domingo, 14 de julho de 2013

Os melhores de 2012/2013

Mais atrasado do que nunca, fica o onze da época, em 433:

Guarda-Redes: Rui Patricio
Defesa Direito: Eric Dier
Defesa Esquerdo: Alex Sandro
Defesas Centrais: Ezequiel Garay e Otamendi
Médio Defensivo: Matic
Médios Ofensivos: Lucho Gonzalez e Josué
Extremos: James Rodriguez e Mossoró
Avançado: Jackson Martinez

Treinador: José Peseiro

Suplentes:

Guarda-Redes: Hélton
Defesa Direito: Maxi Pereira
Defesa Esquerdo: Antunes
Defesas Centrais: Steven Vitória e Paulo Vinicius
Médio Defensivo: Custódio
Médios Ofensivos: João Moutinho e Hugo Viana
Extremos: Nico Gaitán e Licá
Avançado: Éder

Treinador: Paulo Fonseca

17 comentários:

Daniel Martins disse...

Dois onzes escolhidos e não há um lugar para o Salvio? Para mim o argentino é um daqueles que teria de entrar na equipa da época (a titular ou suplente). A escolha de Peseiro para a equipa principal também me parece arrojada, mas de resto compreendo todas as outras opções.

Diogo Cruz disse...

O Peseiro com todos estes jogadores no plantel conseguia ficar em 3º ou 4º.

Já todos percebemos que valorizas mais o aspecto ofensivo do jogo e nisso o Braga podia ter bons atributos, mas uma equipa que defendia como eles na minha opinião, não pode ser valorizada.
Lembro-me por exemplo do jogo contra o benfica em que dum canto a favor do Braga nasce um golo do adversário. Honestamente, em equipas de topo, não me recordava de ver uma equipa tão descompensada como o Braga nesse golo. E como esse há mais, nos jogos contra o Sporting por exemplo, bastava praticamente centrar para o Wolfswinkel que dava golo, tão má era a abordagem da defesa bracarense.

Depois, e apesar de não ter feito uma época brilhante, estranho teres optado por Dier e Maxi em vez de Danilo quando este é o único lateral direito em Portugal a explorar os espaços interiores e a atacar com inteligência. Estranho principalmente o Maxi, porque se quanto ao Dier vê-se que o colocas pelo potencial que achas que tem, já o Maxi fez uma época miserável, cheia de erros grosseiros e exibições em que se fartou de recorrer à falta, e já não tem potencial para nada mais do que isto.

Pinto disse...

Quantos jogos fez o Dier a lateral direito?? So me lembro de o Jesualdo o ter "inventado" a trinco

Antonio disse...

Pergunta, Nuno: Chegaste a equacionar o treinador do Estoril? Pareceu-me ter um registo mais interessante que Paulo Fonseca.

João Duarte disse...

Enzo? Cardoso? Como não os colocar? Ate o Lima fez mais do q o ceder.

zorg disse...

Se o rendimento na época passada for critério, também acho difícil de perceber a presença de James.

Nuno disse...

Daniel, vítima ou não do futebol excessivamente rectilíneo do Benfica esta época, o Salvio foi sempre um jogador que viveu das acções individuais e da capacidade de fazer estragos através delas. Raramente o jogo vinha para dentro quando a bola lhe chegava. Quando não ia no um para um, optava invariavelmente pela solução ao longo da linha. Para ser sincero, tinha gostado muito da primeira época do Salvio no Benfica e esta decepcionou-me. Está um jogador mais confiante, é verdade, mas menos interessante, do ponto de vista das decisões.

Quanto ao Peseiro, o critério foi a qualidade de jogo. Não foi em muitos jogos, é verdade, mas o Braga apresentou o melhor futebol do campeonato. Foi por isso.

Diogo Cruz, até que ponto as lesões e o facto de a ambição do título ter ficado de parte relativamente cedo não explicam isso? Se bem me lembro, o Braga fez uma excelente primeira volta. Esses problemas defensivos registaram-se sobretudo a partir de Janeiro.

Quanto ao Danilo, ele explora espaços interiores porque é médio e para rematar. Não é por vir mais vezes para dentro que se é necessariamente melhor lateral, na minha opinião. São as decisões que contam. Escolhi o Dier, apesar de ele não ser lateral, porque acho que merecia ser incluído na equipa e era mais fácil pô-lo a lateral direito, que não havia um de jeito, do que na vez do Garay ou do Otamendi.

