terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Sofismas à parte...

Quando hoje vejo as constelações de estrelas que se agrupam no céu da Premiership, é-me impossível não comparar a actualidade deste campeonato com o da Liga Italiana, há mais de uma década. Nessa altura, não hesitaria em eleger o futebol italiano como o meu predilecto. Era deste campeonato que emergiam as figuras que invadiam a minha imaginação, ou inspiração, quando dava os meus pontapés na bola. Mais do que no futebol português, era no futebol italiano que eu descobria as minhas referências: Del Piero, Baggio, Van Basten, Rijkaard, Gullit, Maldini, Savicevic, Sousa, Baresi, Brolin, entre outros.

Nos torneios internacionais, na ausência da nossa selecção, “sofria” sempre pela turma transalpina. Mesmo que aquela equipa recheada de talentos não jogasse a ponta de um corno, era sempre por eles que eu torcia. Sabe Deus o quanto eu amaldiçoei a selecção brasileira, depois do “fatídico” penalty de Baggio.

Entretanto, fui desenvolvendo um maior interesse pelo futebol e, assim que ia trilhando a minha formação, enquanto praticante deste desporto, fui perdendo encanto por aquele futebol que, outrora, me entusiasmara mais até do que os "raides" de Figo, as simulações de Balakov e Costa, a classe de Xavier e Valdo, a elegância desse “desprezado” do futebol nacional, Fernando Nelson, não esquecendo Barbosa, esse louco. Aborrecia-me tanta monotonia, tanta tristeza.

À medida que os desaires da Squadra Azurra se acumulavam, a assimetria de êxitos alcançados pelos clubes italianos e a selecção Italiana intrigava-me. Talento e espírito competitivo eram coisas que não faltavam, assim como a ideia de uma demarcada superioridade táctica. Olhando para trás, é fácil explicar este fenómeno. As equipas italianas tinham os melhores jogadores; qualquer jogador que desse dois pontapés na bola, desejava o Calcio, nada menos. A nível interno, a competitividade era ditada pelo poderio económico dos clubes: o que tivesse o maior número de bons jogadores e os mais adaptados, vencia.

O futebol inglês passa pela mesma fase. A diferença é que não é tão organizado, embora, por outro lado, os jogadores desfrutem de uma maior “alegria”, que lhes permite uma maior performance individual. Para além de ser, enquanto espectáculo, muito mais apelativo. Não será o futebol italiano muito mais rico, do ponto de vista técnico-táctico, e, por isso mesmo, mais interessante, para quem gosta de compreender os modelos e sistemas de cada equipa? A meu ver, a diferença entre as duas realidades, é exígua. Estará mais relacionada com questões culturais, do que com questões tácticas. O futebol italiano, baseado, acima de tudo, numa cultura de medo (até por questões sociais), procura o êxito através do menor risco possível, da forma mais pobre. Paulo Sousa alerta, no prefácio do livro de Luís Freitas Lobo, O Planeta do Futebol, para os efeitos nefastos de tal mentalidade. A obsessão em atingir resultados positivos a qualquer custo tornou-se um obstáculo demasiado elevado para a evolução do seu futebol.

Sousa fala da “ cultura do resultado” que se instalou, o que levanta a seguinte questão: se o resultado é o mais importante e se é em busca de resultados que todas as equipas definem as suas estratégias, e se durante um largo período o domínio italiano foi uma realidade, que falhou então? Como se poderá falar do futebol italiano como algo tão obsoleto, se enquadrarmos nesse futebol treinadores como Trapattoni, Capello, Lippi, etc? A resposta encontra-se na “mescla” entre os grandes talentos mundiais que durante muitos anos tinham como destino, na maioria das vezes, Itália, e uma mentalidade calculista e extremamente defensiva, que resultou numa excelente organização defensiva, deixando, todavia, os processos ofensivos numa posição muito menos cuidada, quase rudimentar. O facto de terem grandes talentos tapou, durante muitos anos, esta lacuna.

Das equipas italianas diz-se que são muito tácticas, o que eu discordo. São muito defensivas? Sim! Desequilibradas? Sim! Extremamente profissionais e minuciosos, na maneira como abordam o jogo? Sem dúvida! Não nego que, num passado, que já não é assim tão recente, se pudesse falar nalguma superioridade táctica, por parte do futebol italiano, mas na maneira como concebo o futebol, a maneira como se defende é tão importante como se ataca; mais, acredito que a forma mais evoluída de explorar tacticamente o potencial de uma equipa passa, inquestionavelmente, por não separar os vários momentos da equipa, sejam eles, especulativos, ofensivos, ou defensivos.

