segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Tottenham de Villas-Boas

André Villas-Boas foi um dos treinadores que mais nos impressionou nos últimos anos. Em poucas semanas, quando chegou à Académica, revolucionou o estilo de jogo da equipa. Os seus jogadores, com poucos treinos, mostravam organização, qualidade de jogo e personalidade de equipa grande. Depois, ao longo da época, a qualidade foi aumentando; tirando os desafios contra os grandes, era sempre a sua Académica quem dominava os jogos pela posse. Ainda assim, faltava imaginação no meio-campo. Assumimos que faltasse por não haver qualidade individual suficiente. No Porto, a história foi obviamente outra. Um ano extraordinário, em que ganhou tudo, bateu records, e ainda fez de Hulk um jogador ligeiramente menos auto-centrado. Mas mesmo o seu Porto não convenceu totalmente. Era uma equipa muito bem organizada, com alguns mecanismos ofensivos muito bem trabalhados, mas excessivamente vertical. Assumimos, uma vez mais, que tal fosse consequência da presença de Hulk, em quem Villas-Boas sempre apostou incondicionalmente, e assumimos também que o ocaso de Belluchi, na segunda metade da época, fosse motivada pela lesão que sofreu em meados da mesma. No Chelsea, modificou as suas ideias assim que as coisas começaram a correr mal e, em abono da verdade, é difícil fazer uma análise justa ao seu desempenho não sabendo quanto do mesmo foi minado pela pressão do grupo de jogadores. No Tottenham, portanto, tinha Villas-Boas o seu derradeiro exame. Numa equipa de segunda linha, com um plantel interessantíssimo e um orçamento bastante apetecível, sem a pressão de ter de vencer nada, tinha Villas-Boas todas as condições para apresentar as suas ideias.

A decepção não pode ser, por isso, maior. Interessa-me pouco que o Tottenham esteja à frente de equipas como o Arsenal e o Liverpool, por exemplo: o futebol praticado pela equipa é deprimente. Interessa-me pouco, também, que a equipa demonstre carácter e ambição, que discuta até ao fim o resultado com o campeão em título, que não baixe os braços, que denote uma enorme vontade. Só a qualidade do futebol me interessa. E essa é francamente má. Sim, há organização, há competência táctica, há trabalho de casa feito. O que não há é um pingo de imaginação. A equipa de Villas-Boas é cinzenta, joga mecanicamente. Não tem ideias, e não procurou cortar com nada do que se continua a fazer em Inglaterra. Villas-Boas tem provavelmente o plantel atleticamente mais refinado, das 6 equipas de topo do futebol inglês. Tem laterais que parecem cavalos, tem médios fortes do ponto de vista físico, e muito dinâmicos, tem talvez a dupla de extremos mais veloz da competição. Mas não tem um único jogador de futebol. No início da época, à inevitabilidade de perder Modric, o seu médio mais interessante, juntou Villas-Boas a dispensa de Van der Vaart e Kranjcar. Para o meio-campo, foi buscar Dembélé e Dempsey, dois bons jogadores, física, táctica e tecnicamente, mas a quem falta criatividade. Juntou a toda esta modificação a ostracização ainda de Scott Parker, o único médio com ideias diferentes. O único central de jeito que tem veio-lhe parar às mãos quase por acaso, uma vez que estava contratado antes de Villas-Boas ter assinado, e não é uma aposta clara, jogando até a defesa-esquerdo quando Assou-Ekotto não pode. Falo de Jan Verthongen, obviamente. De resto, André Villas-Boas nunca pareceu muito preocupado com o facto de ter uma dupla de centrais de estacas, joguem Dawson, Caulker, Kaboul ou Gallas. Na direita, Kyle Walker é o tipo de lateral vistoso, que corre muito, que é agressivo, que disputa todos os lances como se fossem o último da sua vida, mas que comete, pelo menos, cinco erros graves por jogo, e faz disparates atrás de disparates, quando tem a bola. Villas-Boas nunca pareceu muito preocupado com isso, e Kyle Walker continua o dono indiscutível da posição. Não sei se Villas-Boas teve ou não responsabilidades na dispensa de Corluka, mas o croata é vinte vezes melhor que Walker.

Na frente, Jermaine Defoe tem sido o dono do lugar de ponta-de-lança. É um jogador vertical, que serve apenas para solicitações nas costas da defesa e jogo de área. Não tem qualidade nos apoios, e é um avançado a quem falta qualidade para jogar numa equipa que procure um futebol interior, de posse, paciente. Aaron Lennon é um extremo velocíssimo, mas que não sabe o que é uma equipa. Nunca achei que pudesse vir algum dia a aprender a jogar com os colegas, e o seu jogo esta época parece-me ainda mais deficiente. Quando sai do drible na linha, já tem a jogada toda na cabeça; não há uma única ideia ali. Ou vai forçar o um para um para fora até cruzar, ou vai driblar para dentro até ter espaço para rematar. Ontem, frente ao Manchester United, há um lance que o define. Finta para dentro, arranja espaço na zona frontal, e a sua acção faz com que os defesas de Alex Ferguson ajustem o seu posicionamento, vedando a zona central, o que cria um buraco que deixa Dempsey completamente isolado. Ao chegar à zona de tiro, com dois adversários pela frente, bastava encostar no colega, que ficava com De Gea só pela frente. Lennon, porém, já tinha executado tudo na sua cabeça, e rematou, sem consequências. Para que serve toda aquela velocidade, toda aquela qualidade técnica, toda aquela explosão, aquela capacidade de drible, se não consegue adequar isso às necessidades da equipa? Lennon pode fintar o seu opositor directo vinte vezes por jogo, pode pôr as bancadas ao rubro, pode, sozinho, criar situações de perigo, que a equipa nada ganha com isso. O único jogador que me agrada no Tottenham é Gareth Bale, mas também ele parece embriagado pelo individualismo táctico em que se joga. Na verdade, em ataque organizado, este Tottenham parece uma equipa de miúdos a jogar na rua: o primeiro que apanha a bola tenta fuçar até conseguir alguma coisa. Fazem isto Lennon, Bale, Dembelé e Defoe, à vez. Se recebem de costas, tentam virar-se. Ninguém dobra o passe, ninguém joga nos apoios recuados, ninguém pára quieto um segundo, para perceber qual é a melhor solução, por que zonas deve a bola correr. Não admira que o Tottenham tenha especiais dificuldades contra equipas que se fecham lá atrás; a bola não circula, a equipa progride quase sempre através do transporte, quase não há jogo entre linhas.

Este Tottenham tem uma atitude competitiva interessante, tem jogadores abnegados, lutadores, tacticamente responsáveis. Falta-lhe, porém, aquilo a que quase ninguém dá valor: criatividade. Em tempos, julguei que Villas-Boas desse valor a isso. O seu discurso, e algumas das ideias que algumas das suas equipas apresentaram, levavam a crer que fosse diferente. Não é. É mais um treinador, de uma vaga de treinadores modernos, que tem métodos de trabalho interessantes, que é competente a organizar as suas equipas, mas que não é especialmente distinto de ninguém. O seu Tottenham é a prova clara disso. Villas-Boas preza a organização, a agressividade defensiva, a responsabilidade táctica, e a intensidade de jogo acima de coisas como a imaginação, a criatividade e as ideias. Pode ter agradecido a Guardiola quando ganhou a Liga Europa, mas não me parece que tenha aprendido nada com ele. Se houve coisa que Guardiola ensinou foi que a intensidade e a agressividade estavam sobrevalorizadas. Villas-Boas estava no sítio certo para mostrar que Guardiola tinha razão: o futebol inglês. Em Inglaterra, qualquer equipa que saiba pausar o jogo, que saiba trocar a bola calmamente, que saiba gerir o ritmo da partida, que saiba chamar o adversário e fazer a bola entrar no seu bloco, é rainha. Villas-Boas transformou a sua equipa para ser o oposto disto, para ser uma equipa que mordesse os calcanhares a todos os adversários. Com isso, pode bem causar problemas até aos candidatos ao título, mas jamais fará do Tottenham uma equipa grande. O quarto lugar que ocupa é o melhor que poderá almejar, e é já muito. Tal posição depende dos índices de concentração e da mentalidade competitiva da equipa, que tem sido alta. Mas está à mercê dos resultados. Uma equipa que suporta o seu futebol na mentalidade agressiva com que joga depende sempre dos resultados para ser capaz de manter a mentalidade. No dia em que as coisas começarem a correr mal, o futebol do Tottenham deixa de produzir resultados, e Villas-Boas falhará. É esse o triste fim daqueles que vendem a alma ao diabo ao trocar a qualidade pela competitividade.

111 comentários:

MM disse...

Tens de ver mais futebol Inglês, com regularidade. Acompanhar a classificação por alto não chega senão induzes quem te lê em erro. Se há coisa que o Tottenham e Villas-boas esta época fizeram foi sobreviver não a 1, nem 2, mas 5 ou 6 resultados só na Liga Inglesa perfeitamente injustos que hoje deixá-lo-iam a 4 ou 5 pontos do 1º lugar, para não contar 2 ou 3 empates na Liga Europa que também eles não fizeram jus à forma como apareceram nesta temporada: muito forte desde o princípio.

Uma equipa que suporta o seu futebol na mentalidade agressiva com que joga depende sempre dos resultados para ser capaz de manter a mentalidade. No dia em que as coisas começarem a correr mal, o futebol do Tottenham deixa de produzir resultados.

As coisas ao nível de resultados já correram muito mal e este 4º lugar não espelha sossego, sucesso ou tranquilidade. Não lhes faz jus atendendo ao pouco futebol que o M. City joga e a todos os precalços e problemas que o Chelsea vive. O 'problema' de Villas-Boas é que não comanda um daqueles 4, e justamente por ser um treinador 'diferente' quando comandou um daqueles 4, as coisas correram mal. Se fosse um treinador mais 'normalzinho' como o teu texto sugere de forma errada que é, quando não é, ter-lhe-ia tudo corrido melhor no Chelsea.

Um orçamento bastante apetecível, sem a pressão de ter de vencer nada, tinha Villas-Boas todas as condições para apresentar as suas ideias.

Apresentar-se no Tottenham vindo de um dos maiores rivais daquele clube é mais do que o suficiente para que os termos "falta de pressão" não devam utilizar-se para Villas-Boas, além da importância de ter de conviver com o passado recente de Harry Redknapp no clube, quando para isso não importa minimamente o que alguém como tu pensa dele (Redknapp) mas aquilo que (ainda) significa para os milhões de adeptos do Tottenham.

Num texto sobre Villas-Boas ao serviço de um clube Inglês, competindo com outros clubes Ingleses, a forma encaixas "não aprendeu nada com Guardiola" é divertida, embora provinda de psicose ...

Por último, em Inglaterra, qualquer equipa que saiba pausar o jogo, que saiba trocar a bola calmamente, que saiba gerir o ritmo da partida, que saiba chamar o adversário e fazer a bola entrar no seu bloco, é rainha.

Não. As equipas rainhas são outras, e é por isso que o Manchester United farta-se de ganhar, e é por isso que um treinador inteligente como Mourinho no FCP jogava com Deco, Maniche, Postiga, Capucho, Alenitchev ou Carlos Alberto mas no Chelsea já jogou com Geremi, Duff, Robben ou Gudjohnsen, aos quais na época seguinte juntou jogadores como Essien ou Phillips. Uma equipa para ser rainha em Inglaterra precisa indispensavelmente de 2 ou 3 características que só mesmo na Premier League fazem a diferença, e não essas em que pensas.

Tu imaginas que o FC Barcelona seria campeão em Inglaterra. Pois seria, com 30 pontos de avanço. O teu problema é generalizares o FC Barcelona numa qualquer visão idílica a tudo o resto. O que se passa em Barcelona fica em Barcelona, aprende isso de uma vez por todas.

MM disse...

Nuno, num tema que te é querido: não virá longe o tempo onde todo um universo de gente anti-Guardiola terá finalmente oportunidade para ejacular merda. O campeonato que perdeu para o José Mourinho e reacções daí advindas serão uma amostra pequena ao pé de todo o negativismo que será alvo no Bayern, pelo menos entre adeptos ressabiados muito fanáticos pelo Mourinho embora a ligação do Português ao Real esteja perto de extinguir-se. Porque o Bayern nunca jogará como o Barcelona. Guardiola vencerá, ou trabalhará muito bem melhor dito, depois se vence é outra conversa, mas fará um trabalho excelente por ser um treinador de excelência. Tu com a psicose de quereres meter e ver "Guardiola" em tudo prestas-lhe um serviço quase tão mau quanto todos os anti que o chingam.

Pedro disse...

"Guardiola vencerá, ou trabalhará muito bem melhor dito, depois se vence é outra conversa,"

E se não trabalhar? E se, tal como Villas Boas, Guardiola no Bayern se mostrar um outro "treinador" que não aquele que tanto encantou?
Calma.

Villas Boas no Chelsea mostrou uma enorme falta de experiência para não dizer competência mesmo. Eu nunca treinei um clube na vida e não cometia o erro que AVB cometeu quando chegou ao Chelsea: nunca criaria atritos com os pilares da equipa Lampard, Drogba e Terry. Enquanto não tivesse ganho o meu espaço, enquanto a equipa não estivesse sólida no jogo e na classificação nunca, por nunca, seria o causador de conflitos com os líderes de balneário. AVB pagou bem caro esse erro.

Carlos disse...

Não sabemos o que foi pedido a AVB no início de época no Chelsea.
Colegas meus de Londres sempre me referiram que se comentava que lhe foi pedida a tal limpeza de balneário mas que depois a direcção, leia-se Abramovich, lhe tirou o tapete.

Vitó disse...

Nuno,

Sinceramente, este é provavelmente o texto em que menos concordo contigo de todos os que já escreves-te no blog (e sabes que já o li na íntegra, se acreditares no comentário que fiz ao primeiro post...), podendo mesmo dizer que estou desiludido com algumas afirmações.

Primeiro, acho que o plantel que o AVB encontrou no Tottenham é tudo menos interessante, tendo em conta o atributo que mais prezas e que também eu considero o mais importante: inteligência.

Concordo contigo quando dizes que não existe um pingo de imaginação, mas acho que tal facto está muito condicionado pela tal falta de qualidade, criatividade e inteligência que existe no plantel. (Mesmo tendo em conta as dispensas do Van der Vaart e do Kranjcar, não sabendo nós qual a verdadeira razão para terem ocorrido). E tu mesmo o admites, não tem jogadores de futebol (eu acho que tem, mas muito poucos)...

Queria agora falar de um jogador que me enche completamente as medidas e que, se bem te conheço e tendo tu visto grande parte dos jogos do tottenham, também sempre pensei encherem as tuas: Dembélé. Tal como para ti, das coisas que mais me fascina em futebol é a tomada de decisão. E o Dembélé é para mim um jogador interessantíssimo nesse aspecto. É um regalo vê-lo a jogar, a segurança em posse que tem, e a qualidade técnica que tem para pôr em prática as praticamente sempre boas decisões que toma durante o jogo, não concordo contigo quando dizes que tem falta de criatividade, nada mesmo. O Dempsey já é outra conversa, não percebo sequer como aparecem juntos na mesma frase...

Relativamente ao Scott Parker, não me parece que estaja a ser ostracizado. Lembro-me da repulsa que senti ontem quando os comentadores da sport tv estavam a rebaixa-lo em comparação com o Sandro, ridículo mesmo, e tenho a certeza que sentis-te o mesmo. A ideia que me dá é que ele acabou de recuperar de uma lesão grave e que, sendo assim, tem vindo a entrar aos poucos na equipa.

Tenho a certeza que o AVB tem plena consciência das qualidades do Vertonghen, e, quando está disponível, joga sempre, seja a central seja a lateral. Agora pode é o treinador querer que ele jogue na lateral pela falta de qualidade do plantel, e ele já fez grandes exibições aí, dando prioridade, talvez, a esta posição.

Quanto ao resto dos centrais e ao kyle walker, completamente de acordo. Agora se não há outras opções, alguém tem de jogar. (Também não sei a responsabilidade nele no caso do corluka)

Relativamente ao Defoe, discordo mais uma vez. Também sempre tive essa ideia dele, mas mudou radicalmente nesta temporada. Tem movimentações extremamente inteligentes entre os centrais e os laterais adversários, servindo em quase todos os jogos para arrastar marcações e criar espaço para os colegas (tendo em conta que praticamente todas as equipas da premier league marcam hxh). Mesmo em movimentações de apoio, tenho gostado bastante de vê-lo, inclusive entregando a bola praticamente sempre de primeira para quem está de frente para o jogo. E isto acontece em quase todos os jogos. Só não gosto quando muitas vezes decide rematar de longe quando essa não é, evidentemente, a melhor opção.

Relativamente ao Lennon, concordo contigo, mas mesmo assim nota-se alguma evolução, procurando o extremo agora muito mais vezes o espaço interior do que a linha para cruzar. Mas, sim, não passou a ser inteligente e a tomar sempre as melhores decisões.

Vitó disse...

Mas a afirmação que mais me impressionou, vinda de ti, foi a de que o Bale é oúnico jogador que te agrada. Ele não está embriagado pelo individualimso tático, ele é o individualismo! Se algum jogador que decide mal e é quase sempre individualista é o Bale!! Nunca pensei que um jogador deste te conseguisse agradar... Mesmo tendo em conta as suas capacidades técnicas e físicas, para isso também o Hulk te agradava.

É verdade, não é uma equipa muito criativa, mas não acho que seja assim tão fraca em posse, e quando o é, é muito pela falta de qualidade/inteligência dos intervenientes. (e não colocava nem o dembélé nem o defou nesse pote. Por isso, com as contratações certas, acho que o futebol ofensivo possa melhorar, assim que se consiga potenciar a criatividade da equipa, uma vez que, para mim, o único que se safa nesse campo é mesmo o Dembélé.

Abraço

Nuno disse...

MM, há várias coisas de que gosto em ti. Uma delas são os teus poderes de adivinho. Sabes que isso dá dinheiro?
Conseguires saber que eu não acompanho com regularidade a liga inglesa é obra.

"Se há coisa que o Tottenham e Villas-boas esta época fizeram foi sobreviver não a 1, nem 2, mas 5 ou 6 resultados só na Liga Inglesa perfeitamente injustos que hoje deixá-lo-iam a 4 ou 5 pontos do 1º lugar"

Injustos na perspectiva de quem? Ontem, frente ao Manchester, por exemplo, toda a gente achou o empate justo, e toda a gente acharia a vitória do Tottenham justa. Eu não. Eu acho que o Tottenham atacou muito, mas invariavelmente mal, sempre em esforço, sem qualquer espécie de ideias. Portanto, falar de justiça é um bocado irrelevante, quando tens a perspectiva um bocado desfocada. Eu também me lembro de um resultado injusto: foi a vitória frente a este mesmo Manchester na primeira volta, num jogo em que o Tottenham não jogou rigorosamente nada, e teve a sorte sempre do seu lado. Também estás a contar com essas injustiças, ou só com as que te dá jeito?

