quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Benfica de Rui Vitória

O Benfica de Rui Vitória é, até à data, pouco mais do que um conjunto de jogadores espalhados num campo de futebol. A conclusão não é tardia nem motivada pelo descalabro do último fim-de-semana; em abono da verdade, foi o que tem vido a ser, jogo após jogo, desde o início do campeonato. Os resultados e a confiança que eles trazem mascararam essa realidade, criando a ilusão de que a equipa estava a crescer enquanto equipa. Não estava. O Benfica de Rui Vitória, até à data, não cresceu rigorosamente nada. Luís Freitas Lobo, por exemplo, acredita que este Benfica, em comparação com o de Jesus, é mais compacto e equilibrado, joga com as linhas mais juntas e é capaz, por isso mesmo, de jogar de forma mais pausada. É inacreditável que se possa sequer acreditar nisso. Basta ver 10 minutos de um jogo do Benfica de Rui Vitória para se perceber que o portador da bola é invariavelmente deixado ao abandono, que os homens sem bola raramente fazem movimentos de aproximação, que os alas e os avançados pouco ou nada são encorajados a invadir espaços interiores ou a baixar, que a tendência é para ocupar o máximo de espaço no terreno de jogo e que a inferioridade numérica no meio-campo, decorrente da insistência num modelo de jogo que requer necessariamente formas de compensar essa inferioridade é sempre, mas sempre, perniciosa para a equipa. O Benfica de Rui Vitória, até à data, é uma perfeita nulidade enquanto equipa.

Dois ou três resultados gordos (um deles construído nos últimos 20 minutos) e uma vitória inesperada em Madrid, conquistada às custas de 90 minutos a defender e de um Júlio César intransponível, não deveriam ser suficientes para se tirarem ilações positivas deste Benfica. Como sempre, as pessoas fiam-se nos resultados, e depois acontecem coisas que não conseguem explicar. A derrota humilhante deste fim-de-semana, uma das mais pesadas de sempre do Benfica em casa, não foi surpreendente, porém, para quem vê o que é importante ver. O Sporting ganhou com justiça, sem sequer fazer um jogo extraordinário. Foi eficaz e soube potenciar os erros do modelo do Benfica. Mas, mesmo que o não fosse, bastaria ocupar relativamente bem os espaços, coisa que as equipas de Jesus costumam saber fazer, para ter o domínio relativo do jogo. Tal como na Supertaça, o Sporting foi superior ao Benfica essencialmente porque foi uma equipa mais equilibrada em cada momento do jogo. Isso é o princípio de tudo. Sem ter sequer feito da troca de bola um modo de desposicionar o Benfica, bastou ao Sporting esperar que os encarnados, tendo que assumir as despesas do jogo, se desorganizassem por si. E assim foi. O Benfica foi sempre uma equipa desorganizada, tanto a defender como a atacar; teve sempre menos gente na zona da bola; nunca se preocupou com os apoios recuados ou com os apoios laterais, deixando o portador da bola sem outra solução que não o apoio vertical; defendeu sempre demasiados metros em largura quando a bola entrava nas alas, o que criava espaços excessivos entre os jogadores  (veja-se o espaço entre os centrais no segundo golo, potenciado por uma linha defensiva demasiado centrada quando a bola está encostada à linha esquerda); etc..

Para dar um exemplo do que é o Benfica de Rui Vitória, note-se a falta de rede no meio-campo, no terceiro golo do Sporting: o médio que incia a jogada não tem atrás de si nenhum outro médio, a dar um apoio recuado e a oferecer a cobertura numa eventual perda de bola, assim como não tem ninguém à sua direita, em cerca de quarenta metros, a não ser o lateral, que procura abrir. Assim é muito fácil ao adversário prever a opção do portador da bola. A antecipação que origina a perda de bola não é demérito do portador  nem do receptor, nem sequer é mérito do defesa sportinguista; é demérito colectivo do Benfica. O principal motivo da perda da bola é a desorganização colectiva que torna fácil ao adversário ler o lance. A agravar a situação, os centrais estão muito longe do portador da bola e do meio-campo, ficando, por conseguinte, incapacitados de reagir rapidamente à perda. No lance do terceiro golo, as pessoas vão crucificar o médio que cometeu a imprudência de fazer um passe à queima, ou o atacante que teve o desmazelo de se deixar antecipar, ou até mesmo o lateral direito, Sílvio, que demorou a reocupar a sua posição depois de a equipa ficar sem a bola, apesar de ser o único que, no momento ofensivo, se preocupou em dar uma solução de passe ao portador da bola (o que o deixou  naturalmente em condições deficientes para recuperar rapidamente). As pessoas vão crucificar qualquer um destes três, ou mesmo qualquer um dos outros jogadores que estavam em campo, pois não são capazes de perceber que um jogador joga aquilo que o colectivo lhe permitir jogar. As pessoas vão crucificar os jogadores, mas o principal responsável é Rui Vitória. O Benfica de Rui Vitória é, até à data, aquilo que foi exemplarmente neste jogo: pouco mais que nada.