A evolução humana explica-se, substancialmente, pela necessidade. O futebol não é diferente. Os objectivos que se esgotam numa coisa tão fortuita como uma bola na trave, uma tarde desinspirada, arriscam-se a colocar em causa, e de forma rápida, toda uma época de trabalho, pois, retirando-se os resultados, estas equipas ficam sem nada. Por isso, defendo que a principal preocupação das equipas será sempre jogar bem, porque jogar bem (o meu jogar bem) implica que uma equipa seja equilibrada, que tenha uma atitude positiva de jogo, que não se alheie dos seus objectivos delineados, que queira progressivamente, jogo após jogo, ser mais “ dona” dos seus jogos. Só assim uma bola na trave não vai colocar uma semana, ou mês, ou época em causa, se eu souber que no fim, mesmo perdendo o jogo, estou mais perto dos objectivos da equipa, por mais utópicos que sejam.

19 comentários:

pedro silva disse...

As equipas italianas continuam ainda hoje a ser muito mais evoliudas tacticamente do que as inglesas isso é evidente. Agora não percebo (como já escrevi no blog do felipe) como podes comparar as situações.

Primeiro de tudo as equipas italianas nessa altura dominavam a europa coisa que não sucede com as inglesas hoje em dia.

E sobretudo não sei onde é que encontras essa "constelação de estrelas" na premier league. Não só não tem os melhores jogadores como as grandes estrelas continuam a preferir o calcio ou a liga espanhola. estrelas formadas que tenham ido para inglaterra assim de repente vejo 2: ballack e shevchenko (mais pelo dinheiro do que pelo objectivo futebolistico). tens ainda o fernando torres mas não o considero uma estrela nem nada que se pareça.

os grandes jogadores que lá há ou cresceram lá ou não eram "estrelas" quando para lá foram (como o cristiano)

cumprimentos

Gonçalo disse...

Pedro, o texto debate-se, sobretudo, no sofisma acerca da superioridade táctica do futebol italiano, mas sim, apesar de tudo o futebol inglês( porventura dos mais pobres do futebol mundial) tem um nivel táctico inferior ao italiano.
Em relação ás constelações de estrelas, R. Carvalho, P. Ferreira,Essien, Drogba, Tevez, Nani, rosicky,Makelele,Pizarro,Kalou,Malouda, Milan Baros,etc, não estamos a falar de jogadores menores. E eu apenas peguei nesta comparação, para explicar porque é que o futebol italiano teve tanto sucesso no passado.
E esse sucesso baseia-se sobretudo no facto de na altura o calcio, ao contrário de agora,( quase) monopolizar todos os grandes jogadores a nivel mundial.

Por exemplo, é normal que surja um maior numero de novos valores no futebol inglês, isto porque se dá mais espaço ao desenvolvimento individual( principalmente no que toca a factores técnico/fisicos) dos jogadores mais jovens.

Em momento algum se pretendeu elogiar o futebol inglês, até porque, como já deves ter percebido, não é dos mais apreciados neste blog. Apenas aproveitei o facto de neste momento este ser, sem dúvida, o campeonato da moda.
E só mais uma coisa, a razão que permite aos clubes ingleses manterem os jogadores que crescem no liga inglesa, é a mesma que permitia aos clubes italianos comprar os melhores jogadores do mundo: Um enorme capital.
Toadavia, não me parece que este factor chegue para manter o futebol inglês no topo da europa( neste caso, nem para o catapultar) se não houver lugar a um desenvolvimento do seu futebol, isto a nivel t+actico, porque no que toca a organizar o espectáculo fora das quatro linhas... Eles são os maiores.

O problema do futebol italiano é que, para além de nunca ter promovido o futebol da mesma forma, e devido ao facto do seu futebol se basear no receio, apresentou espectáculos demasiado pobres, para além da, já falada, "estagnação" do seu futebol.

pedro silva disse...