"Não lhes faz jus atendendo ao pouco futebol que o M. City joga e a todos os precalços e problemas que o Chelsea vive."

O City joga muito, mas muito melhor do que este Tottenham. É que nem sequer há comparação.

"Num texto sobre Villas-Boas ao serviço de um clube Inglês, competindo com outros clubes Ingleses, a forma encaixas "não aprendeu nada com Guardiola" é divertida, embora provinda de psicose ..."

Divertido é tu não saberes ler. Foi o Villas que, de certo modo, se comparou ao Guardiola, quando o incluiu entre os seus mestres.

"Não. As equipas rainhas são outras, e é por isso que o Manchester United farta-se de ganhar, e é por isso que um treinador inteligente como Mourinho no FCP jogava com Deco, Maniche, Postiga, Capucho, Alenitchev ou Carlos Alberto mas no Chelsea já jogou com Geremi, Duff, Robben ou Gudjohnsen, aos quais na época seguinte juntou jogadores como Essien ou Phillips."

Que estupidez! O Manchester United tem, entre outros, o Carrick, o Scholes, o Giggs, jogadores que não são propriamente intensos, que não servem propriamente para dotarem a equipa da agressividade. O sucesso do United tem muito a ver com a forma como a equipa sabe passar da vertigem à calma, como sabe escolher o tempo e o local onde atacar. O United, apesar de ainda ter muitos defeitos tipicamente ingleses, não é uma equipa tipicamente inglesa na forma como evolui em ataque organizado. Quanto ao Chelsea do Mourinho, o próprio chegou a dizer que sabia que, em Inglaterra, com um passe, ultrapassava uma linha de quatro médios. Achas mesmo que foi para Inglaterra ser inglês? Sim, teve esses, mas também tinha o Tiago, o Lampard, o Joe Cole, o Mikel. O Geremi mal jogava. O Robben não estava lá só pela sua capacidade individual. O Chelsea do Mourinho podia ser fisicamente mais forte que o seu Porto, mas não deixou de se impor pela posse e por um jogo de estilo continental. Foi isso, aliás, que fez a diferença. No momento em que passou a jogar à inglesa, na terceira época, perdeu a vantagem que tinha.

"Uma equipa para ser rainha em Inglaterra precisa indispensavelmente de 2 ou 3 características que só mesmo na Premier League fazem a diferença, e não essas em que pensas."

Futebol é futebol em qualquer lado. Uma equipa que queira jogar bem, seja na Guatemala, seja em Inglaterra, tem de fazer certas coisas. O Tottenham de Villas-Boas não as faz. O Arsenal do Wenger não tem essas 2 ou 3 características de que falas, e apesar de não ganhar títulos há alguns anos, discute-os invariavelmente até ao fim (as últimas 2 épocas serão a excepção). O Villas-Boas tinha plantel e orçamento para se intrometer, pelo menos, na luta pelo terceiro lugar. Preferiu manter aquilo em que, já com o Redknapp, o Tottenham era forte. É por isso que, para mim, está a ser uma decepção. É que, com Redknapp, eu sei que o Tottenham não podia ir mais longe. Com o Villas-Boas acreditava que sim. Mas era com o Villas-Boas com as suas ideias, não com as ideias inglesas.

Nuno disse...

"Tu imaginas que o FC Barcelona seria campeão em Inglaterra. Pois seria, com 30 pontos de avanço. O teu problema é generalizares o FC Barcelona numa qualquer visão idílica a tudo o resto. O que se passa em Barcelona fica em Barcelona, aprende isso de uma vez por todas."

MM, acho profundamente irónico que, sempre que cá vens, recomendes que eu aprenda coisas. E tu, o que é que já aprendeste com os textos que lês aqui? Não muito, não é? Olha, há uns anos, quando eu falava das minhas ideias acerca de futebol e ainda não existia o Barcelona do Guardiola, toda a gente dizia que as minhas ideias eram utopias, que o futebol moderno não permitia um estilo de jogo como aquele que eu defendia, que era preciso agressividade, intensidade, correrias malucas, etc. Depois veio o Barcelona de Guardiola, e essas pessoas calaram-se. Quando insisti que o Barcelona mostrava que era possível jogar de um determinada maneira, todas essas pessoas, que têm sempre dificuldades em mudar de opiniões, passaram a defender não que não era possível (pois estava na cara que era) mas que só era possível em Barcelona, naquele contexto e com aqueles jogadores. Para o ano, se calhar, as pessoas já vão dizer que tal futebol é muito bonito, e tal, mas só dá em Barcelona e em Munique, porque são sítios especiais. Patético!

"Porque o Bayern nunca jogará como o Barcelona."

Lá está: um professor Karamba em potência!

"Tu com a psicose de quereres meter e ver "Guardiola" em tudo prestas-lhe um serviço quase tão mau quanto todos os anti que o chingam."

Eu não quero prestar serviço a ninguém. Uso o exemplo do Guardiola porque é a melhor forma de as pessoas perceberem o tipo de futebol que eu acho que as grandes equipas devem praticar. Antes de haver Guardiola já eu defendia as mesmas coisas, mas acho que ninguém compreendia bem o que eu queria dizer porque, na prática, não havia nenhuma equipa que jogasse como eu defendia. Agora tenho o exemplo do Barcelona do meu lado e uso-o como medida-padrão. O Tottenham de Villas-Boas podia não ser igualzinho ao Barcelona de Guardiola. Não precisava de jogar sem um avançado de raiz; não precisava de fazer muitas das coisas que o Barcelona faz. Mas devia ter alguns processos como os do Barcelona. Só assim podia ser realmente uma equipa grande.

Pedro diz: "Villas Boas no Chelsea mostrou uma enorme falta de experiência para não dizer competência mesmo. Eu nunca treinei um clube na vida e não cometia o erro que AVB cometeu quando chegou ao Chelsea: nunca criaria atritos com os pilares da equipa Lampard, Drogba e Terry. Enquanto não tivesse ganho o meu espaço, enquanto a equipa não estivesse sólida no jogo e na classificação nunca, por nunca, seria o causador de conflitos com os líderes de balneário. AVB pagou bem caro esse erro."

Pedro, eu teria feito o mesmo, mas com o apoio da direcção. O Guardiola correu o mesmo risco com Ronaldinho, Deco e Marquez, por exemplo. E quis dispensar o Eto'o logo na primeira época, e ele ficou. Lembra-te também que o Mourinho, ao chegar ao Real, a primeira coisa que fez foi dizer ao Raúl para procurar clube, que se ficasse não ia jogar. Se o Raúl tivesse ficado, ter-lhe-ia minado o balneário desde o início. A direcção do Chelsea não quis foi correr com os 3 jogadores, porque isso implicava custos. Queria, provavelmente, que o treinador os fosse encostando até eles sentirem vontade de ir embora. Se calhar, se fosse só um, o Villas não teria perdido margem de manobra. Mas eram 3, no mínimo. Era provável que até fossem mais. O Villas tentou, de certo modo, revolucionar o futebol do Chelsea (isso, aliás, pareceu-me evidente nos primeiros jogos da equipa), mas essa revolução implicava cortar com alguns jogadores que, ficando encostados, tornariam a vida ao treinador muito difícil.

Nuno disse...

Vitó diz: "Primeiro, acho que o plantel que o AVB encontrou no Tottenham é tudo menos interessante, tendo em conta o atributo que mais prezas e que também eu considero o mais importante: inteligência."

Será? Estou a falar do plantel que tinha quando chegou, mais as 3 ou 4 contratações que pôde fazer. Tinha o Van der Vaart e o Kranjcar, e podia ter ido buscar um médio de outras características. Foi buscar o Dembelé e o Dempsey porque quis. Tem o Scott Parker e não o utiliza.

"Queria agora falar de um jogador que me enche completamente as medidas e que, se bem te conheço e tendo tu visto grande parte dos jogos do tottenham, também sempre pensei encherem as tuas: Dembélé. Tal como para ti, das coisas que mais me fascina em futebol é a tomada de decisão. E o Dembélé é para mim um jogador interessantíssimo nesse aspecto. É um regalo vê-lo a jogar, a segurança em posse que tem, e a qualidade técnica que tem para pôr em prática as praticamente sempre boas decisões que toma durante o jogo, não concordo contigo quando dizes que tem falta de criatividade, nada mesmo."

Eu acho que o Dembélé tem qualidade. Acho-o até parecido com o Witsel. Mas, tal como o Witsel, não o acho minimamente criativo. É tecnicamente muito dotado, tem boa capacidade de decisão, mas não é um jogador que, em espaços curtos, descubra soluções onde elas não existam. E não vejo sequer grandes diferenças para o Dempsey. É melhor tecnicamente, talvez, mas o Dempsey também tem bastante qualidade. O Dembélé é um médio para jogar fora do bloco adversário e, apesar de tomar boas decisões, não arrisca certas decisões, não arrisca praticamente um passe vertical, a pedir o apoio frontal, raramente opta por fazer a bola entrar nas linhas adversárias, raramente procura uma tabela em progressão por dentro do bloco. É um jogador bom para o Tottenham. Não digo que não. Mas vejo-o mais como médio de coberturas, de apoios recuados, do que como médio-ofensivo. Eu gosto muito do Witsel, do Moutinho, e gosto do Dembélé, mas este tipo de jogador não é, nem de perto nem de longe, como o Aimar, o Lucho, ou o Van der Vaart, para citar três jogadores com quem jogam, jogaram, ou podiam ter jogado. Se o Villas tivesse ido buscar o Dembelé para jogar ao lado do Van der Vaart, com o Scott Parker nas costas, provavelmente fazia sentido. Mas não é esse o cenário. O Dembélé não me enche as medidas da mesma razão que o Witsel ou o Moutinho não mas enchem. São jogadores extraordinários de muitos pontos de vista; não são é criativos.

"Relativamente ao Scott Parker, não me parece que estaja a ser ostracizado. Lembro-me da repulsa que senti ontem quando os comentadores da sport tv estavam a rebaixa-lo em comparação com o Sandro, ridículo mesmo, e tenho a certeza que sentis-te o mesmo."

Sim, acredita que sim. Ainda por cima, acho o Sandro horrível. Mas à noite ainda foi pior, quando o Pedro Henriques e o atrasado mental que o acompanhava nos comentários decidiram embirrar com a velocidade de execução do Gago. Pá, estas pessoas têm memória curta. Esquecem-se de que, ainda há uns meses, um tipo de 30 e tal anos, a jogar precisamente como médio-defensivo, e a passo de caracol, vergou meia-europa e levou a sua selecção, praticamente sozinho, até à final do europeu. Pessoas que falam em intensidade e em velocidade de execução merecem cada vez mais desprezo.

Nuno disse...

"Tenho a certeza que o AVB tem plena consciência das qualidades do Vertonghen, e, quando está disponível, joga sempre, seja a central seja a lateral. Agora pode é o treinador querer que ele jogue na lateral pela falta de qualidade do plantel, e ele já fez grandes exibições aí, dando prioridade, talvez, a esta posição."

"Tenho a certeza que o AVB tem plena consciência das qualidades do Vertonghen, e, quando está disponível, joga sempre, seja a central seja a lateral. Agora pode é o treinador querer que ele jogue na lateral pela falta de qualidade do plantel, e ele já fez grandes exibições aí, dando prioridade, talvez, a esta posição."

Eu não acho que o Verthongen seja pior lateral do que central. O que acho é que é mais influente como central, e a equipa precisa mais dele como central.

"Relativamente ao Defoe, discordo mais uma vez. Também sempre tive essa ideia dele, mas mudou radicalmente nesta temporada. Tem movimentações extremamente inteligentes entre os centrais e os laterais adversários, servindo em quase todos os jogos para arrastar marcações e criar espaço para os colegas (tendo em conta que praticamente todas as equipas da premier league marcam hxh). Mesmo em movimentações de apoio, tenho gostado bastante de vê-lo, inclusive entregando a bola praticamente sempre de primeira para quem está de frente para o jogo."

Pois, eu vejo muito pouco isso dele. Pode ser também das decisões dos médios, que não o procuram tanto quanto deviam. Mas não o vejo servir de apoio com frequência. Seria bom sinal, sobretudo para a equipa. Eu não acho o Defoe o pior do mundo. Mas só o acho bom em dois ou 3 pormenores. Tem movimentações interessantes, quer a solicitar as costas da defesa, quer a arrastar marcações, mas pouco mais.

"Mas a afirmação que mais me impressionou, vinda de ti, foi a de que o Bale é oúnico jogador que te agrada. Ele não está embriagado pelo individualimso tático, ele é o individualismo! Se algum jogador que decide mal e é quase sempre individualista é o Bale!!"

Por acaso não concordo. Acho que se tem deslumbrado cada vez mais, é verdade. Mas não acho que decida necessariamente mal. Raramente o vejo a tentar coisas que não são para ele, e procura o espaço interior muito mais do que o Lennon, por exemplo. Por acaso, acho que a melhor posição para ele era defesa-esquerdo, numa equipa que atacasse organizadamente, com liberdade para subir, e responsável pela profundidade no flanco. Aliás, neste Tottenham, gostava de o ter visto a lateral esquerdo, com a equipa em 442 losango. E, francamente, não o acho minimamente parecido com o Hulk.

Pedro disse...

Nuno, mas é aí que eu acho que o AVB cometeu o erro. Pq ou afasta os jogadores definitivamente ou então tem que os gerir. Meio termo não dá. Eu sei, tu sabes e ele tb o devia saber.

Vitó disse...

Sim, também ouvi essa do Gago ahahahahaha mas nada que não tivesse à espera.

Vitó disse...

Eu não tenho a certeza, como também não poderás ter, mas tanto o van der vaart como o kranjcar podem ter saído por vontade deles. E pareceu-me a mim que o AVB não foi buscar alguém mais criativo porque não conseguiu, sendo o dembele e o dempsey as soluções de recurso, mas não estou dentro da cabeça dele, por isso não sei ao certo.

Relativamente ao Scott Parker continuo a achar que pode ter sido por ter saído recentemente de lesão.

Percebo o que queres dizer do Dembele, mas acho que ele até arrisca o passe vertical, talvez não com muita frequencia, mas considero que tenha mais criatividade que o moutinho e o witsel, por exemplo. Mas sim, claramente faz falta ali um grande médio criativo, que gostava que chegasse ainda até ao fecho do mercado.

Sim, o 442 losango é sempre apetecível, e gostava mt mais de ver o bale a lateral, mas continuo a achar que ele é e sempre foi, pouco inteligente nas tomadas de decisão. A comparação com o Hulk foi de propósito para exagerar.

tiago disse...

"Para o meio-campo, foi buscar Dembélé e Dempsey, dois bons jogadores, física, táctica e tecnicamente, mas a quem falta criatividade. Juntou a toda esta modificação a ostracização ainda de Scott Parker, o único médio com ideias diferentes."

Parker na pré-época parecia que ia ser titular mas depois teve aquela lesão e só agora tem tido hipótese de jogar com a lesão do Sandro.
Mas também Sigurdsson começou a época a titular e depois quando as coisas começaram a correr mal passou Dempsey para titular.
E aqui parece-me estar o maior problema do Tottenham, Dempsey joga na posição atrás do PL mas "limita-se" a rematar de longe ou quando a bola está no extremo procurar zonas de finalização. Não fui, mas se for ver as assistências dele esta época acho que devem estar próximas de zero.
Mas esta é uma característica das equipas de Villas (Tottenham e segunda parte da época do Porto com a saída de Belluschi e entrada de Guarin) aclarar espaços para os extremos ficarem um para um e os médios aparecerem nessas zonas de finalização. O que é claramente pouco...
Já no Chelsea andou a apostar em Sturrige o que só se percebe pelas características de um para um que ele procura nos extremos.


Esta época já chegou mesmo a andar a jogar 4-4-2 clássico com Adebayor e Defoe na frente e Sandro e Dembele no meio campo, vá lá que entretanto o Adebayor se lesionou e teve que se deixar disso.

MM disse...

Estás a falar por falar Nuno, tal como fizeste na mensagem, baseado no jogo que viste do Tottenham frente ao M. United e possivelmente em mais um ou outro, associando-o a impressões que invariavelmente relacionam-se, na tua mente, com Guardiola. Que interessa o que Villas-Boas disse em tempos numa flash-interview qualquer onde mencionou Guardiola? O Guardiola ocupa a tua existência como consumidor de futebol. Não a de Villas-Boas como treinador com ideias próprias e uma mente que produz concepções sobre o jogo. Ele é treinador, a sua missão é fazer. Tu és consumidor daquilo que eles fazem, e produzes análises. É ridículo retratares um treinador como Villas-Boas do modo que fazes nesta mensagem dizendo que ele (treinador) "não aprendeu nada com Guardiola" só porque tu (importante 'analista') entre tudo aquilo que consomes escolhes e muito bem Guardiola como modelo das tuas análises ou entendimentos. Se Villas-Boas estivesse no teu lugar a fazer o teu papel, como comentador ou analista do trabalho dos outros, duvidas por um segundo que fá-lo-ia cem mil vezes melhor a dormir do que tu acordado? Mas a realidade dele é outra, sem que tenhas culpa, lógico, mas ao menos tem noção do lugar relativo que ocupas ao pé dele (quando decides falar sobre ele) ou outra coisa qualquer (quando decides falar sobre outra coisa qualquer) antes de produzir os julgamentos bacocos que constantemente produzes num tom arrogante e narcisista, células do teu código que impedem-te de aprender e é por isso que estás sempre a marrar nas mesmas portas. Não evoluis. Andas em círculos. Mas Nuno, tudo isso é behaviour. Pode ser alterado. Tens todavia de fazer um esforço. Não leves a mal o que digo nem te sintas atacado, é para teu bem caso permitas o atrevimento, não porque precise da tua autorização mas porque estas últimas linhas versam sobre características do teu 'ser' que trespassam nas linhas que escreves e são portanto assuntos que só te dizem respeito. Não a mim, leitor.

