneira como o adversário nos tenta contrariar. Desse ponto de vista, o futebol (como outros jogos em que isso suceda) não tem um objectivo geral. Não é como uma receita. Não pode ter como objectivo aquilo que eventualmente aconteça no final. Desse ponto de vista, o desfecho só pode ser uma consequência. Assim como no xadrez o xeque-mate não é o objectivo, mas a consequência de tudo o que se passou antes. Em futebol, como em xadrez, o objectivo tem de ser equacionado a cada instante, e portanto é jogar melhor que o adversário a cada instante. Ou, por outras palavras, jogar bem a cada instante. É nesse sentido que se pode dizer que jogar bem é o objectivo do jogo, e ganhar a sua consequência. Imagina uma batalha. Claro que o objectivo, em termos gerais, é vencer. Mas vencer não depende apenas da vontade de cada um dos opositores. Desse ponto de vista, dizer que o objectivo da batalha é vencer é tão relevante como dizer que o objectivo da vida é a felicidade. Não acrescenta nada. Num jogo como o futebol é idêntico. O objectivo do jogo só pode ser concebido a cada instante. E, desse ponto de vista, só pode ser jogar melhor que o adversário (jogar bem), como em batalha o objectivo é lutar melhor que o adversário. Jogar bem a cada instante não garante necessariamente a consequência de vencer, mas aproxima.

"No entanto, de forma obsoleta e improdutiva segundo a tua visão, muitos têm a tal consequência de jogar bem."

Não. Não estás a perceber nada. Jogar bem não é consequência de nada. Muitos desses ganham, porque se pode ganhar sem jogar bem. Basta que os outros joguem pior, que tenham menos sorte, ou que os seus jogadores tenham menos qualidade. Jogar bem é o objectivo do jogo, se entendermos "jogar bem" por "jogar melhor que o adversário" a cada instante, mas não é consequência de nada.

Nuno disse...

"Não respondeste a isto não."

Respondi, respondi.

"Quando dizes que a recorrência de vitória não é possível jogando de forma obsoleta e improdutiva "A não ser que a concorrência seja igualmente má. Aí sim, porque alguém que tem de ganhar.", estás a nivelar por baixo muitas equipas."

Pois estou. 99% das equipas não jogam especialmente bem. Quantas mais equipas houver a jogar bem, no entanto, mais preponderância terá o "jogar bem".

"Achas por exemplo que a Juventus não tem concorrência que não seja, para ti, igualmente má?"

Uma equipa que não jogue especialmente bem pode ganhar recorrentemente em dois casos: quando a concorrência é igualmente má ou quando a disparidade de qualidade individual é decisiva. Em Itália, como também já tinha dito, era surpreendente se a Juventus não ganhasse o campeonato. O Nápoles joga muito, mas muito, melhor que a Juventus. Mas individualmente está a anos de luz da equipa de Turim. E isso é decisivo.

É ridículo defenderes que ou se joga da forma que tu defendes ou só se ganha por obra do acaso.
Em determinados momentos é o acaso, noutros é a qualidade dos jogadores... até já recorres às arbitragens. Qualquer dia é por causa da Nossa Senhora do Caravaggio..."

Sim, pode-se ganhar por qualquer uma dessas razões. Qual é que é o espanto?

"Seja como for, não demonstras que as formas que jogar diferentes do que defendes sejam obsoletas e improdutivas."

Para ti, só o demonstraria se as equipas que eu digo que jogam mal nunca ganhassem. Tu precisas da validade dos números. Não sabes o que é um argumento, por isso é natural que não te satisfaças com aquilo que procuro demonstrar argumentando.

Blogger disse...

Porque motivo o JJ "embirra" com Iuri e Francisco Geraldes.

Será que o Gelson Dala terá oportunidades este ano ?

César Vieira disse...

São as equipas que atingem os objetivos através dos modelos e de outros meios. É assim tão difícil de entender? É preciso pôr a frase completa com todas as palavras direitinhas, etc?

Não retirei a frase que dizes do contexto. Mas tu és especialista nesse tipo de coisas como se vê acima. Mas se quiseres podes explicar melhor porque dizes que retirei do contexto.

O objetivo do jogo é ganhar ou ficar à frente dos seus adversários diretos. O resto da tua narrativa sobre o tema está relacionado com os meios para se atingir o fim que se pretende atingir; o objetivo; ganhar!