P.S. O que pude ver do arranque da época fez-me antecipar, desde muito cedo e sem grandes hesitações, que o Sporting era o principal candidato ao título, este ano. Ainda que essa convicção tenha ficado enfraquecida depois do afastamento de Carrillo, possivelmente o melhor jogador do arranque de temporada leonino, creio que continuo a subscrever esse prognóstico.

26 comentários:

RS disse...

E digo-te mais, a saída do Carrillo, apesar de enfraquecer o Sporting como plantel, na minha opinião fortaleceu o 11 inicial. João Mário é incrível, mesmo a médio direito, e duvido que JJ tirasse o Adrien para o meter a 8.

Fenómeno disse...

Infelizmente tens TODA a razão.

fm.carv disse...

bom texto mas esquece um grande detalhe, Jesus normalmente rebenta com as suas equipas em termos fisicos por volta de Fevereiro/Marco...foi assim constantemente no Benfica com um plantel e escolhas vastas...e sera' assim no Sporting. quando ira acontecer no Sporting com aquele plantel curtissimo esta' para se ver...

bareira disse...

Uma mentira dita muitas vezes não passará nunca a ser verdade...

Jorge Carolo disse...

fm.carv, rebenta com as suas equipas em termos físicos?? o que é isso?
Em que ano é que isso aconteceu?

LOOL

facepalmjpg disse...

Este fm.carv... Eu a pensar que essa treta do rebentamento físico já estava desacreditada à muito, lá vem ele com isso outra vez só para dizer que tem uma opinião. Bem, outro dia também apanhei outro otário a dizer que queria ver o Messi a jogar noutra equipa senão o Barcelona, isto apesar de lhe lembrar que o Messi levou uma equipa medíocre que não jogava um peido à final do Campeonato do Mundo. Haja paciência para estes sábios da bola.

Quanto ao outro sábio da bola, o Rui "Chouriço" Vitória, que esperar de um artolas que diz que o treino é o menos importante, em comparação com outro, o Jorge Jesus, que tem zangas com jogadores por esticar os treinos para depois da hora? Os resultados estão à vista.

RS disse...

Vim só deixar isto aqui porque sei que o Nuno gosta.

http://desporto.sapo.pt/futebol/primeira_liga/artigo/2015/10/28/manuel-sergio-o-luisao-acabou

disse...

Pior que tudo é pretender atribuir a culpa dos resultados aos mesmos jogadores que serviram para ser campeões. É não perceber nada do que se está a passar.

Anónimo disse...

Aqui há uns tempos li o Nuno dizer algo como "a maioria da gente que vive do futebol podia perfeitamente trabalhar num talho".
Tenho-me lembrado muito dessa frase este ano.:)

Vulgar Knight disse...

Rui Vitória não é nada, nunca foi nada e, arrisco dizer(sem correr grandes riscos, no entanto), nunca será nada. Eu só via aquele VSC(Guimarães) e rezava "Foda-se, por favor não venhas parar ao Sporting". Felizmente foi parar ao outro lado da segunda circular e o Sporting tem o seu melhor treinador dos últimos largos anos(sem ser perfeito ou sequer com ideias muito parecidas às minhas em termos ofensivos).

É um treinador que vive da ideia de "gostar de apostar em jovens", quando na realidade apenas o fazia por necessidade. As suas equipas jogavam um futebol insípido, com problemas coletivos em basicamente todos os parâmetros, sendo especialmente gritantes em termos ofensivos. Para além disto tudo, consegue debitar mais banalidades por frase que o Manuel Sérgio.