Conteúdos,

O Arsenal do Wenger não tem essas 2 ou 3 características de que falas, e apesar de não ganhar títulos há alguns anos, discute-os invariavelmente até ao fim (as últimas 2 épocas serão a excepção). Há 10 anos que o Arsenal não anda próximo de coisa alguma quanto mais discuti-los. 10, não 2: impressões, o falar por falar que mencionei-te. Onde mais desentarias esses "2"? O Arsenal é de resto um bom exemplo para a fragilidade de algumas equipas 'facilmente' atropeladas pelo músculo. Músculo dos adversários e da competição que não deixa nenhuma equipa respirar, e é por isso (dou-te outro momento 'Karamba') que o Mourinho adora esta Liga. Músculo que não é só nas pernas. Não te digo que isso é alguma coisa extraordinariamente importante naquilo que pessoalmente gosto de ver e consumir, razão pela qual nenhuma equipa Inglesa me desperta especial atenção, quanto mais encanto, mas é importante ter noção que a Liga Inglesa é uma competição que não se compara a nenhuma outra. É um universo diferente, tem uma cultura muito própria, a mais vincada e estabelecida entre todas, seguida de muito perto pela Italiana (falo-te de cultura, aquilo que há uns meses a respeito já não lembro de quê dizias que não existe) ... Na Liga Inglesa uma equipa para conquistar títulos ou para cumprir os seus objectivos, sejam eles quais forem, tem de ter músculo. É obrigatório. Não chega jogar futebol.

Villas-Boas sabe-o e é por isso que adapta-se à realidade que é a sua: Tottenham e Liga Inglesa.
Os teus julgamentos são, por isso, desajustados. É só isto.

MM disse...

E Nuno, sabes porque é que o músculo é indispensável? Porque a organização - ao contrário do que regularmente afirmas - existe. A maioria das equipas nesta liga são muito fortes, organizadas dentro do campo, trabalham bem, característica tão importante quanto a 'força' que falas e até futebolistas muito talentosos quando chegam à liga Inglesa têm de obrigatoriamente cumprir esses requisitos, senão não conseguirão jogar. Não porque o treinador decida-o mas porque os adversários irão engoli-los. Mas também é por isso que um jogador talentoso que passe 3 épocas nesta Liga, regressa a Portugal, Espanha, França e Itália incomparavelmente melhor.

Nuno disse...

Tiago, isso dos extremos faz, de facto, sentido. Desde a Académica que me parece dar um valor quase absoluto às qualidades individuais dos extremos. Na altura, o Sougou era rei. Quando chegou ao Porto, foi o Hulk. Nunca abdicou de ter extremos que valem essencialmente pelo que fazem no um para um, e sempre pareceu querer construir a equipa em função desse tipo de características. A aposta no Sturridge, de que falas, é disso também um bom exemplo.

MM, está bem, não queres que fale por falar, vou ensinar-te umas coisas. Já que dizes que não evoluo, talvez tu evoluas algumas coisa. Comecemos pelo português, pois parece que tens alguns problemas que podem ser corrigidos. Repara nestas 6 frases e na frase correcta que sugiro:

MM diz: "associando-o a impressões que invariavelmente relacionam-se, na tua mente, com Guardiola."

Não, MM. Devia ser "associando-o a impressões que invariavelmente se relacionam"

MM diz: "Se Villas-Boas estivesse no teu lugar a fazer o teu papel, como comentador ou analista do trabalho dos outros, duvidas por um segundo que fá-lo-ia cem mil vezes melhor a dormir do que tu acordado?"

Não. Era "duvidas por um segundo que o faria".

MM diz: "células do teu código que impedem-te de aprender"

Não, de novo. Tinha de ser "células do teu código que te impedem de aprender".

MM diz: "o falar por falar que mencionei-te"

Não, MM, não é assim. É "o falar por falar que te mencionei"

MM diz: "Villas-Boas sabe-o e é por isso que adapta-se à realidade que é a sua"

Bem, isto começa a ser desgastante. Era "e é por isso que se adapta à realidade"

MM diz: "Não porque o treinador decida-o mas porque os adversários irão engoli-los."

MM, consegues escrever uma frase que seja sem erros? Era "Não porque o treinador o decida"

Nestas 6 frases, MM (6!), incorres invariavelmente no mesmo erro. Não sabes usar pronomes clíticos. A seguir a um "não" ou a seguir a um "que", o pronome o clítico deve vir antes, não depois, do verbo. Já que me queres ensinar tanta coisa, devias aprender também esta. É que falar com crianças (são as crianças quem tem dificuldades em acertar nisto) também não é fácil.

Vamos agora a problemas de pensamento? Vamos, sim.

"Mas a realidade dele é outra, sem que tenhas culpa, lógico, mas ao menos tem noção do lugar relativo que ocupas ao pé dele (quando decides falar sobre ele) ou outra coisa qualquer (quando decides falar sobre outra coisa qualquer) antes de produzir os julgamentos bacocos que constantemente produzes num tom arrogante e narcisista, células do teu código que impedem-te de aprender e é por isso que estás sempre a marrar nas mesmas portas. Não evoluis. Andas em círculos. Mas Nuno, tudo isso é behaviour. Pode ser alterado. Tens todavia de fazer um esforço."

MM, decide-te. O meu problema estás nas células do meu código, que me impedem de aprender, ou é "behaviour" (sabes que existe a palavra "comportamento" em português, não sabes?) e pode ser alterado? Decide-te, pá. A minha arrogância é material genético ou é feitio? Quem é que fala por falar, quem é?

Nuno disse...

"Há 10 anos que o Arsenal não anda próximo de coisa alguma quanto mais discuti-los. 10, não 2: impressões, o falar por falar que mencionei-te. Onde mais desentarias esses "2"?"

MM, este é um bom exemplo da razão pela qual és um autêntico atrasado mental. O Arsenal não ganha nada há alguns anos (não é há 10!), mas discute invariavelmente o campeonato até perto do fim. Só nos últimos 2 anos é que não o conseguiu discutir. Vai consultar os campeonatos anteriores, se fizeres o favor. E, de resto, é a única equipa inglesa que segue sempre em frente na Liga dos Campeões.

Em 2002/2003, ficou em segundo, com 78 pontos, a 5 do United. Em 2003/2004, ganhou o campeonato, com 90 pontos. Em 2004/2005, no primeiro ano do Mourinho, ficou em segundo, com 83 pontos, a 12 do Chelsea. Em 2005/2006, ficou em quarto, com 67 pontos, a 15 do Liverpool, a 16 do United, e a 24 do Chelsea. Em 2006/2007, ficou em terceiro, com os mesmos 68 pontos do Liverpool, a 15 do Chelsea, e a 21 do United. Em 2007/2008, ficou em terceiro, com 83 pontos, a 2 do Chelsea e a 4 do United. Em 2008/2009, ficou em quarto, com 72 pontos, a 11 do Chelsea, a 14 do Liverpool, e a 18 do United. Em 2009/2010, ficou em terceiro, com 75 pontos, a 10 do United, e a 11 do Chelsea, embora as distâncias só se tenham cavado nas últimas 5 jornadas, quando o Arsenal, então a 3 pontos da liderança, perdeu com o Tottenham e com o Wigan, empatou com o City, e perdeu com o Blackburn. Em 2010/2011, o Arsenal ficou em quarto, com 68 pontos, a 3 pontos do City e do Chelsea, e a 12 do United, embora, uma vez mais, as distâncias só se tenham cavado no fim, pois a 12 jornadas do fim era segundo, a 1 ponto da liderança, a 8 jornadas do fim mantinha o segundo lugar, a 4 pontos do United, e só a 5 jornadas do fim é que foi ultrapassado pelo Chelsea, e só na penúltima jornada é que perdeu a terceira posição. O ano passado voltou a ficar em terceiro, com 70 pontos, a 19 de United e City, e nunca andou perto da frente. Como vês, nos últimos 10 anos, o Arsenal esteve sistematicamente a lutar pelo título. Só não foi capaz disso em 2005/2006, em 2006/2007, em 2008/2009, e no ano passado. Ou seja, em 10 anos, só não andou a lutar pelo título em 4, e tem uma média de 75 pontos por época, só superada pela média do United (84 pontos por época) e pela do Chelsea (80 pontos por época). É a terceira equipa de Inglaterra, nos últimos 10 anos e, embora não tenha os mesmos recursos que o United e que o Chelsea (nem os do City agora, nem sequer os do Tottenham, nem sequer os do Liverpool, em tempos), manteve a sua regularidade. Viu sair sistematicamente os seus melhores jogadores, muitas vezes para os rivais, e manteve praticamente a bitola. E é a equipa que melhor futebol praticou, em média, nesses 10 anos, em Inglaterra.

Nuno disse...

"Arsenal é de resto um bom exemplo para a fragilidade de algumas equipas 'facilmente' atropeladas pelo músculo. Músculo dos adversários e da competição que não deixa nenhuma equipa respirar"

Não, MM, como vês, o problema do Arsenal não é músculo coisa nenhuma. Se fosse músculo, não conseguia andar lá em cima constantemente, a morder os calcanhares a equipas com orçamentos muito superiores. O problema do Arsenal é outro, e já aqui o aflorei. Tem a ver com o facto de o Wenger não saber trabalhar aspectos defensivos, e não ser, nesse capítulo, um treinador tão bom como o é em aspectos ofensivos. O Arsenal não é frágil por causa de falta de músculo. As suas fragilidades explicam-se com a deficiência dos processos defensivos, com a quantidade anormal de lesões musculares (isto não tem nada a ver com músculo) e traumáticas, e com o facto de não conseguir manter uma base de jogadores durante muitos anos seguidos, vítima do poderio financeiro dos outros.

"A maioria das equipas nesta liga são muito fortes, organizadas dentro do campo, trabalham bem, característica tão importante quanto a 'força' que falas e até futebolistas muito talentosos quando chegam à liga Inglesa têm de obrigatoriamente cumprir esses requisitos, senão não conseguirão jogar."

MM, a tua estupidez tem limites?? As equipas em Inglaterra são invariavelmente desorganizadas. Marcam, muitas deles, ao homem, inclusive no meio-campo. Organizadas? Em quê? Sabes o que é organização, porventura? Se há coisa que o futebol em Inglaterra não é é organizado. É musculado, sim, e os jogadores fartam-se de correr. O que não é o mesmo que fazê-lo organizadamente.

"Mas também é por isso que um jogador talentoso que passe 3 épocas nesta Liga, regressa a Portugal, Espanha, França e Itália incomparavelmente melhor."

MM, tu surpreendes-me a cada linha. Tu achas que as ligas são diferentes, mas depois achas que o nível de exigência faz necessariamente desenvolver quem lá joga. Isso é absurdo. Desenvolve aqueles que se enquadram nas coisas que uma liga como a inglesa pode desenvolver. Ou seja, desenvolvem competitividade. Não desenvolvem mais nada. Há um sem número de jogadores que se perdeu precisamente por ir jogar para Inglaterra. Dou-te o exemplo do Hugo Viana, só para citar um. Até já escrevi sobre um jogador que perdeu o gozo pelo futebol por ter ido jogar para Inglaterra. E era só o melhor jogador sueco de todos os tempos. A Liga Inglesa é exigente ao nível da competitividade e, como tal, permite desenvolver índices de competitividade. Mas é muito pouco exigente ao nível intelectual, por exemplo, e, como tal, não desenvolve aptidões intelectuais em quem lá jogue. A menos que jogue numa das melhores equipas (actualmente, United, Chelsea, City e Arsenal), ninguém desenvolve características interessantes a não ser a competitividade.

Nuno disse...

Resumindo, MM, nem o teu português é de gente grande, nem as tuas ideias acerca de futebol são grande coisa. Vens aqui sistematicamente dizer quantidades absurdas de porcaria, e tentares dar lições não sei bem de quê, mas tem o cérebro de um garoto e não percebes nada de futebol. Se não percebes o que eu digo (e não percebes porque não tens inteligência para isso), devias ficar calado. Se te ofendem as minhas ideias, devias ser humilde o suficiente para perceber que, se calhar, elas ofendem-te porque tu não as percebes, e não o contrário. Para ser franco, já que gostas tanto de franqueza, os teus comentários são das coisas mais parvas que o Entre Dez já recebeu. Não há uma única opinião tua que não seja uma opinião medíocre, normalmente copiada da opinião pública. Há um conselho que costumo dar a pessoas como tu: dediquem-se a outra coisa. As pessoas têm a mania que o futebol é um assunto do qual toda a gente pode falar. Por que é que não achas que astrofísica é assunto de que toda a gente pode falar. Por que é que não falas de astrofísica, de confeitaria, de numismática? Por que é que tens de falar, tu e toda a gente, de futebol? Por que é que achas que, só por teres dois olhos e veres futebol, consegues falar de futebol? Não consegues. Para falar de futebol, como para falar de outra coisa qualquer, precisas de muito mais do que de ver e de gostar de futebol. E tu não tens isso. Não fales de futebol, a sério. Ou fala só entre amigos, partilhando a estupidez que é comum a todos.

MM disse...

Por que é que tens de falar, tu e toda a gente, de futebol? Por que é que achas que, só por teres dois olhos e veres futebol, consegues falar de futebol? Não consegues. Para falar de futebol, como para falar de outra coisa qualquer, precisas de muito mais do que de ver e de gostar de futebol. E tu não tens isso. Não fales de futebol, a sério. Ou fala só entre amigos, partilhando a estupidez que é comum a todos.

Nuno (fizeste-me rir), tens traços de Teresa Guilherme sabias?, caso a senhora ainda exista / seja viva. A diferença é que ela mostra as gengivas e a prótese enquanto reclama com o mundo, aos berros, porque fá-lo ao mesmo tempo que sorri. Já tu és uma peixeira contida, soturna, reprimida. De resto é igualzinho até na cor do cabelo, imagino.

No mais importante e pouco que se aproveita do teu comentário, parte sobre Liga Inglesa e requisitos para vencê-la, continua a marrar e a escrever disparates, neste caso ao tentares desviar o tema de forma pouco habilidosa e parva para uma interpretação restrita do termo que usei: músculo. Já as explicações / recomendações sobre Língua Portuguesa, sem ironia, gostei - és tu que fazes as figuras. Sei que não quiseste ser engraçado mas foram cómicas. Sobre o Arsenal e a posição que ocupa relativamente a Manchester ou Chelsea (que no último par de anos alargou-se a City) não são necessárias consultas. Não sei porque falas em recursos ou inclusivamente da qualidade do seu (Arsenal) futebol, quando não te falei em nada disso. Afirmaste que exceptuando as 2 últimas épocas o Arsenal disputa títulos até às últimas jornadas. Ora isso é linear, relativo a pontos, classificações. Recursos e méritos relativos aos recursos acrescentaste agora para (tentar) emendar a mão. Não são precisas consultas. Ou melhor para ti são, e foi porque isso que consultaste. Da consulta que fizeste ficaram os teus leitores a saber que o Arsenal terminou:

1) em 2004/05 a 12 pontos de Mourinho, época onde ninguém lhe fez concorrência no campeonato.
2) na seguinte em 4º, a 24 pontos novamente de José Mourinho.
3) e na seguinte em 3º, a 21 de Alex Ferguson.
4) na seguinte em 3º, a 4 de Alex Ferguson.
5) e na posterior em 4º, a 18 de Alex Ferguson.
6) depois em 3º, a 11 de Ancelotti.
7) e na seguinte em 4º, a 12 de Alex Ferguson.
8) e na última em 3º, a 19 pontos dos dois clubes de Manchester.

Da consulta que tu próprio fizeste,
Como vês, nos últimos 10 anos, o Arsenal esteve sistematicamente a lutar pelo título.
Nuno, não és parvinho. A sério. Nesta época para quem acompanha com relativa atenção, sem surpresa dada a curva descendente daquele clube nos últimos 10 anos, está nesta altura (já) arredado do título. Vão 9.
Apesar de não ganhar títulos há alguns anos, discute-os invariavelmente até ao fim (as últimas 2 épocas serão a excepção).
Obrigava-te a tomar os comprimidos mas como para os teus complexos não foi que eu saiba inventada medicação, seria tão inútil quanto a consulta que fizeste.

Pedro disse...

Tb me parece exagerado dizer que o Arsenal disputou o título nestes últimos anos.

"Tu imaginas que o FC Barcelona seria campeão em Inglaterra. Pois seria, com 30 pontos de avanço"

MM, penso que aqui estás a dar razão ao Nuno. Se o Barça vence assim tão facilmente a Liga Inglesa significa que não é preciso ter "músculo" nem jogar "à inglesa" para ter sucesso. Se o Barça venceria à vontade, uma outra equipa que não seja o Barça mas q tenha os mesmos fundamentos que o Nuno defende venceria à mesma. Talvez não com os "30 pontos" de avanço mas venceria.

MM disse...

Pedro, mas foi isso que quis dizer. O Barça seria mais do que capaz de vencer a liga Inglesa mas por ser o Barcelona. Isto em abstrato, não significando que não existam equipas do campeonato A, B ou C sem ser o Espanhol capazes de vencer a Premier League. E para isso não precisam dos "fundamentos" do Barça.

O Real poderia muito bem ganhar a Premier League e não é minimamente parecido com o Barça. O estúpido e limitativo é relacionar tudo ao Barça.

Mas não foi sequer isso que o Nuno sugeriu. Ele sugeriu que uma equipa Inglesa para ter sucesso na Premier League - falava ele do Tottenham, deve recortar o seu futebol à medida ou inspirado no Barça, "Villas-Boas não aprendeu nada com Guardiola", disse o Nuno. Ora isto é um disparate. Como se Villas-Boas por ser maluquinho se tivesse de repente lembrado de dar importância a outras características no jogo da sua equipa só porque sim, ou porque de repente transformou-se num treinador que prefere comandar bestas a jogadores de futebol.

Não. Fá-lo por ser necessário, e novamente: a dose de músculo mencionada não é só nas pernas, tal e qual os termos usados, embora o Nuno na sua esperteza saloia tivesse interpretado isto de forma restrita porque lhe convém.

É nervo. Não é "vontade" nem "querer" como se banalizou. É outra coisa necessária a um ritmo que só existe em Inglaterra. Não existe em Espanha, Portugal, Itália, Holanda, França, Bélgica ou qualquer outra Liga do Continente.

Nuno disse...

MM diz: "Nuno (fizeste-me rir), tens traços de Teresa Guilherme sabias?, caso a senhora ainda exista / seja viva. A diferença é que ela mostra as gengivas e a prótese enquanto reclama com o mundo, aos berros, porque fá-lo ao mesmo tempo que sorri. Já tu és uma peixeira contida, soturna, reprimida. De resto é igualzinho até na cor do cabelo, imagino."

MM, a sério, gosto das tuas referências. Quando não falas da Casa dos Segredos, falas da Teresa Guilherme. E quando não tentas adivinhar que eu não tenho talento para jogar futebol, tentas adivinhar a cor do meu cabelo. De facto, és um tipo interessantíssimo. Só estas duas qualidades maravilhosas são sinais mais do que suficientes de que tens pouca coisa na cabeça. Acabaste a 4ª classe, ao menos?