Sobre isto deixo-te aqui partes de um comentário meu que apagaste no passado:

O que interessa é somente a competência?
A ti parece que só te interessa mesmo a competência, mas não é assim para todos. Lá está a subjetividade. O fim da arte não é a competência, tal como no futebol.
Pelo que defendes sobre o futebol e agora sobre a arte, começa-se a perceber que para ti o objetivo de várias atividades é a competência em si mesma de fazer bem essa coisa. Ah e achas que a competência e o jogar bem são coisas objetivas e não subjetivas.
Nesse caso só existiria um objetivo em praticamente tudo, a competência.
A competência são as formas (subjetivas) que se consideram mais adequadas (uns, umas; outros, outras) de se atingir o objetivo de algo, não é em si mesma o objetivo da coisa. Para ti só existe um fim, a competência? Estás enganado, muito mesmo. A competência pode ser um meio para atingir um fim, mas não é o fim.
E mais, o conceito de competência é subjetivo.

A tua teoria da improdutividade e obsolescência é ótima, porque nem sequer precisa de validação. Se quem tu defendes vai mais além que os demais (que acho que só aconteceu no Barça do Guardiola) é porque são bons, se fica aquém é porque está a ser vítima de uma qualquer desigualdade que nada tem de mérito do adversário, que, ganhando, o faz de forma improdutiva e obsoleta! É absolutamente lindo!!!

Nuno, não tenho nada contra o facto de teres as tuas convicções e que as partilhes, mas em forma de opinião. Agora, quereres apresentar as mesmas como se de certezas absolutas se tratasse e partires com facilidade para a tentativa de ofensa, para mais sem sequer teres a experiência...

Certezas? Ofensas? Quando nem tens a experiência...

Tu queres definir as premissas do debate e dizes que quem não as debate afinal não tem nada a dizer, embora esteja a falar das ideias base das tuas premissas.

Ora, os debates assim estão viciados e inquinados; os debates, esses sim, tornam-se improdutivos porque não queres deixar que te ponham em causa as ideias base.

Quem vem pôr em causa as tuas ideias ou é "estúpido" ou "atrasado mental" ou "burro" ou "pateta" ou qualquer outro nome que os miúdos chamam no recreio aos que não lhe fazem as vontades.
Depois de tentar ofender, por fim, apagas comentários.

Eu não vou ter debates sobre as tuas premissas viciadas pelas tuas ideias base.

Como tal venho pôr em causa as ideias base. Argumentando, diga-se, sobre o que me leva a discordar das ideias base e não sobre as premissas sobre as quais tu tanto dizes que eu não argumento.

Não argumento da forma que tu queres nem o faço relativamente às tuas premissas mas não é por nenhuma embirração, que fique claro, é porque discordo das tuas ideias base e logo as tuas premissas não são pontos que me interessem minimamente debater contigo. São as ideias base que me importa pôr em causa e consequentemente a validade das tuas premissas.

César Vieira disse...
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Nuno disse...

Blogger diz: "Porque motivo o JJ "embirra" com Iuri e Francisco Geraldes."

Não sei. Sei que o Jesus dá importância às qualidades atléticas dos médios, pelo que o Geraldes pode talvez explicar-se por isso.

"Será que o Gelson Dala terá oportunidades este ano?"

Não sei. Nem sequer o vi jogar. Mas dizem-me bem dele.

César Vieira diz: "São as equipas que atingem os objetivos através dos modelos e de outros meios. É assim tão difícil de entender? É preciso pôr a frase completa com todas as palavras direitinhas, etc?"

César, não dá para ter uma conversa contigo. Eu digo: os objectivos podem ser atingidos pelas equipas com mérito ou sem ele, por causa do modelo de jogo ou por causa de outros factores. Tu dizes: os modelos maus também atingem objectivos, pelo que eu não posso ter razão. Eu respondo: não são os modelos maus que atingem os objectivos; são as equipas. E, como tinha dito antes que as equipas podiam atingir esses objectivos por causa do modelo ou por causa de outros factores, fica implícito que aquilo que tu disseste não faz sentido. E o que fazes tu? Dizes isto: as equipas atingem os objectivos através dos modelos e de outros meios. Exactamente o que eu dissera, e que inicialmente te fizera dizer que eu não tinha razão. OU SEJA. EU DIGO A. TU DIZES B. EU DIGO QUE B É ESTÚPIDO PORQUE C. E TU, PARA CONTRARIAR C, DIZES A. No final da conversa, viras o bico ao prego e acabas por concordar com aquilo que eu disse inicialmente. Como vês, vieste cá só fazer barulho. E é só isso que vens cá fazer, há já muito tempo. Não tens para dizer, e alegra-te discordar por discordar. E quando te apercebes dos erros e tentas corrigi-los, acabas por deixar claro que afinal até concordas com as coisas que eu digo. Poupavas-nos a todos, então, se tivesses ficado caladinho. Que é, aliás, como vais ficar a partir de agora. Adeus e as melhoras.