Gostava de perceber o que leva um clube grande a contratar um treinador destes...

PS: Passe a publicidade, deixo aqui um blog que serve para satirizar o Professor Rui Vitória-> http://paradigmaruivitoria.blogspot.pt/

Red Sniper disse...

Passe a publicidade deixo aqui um link do facebook que serve para satirizar o Douto Presidente Bruno de Carvalho :)

https://www.facebook.com/sergio.nunes.165/videos/973298489376261/

Qualquer semelhança com a realidade do seu quotidiano é pura coincidência ...

cobra2 disse...

Concordo. Pensava que era uma questão de tempo, mas a falta de qualquer sentido de jogo colectivo é nula tendo em conta o tempo de trabalho. Engraçado como o Luisão passa de bestial a besta, quando a ausência de trabalho colectivo faz parecer mal qualquer um. Não me parece o treinador certo para o Benfica. Quem será, dentro daqueles treinadores que estejam disponíveis?
Gostava que viesse alguém com modelo de jogo idêntico ao do Vitor Pereira para ver o Benfica a jogar em posse, mas utilizando o espaço interior.

Edson Arantes do Nascimento disse...

Se quiseres trocar a assinatura deste texto por Edson Arantes do Nascimento estás à vontade. Acho que não mudaria uma palavra.

Luís1904_ disse...

http://media.giphy.com/media/1Z02vuppxP1Pa/giphy.gif

É isto!!Só isto!!Tão isto e nada mais....!!

E tenho de ouvir os adeptos do meu clube falar das contratações e das condições que não foram dadas como foram dadas a Jesus....

Uma batata vai ser sempre uma batata...O futebol que as equipas deste Rui apresentaram foi sempre medíocre com processos do tempo da pedra....Aquele discurso em Dezembro de 2014 do Vitória contra o Sporting de dizer que despejou 30 bolas para área e que uma tinha de dar golo é mesmo de um treinador às anos 80/90 de equipa imbecil...

E entretanto o mundo gira e vamos ter o discurso "Se não fosse fácil não era para mim"...Ele tem razão aí, a jogar um futebol estúpido é mais difícil ser-se campeão!

DF disse...

https://lastrategieblog.wordpress.com/

Nuno, vê esta pérola que encontrei por ai... é de ir às lágrimas...como é possível ser-se tão burro nesta vida? LOL mas, vai dar para rir muito.

Que tens a dizer da estrutura do Benfica e do Jesus ter afirmado o que toda a gente já sabe? Naquele clube ninguém percebe um boi de futebol...

Unknown disse...

Concordo com o essencial do texto, mas há mais: sem um treinador que saiba defender em cima dele o tempo todo, o Luisão é um jogador posicionalmente muito fraco. Antes de JJ, Luisão era uma aflição. Depois de JJ, Luisão volta a ser uma aflição. Não tem capacidade de organizar a defesa, só defende bem quando a defesa está organizada. Peguem novamente no 3º golo do Sporting e tentem perceber o que lhe vai na cabeça para não decidir fechar a zona de remate do Slimani. Incrível! O Jardel faz o que pode, preocupa-se em evitar uma desmarcação perigosa do jogador da direita. Mas o Luisão não faz NADA! A única coisa que tinha de fazer era fechar a zona central, evitando o remate do Slimani e obrigando-o a flectir pela esquerda ou a fazer um passe lateral para o jogador controlado pelo Jardel. Em qualquer dos casos, o lance seria muito menos perigoso. Mas o Luisão é duma incompetência posicional absolutamente atroz. Só o JJ conseguiu a esconder durante 6 anos.

Anónimo disse...

Olá Nuno. Como sempre, outra coisa não seria de esperar, um texto que merece ser lido e partilhado.

Algo que resulta do conteúdo, quase em jeito de conclusão, é simples: o colectivo encarnado apresenta tantos problemas, tantas fragilidades (defensivas/ofensivas) que faz parecer as individualidades piores do que (realmente) são.

Prova disso tem sido a inconstância exibicional do capitão de equipa, as críticas aos laterais, a dificuldade em encontrar um parceiro para o grego no meio-campo, enfim… uma catadupa de erros na organização defensiva, no posicionamento da linha a “4”, nas coberturas, no fazer o «campo pequeno», na saída de bola (construção).