"Afirmaste que exceptuando as 2 últimas épocas o Arsenal disputa títulos até às últimas jornadas. Ora isso é linear, relativo a pontos, classificações."

Não é assim tão linear. É relativo a discussão de títulos. Se o Arsenal andou a discutir a liderança durante 3/4 do campeonato e caiu apenas no último quarto, não me parece justo que não se aceite que, nesse campeonato, não discutiu o título. Discutiu-o, sim, apesar de, depois, ter acabado a uma distância considerável.

É por isso que não tens razão quando falas em 8 campeonatos (ou 9, se contarmos este ano). Leste ao menos o que escrevi? Foram 4 os campeonatos em que não discutiu o título. Em 2005/2006, na segunda época de Mourinho (e esta foi a época em que foi à final da Champions), em 2006/2007, na terceira época de Mourinho, em 2008/2009, quando ficou a 18 pontos do United, e no ano passado, em que ficou a 19 da dupla da frente. Ou seja, o correspondente aos teu pontos 2, 3, 5 e 8.

Sobre o teu ponto 1, ficar a 12 pontos de uma equipa que fez 95 pontos, ou seja, fazer 83 pontos, não me parece mau. A meio do campeonato estava a 5 pontos do Chelsea, por exemplo. Foi a única equipa que conseguiu ameaçar o Chelsea nesse ano, e de algum modo parece-me que isso é ser capaz de discutir o título. No teu vocabulário deve ser outra coisa.

Sobre o teu ponto 4, a única coisa que me parece justa dizer é que és deficiente mental. É a única explicação. O Arsenal ficou a 4 pontos do líder, mas tu achas que não entrou na discussão do título. O que é que tens no lugar do cérebro?

Sobre o ponto 6 e 7, não leste o que escrevi. Na época 2009/2010, a 5 jornadas do fim, o Arsenal estava a 3 pontos da liderança. Não te parece que discutiu o título nesse ano? Tê-lo discutido durante 7/8 do campeonato parece-me justificar que se diga que o discutiu. Só na tua cabecinha palerma é que não. Na época 2010/2011, o mesmo. À jornada 26, era segundo a um ponto da frente; à jornada 30 era segundo a 4 pontos da frente. Discutiu o campeonato, pelo menos, até essa altura. Ou seja, uma vez mais, discutiu o campeonato durante 3/4 da prova.

Ficamos a saber, pelas tuas contas, que para ti "discutir o campeonato" é "ser "campeão". Ora, eu não disse que o Arsenal tinha sido sistematicamente campeão, pois não? Disse que tinha lutado sistematicamente pelo título. Se não percebes o que as pessoas dizem, pergunta outra vez. Não te ponhas é a aldrabar contas para justificar uma coisa que eu não disse. Em 10 anos, o Arsenal só não foi capaz de lutar pelo título 4 vezes. Tu achas que foi por 8 vezes. É formidável como a estupidez das pessoas conduz a enganos tão clamorosos.

Nuno disse...

"Nuno, não és parvinho. A sério. Nesta época para quem acompanha com relativa atenção, sem surpresa dada a curva descendente daquele clube nos últimos 10 anos, está nesta altura (já) arredado do título. Vão 9."

Sim, está arredado. Mas são 5. E é sem surpresa, sim, mas não pelas razões que tu achas, ou seja, por estar numa "curva descendente". Nos últimos 6 anos, o Arsenal só não lutou pelo título em 2008/2009, no ano passado, e este ano. Não vou a 2008/2009, porque não vale a pena. Mas queres que te explique por que é que, nos últimos 2 anos, o Arsenal não tem sido capaz de lutar pelo título? Há várias razões, mas vou-te dar as mais óbvias. A primeira tem a ver com o orçamento do clube. Durante anos, só United e Chelsea é que tinham orçamentos superiores aos gunners. Daí que o Arsenal conseguisse intrometer-se entre eles, e daí que não saíssem tantos jogadores seus para rivais. Saiu o Ashley Cole para o Chelsea, e pouco mais. Nos últimos anos, porém, o orçamento do City fez com que houvesse uma quarta equipa (já nem vou falar do orçamento do Tottenham) em Inglaterra. Além de ser mais um adversário com o qual tinha de competir por uma posição entre os lugares cimeiros, era mais uma equipa com capacidade para ir buscar os seus jogadores. Foi o que aconteceu com Adebayor, Touré, Clichy e Nasri. Se juntares a isto as saídas recentes de Fabregas, Song e Van Persie, facilmente percebes que o Arsenal tem perdido sistematicamente os seus melhores jogadores todos os anos.

A incapacidade da equipa nos últimos 2 anos justifica-se facilmente. O ano passado o Arsenal ficou sem o Fabregas e sem o Nasri, mas ainda ficou sem o Wilshere, que não jogou o ano inteiro, sem o Diaby, que praticamente não jogou, e teve inúmeros jogadores lesionados durante a temporada. São demasiadas contrariedades, não te parece? Este ano, voltou a começar a época perdendo 2 dos jogadores mais influentes da equipa: Van Persie e Song. Não achas que as dificuldades da equipa estão associadas, acima de tudo, a isto? O Arsenal não está em curva descendente nenhuma. Se há coisa em que o Wenger tem sido extraordinário tem sido na capacidade de fazer renascer o seu Arsenal. Evidentemente que o renascimento demora tempo, e que não consegue manter um nível alto de uma época para a outra, quando perde as principais pedras da equipa. Mas, aos poucos, o Arsenal recupera. Tem sido sempre assim. Não há curva descendente nenhuma. O Arsenal não conseguiu lutar pelo título em 2008/2009 (embora tenha chegado às meias-finais da Champions), depois de o ter feito no ano anterior, mas nos 2 anos seguintes, com uma base mais estável, conseguiu-o. Nesses anos, não perdendo nenhum elemento influente da equipa, manteve a bitola alta. Ao perder Fabregas e Nasri, o ano passado, e ao ficar sem Wilshere, Diaby, entre outros, é evidente que não conseguiu manter o nível. Este ano, voltando a perder 2 jogadores importantes, e voltando a ser errático em termos de lesões, também não foi capaz de se colar aos da frente. Mas aposto que, não saindo ninguém esta época (e é pouco provável que saia), para o ano o Arsenal volta a melhorar, e volta a entrar na discussão. Não há curva descendente nenhuma. O Arsenal só não voltou ainda a ser campeão porque, nos últimos seis anos, sempre que a equipa está numa curva crescente, perde jogadores importantes. Aliás, o simples facto de o Arsenal, em 10 anos, ter ficado entre os 3 primeiros por 7 vezes, e 3 vezes em 4º é indicador de alguma coisa. Indica que não há curva descendente nenhuma, por mais que a queiram ver. Nem City, nem Liverpool, nem Chelsea, sequer, conseguiram esta regularidade. A única equipa, em Inglaterra, mais regular que o Arsenal é o United.

Por tudo isto, MM, volto a perguntar: a sério, por que é que não falas antes de astrofísica? Juro que não discuto as tuas opiniões acerca de buracos negros.

Nuno disse...

Pedro, estás explicado na resposta ao MM por que é que o Arsenal disputou, sim, 6 títulos nas 10 últimas épocas.

MM, não sei se já disse isto, mas tu só podes ser deficiente mental. Estás a bater na tecla "Barça" há muito tempo. O André Villas-Boas deu mostras de acreditar numa coisa que, de certo modo, era parecido com o que o Barça preconiza. Deu mostras de acreditar que o futebol se deve jogar de uma determinada maneira. No Tottenham, foi ser treinador inglês. Cedeu àquilo que tu achas que todas as equipas ingleses devem ter: o tal nervo. Ora, as melhores equipas inglesas, e aquelas que ganham sistematicamente, há muito que deixaram o nervo de lado. Ou melhor, podem até ter "nervo", mas precisam de muito mais do que "nervo". O City só foi campeão porque se continentalizou. O United é uma equipa quase italiana, em certos aspectos. O Arsenal, então, joga o futebol menos inglês de todos. O Chelsea do Mourinho, e o Chelsea do Ancelloti, eram tudo menos equipas inglesas. Tu achas que em Inglaterra tem de se ser inglês, como achas que em Itália tem de se ser italiano. Eu acho que, seja em Inglaterra, seja noutro sítio qualquer, há maneiras melhores de jogar futebol. Uma equipa que saiba jogar futebol a sério usaria até o "nervo" excessivo dos ingleses contra eles. Punha-os à rabia, espera que se desposicionassem, ganhava faltas, cartões, etc.. Tu achas que, contra nervo, há que ter nervo. Eu, pelo contrário, acho que contra uma arma que tem pontos fracos se devem usar armas diferentes. Sempre achei isso. Sempre achei que, contra uma equipa alta, por exemplo, a solução não era incorporar 2 ou 3 tipos altos no onze, para compensar, mas antes jogar um futebol que fizesse com que a diferença de alturas não tivesse grande relevância. Num futebol como o inglês, precisamente, o modo de contornar esse "nervo" de que falas, é jogar um futebol em que a diferença de "nervo" não seja relevante. O Arsenal consegue-o há muito tempo, e é por isso que nunca deixou de estar no topo. Tem outros problemas, mas não é a falta de nervo ou a falta de músculo, ou a falta do que tu quiseres, que os tem prejudicado. Pelo contrário, é por não serem uma equipa inglesa que continuam a ser uma equipa grande. Com o orçamento que têm, se não fosse a qualidade do futebol deles, estavam como o Liverpool ou pior.

Rui Castro disse...

Entre Dez chamo-me Rui Castro e escrevo artigos de futebol e gostaria de colaborar com este blogue com os meus artigos. Poderei enviar os artigos para algum e-mail para vocês analisarem e se gostarem publicarem?

Gostaria mesmo muito de vos mostrar o meu trabalho!

Rui Castro

Rui Castro disse...

meu e-mail: ruilopescastro1989@hotmail.com

gostaria de trabalhar com vocês.abraço

Blessing Lumueno disse...

Vi poucos jogos do Tott este ano. Aliás só vi dois e nesses dois não me deram essa impressão.
A impressão que fiquei foi que eles jogam em posse sim! Mas,como o próprio AVB costuma classificar, em posse explosiva. Acho que advém daí o maior domínio que tem tido relativamente as equipas contra quem joga. Eu tenho visto só estatística no final dos jogos e pouco o processo, porque estou a jogar normalmente quando eles também estão, então admito ter ficado com a ideia errada. Ainda assim, acho que a cultura tem muito, muito haver com as escolhas de modelos. Eu sinto isso na pele todos os treinos Nuno. A experiência anterior conta prá "caralho" e é dificílimo alterar estes comportamentos nos jogadores (falo no jogar mais vertical) aqui em Portugal, no treino de juniores (em alguns jogadores). Imagino noutros (jogadores) pelos anos que jogam nesse/s campeonato/s onde a desorganização reina e os processos são velhos e caducos.
Ainda assim o plantel do Chelsea na altura de Mou, teve de ser "europeinizado" para que esses problemas em termos culturais fossem ultrapassados. E Aqui podes dizer que AVB poderia fazer o mesmo, mas não me parece que goze de tanta fortuna como fazes crer.
Outro ponto que acho necessário referir é que se os resultados não forem positivos, mesmo o melhor do mundo vai ter dificuldade em impor o seu modelo. Porque o sucesso da transmissão das ideias baseia-se na crença dos jogadores que aquelas ideias são as melhores e não outras quaisquer. E isso se acentua com vitórias e deteriora-se com derrotas.

Vou tentar gravar o jogo deste fds, dar uma olhada e tentar perceber melhor estes padrões.

um abraço e já tinha saudades de vir cá ler algo

MM disse...

"Com o orçamento que têm, se não fosse a qualidade do futebol deles, estavam como o Liverpool ou pior."

A que propósito comparas um com outro? O Liverpool apesar do sucesso Europeu há meia dúzia de anos com Benitez é um clube sem nexo bastantes furos atrás dos Londrinos, quando já não tinha nexo e estava abaixo do Arsenal mesmo no tempo de Benitez. É um clube estruturalmente débil. Nem têm comparação. E o que tem isso também a ver com a afirmação sobre os pseudo-deméritos de Villas-Boas e os pseudo-méritos de Wenger ou a tua insistência no disparate de que o Arsenal à excepção dos último par de anos tem lutado por títulos? Nada. Da mesma forma que os méritos de Wenger nada têm a ver com o que afirmaste sobre o Tottenham e as opções de Villas-Boas. Estás a repetir ideias comuns e banais baseadas na imagem que o Francês com justiça construiu mas que anda hoje desfasada da realidade, quer nos méritos da sua gestão desportiva ou enquanto treinador de um grupo de jogadores. Nuno, tu és um ignorante com a mania que podes dar a volta a tudo acrescentando elementos sem interesse para as discussões que começas e não sabes acabar, e vais com isso saltitando degraus onde às tantas estamos a falar de 5 ou 6 coisas diferentes ao mesmo tempo. Lê com olhos de ver: falei-te num clube em curva descendente, algo que vai muito além do que a equipa faz embora esta espelhe o estado "podre" em que aquilo anda. É um clube em crise e não é de agora nem do último par de temporadas, seu ignorante. Wenger não é necessariamente o mesmo treinador nem tem a mesma influência positiva no clube e na equipa. É um treinador isolado, acusado de criar conflitos com a estrutura, com os jogadores, com os adjuntos que recruta e é responsável por uma divisão na administração do clube.

MM disse...

O Arsenal nos próximos anos caso nada mude na concorrência dificilmente voltará a disputar títulos já que a distância para os (agora) 3 da frente é demasiado grande. Mas já o era para 2 dos 3, tem sido na última dezena de épocas onde Manchester e Chelsea - esses sim - invariavelmente discutem os títulos. De igual modo, o Arsenal não vende jogadores para o Manchester City ou para o Tottenham por questões motivadas com orçamentos, bronco, mas com a gestão que Wenger faz do plantel e forma como empurra jogadores para fora do clube, embora claro o argumento da reconstrução de equipas vá servindo para desculpar muita coisa ...

O Arsenal na última temporada, 2011/12, largava em salários 1 milhão de libras a mais POR SEMANA relativamente ao Tottenham, e na temporada toda o total de vencimentos chegou às 143 milhões de Libras. Não escrevas disparates somente porque viste um jogo do Tottenham e apetece-te dizer que a qualidade da equipa é "francamente má" e "o nível de futebol é deprimente" ou que "Villas-Boas não aprendeu nada com Guardiola".
É ao contrário. Com Villas-Boas pode agora o Tottenham alcançar o que sempre desejou: ser o 4º clube em Inglaterra, porque Villas-Boas é um treinador superior a Wenger.

Superior a Wenger.

Já tu és uma merda que só sabes andar no 8 ou no 80 porque tens um cérebro contaminado de complexos, encolhido, uma capacidade de aprendizagem muito reduzida e uma vaidade e necessidade de "esforço" enormes, e é por isso que os "outros entendem", "não conseguem", "não sabem", "por favor não falem de futebol", "o que vos dá o direito de falar de futebol", "a sério, por que é que não falam antes de astrofísica", "por que é que tens de falar de futebol, tu e toda a gente", "dediquem-se a outra coisa", "as pessoas têm a mania que o futebol é um assunto do qual toda a gente pode falar".

Tu és isto. Sentes a permanente necessidade de sentir que só tu alcanças qualquer coisa e que o "mundo" é por ti educado, e sente-lo porque és limitado, sofres de complexos de inferioridade e és além do mais um indivíduo comichoso pelas qualidades que vês noutros quando sentes que essas qualidades de alguma forma te ameaçam.

Não ameaçam Nuno, és tu quem se sente ameaçado. Está tudo nessa cabecinha frouxa.

Joao Rodrigues disse...

O Kranjcar saiu antes do vilas boas chegar, tal como o corluka e o van der vaart forçou a saida para o Hamburgo

Guilherme disse...

Wenger - ou como um treinador muito acima da média, sem ser brilhante (e o Mancini é o por acaso?) consegue ser sistematicamente trucidado pelas opçoes tomadas pelo board of management do Arsenal.

Se é um facto que existem "culturas futebolísticas", estas são, na sua maior parte compostas de elementos extra-futebol: "raça"; "competitividade": mitos.

Por isso, falar de "futebol italiano" por exemplo, é patético, pois hoje em dia ninguém sabe o que isso é, nem sequer em Itália. Ex: quando há coisa de meia semana a Roma veio jogar em 3-4-3 contra uma Fiorentina que joga em 3-5-2 e tem um meio-campo com Borja Valero e Aquilani.

Ou o "futebol brasileiro", supostamente um 4-2-2-2 quadrado que ninguém utiliza, e um tal de "joga bonito" que é uma desculpa para a total falta de processos de organização defensiva. Basta ver o debate que por lá se trava em volta do Corinthians.
Os exemplos são inúmeros...


Ficam aqui dois links a justificar a minha primeira afirmação:

http://swissramble.blogspot.it/2012/10/arsenal-song-remains-same.html

http://www.grantland.com/blog/the-triangle/post/_/id/45237/is-this-man-ruining-arsenal

Nuno disse...

Rui Castro, o Entredez é um espaço para eu e para o Gonçalo escrevermos. Sempre foi apenas isso, e continuará a ser. Uma colaboração como a que sugeres não faria sentido. Se tiveres um blogue onde costumas escrever, é possível que o adicionemos na barra lateral.

Blessing, eu não digo que o Tottenham nem consiga índices de posse de bola interessantes, nem digo que seja uma equipa que jogue encolhida, que não ataque. Digo é que ataca mal, sem critério, demasiado individualmente. Aliás, o conceito de "posse explosiva" adequar-se-á bem, mas é qualquer coisa que me faz muita confusão. Posse explosiva, para ser sincero, parece-me uma contradição em termos. O Tottenham do Villas-Boas é demasiado parecido com o Benfica do Jesus, e isso desagrada-me porque tinha Villas-Boas em melhor conta.

Quanto à experiência anterior, sim, sou o primeiro a dizê-lo: é dificílimo mudar hábitos a partir de determinadas idades. Por isso, as escolhas de Villas-Boas para reforçar o plantel deveriam ter substancialmente diferentes. Se queria contar com jogadores como Walker, Lennon, Bale e Sandro, tinha de compensar com 2 ou 3 jogadores diferentes. Bastava contratar um médio diferente, preservar Van der Vaart, e utilizar o Scott Parker com mais frequência, se calhar. Neste Tottenham, eu tinha montado a equipa em losango, com o Lloris na baliza, o Gallas e o Verthongen a centrais, o Lennon e o Bale a laterais, o Huddlestone a médio-defensivo, o Parker e o Dembélé como interiores, o Van der Vaart a 10 e o Dempsey e o Adebayor na frente. Ou tinha ido buscar o Isco ao Málaga e jogava com o Van der Vaart na frente com o Adebayor. Como vês, nem eram precisas muitas modificações em termos de plantel.