Sim, já percebi que o futebol ingles nao é muito apreciado eu também tenho a mesma opinião que tu. A premier league está na moda em portugal devido ao ronaldo e ao mourinho e não pelo futebol em si. Deve-se sobretudo à propaganda dos media nada mais. A sporttv já chegou ao cumulo de passar 2 jogos em directo ao mesmo tempo seguidos de 2 jogos em diferido!

Mas creio que qualquer adepto atento de futebol percebe que não é ali que mora o bom futebol!

cumprimentos

filipe disse...

- Sobre a comparação com o futebol italiano da era pré-Bosman e o futebol inglês actual há várias diferenças e acho até "perigoso" fazer analogias. Primeiro a qualidade dos jogadores italianos é (e era em termos relativos nesse tempo) muito superior aquela que têm os ingleses. Depois há os treinadores e a cultura futebolistica, também ela muito superior em termos relativos nos tempos altos do Calcio. Finalmente, o facto dos estrangeiros serem limitados. Ou seja o futebol italiano tinha o nível táctico mais elevado da Europa, os melhores estrangeiros e ainda uma base de jogadores locais do melhor do que existia. Por isso eram muito mais dominadores, em termos de resultados, do que o futebol ingles é hoje.

- O fenómeno do futebol ingles é completamente diferente. Trata-se, primeiro, da valorização e desenvolvimento de um produto e, depois, por necessidade de cada clube, do aumento da qualidade futebolística através da importação de capital humano estrangeiro. Em Inglaterra há ainda muito condicionalismo pelas limitações tácticas, quer de jogadores quer de treinadores. Mas isso tem sido invertido, começando pelo topo da tabela, onde, ao contrário do que alguns teimam em defender, o nível táctico é de top europeu (existe algum duelo mais táctico nos últimos anos do futebol europeu do que os Chelsea-Liverpool?)

- Em relação à filosofia do futebol, sou da opinião de que o primeiro ponto no qual uma equipa se deve centrar é em ser capaz de controlar o jogo. Esse parece-me o propósito principal para que se "jogue bem", não desprezando minimamente os restantes objectivos do jogo. Jogar para ganhar 5-4 ou 1-0 não é a mesma coisa, por muito que se goste de ver "bom futebol".

- Uma nota sobre o futebol italiano actual. Não foram perdidos, nem a cultura táctica dos jogadores, nem o propósito da objectividade, mas hoje parece-me haver uma nova escola naquele futebol. Ver a Roma de Spaletti, por exemplo, é ver uma equipa ofensiva e que encorre muitas vezes em desequilibrios defensivos pouco aconselháveis, tudo em prol de um futebol móvel e ofensivo. Mesmo Mancini e Ancelotti não são defensivos como eram Capello ou Lippi e as suas equipas fazem muitos golos. Por isso também a média de golos é mais elevada do que se pensaria. Aqui há ainda um aspecto estatistico interessante e que um dia destes penso abordar no JD, o numero elevado de empates...

Abraço

Nuno disse...

Sim, o futebol italiano está em mudança. Mancini, Spaletti e Ancelotti são os rostos mais visíveis desta mudança, mas mesmo o Lippi nunca foi o treinador defensivo que foram Capello, Trapattoni, Zoff, etc. Defendi isso aqui, neste texto:

http://entredez.blogspot.com/2007/
10/primeira-vaga.html

Mas essa mudança surgiu após uma recessão. Ou seja, não fosse o futebol italiano estar em crise, a partir da segunda metade da década de 90, e as coisas mantinham-se as mesmas. Após o caso Bosman, os clubes italianos deixaram de ter os melhores jogadores e, uma vez que, tacticamente, tinham parado de evoluir, foram ultrapassados por outras ligas. Este novo futebol italiano é resultado de uma necessidade de transformação, de uma necessidade de acompanhar os tempos.