Quase fica difícil apontar algum aspecto positivo.

Gostava, por isso, de te lançar um desafio. Sem aprofundar aspectos estratégicos do jogo, qual o onze titular que vês melhor capacitado para jogar no sistema actual?

Outra pergunta: se pudesses enumerar três “pecados capitais” de Rui Vitória, o que destacarias pela negativa? O que o Benfica tem de melhorar urgentemente?

Por fim, talvez pelo facto do Braga também actuar com um desenho de 2 avançados, salvo comparações que podem ser falaciosas, qual a tua opinião sobre o trabalho de Paulo Fonseca, especialmente sem bola (transição e organização defensiva)?

Obrigado, um abraço!

Lameirão disse...

Quem diz que o Jonas é parecido com o Hélder Postiga! Com esta me despeço!!

Nuno disse...

RS diz: "E digo-te mais, a saída do Carrillo, apesar de enfraquecer o Sporting como plantel, na minha opinião fortaleceu o 11 inicial. João Mário é incrível, mesmo a médio direito, e duvido que JJ tirasse o Adrien para o meter a 8."

Não sei. O João Mário estava a assumir um papel de destaque e parece-me tão difícil ao Jesus tirar o Adrien do onze como o João Mário. E o Carrillo surpreendeu-me muito, no início desta época, a jogar por dentro. Apesar de o considerar fortíssimo no um para um, não esperava que se sentisse tão confortável a jogar por dentro como acontece neste Sporting. E não esperava que soubesse resolver os problemas que aí se colocam de modo tão criativo. Acho que a sua ausência é sempre um enfraquecimento para o Sporting por isso.

Quanto ao Manuel Sérgio, enfim, não há muito a dizer. Como professor, pode ser bom, não sei... Mas de futebol não percebe nada. No antigo regime, toda a gente achava que a opinião de um doutor, simplesmente por ser doutor, era necessariamente melhor que a de outra pessoa. Infelizmente, em muitas coisas, a mentalidade portuguesa ainda é a do antigo regime, e ainda se continua a dar ouvidos a quem não se deve.

fm.carv diz: "Jesus normalmente rebenta com as suas equipas em termos fisicos por volta de Fevereiro/Marco...foi assim constantemente no Benfica com um plantel e escolhas vastas..."

Podes ser mais específico. Não me lembro de isto acontecer em qualquer um dos 6 anos de Benfica. De qualquer modo, as circunstâncias desta época parecem favorecer o Sporting até a esse nível. A Liga Europa não parece ser um objectivo e isso permitirá uma gestão eficaz do plantel.

Zé diz: "Pior que tudo é pretender atribuir a culpa dos resultados aos mesmos jogadores que serviram para ser campeões. É não perceber nada do que se está a passar."

Pois...

DF diz: "Nuno, vê esta pérola que encontrei por ai... é de ir às lágrimas...como é possível ser-se tão burro nesta vida? LOL mas, vai dar para rir muito."

Pois, esse sítio tende a fazer rir.

"Que tens a dizer da estrutura do Benfica e do Jesus ter afirmado o que toda a gente já sabe? Naquele clube ninguém percebe um boi de futebol..."

Não sei se é diferente da estrutura de outros clubes.

Nuno disse...

Unknown diz: "Concordo com o essencial do texto, mas há mais: sem um treinador que saiba defender em cima dele o tempo todo, o Luisão é um jogador posicionalmente muito fraco. Antes de JJ, Luisão era uma aflição."

Não sei se ele é posicionalmente fraco. Acho que o Luisão melhorou muito com a experiência, aprendeu a esconder as suas fragilidades e beneficiou destes 6 anos em que estava inserido numa equipa organizada. Sempre foi lento e pouco ágil, e sempre se percebeu que, quando era exposto a essas fragilidades, era um defesa fácil de ultrapassar. Mas numa equipa organizada creio que é inteligente o suficiente para se saber posicionar.

Ricardo Gil Dias Lopes da Cunha diz: "Sem aprofundar aspectos estratégicos do jogo, qual o onze titular que vês melhor capacitado para jogar no sistema actual?"