MM diz: " Nuno, tu és um ignorante com a mania que podes dar a volta a tudo acrescentando elementos sem interesse para as discussões que começas e não sabes acabar, e vais com isso saltitando degraus onde às tantas estamos a falar de 5 ou 6 coisas diferentes ao mesmo tempo."

Hein??? Andas na droga ou quê? MM, escrevi dezenas de linhas para mostrar uma única coisa, que o Arsenal, ao contrário do que tu dizias, não está em curva decrescente coisa nenhuma, e que nos últimos 10 anos lutou sistematicamente pelo título. Está demonstrado pelos meus argumentos. Se queres rebater os argumentos, fá-lo. Não digas é que eu me disperso ou que não concluo conversas, quando não fiz outra coisa que não fosse justificar as nossas discordâncias. Tu, por outro lado, é que só disseste disparates, e ainda não justificaste uma única das tuas ideias. Pegaste na demonstração que eu fiz e disseste que mostrava o contrário do que eu dizia que mostrava. Até te deste ao desplante de dizer que, num ano em que o Arsenal ficou a 4 pontos do líder, não conta como ano em que disputou o título. O que tu fizeste não é argumentar. Chama-se birra!

Nuno disse...

"Lê com olhos de ver: falei-te num clube em curva descendente, algo que vai muito além do que a equipa faz embora esta espelhe o estado "podre" em que aquilo anda. É um clube em crise e não é de agora nem do último par de temporadas, seu ignorante. Wenger não é necessariamente o mesmo treinador nem tem a mesma influência positiva no clube e na equipa. É um treinador isolado, acusado de criar conflitos com a estrutura, com os jogadores, com os adjuntos que recruta e é responsável por uma divisão na administração do clube."

Que estupidez pegada! Uma das coisas de que o Wenger se tem sempre queixado é de que o Arsenal é dos poucos clubes em Inglaterra que tem uma política financeira conservadora. Há muitos anos que anda a dizer que os baixos orçamentos têm sobretudo a ver com o facto de estarem a pagar o estádio e não quererem entrar em loucuras enquanto tiverem essa despesa. Como clube, parece-me uma gestão inteligente. Podem não ter resultados desportivos imediatos, mas estão a salvo de algumas coisas. O Arsenal é dos poucos clubes que vive das receitas que gera, não tem magnatas a investir dinheiro que o clube não gera.

Quanto a todos os conflitos a que te referes, enfim. Não sei como é que alguém que cria conflitos com jogadores, adjuntos, estrutura, e provavelmente até com os roupeiros, está há quase 20 anos num clube. Os teus disparates não têm mesmo limites...

"O Arsenal nos próximos anos caso nada mude na concorrência dificilmente voltará a disputar títulos já que a distância para os (agora) 3 da frente é demasiado grande."

Quais 3 da frente???? O Arsenal ficou em terceiro o ano passado. O City e o Chelsea já ficaram pelo caminho na liga dos campeões, e o Arsenal apurou-se novamente para os 1/16 de final, pela não sei quanta vez seguida. A que distância é que te referes, que eu não percebo?? O City só fez melhor que o Arsenal nas 2 últimas épocas, e há 2 anos fez melhor apenas por 3 pontos, assim como o Chelsea. E isto apenas nas últimas jornadas, porque o Arsenal andou sempre à frente deles. Insisto: de que distâncias é que estás a falar? MM, tu deixas-te levar pelas opiniões públicas com facilidade. O ano passado, quando o Arsenal perdeu por 8-2 com o Manchester, toda a gente disse isso, que aquilo era a prova de que o Arsenal tinha perdido definitivamente o comboio da frente. Como se um jogo, ainda por cima um jogo em que o Arsenal tinha menos 7 ou 8 titulares, servisse para tirar conclusões do que quer que fosse. A verdade é que Wenger, embora não tenha conseguido lutar pelo título, fê-los a todos engolir sapos, ao ficar em terceiro, à frente do Chelsea, do Liverpool e Tottenham. O Arsenal, afinal, não estava acabado. Não há curva decrescente nenhuma. O City está há 2 anos lá em cima. É pouco tempo para perceber se vai lá ficar durante muito tempo, até porque o poderio depende dos apetites do patrão. O Chelsea ora está lá em cima, ora não está. Depende essencialmente do poderio dos outros. O Arsenal tem-se mantido sempre no mesmo sítio. Não podia ser mais regular, mas tu queres à força que esteja numa curva decrescente. Este ano parece estar cá para baixo, mas o ano passado, por esta altura, não era muito diferente. É verdade que não estava tão mal posicionado, mas estava à mesma distância do Tottenham, por exemplo, e acabou por ficar à frente deles novamente.

Nuno disse...

"Mas já o era para 2 dos 3, tem sido na última dezena de épocas onde Manchester e Chelsea - esses sim - invariavelmente discutem os títulos."

MM, tu percebes português???? Discutir títulos não é ganhar títulos!!! Mete isso na cabeça. Para ti, só estes 2 é que têm discutido títulos porque só eles é que os têm ganho. O Chelsea ganhou 2 títulos com o Mourinho, e depois ganhou 1 com o Ancelloti. Depois desse terceiro título, em 2009/2010, o Chelsea ainda discutiu menos o título do que o Arsenal, e nas últimas 3 épocas tem feito pior do que a equipa que tu dizes que está em curva decrescente. Este ano gastou balúrdios, e já está praticamente arredado do título também. Vamos lá ver se no fim o Arsenal ainda não lhes passa à frente. O Chelsea, como o City, dependem do investimento do momento, e do sucesso imediato que um treinador ou outro consigam. Mesmo que isso se mantenha, vão ter altos e baixos enquanto não tiverem um projecto desportivo que seja minimamente independente do dinheiro que é injectado. O Arsenal tem essa independência. No momento em que Wenger voltar a ter os seus recursos nivelados com os outros, só o United é que rivalizará com o Arsenal.

"O Arsenal na última temporada, 2011/12, largava em salários 1 milhão de libras a mais POR SEMANA relativamente ao Tottenham, e na temporada toda o total de vencimentos chegou às 143 milhões de Libras."

Onde é que te baseias para dizer isto? Ou é na tua cabeça, ou no que ouviste por aí?

"É ao contrário. Com Villas-Boas pode agora o Tottenham alcançar o que sempre desejou: ser o 4º clube em Inglaterra, porque Villas-Boas é um treinador superior a Wenger."

Pode, pode. A jogar assim, nem o Redknapp faz esquecer. O Redknapp, ao menos, ainda tinha o Scott Parker, o Modric e o Van der Vaart, e a equipa ainda fazia umas coisas engraçadas. Agora parecem robots, com muita vontade e tal, mas sem futebol nenhum.

"Já tu és uma merda que só sabes andar no 8 ou no 80 porque tens um cérebro contaminado de complexos, encolhido, uma capacidade de aprendizagem muito reduzida e uma vaidade e necessidade de "esforço" enormes"

Epá, tantos elogios. Mas olha, agradeço muito, mas preferia que, em vez de elogios, trocássemos ideias. Pode ser? Mas trocar ideias como adultos, com argumentos. Pode? Tipo, tu dizes que o Arsenal está em curva decrescente, e explicas porquê. Não custa. É que sem explicar as tuas ideias nem ideias são. São barulhos. E os teus barulhos já eu entretanto mostrei, com argumentos, que são absurdos. Vá lá, deixa lá os elogios e diz lá por que é que achas o que achas...

João Rodrigues diz: O Kranjcar saiu antes do vilas boas chegar, tal como o corluka e o van der vaart forçou a saida para o Hamburgo"

O Kranjcar saiu antes? Podia já ter contactos antes, não garanto que não, mas saiu já o Villas-Boas tinha assinado. Quanto ao Van der Vaart, se fosse aposta incondicional do Villas-Boas nunca sairia. Saiu porque percebeu que não ia jogar. Aliás, desde a pré-época que o Villas não mostrou interesse em ficar com ele ou em fazer dele uma das pedras-base da equipa.

Guilherme, o problema desta gente é o problema de qualquer estúpido: se não vir resultados, acha que está tudo mal. Para estar pessoas, futebol é estatística. O Wenger tem problemas em termos de organização defensiva, que devia procurar corrigir, mas é dos 5 treinadores mais inteligentes da actualidade. O que ele tem feito no Arsenal só pode ser analisado à luz dos recursos, das contrariedades e dos adversários que tem tido. E o que é certo é que o seu Arsenal não só é de um regularidade espantosa como se sabe regenerar sistematicamente. É um dos melhores projectos desportivos na Europa, só superado, muito provavelmente, pelo do Barcelona e pelo do United, mas as pessoas acham que, como não ganha nada há não sei quantos anos, é uma trampa. As pessoas são estúpidas, e não há volta a dar.

Hugo disse...

"Uma das coisas de que o Wenger se tem sempre queixado é de que o Arsenal é dos poucos clubes em Inglaterra que tem uma política financeira conservadora"

Isso é muito discutível. Por exemplo acabaram de renovar com o Walcott por 100.000 libras por semana com um bónus de assinatura de 3 milhões.

Blessing Lumueno disse...

Os recursos são em comparação com os outros minha gente... Com Tottenham, United, City, Chelsea e talvez Liverpool...

Blessing Lumueno disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
MM disse...

"MM, tu percebes português???? Discutir títulos não é ganhar títulos!!! Mete isso na cabeça. Para ti, só estes 2 é que têm discutido títulos porque só eles é que os têm ganho."

Não Nuneco. Só eles é que os discutem, de grosso modo, nos últimos 10 anos, e é por isso que os ganham. Há equipas mais fortes que outras, há dinâmicas onde se percebe em Dezembro ou Janeiro que uns podem vencer e outros farão o melhor possível.

O Arsenal discute lugares de Liga dos Campeões.

Tens dificuldades de compreensão?

MM disse...

Hugo,

Há uma distância enorme entre os méritos que Wenger durante anos cultivou / frutos que recolheu com o que tem feitos nos últimos 7 ou 8, e isso tem muito pouco a ver com orçamentos. O dinheiro que ele por exemplo gasta em jogadores que não usa é uma coisa impensável, bem como a evidência de que os jogadores hoje, nas suas mãos, não evoluem como evoluíam no passado.

Ele tem os orçamentos, e sim, também em comparação com os seus concorrentes.

Nuno disse...

MM, citando Lewis Carroll: "Stuff and Nonsense!" Pá, estás mesmo a defender que o Arsenal tem tido uma capacidade financeira idêntica à do Manchester United, à do Manchester City e à do Chelsea?? Estás mesmo??? A sério? Que idiota!!

"Só eles é que os discutem, de grosso modo, nos últimos 10 anos, e é por isso que os ganham."

Como te mostrei, o Arsenal também os discute. Aliás, nos últimos 10 anos, o Arsenal discutiu tantas vezes o título como o Chelsea: 6. Enquanto não mostrares, com argumentos, que isto é falso, repito, só estás a fazer barulhos. No fundo, és uma espécie de batráquio a coaxar, e eu tenho dificuldade em levar batráquios a sério.

"O dinheiro que ele por exemplo gasta em jogadores que não usa é uma coisa impensável, bem como a evidência de que os jogadores hoje, nas suas mãos, não evoluem como evoluíam no passado."

Hein?? Estás a falar de quê, meu? Nos últimos anos, o Arsenal vendeu (e se vendeu é porque valorizou, e se valorizou é porque os jogadores evoluíram) o Adebayor, o Touré, o Clichy, o Nasri, o Fabregas, o Song e o Van Persie. 7 em 3 épocas!! 7 jogadores que o Wenger valorizou inquestionavelmente. Mas poderíamos facilmente aceitar que o Wenger fez evoluir ainda o Koscielny, o Wilshere, o Ramsey, o Diaby, o Walcott, o Chamberlain. Tudo jogadores que não eram ninguém antes de chegarem às mãos do Wenger. Este ano está finalmente a aparecer o Gibbs, que esteve tapado até aqui e que sempre me pareceu o lateral esquerdo com mais potencial de todos os que o Wenger tinha, e que vai dar que falar daqui a uns tempos. E mais se seguirão, se for preciso. Como é que tu podes sequer sugerir que o Wenger não faz evoluir jogadores? Eu não conheço outro treinador (no mundo inteiro) que faça evoluir tantos jogadores.

MM disse...

Blessing,

Quando olhamos para os orçamentos não podemos fazer uma pirâmide com 2 ou 3 (Real, City, PSG) no topo e depois ir por ali abaixo como se tudo vivesse na proporção. Não é nada disso. Lá porque o City ou o Real gastam 70 milhões de Libras num jogador não significa que outros, ao pé deles, tenham orçamentos pequenos.

Porque nesse caso terias de colocar Manchester United ou Barcelona num bloco médio da pirâmide ou até em tese considerar um clube como o PSG mais favorito a vencer torneios relativamente a M. United. Aquilo que a megalomania de 3 ou 4 permite, é:

Tens 2 jogadores de valor idêntico e cada um em condições normais custaria 20 milhões.

- O M. City interessa-se por um.
- O clube do jogador não quer vender e/ou como tem o M. City do outro lado quer receber o dobro disso.
- O City se estiver fixado pelo alvo diz que não há problema e paga não o dobro mas 50 só para não se chatear muito e ter o brinquedo do seu lado o mais rápido possível.

É isto que fazem, M. City, Real, Zenit, PSG e mais um ou outro. Permite-lhes ter qualquer jogador que ambicionem mas o jogador permanece igual a tantos outros num grupo de elite que continuam no mercado por 25.

Wenger é um dos treinadores de clubes na Europa que pode ir ao mercado e pagar 20 milhões de Libras por um jogador, ou 5, 6 ou 7 e formar uma equipa que ganhe títulos, porque a distância entre o jogador que custa 20 e o jogador que custa 70 é mínima. Em muitos casos nem existe.

Mas o mais curioso é que Wenger tinha a justa reputação de alhear-se do mercado para formar as suas (muito fortes) equipas mas hoje não passa disso mesmo: reputação. Ele vai ao mercado e paga balúrdios por jogadores que têm dificuldade em afirmar-se na Premier League, só que essas transferências não aparecem nas primeiras páginas dos jornais.

Agora claro para um sujeito como o Nuno estamos em 2003, Wenger permanece lá no topo e o Arsenal, pasmem-se os seus adeptos que estão todos equivocados sobre o que os preocupa vai para 10 anos, continua a disputar títulos ...

MM disse...

"MM, citando Lewis Carroll: "Stuff and Nonsense!" Pá, estás mesmo a defender que o Arsenal tem tido uma capacidade financeira idêntica à do Manchester United, à do Manchester City e à do Chelsea?? Estás mesmo??? A sério? Que idiota!!"

Não Nuneco. Isso disseste tu inventando porque és pequeno e mentiroso.

Disse-te que o orçamento de Arsenal relativamente aos outros não é impeditivo que forme equipas que disputem títulos. Porquê? Por que é um clube de orçamento muito muito muito elevado. Disse-te isso, o resto são dificuldades de compreensão tuas, muito ignorância e uma propensão para a desonestidade.

Nuno disse...

MM, a diferença de orçamentos reflecte-se de 2 modos: incapacidade para competir por certos jogadores com outros clubes, e incapacidade para pagar salários que outros clubes pagam. Se os clubes com orçamentos superiores vêm sistematicamente buscar os jogadores ao Arsenal, oferecendo-lhes mais dinheiro (casos do City, do Chelsea, do United, e do Barcelona), é natural que o Arsenal não consiga ir formando uma base competitiva sustentável. Claro que o Wenger pode ir ao mercado buscar jogadores mais maduros, capazes de incrementar qualidade no imediato à equipa (foi aliás o que fez, pela primeira vez desde há muito tempo, este ano, ao ir buscar o Giroud, o Podolski e o Cazorla). O problema não é que estes não sejam bons, nem que não se estejam a adaptar. O problema é que uma equipa não se constrói de um dia para o outro, por mais dinheiro que se tenha. Vê o caso do Chelsea. Reforçou-se muito bem, com o Óscar, o Marin, o Hazard, e agora o Demba Ba. Mas uma equipa não se constrói assim. Para o ano, por exemplo, o Arsenal será mais forte. O City injectou dinheiro quase instantaneamente (tal como o PSG, de resto), mas os resultados demoraram alguns anos (continuam a demorar, pelo menos nas competições europeias) a chegar. O problema principal de um orçamento inferior aos principais adversários não é, portanto, a capacidade de actuar no mercado; é a capacidade de solidificar uma equipa. É isso que é afectado.

MM disse...

E já agora para terminar porque a tua conversa mete um bocadinho muito grande de nojo. Para perceberes o disparate e ignorância das tuas afirmações em relação à valia de dois clubes como Tottenham e Arsenal, tenta alcançar pelo seguinte:

Tens Arsenal, clube tal qual existe.
Tens Tottenham, tal qual existe comandado por Villas-Boas.

Se meteres Villas-Boas no Arsenal o Português com a estrutura e orçamento do clube no máximo em 1 ano constrói-te uma equipa para disputar títulos com Chelsea, M. City e M. United. No Tottenham já não conseguirá fazê-lo.

Porque ao contrário do que ignorantemente fazes crer nem Arsenal é um clube limitado por orçamentos nem Villas-Boas tem no Tottenham mais condições que Wenger.

MM disse...

"A diferença de orçamentos reflecte-se de 2 modos: incapacidade para competir por certos jogadores com outros clubes, e incapacidade para pagar salários que outros clubes pagam. Se os clubes com orçamentos superiores vêm sistematicamente buscar os jogadores ao Arsenal, oferecendo-lhes mais dinheiro (casos do City, do Chelsea, do United, e do Barcelona), é natural que o Arsenal não consiga ir formando uma base competitiva sustentável"

Irra que tens mesmo dificuldades de compreensão. Já te disse que ele não os vende pressionado pelo orçamento. É difícil alcançar?

Nuno disse...

"Se meteres Villas-Boas no Arsenal o Português com a estrutura e orçamento do clube no máximo em 1 ano constrói-te uma equipa para disputar títulos com Chelsea, M. City e M. United. No Tottenham já não conseguirá fazê-lo."

Isso, professor Karamba! Voltamos às adivinhações?? Isso é que é. Mas, com estas ideias, nem pensar nisso. Eu também tinha muito boa impressão do Villas-Boas. Mas confesso que o trabalho dele no Tottenham me está a decepcionar muito.

"Porque ao contrário do que ignorantemente fazes crer nem Arsenal é um clube limitado por orçamentos nem Villas-Boas tem no Tottenham mais condições que Wenger."