Quanto aos clubes de topo em Inglaterra, concordo que tacticamente não têm nada a ver com o resto. Não acho que Ferguson seja tacticamente forte e Benitez, embora seja muito minucioso em termos defensivos, descuida bastante os processos ofensivos. É verdade que estes treinadores são muito mais competentes que os restantes da Premier League, mas mesmo assim têm falhas. Wenger, por exemplo, é adepto de um futebol de toque curto, alegre, dinâmico, apoiado, mas a sua equipa, em muitos momentos do jogo, desequilibra-se com estrondosa facilidade: isto deve-se à liberdade excessiva dada a certos jogadores. Às vezes, faz lembrar a laranja mecânica da era de 70, com avançados cá atrás e o Gallas a ponta-de-lança, numa jogada corrida. De Mourinho não vou falar: é o melhor do mundo e isso basta. Gosto de Juande Ramos e, do que vi até agora, Avram Grant parece-me competente. Agora, esta realidade nestes clubes é uma realidade independente. Estes clubes têm qualidade para vingar na Europa, porque têm poderio financeiro e capacidades tácticas evoluídas (à excepção do Manchester, que só tem a primeira). Já os outros, estão tacticamente abaixo da média europeia. Creio que qualquer equipa da Bundesliga será capaz, por exemplo, de vencer as equipas do fundo da tabela em Inglaterra. O problema é, portanto, o fosso entre os grandes e os pequenos. E esse fosso é muito acentuado e não vai ser o capital a resolvê-lo... Ou seja, a não ser que aconteça uma mudança de mentalidade, o futebol inglês vai estagnar e viver, ano após ano, do poderio financeiro. Quando as coisas mudarem e, financeiramente, não puderem continuar a ser os melhores, não terão argumentos para acompanhar os outros, como aconteceu com o futebol italiano com a implementação da lei Bosman.

Pedro disse...

Medo...Paulo Ferreira na mesma frase de R.Carvalho, Drogba, Essien e outros qd se fala de vedetas?!?!?!? Medo.

Fiquei um pouco baralhado...estás a assumir q o futebol italiano está absoleto? Ou q não gostas dele como meio para atingir o fim (vitória)?

Nuno: ando para te perguntar uma coisa. Várias vezes, qd te referes ao Cristiano Ronaldo, apontas a fraca qualidade do futebol inglês como um dos factores fundamentais para q Ronaldo faça o q faz nos relvados (mais espaço, velocidade, marcações ao homem, etc). Aceitando esses argumentos como correctos como é q encaixas, nessa argumentação, o Ricardo Carvalho?

Ou seja, tods nós reconhecemos em Carvalho qualidades q o colocam como um dos melhores. Mas será q isso não advêm tb da estrutura do futebol inglês? Colocando-o no mesmo patamar q Ronaldo, será q Carvalho se safava no Calcio?

Gonçalo disse...

Filipe não concordo com o que dizes em relação á superioridade táctica do futebol italiano nesse periodo. Eu mais facilmente elegeria o futebol holandês como o mais evoluido,e se a sua superioridade não se fez notar de forma mais vincada, isso está relacionado com o facto dos clubes holandeses não poderem investir tanto como os italianos.

Pedro trata-se de desmistificar toda a ilusão criada em redor de treinadores como Trap, e Capello.- Que diziam( e mts continuam a dizer) que eram mt evoluidos tacticamente. E o que eu defendo é que outros treinadores com as mesmas oportunidades teriam tido tanto, ou mais sucesso que estes treinadores. E no que toca a concordar ou não com este tipo de mentalidade para atingir um fim... acho que é clara a minha posição.

Achas mau o Paulo Ferreira? Diz-me um lateral sem dúvida melhor que ele? e já agora, quais as suas debilidades? (falo do P. ferreira)

E eu sei que não era cmg Pedro... Mas olha que o R. Carvalho antes de ir para o Chelsea, já tinha conquistado a europa com o seu futebol. E mesmo na selecção o rendimento dele não difere do que ele atinge no Chelsea.

filipe disse...

Apenas 2 notas (e sem querer entrar em eternas discussões porque as opiniões cada um tem as suas).

- Dizer-se que o futebol inglês fica aquém do espanhol, parece-me lógico, do italiano discutível, agora do Alemão não posso concordar minimamente. O futebol Alemão é muito forte fisicamente mas é ainda mais limitado tecnicamente do que o Inglês.
Também tacticamente é um campeonato com um futebol muito utópico e ofensivo, onde poucas equipas conseguem realmente controlar os seus jogos. Apesar de terem muitas receitas, o seu investimento, ao contrário de inglaterra, é direccionado para mercados menos evoluidos o que não tem contribuido em nada para o desenvolvimento do futebol Alemão. Aliás basta olhar para a performance Europeia dos Alemães nos últimos anos onde, com condições muito superiores, atingiram um ranking próximo do Português.