António, cheguei. Acho que estão em níveis parecidos, mas o Paços, talvez pelos jogadores, apresentou um futebol mais interessante, apesar de tudo.

João Duarte, o Benfica, em termos ofensivos, foi uma equipa tão mecânica que confesso que houve poucos jogadores que me entusiasmaram. O Enzo não fez uma má época. Mas não te consigo dizer uma característica dele que o distinga positivamente de um jogador mediano. Talvez seja, como o Salvio, vítima do modelo do Benfica, mas não consigo colocá-lo ao lado de médios criativos e não está ao mesmo nível do Moutinho. Quanto aos avançados, só escolhi 2. Se tivesse escolhido a equipa em 442, teria posto, provavelmente, o Cardozo e o Lima. Ou o Wolfswinkel.

Zorg, o James foi, na primeira metade da época, meia-equipa. Levou literalmente o Porto às costas. Não estarás a formar a tua opinião apenas pelo que se passou nos últimos meses? A sua presença na equipa, aliás, foi o motivo pelo qual, a espaços, o Porto conseguiu ser uma equipa de futebol. É verdade que, depois dos meses que esteve parado, não voltou a ser tão influente. Mas aquilo que fez antes é suficiente não só para estar na equipa do ano como também, embora não o tenha dito antes, para merecer o título de melhor jogador da época.

Daniel Martins disse...

Ir no um-para-um não será um tipo de decisão? E das melhores, se o jogador conseguir ser tão eficaz na finta quanto o Salvio! E o seu jogo não está assim tão preso à linha, alguns dos golos do Benfica nasceram de tabelas interiores envolvendo o argentino ou de passes em profundidade dele feitos entre os centrais da equipa adversária. Gosto muito mais deste Salvio do que o da primeira passagem. Para além da enorme confiança que tem, está mais competitivo e assume muito mais o jogo. Teve um par de jogos em que parecia o Capel, mas de resto foi sempre dos jogadores mais capazes. No Dragão eu perdi a conta ao número de vezes em que ele deixou 2/3 jogadores do Porto para trás. E isto a jogar no flanco do Alex Sandro, de longe o melhor LE a jogar em Portugal e já um dos melhores do mundo na sua posição. E falando em jogadores que presumidamente vivem das suas acções individuais, não sei até que ponto o Salvio será mais individualista que o Gaitán, que entrou no teu onze suplente do ano.

Quanto ao Peseiro, custa-me escolhê-lo para treinador do ano quando o Braga foi uma equipa tão inconsistente. Concordo quando dizes que apresentaram o melhor futebol, mas esse não será consequência de provavelmente terem o plantel com maior número de jogadores desequilibadores e/ou criativos, a seguir ao Benfica? Com jogadores destes, exige-se ao treinador que dê à equipa consistência defensiva e capacidade de controlar o jogo. E aí o Peseiro falhou redondamente.

zorg disse...

Não concordo nada contigo, Nuno. Mesmo dando de barato o que dizes sobre a importância do James na primeira metade da época, onde não segui de perto o seu desempenho, a lesão e sobretudo o seu rendimento quando regressou são suficientes, na minha opinião, para o retirar da lista dos melhores da época. Acho que não tem lugar nem no melhor 11, nem muito menos está sequer perto de ter sido o melhor jogador da época de 2012/2013.

Nuno disse...

Daniel Martins diz: "Ir no um-para-um não será um tipo de decisão? E das melhores, se o jogador conseguir ser tão eficaz na finta quanto o Salvio! "

Sim, é um tipo de decisão, claro. Mas o que determina se a decisão é boa ou não não são as qualidades do jogador. São as circunstâncias. E as circunstâncias variam. O que pareceu sempre, ao longo da época, foi que o Salvio não soube nunca tomar as melhores decisões de acordo com as circunstâncias que tinha pela frente. Apostou demasiado no um para um, quando devia fazê-lo e quando não devia.

Quanto ao Peseiro, volto a dizê-lo, há uma grande diferença da primeira metade da época para a segunda. Mesmo ao nível da consistência defensiva, e mesmo com o Douglão a enterrar jogo após jogo.

Zorg, é a tua opinião. Eu não vi ninguém, esta época, tão decisivo para o desempenho ofensivo da sua equipa como o James nos primeiros 4 meses da temporada. Ninguém. É que nem perto. A diferença do futebol do Porto com ele e sem ele, então, foi gritante.