Como tu disseste há uns comentários acima, MM, a diferença entre um jogador de 70 milhões e um de 20 milhões é pouca ou nula. Se o é, a diferença entre um de 20 milhões e um de 15 milhões ainda será menos. Portanto, mesmo que o Tottenham não tenha actualmente o mesmo poderio financeiro que o Arsenal (coisa de que não estou nada certo), são clubes hoje em dia que podem ambicionar coisas muito parecidas. Se o Arsenal, enquanto clube, pode discutir o título, como sugeres, o Tottenham também o pode. Ponto final. Touché.

Nuno disse...

"Irra que tens mesmo dificuldades de compreensão. Já te disse que ele não os vende pressionado pelo orçamento. É difícil alcançar?"

Han???? Mas és estúpido ou fazes-te? Mas quem é que diz que eles os vende? Ele esteve 2 anos a aguentar o Fabregas, por exemplo. Ele vende-os porque os jogadores querem sair, porque querem ir ganhar valores que o Arsenal não pode pagar.

MM disse...

Cala o bico ignorante, nem debites banalidades só porque "parece".

Sobre Tottenham e Arsenal são clubes de espécie diferente. Villas-Boas durante 1 ou 2 superará um dos rivais não porque tenha melhores ou idênticas condições mas porque ele é um treinador melhor e está numa fase pujante da carreira, tem no corpo menos 30 anos que Wenger, está melhor preparado, treina melhor, aprende mais, sabe mais. Quem sabe se nesse par de anos também não superará o Chelsea ...

Mas são méritos concentrados na sua pessoa. O seu Tottenham é melhor que o de Redknapp, suficientemente melhor para que não seja descabido almejar uma competição Europeia já este ano, algo que deixar-me-ia muito muito satisfeito.
Já no Arsenal é diferente, existiria um encontro melhor entre um treinador muito forte e um clube também ele muito forte. Não são, Arsenal e Tottenham, iguais, em capacidade ou em "espécie".

Não tens qualquer apego à realidade e teorizas em demasia. Os teus julgamentos são descabidos, exagerados e desfasados do que é verdadeiro.

Nuno disse...

M&M's, tu achas que falar é dizer X. Eu acho que falar é dizer X porque Y. Enquanto não perceberes a diferente gritante entre as duas coisas, é difícil chegarmos a algum lado. Estás desde o início a gritar que X, que X, que X. E eu digo-te que X não está certo, porque W, Y e Z. E tu continuas: Mas é X, é X! Não sabes o que é argumentar. Queres ver?

"Tottenham e Arsenal são clubes de espécie diferente."

Porquê? M&M's não diz. Acha que X, mas não explica porquê.

"Villas-Boas durante 1 ou 2 superará um dos rivais"

Porquê?

"não porque tenha melhores ou idênticas condições mas porque ele é um treinador melhor"

E por que é que é um treinador melhor?

"e está numa fase pujante da carreira, tem no corpo menos 30 anos que Wenger, está melhor preparado, treina melhor, aprende mais, sabe mais"

É um treinador melhor porque tem mais pujança, menos idade, treina melhor, aprende mais, e sabe mais"

Mas em que é que isso se traduz? Por que é que a idade, a pujança, e o resto justificam que se seja melhor? E que razões levam a concluir que seja melhor treinador, que aprenda mais, que saiba mais? M&M's não explica. Isto não é falar, já te disse. Isto é ser batráquio.

"O seu Tottenham é melhor que o de Redknapp"

Porquê? M&M's volta a não dizer. Se calhar não sabe usar orações subordinadas causais.

"Não tens qualquer apego à realidade e teorizas em demasia."

Porquê? Porque M&M's acha que sim. Que belo argumento!

"Os teus julgamentos são descabidos, exagerados e desfasados do que é verdadeiro."

E, lá está, termina com mais uma frase com verbos copulativos. M&M's não sabe raciocinar. Sabe expressar proposições, mas não sabe como se passam de premissas para conclusões. Das premissas "Todos os homens são mortais" e "Sócrates é homem", nunca conseguirá concluir que "Sócrates é mortal". Tudo o que sai da sua boca são ideias vagas. Raciocinar, que é bonito, não, que dá muito trabalho.

És um batráquio! E com batráquios, tenho muita pena, não consigo falar. Gostava muito, mas não consigo.

Pedro disse...

Nuno, só um "grande" senão: O Nasri saíu, por exemplo, pq queria ganhar títulos. O Van Persie igualmente (ainda agora disse q no United estava rodeado de campeões). Claro que o dinheiro pesa mas os jogadores chegam a um ponto q querem sair para conquistar títulos.

Qt pagou o Arsenal pelo Carzola? Quanto custou e custa o Arshavin para estar no banco? Etc...

Concordo com o MM quando diz q a questão financeira não é um argumento assim tão forte. O Arsenal tem à disposição fundos que lhe permitem construir uma equipa que lute taco a taco com qqr um dos outros. Agora se o gasta mal...

Diogo Cruz disse...

O Nasri foi para o City por causa dos títulos, deve ter sido por isso que rejeitou a proposta do United (essa equipa que não garante títulos) e foi para um clube com 3 títulos de campeão em 75 anos...

Diogo Cruz disse...

Já agora, a proposta "milionária" que o Arsenal fez para a renovação do Van Persie foi de 100.000£ por semana, no Utd ganha 250.000£.
Já o David Silva e o Touré ganham acima de 200.000£ por semana, todos eles só a pensar em títulos naturalmente.

Acho que é um bocado óbvio que o Arsenal não tem, nem de perto nem de longe, a capacidade financeira desses clubes, mas podem continuar a mandar cabeçadas na parede, ela está quase a cair...


Quanto ao que interessa Nuno, não achas que era bom para o Wenger abraçar outro projecto? Parece-me que se acomodou um bocado ao facto de formar craques e vê-los sair para clubes mais ricos. Não achas que estava na hora de ser mais ambicioso? Não percebo por exemplo, como esta época não substituem o Song.

Joao Rodrigues disse...

Nuno, basta ires ao google e ver o Kranjcar assina antes do euro pelo Kiev e o Villas boas só assina pelo tottenham no inicio de julho.

O Vand de Vaart jogou os dois primeiro jogos do tottenham, suplente utilizado no 1º jogo e titular no 2º jogo. O nº da sua camisola era o 10 o que costuma indiciar que ia ser aposta, e basta ver as declarações que ele fez quando saiu para o Hamburgo para ver que ele tb forçou a saida.

MM disse...

"O Nasri foi para o City por causa dos títulos, deve ter sido por isso que rejeitou a proposta do United (essa equipa que não garante títulos) e foi para um clube com 3 títulos de campeão em 75 anos ..."

"Parece-me (Wenger) que se acomodou um bocado ao facto de formar craques e vê-los sair para clubes mais ricos."

Aí tens Nuno - preto, mais branco, com senso comum, não há. Alguém que fala a tua linguagem e com quem podes finalmente discutir. Jóia.

Nuno disse...

Pedro diz: "O Nasri saíu, por exemplo, pq queria ganhar títulos. O Van Persie igualmente (ainda agora disse q no United estava rodeado de campeões)."

O Diogo já te respondeu, Pedro. Achas que o Nasri ou o Van Persie saíam se o Arsenal não ganhasse títulos mas pagasse o dobro do United e do City? Saíam, saíam... É óbvio que as razões desportivas são relevantes, mas o contrato é a principal razão.

O único que saiu por razões estritamente desportivas, e sairia mesmo que não fosse para ganhar mais, foi o Fabregas.

"Qt pagou o Arsenal pelo Carzola? Quanto custou e custa o Arshavin para estar no banco? Etc..."

Pedro, o Arshavin fez uma época e meia de grande nível, e depois baixou de rendimento. Não se sabe se baixou e por isso foi para o banco, ou se foi para o banco e por isso baixou. Mas isso aconteceu. Como é óbvio, os jogadores não fazem contratos de curta duração, e o Arshavin está no banco porque aufere muito, ninguém o quis levar, e o Arsenal tem contrato com ele. Acontece em todos os clubes.

"O Arsenal tem à disposição fundos que lhe permitem construir uma equipa que lute taco a taco com qqr um dos outros. Agora se o gasta mal..."

Pedro, lesteo que eu disse ao M&M's sobre isso? Não tem a ver com fundos, apenas. Tem a ver com o facto de o Arsenal estar há 3 anos a perder consecutivamente os melhores jogadores. E perde-os porque não tem um orçamento tão bom quanto os outros 3. Só isso.

Diogo Cruz diz: "Quanto ao que interessa Nuno, não achas que era bom para o Wenger abraçar outro projecto? Parece-me que se acomodou um bocado ao facto de formar craques e vê-los sair para clubes mais ricos. Não achas que estava na hora de ser mais ambicioso? Não percebo por exemplo, como esta época não substituem o Song."

Não sei, Diogo. A verdade é que o Arsenal tem a identidade Wenger, e isso é algo que demora muito a conseguir implementar num clube. Não o acho acomodado. É um projecto que ele ajudou a construir (foi talvez o principal construtor), que deu frutos, que continua a manter o clube num nível aceitável, etc.. Estamos habituados a achar que um treinador deve perseguir o sucesso, e que deve seguir para onde tiver maiores probabilidades de ser bem sucedido, mas a verdade é que há coisas mais importantes que o sucesso imediato. O Wenger está em casa, aquilo é, com certeza, tudo o que pensava almejar. Tem as bases todas para que o sucesso se siga. Disso não se tem seguido sucesso, nos últimos, é verdade, mas as bases do projecto, que é o mais difícil, ele tem-nas. Imagina que a lei que ele anda a exigir há anos (a lei que obrigasse os clubes a gastar apenas o equivalente ao lucro que fazem) era implementada. De um dia para o outro, o Arsenal passaria a ser a segunda equipa em Inglaterra.

Quanto ao Song, depende. Eu acho que a aposta do Wenger para a posição de médio mais recuado irá, mais tarde ou mais cedo, cair no Diaby. O problema é que o Diaby esteve 1 ano parado, e só agora é que está a entrar aos poucos. Na primeira metade da época, essa posição foi geralmente ocupada pelo Arteta, e nada mal desempenhada, diga-se. E não era fácil substituir o Song, porque não há muitos médios-defensivos que aliem a força à técnica. Qualquer que seja a posição de meio-campo, o Wenger não abdica da técnica, e prefere ter lá o Arteta, ou o Ramsey, a ir buscar um típico trinco. E eu não discordo da opção.

Nuno disse...

João Rodrigues diz: "Nuno, basta ires ao google e ver o Kranjcar assina antes do euro pelo Kiev e o Villas boas só assina pelo tottenham no inicio de julho."

Se tu o dizes, acredito. Sei que, na altura, no sítio que consultei, o Kranjcar ainda constava do plantel do Tottenham quando o Villas-Boas assinou, mas talvez porque, no sítio em que consultei na altura, não estivesse actualizado. De qualquer modo, era um jogador que deveria ter sido substituído por um jogador de características idênticas. Quanto ao Van der Vaart, eu não digo que ele não tenha forçado a saída. Digo é que a forçou porque não era opção indiscutível. Na pré-época não foi opção, ou foi-o muito intermitentemente, e no início da época continuou a não ser. Entrou no final do jogo, na primeira jornada, e, salvo erro, foi um dos substituídos no segundo. Se o Villas quisesse mesmo que ele ficasse, não estou a ver o Van der Vaart a trocar o Tottenham pelo Hamburgo só porque sim. Quanto à camisola 10, pelo contrário, o que indicia é que o Van der Vaart pensava em ficar e decidiu não o fazer já depois da temporada começar. Ele ficou com o 10 porque o Adebayor saiu e, no início da época, ainda não era certo que voltasse. Significa que, no início da época, o Van der Vaart tinha a intenção de ficar em Londres. Alguma coisa mudou entretanto, portanto. E o que mudou, está claro, foi o interesse do Hamburgo, associado ao facto de não ser aposta incondicional no Tottenham, como tinha sido até ali.

M&M's, ao menos fala português, para ver se as pessoas te entendem.

Pinto disse...

Entao se "nao tem nenhum jogador de futebol", o quê que queres que ele faça? Nao esta a fazer a omelete certa com os ovos que tem?
Acho que o Scott Parker esteve lesionado gravemente.
Sabias que esta equipa que vive dos "indices de concentraçao" estaria no 1o lugar se os jogos acabassem aos 80 minutos?

MM disse...

"M&M's, ao menos fala português, para ver se as pessoas te entendem."

A inveja é uma coisa muito feia Nuno.

Ensinaram-te em casa ou aprendeste a ser assim?

Nuno disse...

Uma vez mais, M&M's, eu peço-te para falares em português, porque não entendi nada do que disseste, e tu falas-me em inveja.

Continuas a dizer coisas sem sentido, o que justifica o meu pedido anterior. Repito: fala em português, para que te entendam. Ou então tenta ser um pouco menos batráquio.

Nenhum ser humano normal percebe por que é que um batráquio reage a um pedido para falar em português falando em inveja.

Nuno disse...

Pinto diz: "Entao se "nao tem nenhum jogador de futebol", o quê que queres que ele faça? Nao esta a fazer a omelete certa com os ovos que tem? "

Queria que ele tivesse ido buscá-los. Há-os por aí, e ele até foi ao mercado. Se não tem ovos, fosse comprá-los. É essa parte da crítica, aliás.

"Sabias que esta equipa que vive dos "indices de concentraçao" estaria no 1o lugar se os jogos acabassem aos 80 minutos?"

Estaria no 1º lugar como? Onde é que leste isso? Mesmo que isso fosse assim, coisa de que duvido, os jogos não têm 80 minutos. É como aquele argumento de uma equipa que perde por 2-1, mas que quando estava 2-0 anularam um golo limpo, e dizem que, se não fosse esse golo anulado, tinham empatado. Se o golo não fosse anulado, o jogo era necessariamente diferente, e nada garante que o golo que se marcou viesse então a ser o golo do empate. Isto parece-me igual, embora, como te disse, tenho muitas dúvidas que o Tottenham tenha perdido assim tantos pontos nos últimos minutos, em comparação com as outras equipas. Olha, ainda este fim-de-semana ganhou 3 pontos ao líder, por essas contas: 1 que não ganhava, e 2 que tirou ao United, se ganhasse.

MM disse...

Nuno, não respondeste.

Foste em casa educado para ser invejoso ou aprendeste com o tempo?
Há pelo menos 4 ou 5 pessoas a ler-te (e muitas mais, decerto) que percebem o alcance e o (des)propósito nalgumas coisas que escreves. Na sequência de um disparate que escreveste (um de muitos porque de lá para cá escreveste outros) sobre o Arsenal, despropositadamente corrigiste o meu Português. Que motivo de interesse tem para ti o meu Português a ponto de o tentares (de forma errada) 'atacar' ou de que forma se relaciona com o Arsenal ou com o texto que publicaste? De nenhuma forma, não é? São complexos que tens a partir do que vês noutros. Comichões é uma forma simpática de mascará-los quando nem és merecedor da simpatia.

Pensas que não se percebe mas percebe-se Nuno, senão a que propósito falarias no tema como se precisasse de lições de Português tuas? Responde-me sobre o porquê da comichão. Se deres um ou mais motivos válidos irei percebe-la quando dificuldade para me compreenderes não é, lamento, um deles.

Foste educado em casa para ser invejoso e os teus pais de alguma forma incutiram-te complexos de inferioridade, ou aprendeste mais tarde?

Nuno disse...

M&M's, a correcção anterior do português não tem nada a ver com o pedido para falares em português de agora.

Antes, corrigi-te o português porque disseste que eu tinha muita coisa a aprender. Usei as correcções do português para te mostrar que também tens coisas para aprender.

Agora, pedi-te para falar em português porque não compreendi o que disseste. Devia ter dito, confesso, para seres menos batráquio.

Por fim, continuo sem perceber a ideia da inveja. Inveja de quê, pá? De ti? Não é que não pudesse ter. Acho é difícil, visto não te conhecer. Como é que se pode ter inveja de alguém que não se conhece??

MM disse...

As tuas correcções são uma delícia, palavra.

"Tinha de ser" no lugar de teria, ou "devia ter dito" como acabaste de escrever no lugar de deveria, ou "não tem nada a ver" como também acabaste de escrever, ou os "porque é que" que tão frequentemente usas, a utilização que fazes de vírgulas, a boa e recomendável e boa prática que nunca usas de omissão de sujeito para tornar um texto mais limpo evitando coisas como "eu peço-te" ou coisas lindas como "acho é difícil" como acabaste de escrever, tudo isto é numa medida delicioso, mas desinteressante ...

Como calcularás o teu Português passa-me ao lado. Fosse melhorzinho ou sendo como é.

"Como é que se pode ter inveja de alguém que não se conhece?"

Dá-me um motivo válido para comichão. E não tentes, como sempre tentas, desviar o tema. Responde à pergunta.

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...

Nuno, gabo-te a paciência...
MM, deixa de poluir a blogosfera com comentários desses. O nível de confusão que vai nessa cabeça e a total ausência de ideias e coerência torna impossível ler o que escreves. Fazes me sentir vergonha alheia!!

Nuno disse...

M&M's, a sério? Estás a tentar dar-me lições de português? A sério? Tu, que nem os clíticos sabes usar? A sério? Então agora cada uma das tuas tentativas de correcção (que são coisas que acreditas estarem certas) vão ser corrigidas por mim. Vamos lá a isso.

""Tinha de ser" no lugar de teria, ou "devia ter dito" como acabaste de escrever no lugar de deveria"

M&M's, talvez por não saberes o suficiente da língua, metes a pata na poça. Devias ter ficado calado. Como não ficaste, agora levas. Como te armaste em chico-esperto, agora aguenta-te. Em português, há muito que o pretérito imperfeito tem um uso de condicional, e há muito que é correcto utilizar as 2 expressões tal qual as utilizei. Não sabias? Ficas a saber.

"ou "não tem nada a ver" como também acabaste de escrever,"

"Ter a ver com" significa "estar relacionado com". Também se pode dizer "ter que ver com", embora a primeira forma seja muito mais frequente. Não confundir ainda com "ter a haver", que significa "estar a dever" alguma coisa. A sério? Queres mesmo continuar com o sofrimento? Tens a certeza? Olha que vai ficar pior! Queres mesmo? Tu é que pediste!

"ou os "porque é que" que tão frequentemente usas"

Aqui os problemas são 2. O primeiro é que me citas mal, porque eu nunca uso "porque é que". Uso, sim, "por que é que". Se quiseres, depois, explico-te a diferença. Resumidamente, "porque é que" ou só "porque" em perguntas é um erro. "Porque" é uma conjunção subordinada adverbial causal. O advérbio interrogativo é "Porquê?", que é pouco usado. O que se usa mais é a locução adverbial "Por que razão" ou, sem o substantivo, "Por que...". Isto leva-nos para o segundo problema deste exemplo. Por que é que achaste que isto era um erro? Por ter dois "que's" em "que é que" tão próximos? E então? O primeiro "que" faz parte da locução adverbial interrogativa, o segundo introduz a oração completiva que se segue. Ficavas mais satisfeito se escrevesse "Por que razão é que"? Já te soava melhor, é isso? Ora, portanto, neste exemplo não só não há o erro que tu julgavas que havia como ainda introduziste um erro teu, que não estava lá. És fantástico, pá! Continuamos?