- Sobre a superioridade táctica do futebol italiano nos anos 80 também mantenho a minha opinião, apesar de considerar que nem se deva comparar com o campeonato holandês, por serem campeonatos de "dimensões" diferentes. Se nos anos 70 foi na Holanda que se verificaram os maiores avanços tácticos, foi nos anos 80 que o futebol italiano deu o seu maior "salto táctico". A zona pressionante de Sacchi, hoje utilizada pela maioria das equipas de topo teve inicio em Itália, antes do era Bosman.

Abraço

Pedro disse...

Pecebido.

Se acho mau o Paulo Ferreira? Bem...não direi mau. É razoável. As suas debilidades? É incapaz de ser um lateral explosivo. Vamos cá ver se me sei explicar: Ele é certinho a defender, não é nenhum colosso mas é certinho, cumpre tacticamente o q o treinador pede, não arrisca, joga pelo seguro e até cruza benzinho. Ou seja nada disto é negativo né? É verdade. Mas eu gosto, e o futebol moderno cada vez mais caminha para isso, de laterais como o Miguel.Laterais explosivos capazes de defender com raça e qualidade e ao mesmo tempo capazes de darem dinâmica ofensiva à equipa, capazes de desiquilibrar nas tarefas ofensivas. Eu vejo o PF a jogar e sinto q é certinho a defender mas mais nada. Não acrescenta nada à equipa. Tenho a convicção profunda q um dos grandes motivos por não termos vencido a Grécia na final foi a lesão de Miguel.

Melhores q PF? Como deves ter já percebido sou fã de Miguel, para mim o melhor lateral direito da actualidade. Quase inultrapassável defensivamente, não me lembro de ter sido papado alguma vez no 1*1 (admito q não tenho visto muito desta época em Espanha) e explosivo nas tarefas ofensivas. Há um lance no Benfica-Inter Milão, com Camacho, em q o Martins é lançado isolado pela esquerda e o Miguel corre o campo todo para lhe tirar a bola com uma limpeza fantástica. Nunca me hei-de de esquecer desse lance.

Bosingwa tb é melhor q PF pelas razões enumeradas. É uma espécie de Miguel mas mais fraco.

Até o Nelson tem potencial para ser melhor q o PF. Se não fosse o Mourinho acho q o PF teria a sua carreira num Setubal, Boavista e pouco mais...

Sobre o Carvalho: Eu sei q ele é bom e já o era e continua a ser. O q eu perguntei ao Nuno é para ele enquandrar o Carvalho na mesma argumentação q usa para o Ronaldo. O Ronaldo não teve a hipótese de convencer a Europa pq saltou logo para o MU.

Gonçalo disse...

Filipe, eu sei que não queres adinatar muito esta argumentação, mas não concordo, qd falas desse salto, dado pelo futebol italiano em relação ao holandês, e em relaçao à "zona" de Sacchi, a holanda ja trabalhava o "pressing" de uma forma bastante semelhante, a diferença é que o futebol holandÊs compreendia o futebol de uma forma mt mais global, no que toca aos vários momentos do jogo, do que o futebol italiano.
Em relaçao à disparidade entre o campeonato holandÊs e o italiano, realmente não da para comparar a dimensao do campeonato, mais por razões culturais( e as, já referidas, razões económicas), do que pela evolução do futebol.
A diferença é que não se fala do futebol holandês por contratatrem gds estrelas, mas sim por vendê-las.

Gonçalo disse...

Pedro eu acho que se ele tivesse saido para o barça, como o quaresma, mt provavelemnte teria tido o mesmo tipo de sorte do cigano.


Em relação ao P. ferreira, o mal é que a malta entende os jogadores como bonecos do Pro evolution, onde os factorers intelectuais não são determinantes. Por isso é que eu acho o Farnerud bom e tu não.;)

pedro silva disse...

O paulo ferreira é isso mesmo: certinho. Mas tem muitas limitações. Não tenho a menor dúvida que o melhor lateral direito do mundo é o Maicon. É o único que consegue atacar e defender de forma exímia. Alias a tudo isso o facto de ser um portento físico. Pensem apenas que o Mancini teve que "empurrar" o Zanetti para o meio campo para poder colocar o Maicon a jogar. Não sendo isso creio que o melhor continuaria a ser o Zanetti.