Daniel Martins disse...

Concordo a 100% quando dizes que a decisão está relacionada com a circunstância e não com as qualidades do jogador. Agora se um jogador compensar a sua falta de decisão com a capacidade de progredir rapidamente com a bola e driblando o adversário 9 vezes em cada 10 tentativas, óptimo. E foi isso que o Salvio fez ao longo de toda a época. Percebo que prefiras jogadores que pensem mais o jogo ao invés de cair logo no um-para-um, eu também prefiro. Mas na falta de mais Messis, Pirlos e Iniestas, hajam Salvios.

Pedro M Magalhães disse...

off-topic.

sei que não te pagam para isto, mas gostaria que me desses opiniões breves sobre alguns jogadores do gil vicente. pergunto porque, parece-me, segues com relativa atenção o futebol jovem e foi na juventude que o gil apostou mais neste defeso.

leandro pimenta e luis martins(ex-slb), nélson agra (ex-varzim), diogo viana e gabriel(ex-penafiel).

e, se conheceres, uma breve nota em relação ao novo treinador, joão de deus.

antecipadamente grato.

Nuno disse...

Pedro, não conheço todos. O Leandro Pimenta e o Diogo Viana acho fracos. O Luís Martins, do pouco que vi, não desgostei totalmente, mas precisava de saber como evoluiu no último ano.

Quanto ao João de Deus, detestava o Atlético orientado por ele, não obstante a primeira volta que fez. O futebol praticado foi das coisas mais deprimentes que vi nos últimos anos.

Batalheiro disse...

Nuno,

Eric Dier a lateral direito? Acredito que o miúdo possa jogar nessa posição mas não me lembro que o tenha feito... E não encontras espaço para o Sálvio?

Bom, mas adiante para um assunto bem mais interessante; parece que o tiki-taka se mudou para Munique! E assim se desfaz a ideia feita (que já tinha pouca sustentação teórica) que apenas o Barcelona podia jogar à Guardiola! "Já jogam assim desde os infantis!" "já jogam juntos há imenso tempo" e outras alarvidades do género que serviam para, supostamente, suportar essa absurda teoria. Agora ficam sem fundamentos teóricos e sem sustentação empírica. Bem feito.

Que te parece este Bayern tiki-takizado?

Nuno disse...

Batalheiro, o Dier jogou os primeiros jogos no Sporting a lateral. Achei que merecia estar na equipa titular, e achei que seria mais injusto tirar um dos centrais do que tirar o lateral.

Sobre o Bayern, ainda só vi alguns jogos, alguns dos quais com um grau de exigência muito baixo, mas gostei do que vi. Já há ali muito dedo do Guardiola. Para mim, não é surpresa nenhuma. Ontem não vi o jogo, mas não me parece que se possam tirar grandes ilações. Estou, no entanto, curioso para saber se, por acaso, o Bayern não terá sido o primeiro adversário do Barça, em 6 anos, a ter tido mais posse de bola do que os catalães.

Batalheiro disse...

O Guardiola conseguiu, com duas ou três semanas de treino, transformar o Robben (um jogador de 29 anos) num tipo que se encostava à direita fazia duas fintas e rematava à baliza (uma espécie de Hulk sem o nome idiota e com um bocado mais de inteligência) num "10" que segura a bola, levanta a cabeça e escolhe a melhor solução (normalmente um passe.)

Apesar de ter ficado um bocado desapontado com a saída do Pep do Barça, percebo agora que esta será a época em que todos os lugares comuns serão demolidos:

- Não mais se poderá afirmar que aquele estilo de jogo só resulta na Catalunha.

- Não mais se poderá dizer que jogadores com mais de 21 anos não aprendem coisas novas.

- Não é preciso ter o Xavi, o Iniesta e o Messi para jogar à bola, se as ideias forem boas até o Kroos e o Schweinteiger parecem nascidos de La Masia.

Pode ser que assim deixemos de ver idiotas como o Roderick a jogar no meio campo.

João disse...

Antes do jogo: El Barça lleva 309 partidos oficiales seguidos sin perder la posesión de balón. Guardiola lleva 247 oficiales consecutivos.

Depois do jogo: BAY 2-0 FCB (FT) - El Barcelona HA PERDIDO hoy la posesión de balón: BAY 55%-45% FCB.

fonte:mister chip