"a utilização que fazes de vírgulas"

Qual utilização? Dito assim é muito bonito, mas é como eu dizer "a utilização que a tua mãe faz do corpo dela". Dá exemplos, ou fica calado!!! Mas não deixa de ser engraçado que fales em vírgulas, quando na mesma caixa de comentários escreves isto:

"Como calcularás o teu Português passa-me ao lado."

Põe uma vírgula a seguir a "calcularás", se faz favor, que as orações subordinadas conformativas devem separar-se das orações principais por vírgula. Não sabes o que é uma oração? Então não ponhas nada. Continua estúpido! Não tentes é mostrar esperteza quando não a tens.

Nuno disse...

"a boa e recomendável e boa prática que nunca usas de omissão de sujeito para tornar um texto mais limpo evitando coisas como "eu peço-te""

"A boa e recomendável e boa prática"? É uma prática que é duas vezes boa? Ó palerma, qual prática recomendável da omissão de sujeito para limpar textos? Onde é que aprendeste isso? Em português, em muitas ocasiões, o uso do pronome pessoal como sujeito é facultativo. Facultativo significa que se pode usar ou não. E, frequentemente, evita-se a omissão para dar ênfase ao sujeito. Sabes, ao menos, por que razão é que é facultativo? Se souberes esta, ganhas um brinde!

"ou coisas lindas como "acho é difícil" como acabaste de escrever"

O que tem o "acho é difícil"? Achas que é um erro, ou não achas bonito? É que, se calhar, quem tem os gostos errados és tu, já pensaste nisso?

Portanto, vamos lá ver: apontaste-me seis problemas com o português. Em nenhum deles tinhas razões para o fazer, e num deles ainda conseguiste tentar corrigir um erro errando.

Portanto: Nuno 7 - M&M's 0

A sério, querias mesmo competir nisto? Ficaste melindrado com as correcções, achaste que eu estava só a armar-me em esperto, e que se calhar me podias dar baile? Devias ter percebido, até pela natureza das correcções, que eu percebia alguma coisa de português. Não o teres percebido demonstra muita da tua estupidez.

E olha, até aqui, achava-te só estúpido. Agora provaste ser, também, chico-esperto, que é uma forma de estupidez, mas mais grave, porque é aquele tipo de estupidez que têm os estúpidos que estão convencidos de que os seus interlocutores são mais estúpidos do que eles. Não gosto de gente estúpida, mas ainda gosto menos de chicos-espertos. Enfim...

Nuno disse...

M&M's, faltou responder à pergunta. Tal como não sabia do que estavas a falar quando falaste em inveja, também não sei do que estás a falar quando falas em comichão. Não te consigo dar motivos de coisas de que não sei.

Este é, aliás, um bom caso para mostrar que, se não fosses batráquio, eu talvez percebesse o que estavas a dizer. E assim talvez conseguisse satisfazer a tua curiosidade.

Nuno disse...

Apercebi-me agora, M&M's, que afinal tentaste corrigir-me 7 coisas e não 6. Isto modifica a pontuação. Estava a ser simpático, pelos vistos. O resultado certo é o seguinte:

Nuno 8 - M&M's 0.

O que, associando-se às 6 frases que te corrigi anteriormente, a propósito de clíticos, faz com que o resultado se avolume para:

Nuno 14 - M&M's 0.

E, se juntarmos todas as pauladas, em termos de ideias, que já levaste nesta caixa de comentários, o resultado certo seria:

Nuno 10014 - M&M's 0.

É mais ou menos esta a diferença entre os nossos QI's, portanto o resultado está certo.

MM disse...

Nuneco, se me melindrasse com coisas pouco importantes como tu, mal estaria. Felizmente estou bem. Melindram-me coisas relevantes e tu não és uma delas, razão pela qual ao primeiro rol de disparates sobre o tema passei por cima - o Arsenal tem mais interesse que as tuas correcções de Português, caso não saibas.

Não te cansas de coçar. Fizeste figuras tristes ao início dos comentários e puxaste pelo tema novamente, duas vezes, num total de três, pelo que perguntei-te os porquês da comichão. Porque não é normal ou achas que é? Vês alguém nesta ou noutra caixa de comentários elaborar correcções de Português sobre comentários dos outros? Isto para que no fim afirmes / interrogues, "mas queres mesmo competir nisto?". "Competir", termo brilhante. Tens pouca noção do quão transparente és mas o que eu gostaria de saber - e não respondes - é o porquê de sentires necessidade de "competir" comigo "nisto"? E claro depois de fazeres uma festa onde também somas a pontuação. As crianças que por algum motivo não têm com quem brincar guardam esse hábito: inventam jogos e somam em voz alta a pontuação ... o que está óptimo, para elas.

Já para um garoto como tu é só mesmo patético.

Repetindo-me, Nuno:
O teu Português não me interessa. E o teu QI, também não.
Por que motivo o meu Português e o meu QI hão-de interessar-te?, vêm à baila a que propósito? Quando quiseres responder, avisa. Ou então continua a coçar ...

As pessoas têm qualidades. Qualquer uma. Todas. "Portugueses" e "QI's" são das menos importantes.
Não suspeitas que o palerma pode estar mais próximo do que pensas?, e não será por isso que vês palermas em todo o lado? Procura o denominador comum Nuneco, método de resolução tão simples quanto brilhante.

MiguelCM disse...

Independentemente do orçamento do Arsenal, este MM levou um baile como há muito não via. Jesus Senhor!

Hugo disse...

Esta arrisca-se a ser a maior discussão de sempre na blogosfera.

Diogo Cruz disse...

O Nuno está a fazer ao MM na caixa de comentários o que os amigos moçambicanos do Malato lhe costumam fazer no quarto. E o MM parece que gosta tanto como o Malato.

MM disse...

Pedro disse...
Nuno, gabo-te a paciência...
MM, deixa de poluir a blogosfera com comentários desses. O nível de confusão que vai nessa cabeça e a total ausência de ideias e coerência torna impossível ler o que escreves. Fazes me sentir vergonha alheia!!

MiguelCM disse...
Independentemente do orçamento do Arsenal, este MM levou um baile como há muito não via. Jesus Senhor!

Diogo Cruz disse...
O Nuno está a fazer ao MM na caixa de comentários o que os amigos moçambicanos do Malato lhe costumam fazer no quarto. E o MM parece que gosta tanto como o Malato.

-----------------------

É uma maravilha quando tudo bate certo e intervenções desta espécie colam-se ao Nuno, e só ao Nuno.

Nuno vais elucidar-me sobre o propósito de numa discussão relacionada a Villas-Boas, Tottenham ou Arsenal, vir à baila o meu "Português", o meu "Qi" e uma pseudo "competição nisto" que só existe na tua cabecinha frouxa e complexada. Vais explicar o porquê ou podemos atribui-la à comichão?

Eu sei o porquê, mas gostava de ver-te carregar mais na ferida.

Batalheiro disse...

Bolas MM mas que enorme espancamento.

Tenta argumentar qualquer coisa para variar pá. Eu nem sempre concordo com o Nuno, e discordei mesmo de forma bastante profunda com alguns dos seus posts, no entanto, o Nuno deu-se ao trabalho de construir uma argumentação para justificar as suas opiniões, sendo assim seria um bocado estúpido eu tentar contrapor a sua argumentação sem desenvolver os meus argumentos, no mínimo, de forma consistente. E isso dá trabalho, e como tenho pouco tempo não o fiz.

Espero que a minha utilização de virgulas te tenha agradado!

Blessing Lumueno disse...

MM. Boas.
Discordo do teu argumento.
O valor dos jogadores está muito ligado à capacidade actual do mesmo e ao potencial para ser mais qualquer coisa.
Quero com isto dizer que nenhum jogador custa 40 M sendo uma esperança ou um potencial talento. Esses preços exorbitantes são os dos jogadores na fase óptima de rendimento na sua carreira e alguns deles numa fase muito boa e ainda com muito muito potencial.
Dessa forma compreendes a vantagem de comprar jogadores já formados e o tempo de adaptação que requerem é nulo ou quase. Esses mais poderosos podem comprar jogadores que a curto prazo fazem os seus modelos saltar de qualidade e se tornam logo, logo decisivos.
Quando compras um por 6,7,9,20 normalmente jovem, já tens um risco muito muito grande. Que é o de teres de os ensinar e a interpretação da parte deles pode não ser a melhor por não estarem tão bem preparados nem terem a experiência dos outros. Tens de os formar primeiro e isso leva tempo. Muito tempo.
Se forem jogadores mais velhos tenho a máxima certeza que a diferença de preços espelha bem a diferença de rendimentos. Ou seja, podem até ser aproximados em termos qualitativos mas o rendimento é significativamente diferente. Um joga bem e faz dez golos. Outro também joga bem e faz 20. E isso conta muito no preço dos jogadores. Por isso acho errado concluir que o preço não é significativo. É e muito.
. Já pensaste que uns podem ter luxuosamente jogadores formados e formatados ao modelo de jogo do treinador, que chegam e encaixam e outros por não terem tanto, compram e ainda precisam de os formar no modelo? Ou formar para suportar as exigências da alta competição? Ou formar para que a vida pessoal não prejudique o rendimento dentro de campo?

Tudo isso conta. Tudo isso é poder financeiro, tudo isso é a diferença entre o Paços de Ferreira e o Benfica!

Blessing Lumueno disse...

Depois claro, a incapacidade de manter às suas melhores unidades é outro dos problemas que espelham às diferenças entre orçamentos.

Mike disse...

hoje acordei com vontade de fazer coisas impossíveis (para um gajo normal, entenda-se, há quem consiga fazer isto e muito mais). ainda não é uma da tarde e já tentei correr uma maratona, falhei. já tentei ler o finnegans wake do joyce, falhei. já tentei fazer aquele teste da canela, falhei. já tentei lamber o meu cotovelo, falhei. mas o que interessa é não desistir. podemos falhar 999 vezes, mas se à milésima conseguirmos acertar, o olimpo está ali à nossa espera. como, apesar de tudo, tenho mais que fazer, não chegarei às mil tentativas. a quinta tentativa de fazer algo impossível será a última. se falhar (muito provável) vou regressar à normalidade. ler livros da margarida rebelo pinto, correr até à paragem do autocarro, comer iogurtes à colher em vez e canela e lamber partes do corpo, minhas ou de outrém, que sejam mais acessíveis.

pois bem na minha quinta tentativa de fazer algo impossível vou tentar defender o MM.

vamos lá então.
1 - confirmo, depois de ler este post, que o autor do blogue, de seu nome nuno, tem uma relação complicada com as vírgulas!! não há como negar.
2 - o MM não merece ser enxovalhado só porque não sabe utilizar clíticos. eu, até ler este post, nem sabia o que eram clíticos.
3 - retive a ideia, desta surreal caixa de comentários, que MM considera villas boas um bom treinador. também eu. não estou nada desapontado com a sua prestação na liga inglesa 2012-2013. nem vejo motivos para isso. não me parece ser uma equipa particularmente forte (o arsenal, por exemplo, parece-me muito mais forte, para não falar do chelsea e a verdade é que o tottenham está muito melhor que o arsenal e a lutar com o chelsea pelo 3º lugar) e, além disto, tenho duvidas de que vilas boas tenha sido o responsável pela saída dos principais jogadores. e o scott parker não foi ostracizado. o gajo teve lesionado uma carrada de tempo pá!!
4 - para finalizar, o MM nasceu para nos alegrar. por acaso lá leram o blog dele, soprting autentico? não? eu estou lá todos os dias.
5 - o nuno parece-me ser um grande palerma. aliás, esta malta dos blogues da bola devem ser todos uns palermas.

ps: encarem isto como uma brincadeira, sff. como disse, esta caixa de comentários está a atingir um nível surreal.

Fernando Pessoa disse...

Nuno, acho que te esqueceste do Sigurdsson, que é um jogador interessante do ponto de vista criativo que o Villas-Boas foi buscar. E o Scott Parker esteve muito tempo lesionado, daí não ser mais utilizado.

Mas sim, o trabalho do Villas-Boas no Tottenham está a ser uma desilusão a vários níveis.

Daniel Santos disse...

1-Real Madrid: 512,6 milhões
2-Barcelona: 483 milhões
3-Manchester United: 395,9 milhões
4-Bayern Munique: 368,4 milhões
5-Chelsea: 322.6 milhões
6-Arsenal: 290,3 milhões
7-Manchester City: 285.6 milhões
8-Milan: 256.9 milhões
9-Liverpool: 233,2 milhões
10-Juventus: 195,4 milhões

As dez equipas que mais faturaram em 2012...inglesas? estão la cinco, incluindo arsenal...não vejo o tottenham... (não contabiliza valores por tranferencias apenas receitas operacionais)

Nao o tottenham não tem mais poderio financeiro que estas cinco e já não e de agora


Daniel Santos

Tiago disse...

Gostava de perguntar ao Nuno se acha que as probabilidades do Euromilhões passar a ser ganho por apostadores registados em Portugal aumentaram drasticamente com o regresso do Liedson ao nosso país.

Blessing Lumueno disse...

Ninguém disse que tinha mais Daniel. Aliás até achei que não tivesse tanto quanto o Nuno fazia crer. Mas ele disse ali algures, que o Arsenal está a pagar o estádio... Que deve ter custado acima dos 300M. Portanto, mais despesas correntes, salários etc, com quanto achas que o Arsenal fica? Um clube daquela dimensão gasta em despesas fixas mais de 100M ano! Disso estou certinho!

Blessing Lumueno disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nuno disse...

MM diz: "O teu Português não me interessa"

Curiosamente, no comentário anterior, interessava-te, pelo menos, para mo corrigires. De repente, curiosamente também, já não te interessa. Por que será?

"Eu sei o porquê, mas gostava de ver-te carregar mais na ferida."

Pois deves saber, deves. Já falaste em inveja e em comichão, é porque deves saber. Cá eu não faço ideia do que estás a falar, nem sei, para ser sincero, o que queres que te responda.

Fernando Pessoa diz: "Nuno, acho que te esqueceste do Sigurdsson, que é um jogador interessante do ponto de vista criativo que o Villas-Boas foi buscar."

Pois, quanto ao Sigurdsson, do pouco que vi não achei extraordinário. Nem diria que é um criativo. Pareceu-me um daqueles avançados móveis, para jogar nas costas de um avançado mais fixo, bom tecnicamente, com alguma capacidade de drible, e bom remate. Não me pareceu propriamente um criativo. De qualquer modo, se não estou em erro, também já tinha chegado ao clube, como o Verthongen, quando o Villas-Boas assinou.

Daniel Santos diz: "As dez equipas que mais faturaram em 2012...inglesas? estão la cinco, incluindo arsenal...não vejo o tottenham... (não contabiliza valores por tranferencias apenas receitas operacionais)

Nao o tottenham não tem mais poderio financeiro que estas cinco e já não e de agora"

Daniel, 2 coisas que, parecendo que não, fazem com que estes dados não funcionem como queres que funcionem: 1) receitas operacionais não têm nada a ver com orçamentos. Se o Arsenal utilizar parte destas receitas para pagar as dívidas que contraiu para construir o estádio, apesar de ter receitas operacionais maiores pode não ter orçamentos maiores. 2) estás a esquecer-te de que, em Inglaterra, há vários clubes controlados por magnatas, cujo investimento no clube faz com que o clube seja mais forte do que as suas receitas operacionais podem fazer prever.

Tiago diz: "Gostava de perguntar ao Nuno se acha que as probabilidades do Euromilhões passar a ser ganho por apostadores registados em Portugal aumentaram drasticamente com o regresso do Liedson ao nosso país."

Eu acho que sim.

Pinto disse...

http://www.record.xl.pt/Futebol/Internacional/inglaterra/interior_premium.aspx?content_id=793408

é de 11 de Dezembro, mas serve para o caso. Aliás, este último jogo com o MU deve ter sido a primeira vez que tal aconteceu (ganhar pontos nos ultimos minutos).

Uma equipa que mantenha os indices de concentração elevados como dizes que esta faz não seria a que mais pontos deita ao lixo no fim dos jogos.

MM disse...

Blessing,

Não discuto o que disseste nem levei o tema para aí, até porque mais de 50% dos jogadores transferidos por preços exorbitantes revelam-se transferências falhadas, por vários motivos. A ideia de que 4 ou 5 grandes clubes presididos por magnatas ou mecenas têm capacidade para ir ao mercado comprar jogadores numa fase de carreira ideal por 50 milhões de Libras e encaixá-los nas suas equipas para com isso ganhar títulos é errada. Futebol não funciona dessa forma e tu sabe-lo.

Não existe uma relação proporcional entre gasto e força de uma equipa de futebol. Seja como for, mais ou menos a leste disto e em concreto:

O Arsenal tem orçamento para discutir títulos com Manchester, Chelsea e M. City, não obstante os 2 últimos serem propensos a transferências megalómanas e ridículas. Esta é a realidade e tanto que o tem que durante muitos anos fê-lo. Não faz hoje por razões pouco relacionadas com dinheiro ou fundos.

O Nuno acha que sim mas por ser ignorante, falar de cor e ter dificuldades de aprendizagem relacionados a motivos que alguns atribuem ao 'orgulho' mas erradamente. São complexos intelectuais, nada mais.

MM disse...

Daniel Santos,

O Arsenal é um clube fortíssimo em Londres, Inglaterra e tem uma base de fãs fora do Reino Unido estrondosa. Tudo isto é dinheiro e tudo o mais é política e são opções desportivas: é aí que Wenger tem falhado. As responsabilidades não são só suas mas são maioritariamente suas. É impossível negar a crise desportiva do Arsenal e não perceber que nos últimos quase 10 anos distanciou-se de (primeiro) 2 ou (agora) 3 outros clubes. Distanciou-se tanto que não discute títulos, não invalidando que amanhã não possa vir a fazê-lo porque lá está é um daqueles clubes com capacidade para resolver tudo de uma vez, não se comparando a um clube como o Tottenham em termos de capacidade para 'chegar a', ou 'desejar ser'. Numa medida grande o Arsenal tem inclusivamente mais e melhores condições relativamente a M. City, tal como há 15 anos tinha mais armas que clube como o Chelsea embora o Chelsea nessa altura já gastasse mais dinheiro que o Arsenal. Hoje é diferente porque 15 anos é muito tempo e o Chelsea neste intervalo solidificou uma marca que é hoje muito valiosa e multiplicou a sua base de fãs que é hoje, fora do Reino Unido, gigante.