César Vieira disse...
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Nuno disse...

César, se não percebes por que é que os teus comentários estão a ser apagados, não sou eu que to vou explicar.

César Vieira disse...
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Tiago Stuve Figueiredo disse...

Meu deus, o que me bateram no laterAl esquerdo por dizer o que tu dizes aqui.

Aliás, tu vais ainda mais longe quando não colocas o Danilo e o brahimi nos 22 mais valiosos.

Também acham que não percebes nada de bola por lá?



César Vieira disse...
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César Vieira disse...
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Nuno disse...

Tiago, não sei. Acho que não.

Fábio Lopes disse...

nao sei como tens paciência para responder a pessoas que só vêm aqui porque se sentem ofendidas por a sua forma de pensar sobre futebol ser diferente da tua, tratando quase sempre o futebol como números ignorando sempre todo e qualquer contexto que envolve o assunto que se está a tratar.

eu só venho agradecer por partilhares os textos connosco, este é o blog que mais gosto tenho em ler desde que o conheci, não só pela qualidade do conteúdo mas sobretudo também pela forma soberba como ele é escrito.

obrigado.

wanderson disse...

Gosto das pessoas que vem comentar por aqui... mesmo fazendo alguma reclamação sobre a forma de escrever e argumentar do autor, sem ter nenhum argumento para isso... vejo que é algo importante, pois o Nunu responde a todos, e acaba ficando uma caixa de comentários bem rica! as vezes as respostas que o mesmo dá, estão melhores que o próprio texto!!! mais pessoas fazendo pergunta é maior oportunidade de aprender, refletir sobre o jogo com as respostas do autor.Melhor blog sobre futebol que existe!

Nuno disse...

Fábio, obrigado. Tenho paciência para responder porque acho que o debate é parte do interesse dos textos. Isso leva-me a aceitar e a responder a comentários que não dizem nada, por exemplo. A paciência só se esgota quando as pessoas deixam de ser originais, começam a repetir o que já tinha sido desmentido, ou começam a desdizer-se como se nada fosse.

Wanderson, é mesmo isso. Mesmo aqueles que só cá vêm, de início, para insultar, ajudam a criar ambiente.

César Vieira disse...
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R.B. NorTør disse...

Valem o que valem estas eleições, mas Casillas no lugar titular acaba por causar estranheza. Quanto mais não seja pela "amplitude térmica" que exibe nas partidas. Grande contra os grandes, pequeno contra os pequenos, não sei se os pontos que conquistou em jogos grandes não foram apenas o pedido de desculpas pelos pontos que custou ao FCP em jogos contra equipas de menores recursos.

Nesse sentido acho que o duelo aqui seria entre Ederson e Patrício, aceitando-se qualquer um deles. Para incluir alguém fora dos "três estarolas" as minhas escolhas seriam o par Marafona e Bruno Varela.

Ricardo Gil Dias Lopes da Cunha disse...

Olá Nuno. Obrigado por mais um texto (e comentários) de valor. Uma questão rápida: porquê Vasco Rocha? Que atributos aprecias no jogador do Paços? Abraço!

Nuno disse...

R.B. NorTør, Casillas foi decisivo nos jogos grandes quase todos, e manteve o Porto na corrida pelo título. E contra os pequenos, foi sempre regular e fiável. Não o notei "pequeno". Não me lembro de o Porto ter perdido pontos por causa dele. Quanto a Patrício, está uns furos bem abaixo dos outros dois. No início da época, então, teve bastantes responsabilidades.

Ricardo Gil Dias Lopes da Cunha, para dizer a verdade não vi muitos jogos do Paços. Mas gostei muito da simplicidade de processos e da capacidade para tirar a bola de zonas de pressão mantendo-a jogável.