Como percebes, não creio que o problema seja minimamente individual. De qualquer modo, creio que já ajudava jogar com 3 médios em vez de 2. Mesmo que nada melhor, em termos colectivos, sempre se juntam mais os sectores e sempre se juntam mais os jogadores, num esquema desse género. Sobre individualidades em concreto, parece-me absurdo insistir no André Almeida a meio-campo. Não sendo grande fã do Talisca, não percebo a ostracização, e pode ser que, num meio-campo a três, renda mais. De resto, a equipa precisa de criatividade, pelo que o Pizzi e o Djuricic têm de merecer uma maior aposta. E sempre gostava de perceber o que vale o Cristante.

"se pudesses enumerar três “pecados capitais” de Rui Vitória, o que destacarias pela negativa? O que o Benfica tem de melhorar urgentemente?"

A proximidade entre sectores e jogadores em todos os momentos do jogo, a organização defensiva (subir as linhas quando a equipa tem a bola para encurtar os espaços e minimizar o tempo de resposta à perda, defender apenas a largura necessária, etc.) e a criatividade da equipa em geral.

"qual a tua opinião sobre o trabalho de Paulo Fonseca, especialmente sem bola (transição e organização defensiva)?"

Ainda não vi quase nada do Braga.

Lameirão diz: "Quem diz que o Jonas é parecido com o Hélder Postiga! Com esta me despeço!!"

Lameirão, volta no final da época. Se a equipa continuar assim, não há-de tardar para que comecem a criticar o desempenho individual do Jonas.

GBC disse...

O Braga está fortíssimo Nuno. Trabalho incrível sem bola (pressão e coberturas ofensivas), privilegiando o jogo interior (extremos dentro), largura oferecida pelos laterais que sobem bastante... Muita qualidade.

No início de época faltava apenas trabalhar melhor a dinâmica dos 2 avançados, que por vezes não baixavam tanto como necessário. Agora até isso corrigiram. Princípios colectivos de topo.

Quanto ao Sporting, com Carrillo, seria um campeonato "limpinho". Tb por demérito do Benfica e do Porto.

Já agora, o que achas do Porto jogar com um segundo avançado? O Alberto Bueno parece-me ser demasiado bom para ficar no banco (entrou mt bem no último jogo para o Campeonato), Rúben Neves e Imbula até faziam dupla sólida atrás (eventualmente podendo entrar André André na rotação com Imbula). Não está na hora do Lopetegui forçar mais o jogo entrelinhas? Parece-me a melhor opção, sobretudo se continuar a pedir aos extremos para jogarem abertos...

R.B. NorTør disse...

«Lameirão, volta no final da época. Se a equipa continuar assim, não há-de tardar para que comecem a criticar o desempenho individual do Jonas.»

Já se fala disso, de como não marca aos grandes, de como com ele o RV está escravo do 442 do JJ e não pode implementar as ideias dele. É só ver o ruído nas hostes. =/

Tiago disse...

O Benfica de ontem parecia o Sporting do ano passado. Nenhuma capacidade de segurar o jogo. Já a jogar com 10, saiam para o contra-ataque com tudo, como se estivessem a perder. Graças a esse descontrolo disparatado, deram umas 3 ocasiões ao Gala de empatar já perto do fim.

cobra2 disse...

Um pouco exagerado dizer que vão criticar o desempenho do Jonas, tal como o fizeram com o Postiga (apesar das parecenças na forma de jogar de ambos), simplesmente porque o Jonas tem uma qualidade técnica que o Postiga não tem, o que faz com que apesar dos maus principios colectivos da equipa, consiga executar e finalizar verdadeiras obras de arte.

frouxo disse...

Boas,

Vim parar a este blog por intermédio de outros e gostei muito dos textos que escreve... até dar com estes dois textos sobre Rui Vitória! Volvidos dois anos de trabalho no Benfica e dois campeonatos, depois de todos os elogios (incluindo de Guardiola que invocou Arrigo Sacchi para explicar a proximidade de linhas do Benfica), estou curioso com o motivo pelo qual o assunto Rui Vitória foi votado ao abandono.

Nuno disse...

frouxo, não foi só o assunto Rui Vitória que foi votado ao abandono. O tempo não tem sido muito, mas tive a oportunidade de dizer, em caixas de comentários, que o Benfica melhorou depois da derrota com o Sporting. As melhorias foram essencialmente em termos defensivos e, muito concretamente, no comportamento da linha defensiva. Tirando isso, a opinião mantém-se. O futebol é pobre.