Ps. poderia ser também o zambrotta mas este período infeliz no barça está a fazer com que o mundo do futebol se esqueça dele.

cumprimentos

Nuno disse...

Acho que o melhor lateral direito da actualidade é o Daniel Alves. Quanto ao Paulo Ferreira, é muito injusto o que se tem dito. É um jogador que, a nível defensivo, é muito correcto, dos melhores da Europa: abnegado, responsável, competente, concentrado. A atacar, falta-lhe explosão e, por isso, não é forte nos lances individuais, mas é extremamente correcto nos apoios, inteligente, e percebe as necessidades da equipa a cada instante. Acho-o muito melhor que o Miguel, por exemplo, mas admito que o Miguel, na sua fase boa, jogasse, pois conseguia emprestrar vigor, repentismo, coisa que o Paulo Ferreira não consegue. Mas, comparando os dois, é daqueles casos em que um, a partir dos 30, cai na banalidade (o Miguel), e outro, se quiser, joga até aos 40, como o Panucci, ou o Maldini.

Quanto àquilo que o Pedro pediu, não acho que seja justo comparar as facilidades com que um atacante joga num campeonato em que se defende mal com as de um defesa num campeonato em que se ataca, se não bem, pelo menos muito. Enquanto que o Ronaldo goza de muito espaço, graças ao campeonato onde está, o Ricardo Carvalho, sendo defesa, tem sempre bastante trabalho, graças ao volume ofensivo das equipas inglesas. Apesar desta diferença, creio que há coisas que não mudariam, no caso do Carvalho, em qualquer campeonato: o sentido posicional, a opção por sair a jogar, compreendendo as necessidades da equipa, a precisão do desarme, as antecipações. O Ricardo Carvalho é um jogador acima da média porque é inteligente e não porque é rápido. São os atributos mentais (os mais importantes), que o distinguem. O que eu digo do Ronaldo é que os seus atributos mentais não são nada de especial, mas que isso não tem relevância, pois no campeonato onde joga eles não fazem a diferença. Depois, no que diz respeito a atributos físicos e técnicos (sobretudo físicos) Ronaldo não tem par. E isso, em Inglaterra, basta.

pedro silva disse...

Nuno... o daniel alves??? Se estivessemos a falar dum médio ala até podia ser um bom jogador. Mas estamos a falar dum lateral. A sua principal função é defender e só depois apoiar o ataque. Sem dúvida que é um jogador exímio a atacar, não tenho dúvidas, mas a defender é MAU. E digo mau porque é é difícil encontrar alguem que defenda pior que ele num clube de top. Se tomares atenção aos jogos do sevilha repara na quantidade de vezes que ele aborda os lançes de forma disparatada. Não tem qualidades nem rotinas de defesa. Não vale a pena explanar aqui pormenorizadamente mas um bom exemplo é o primeiro golo do espanhol na final da uefa. E esse nem é dos piores.

cumprimentos

Gonçalo disse...

prefiro o P. F. ao Zambrotta, o Maicon não o conheço suficientemente bem para me pronunciar sobre ele. Qt ao Zanetti... Sim este é mt bom, já nao vai para novo, mas é um gd jogador...

Nuno disse...

Pois, o Mourinho, que é um estúpido e não gosta de laterais defensivos, queria ir buscá-lo. Ou será que queria ir buscar o Maicon? É verdade que o Daniel Alves é muito mais forte a atacar do que a defender, mas não é MAU. A sua velocidade acaba por fazer com que não se notem alguns defeitos de posicionamento. A defender, é parecido com o Pepe: como é velocíssimo, raramente falha. Acredito que tenha alguns defeitos, mas a sua integração no ataque compensa isso...

pedro silva disse...

Gonçalo posso apenas dizer-te que o maicon empurrou o zanetti pro meio campo. Já diz muito sobre ele.

Nuno se achas que o daniel alves raramente falha então é porque não ves os jogos do sevilha. E o mourinho certamente não iria buscar o Maicon porque o inter nunca iria abrir mão dele obviamente. Além disso o Maicon é titular no Brasil à frente do Daniel Alves, o que não quer dizer nada obviamente, mas neste caso espelha a realidade.

cumprimentos

Pedro disse...

Maicon é muito bom. Investiga Gonçalo pq vale a pena.

BAD-RELIGION disse...

Bom texto! :)