MM disse...

Batalheiro, não sei quem és mas a resposta é afirmativa: as tuas vírgulas não me fazem confusão. As tuas ou as de outros. Podes por isso deixá-las estar no cu ou estendê-las lá fora que não me faz diferença.

Mike, ainda bem que o meu «blogue» faz-te rir. Já tu ou alguma coisa que porventura faças não me faz rir nem chorar porque não vi nem conheço.

Nuneco, a tua esperteza saloia só funciona com chico-espertos. Não funciona para mais ninguém. Tal como para o Batalheiro podes ficar descansado que as tuas vírgulas e clíticos passam-me ao lado. Corrigi-te ao fim da tua 3ª intervenção sobre o meu Português, por seres um individuo ridículo que não percebe duas coisas simples:

1) é estúpido corrigires o Português de alguém quando não tem isso qualquer importância nesta ou noutras caixas de comentários.

2) é estúpido corrigires o Português de algúem quando o teu Português é satisfatório mas não é mais do que isso.

Seja como for ainda vais a tempo de explicar-me por que motivos trouxeste o meu Português à baila. Responderes "mas também me corrigiste" é estúpido quando só te puxei a trela quando insististe 3 vezes (não me surpreendendo no entanto que tivesses utilizado o argumento "também me corrigiste" porque lá está: és estúpido e mal formado).

Nuno disse...

Pinto diz: "é de 11 de Dezembro, mas serve para o caso. Aliás, este último jogo com o MU deve ter sido a primeira vez que tal aconteceu (ganhar pontos nos ultimos minutos)."

Pinto, este artigo, pelo menos no formato digital, não diz nada. Não explica o que foi considerado. Diz apenas que o Tottenham sofreu 10 golos nos últimos minutos. Não diz quantos marcou nos últimos minutos. Não diz quantos pontos conseguiu nos últimos minutos. Não diz quantos pontos cada um dos adversários perdeu ou ganhou nos últimos minutos. Não te parecem contas incompletas?

"Uma equipa que mantenha os indices de concentração elevados como dizes que esta faz não seria a que mais pontos deita ao lixo no fim dos jogos."

Depende. Um dos problemas de quem vê futebol é achar que tudo no jogo é necessário. Se uma equipa joga bem, ganha necessariamente; se tem muitos adeptos e muito dinheiro, tem muita capacidade de investimento; se têm índices de concentração, é porque conseguem muitos pontos no fim. Isto não é assim. Depende. Eu também disse que o Tottenham, para além de ter índices de concentração altos, pratica um mau futebol. Uma coisa pode simplesmente anular a outra. Aliás, todo o meu texto foi para dizer que índices de concentração é muito pouca coisa. Não me espanta que tenha perdido pontos nos últimos minutos, como não me espanta que perca pontos noutros momentos do jogo, porque a equipa não joga particularmente bem.

Nuno disse...

MM diz: "O Arsenal é um clube fortíssimo em Londres, Inglaterra e tem uma base de fãs fora do Reino Unido estrondosa. Tudo isto é dinheiro e tudo o mais é política e são opções desportivas: é aí que Wenger tem falhado."

MM, tu gostas de levar pancada, não gostas? Não podes confundir receitas (aí sim, o Arsenal é forte, porque é um clube com muito mais adeptos do que outros) com capacidade de investimento. Receitas são receitas. Investimento é investimento. Uma coisa não depende da outra, e o Wenger tem-se queixado precisamente disso, nos últimos 5 anos. Tem-se queixado de que há muitos clubes que têm capacidades de investimento não condizentes com as receitas que geram. Porquê? Porque têm patrões a injectar dinheiro e porque não têm as despesas (ou não se preocupam com elas) que o Arsenal tem. Este argumento é, como vês, absolutamente falso.

"Corrigi-te ao fim da tua 3ª intervenção sobre o meu Português"

Não, MM, não. Além de estúpido e de chico-esperto, afinal também és mentiroso. Corrigi-te o português porque disseste que eu precisava de aprender algumas coisas, e para te mostrar que também precisavas de aprender umas coisas. Depois, bem mais tarde, quando já estavas a levar forte e feio, lembraste-te do português, e pensaste que seria boa ideia tentar humilhar-me, corrigindo o meu português. Correu mal, e foi aí que te corrigi a segunda vez. Como vês, não foi apenas ao final da terceira correcção que começaste a falar em português.

"é estúpido corrigires o Português de alguém quando não tem isso qualquer importância nesta ou noutras caixas de comentários."

Mas quem é que diz que não tem importância? No teu caso tem evidente importância. O teu português é mau, e muitas das coisas que disseste eu não percebi por causa de estar mal escrito. Além disso, há uma relação entre saber exprimir correctamente as ideias e ter ideias interessantes. Saber escrever ajuda a saber pensar. De qualquer modo, já te expliquei a razão principal para te ter corrigido: disseste que eu precisava de aprender coisas, e eu corrigi-te o português para que percebesses que também tu precisavas de aprender coisas.

"é estúpido corrigires o Português de algúem quando o teu Português é satisfatório mas não é mais do que isso."

Satisfatório porquê? Porque tu queres? Em todas as coisas que apontaste, estavas enganado. Portanto, tanto quanto tu sabes, o meu português é perfeito. Pode não o ser, de facto, mas tu, com os teus conhecimentos de português, não o podes saber. Da posição em que te encontras, o meu português é inatacável.

" Responderes "mas também me corrigiste" é estúpido"

Eu não te respondi isso. Já te expliquei: corrigi-te porque me disseste que eu tinha de aprender coisas. Da segunda vez, corrigi as tuas correcções. Tão simples quanto isto.

Quanto à estupidez e má-formação, para um batráquio que veio aqui despejar disparates e insultar, estás com uma moral dos diabos!

MM disse...

"Este último jogo com o MU deve ter sido a primeira vez que tal aconteceu (ganhar pontos nos últimos minutos)."

Pinto, tal e qual. O Tottenham deve-se uma dezena de pontos que hoje deixá-lo-iam muito próximo dos da frente. Entrou muito forte na temporada e a mandar nos jogos fora-de-casa, traço de equipa grande, e a pontuação não espelha a sua valia, motivo pelo qual todo este texto e mensagem que tenta passar é falsa e parva porque emite julgamentos descabidos.

Nem o Tottenham tem feito (em quantidade) os bons resultados que nesta altura merecia, nem está no 4º lugar por Villas-Boas esticar a corda ou ter uma equipa dependente de 'mentalidade', como se andasse a somar mais pontos do que joga. É ao contrário: faltam-lhe pontos.

Quem escreveu o texto limitou-se a olhar para a classificação, ver o Tottenham no 4º lugar imaginando que a época tem sido plena de sucesso, retratando a equipa de Villas-Boas como se jogasse rugby e o treinador como "mediano". "Não aprendeu nada com Guardiola" é a cereja no topo do bolo. Claro, num jogo de tracção com base em ilações e disparates retirados a partir de um Tottenham VS Manchester United (coisa pouca de adversário) jogado à neve.

MM disse...

"MM, tu gostas de levar pancada, não gostas?"
"Quando já estavas a levar forte e feio"
"O meu português é perfeito."
"Da posição em que te encontras, o meu português é inatacável."
"Nuno 10014 - M&M's 0."
"É mais ou menos esta a diferença entre os nossos QI's, portanto o resultado está certo."

--------------------------

Lol. Magnífico e definitivamente, o palerma não és tu ...
Carrega mais na ferida, sabe Deus como gosto de rir.

tiago disse...

MM não achas que seria bem mais interessante em vez de andares a mandar postas para o ar, fazeres tu a tua análise ao Tottenham de Villas-Boas?
O Nuno fez a dele não concordas tudo bem, faz a tua?
Pontos forte, fracos, coisas em que pode melhorar, etc?
Se o Villas tá a fazer um trabalho tão bom assim, aproveita e identifica também em que é que a equipa está melhor do ano passado para este ano...
Não esquecer que o ano passado acabou em quarto e só não foi à Champions por causa daquela regra estúpida para o Chelsea ir e que na 23ª jornada tinha 49 pontos (tava a 5 de Man Utd e City) e com mais golos marcados e menos sofridos que este ano.

tiago disse...

Saíram pontos de interrogação em sítios em que é claro que o correcto seriam pontos finais mas acho que a mensagem está perceptível.

B Cool disse...

Se olharmos para os salários em inglaterra, não me parece que seja por aí que o Arsenal perca substancialmente para o United, aliás nos últimos anos só na época em que existiu maior diferença é que o valor dos custos com pessoal do Arsenal foi 80% dos custos do United, mas normalmente fica acima de 85%.

Além disso, o United tem uma estrutura de custos de pessoal onde se inclui a equipa comercial que se espalha pelo mundo todo e é bastante bem remunerada. Isto quer dizer que provavelmente a diferença entre valores salariais da equipa de futebol é ainda menor.

No entanto, fruto de uma gestão muito conservadora, a política de investimentos é muito diferente, visto estar intimamente ligada às alienações realizadas. Aliás, o Arsenal é um vendedor líquido, enquanto que o United e todos os outros clubes/sociedades, são invstidores líquidos, sendo que Chelsea e City têm comportamentos verdadeiramente pornográficos.

Acho que os jogadores no Arsenal mais tarde ou mais cedo chegam à conclusão que podem sempre ir ganhar mais, seja dinheiro, seja títulos, se saírem, pois o Board privilegia a saúde financeira do Arsenal.

A consequência é inevitável, o Arsenal pode não estar a perder a competitividade desportiva, não vou entrar nessa disputa, mas está a perder a competitividade comercial, tendo menor capacidade para aumentar as suas receitas, o que lhes limitará os orçamentos futuros e consequentemente limitará a capacidade para atrair melhores jogadores, ou para evitar a saída dos seus melhores.

Em inglaterra, há muito má gestão desportiva num aspecto paricular, a remuneração que certos jogadores medianos/medíocres auferem é completamente desajustada com o seu valor futebolístico. O Liverpool é o melhor exemplo, tem um conjunto de jogadores verdadeiramente desinteressante faustosamente remunerados.

O Arsenal para mim não é excepção, gasta muito com jogadores que para mim, e saliento isso, para mim, não são nada de excepcional.

O trabalho do Wenger é difícil, mas ele próprio é uma das traves mestras do projecto do arsenal pois à semelhança do Jesus, entende que a subsistência do clube passa pela valorização de jogadores.

Atenção, o Arsenal do ponto de vista financeiro é bem gerido, ao contrário do Benfica, mas economicamente entrou por caminhos errados criando desvalorização na sua marca exactamente porque passa essa ideia que sempre que estiver próximo do título, os melhores sairão e terão que reconstruir a equipa.

quanto ao Vilas boas, como qualquer outro treinador, só fora do porto se pode avaliar da sua verdadeira qualidade.

MM disse...

"Análise" ao Tottenham de Villas Boas?

"Presta", "não presta", "serve", "não serve", "óptimo", "mau", "péssimo", "não aprendeu nada com", "deprimente", "falhará".

Aquilo que chamas de "análise", ou julgamentos bacocos?
É o que mais existe, não obrigado.
Não precisas das minhas.

Nuno disse...

Bcool diz: "O Arsenal para mim não é excepção, gasta muito com jogadores que para mim, e saliento isso, para mim, não são nada de excepcional."

Bcool, não digo que não. Nada disso, porém, me parece ser da responsabilidade do Wenger. E é esse o ponto. Se calhar, mesmo com um orçamento inferior a United, City, e Chelsea, poderia proteger os seus melhores jogadores com salários mais altos, desde que gastasse menos com os salários médios, por exemplo.

MM, uma ideia, só uma. Só pedíamos uma ideia, pelo menos para percebermos se há batráquios com os quais vale a pena conversar. Dizer que a mensagem do texto é "falsa e parva porque emite julgamentos descabidos" é fácil; é preciso é explicar porquê. E a tua explicação é esta: "entrou muito forte na temporada e a mandar nos jogos fora-de-casa, traço de equipa grande, e a pontuação não espelha a sua valia". É baseada numa percepção que, diga-se, é claramente diferente da minha. Quando 2 percepções são tão diferentes, é importante cada uma das partes justificar a sua percepção. Ora, eu tentei explicar aquilo que me parece ser o futebol do Tottenham nestes primeiros meses de Villas-Boas, e expliquei ainda o porquê de se achar (como tu achas) que a equipa está a jogar bem, justificando que atacar muito não é atacar bem. Tu não explicaste nada. Limitaste-te a expor a tua percepção. Desde o princípio. E o que eu te digo é o que te tenho dito desde o princípio: os batráquios podem discutir com base em percepções; seres humanos discutem com base em argumentos, em explicações de percepções. Enquanto não conseguires fazer mais do que exprimir aquilo que parece que vês, dificilmente conseguirás entrar numa discussão racional comigo.

MM disse...

"Argumentos", como dizes, porque usas futebol para discutir. O teu propósito é discutir e como já te disse mil vezes, palerma: há algumas pessoas a ler-te para quem não és nenhum mistério. Leste no 4-4-2 algo a dizer 2 ou 3 pequenas coisinhas sem importância sobre Villas-Boas e o Tottenham e lendo-o, lembraste-te de construir uma história a conter uma mensagem no sentido contrário.

Porque o teu propósito é esse. A não ser que aches realmente (e não duvido que aches) que só tu entendes de futebol e o 'resto do mundo' não só não entende como não deve falar de futebol. E pedes, gritas, "não falem de futebol por favor". Porque o batráquio não sou só eu. São quase todos não é?, ao passo que tu és o sabichão.

Escuta uma coisa palerma: nem tu és um iluminado nem futebol é uma coisa tão complicada acessível só a meia-dúzia. Se o fosse tu não farias parte da meia dúzia nem falarias de futebol.

"Argumentos" e "ideias" precisas para gente complexada como tu. Espero que esteja compreendido e passa bem. Pela minha parte dou a discussão como encerrada.

Nuno disse...

""Argumentos", como dizes, porque usas futebol para discutir."

MM, isto não é português. Não percebo o que estás a dizer. Como não percebo esta frase:

""Argumentos" e "ideias" precisas para gente complexada como tu."

A sério, o que é isto? Um tipo com trombose a pedir um sumo de laranja? Que frase é esta?

"há algumas pessoas a ler-te para quem não és nenhum mistério. Leste no 4-4-2 algo a dizer 2 ou 3 pequenas coisinhas sem importância sobre Villas-Boas e o Tottenham e lendo-o, lembraste-te de construir uma história a conter uma mensagem no sentido contrário."

Ainda bem que não sou um mistério. Mas, olha, se eu quisesse contradizer alguma coisa dita no 442, di-lo-ia. Já o fiz no passado, e fá-lo-ei certamente no futuro. Quando os meus textos partem de ideias concretas de outras pessoas, é comum que eu cite a fonte. Se se disse alguma coisa no 442 sobre o Tottenham, não sei. O que sei é que não foi para contradizer ninguém que escrevi isto. O que faz com que a ideia de não ser um mistério, afinal, não tenha fundamento. Continuas a somar pontos...

"nem tu és um iluminado nem futebol é uma coisa tão complicada acessível só a meia-dúzia."

Sim, o futebol é uma coisa simples, e qualquer batráquio, desde que tenha olhos e saiba escrever, pode falar de futebol. MM, não é só de futebol que tu não podes falar. É de muito mais coisas. E não podes porque és um batráquio e os batráquios não têm inteligência suficiente para falar de certas coisas.

"Pela minha parte dou a discussão como encerrada."

Eu, por outro lado, dei a discussão por encerrada logo no teu primeiro comentário. Quando o meu interlocutor não tem cérebro, não discuto com ele. A única coisa que se seguiu foi uma tareia. Da qual pareces gostar. És um batráquio, tudo bem, mas um batráquio campeão. Isso, diga-se, é digno de aplauso.

masterzen disse...


Nuno,

O teclado do computador é manso, escreve tudo o que queiras. É fácil não sair da zona de conforto e dizer que o Jesus é estúpido, o Villas Boas é um novo estúpido porque não joga de determinada maneira. A diferença não reside na estupidez de uns e outros mas reside na capacidade de operacionalizar ideias mesmo que as ideias sejam estúpidas.A diferença dos melhores para os outros é porque os melhores quaisquer que sejam as suas ideias foram para o campo e colocaram-nas em prática. Após anos de teoria penso que dentro da minha estupidez começa a ser tempo de as mostrares ao mundo, desde que te leio vejo do outro lado alguém seguro em si e com convicções muito fortes, assim que pegares numa equipa diz-me qual é o seu nome e onde joga porque quero ver.
Repito quero ver, para saber se da teoria à prática qual é a distância das tuas ideias.

Não deixes de escrever. Ao contrário da filosofia onde o diálogo é a forma de luta no futebol é no campo que se resolve e se combate as ideias.

Abraço

Pedro disse...

"nem futebol é uma coisa tão complicada acessível só a meia-dúzia."

MM, concordo que o futebol não é assim tão complicado, por vezes até é bastante simples. Mas, mesmo assim, muita gente (mas mesmo muita) só diz disparates. Pior, o que me tira do sério é malta repetir as baboseiras que ouve os comentadores dizer (q não percebem patavina do que comentam e muitas vezes nem vêem aquilo que todos nós vemos na TV) e a imprensa escrever no dia seguinte. A maioria das pessoas vai atrás das opiniões que são suportadas pela maioria.
Se os jornais dizem que o jogador X esteve mal, a maioria vai achar q ele esteve mal. Não por aquilo que viu mas pq é influenciado por aquilo que é escrito. Não faltam casos concrectos disso. E a maioria tem dificuldades em suportar uma opinião em que não esteja apoiada por muitas pessoas.

E nesse campo dou muito mérito ao Nuno por nunca se esconder de uma opinião mesmo que seja o único a defendê-la.

Diogo Laranjeira - Victor Silva disse...

O Tottenham contratou Holtby que é um excelente jogador, e acaba por ajudar a suprir a falta de criatividade que referes. Começa a jogar pelos spurs na próxima época.

Diogo

Nuno disse...

masterzen diz: "A diferença dos melhores para os outros é porque os melhores quaisquer que sejam as suas ideias foram para o campo e colocaram-nas em prática."

masterzen, esta ideia parte de um preconceito muito comum também que é a ideia de que o treinador é essencialmente alguém que põe em prática certas teorias e que o melhor treinador é, portanto, aquele que melhor souber passar da teoria à prática. Significa isto que, na tua opinião, um treinador vale essencialmente pelos seus métodos de trabalho, pela maneira como consegue que os jogadores ponham em prática as suas ideias. Eu discordo disso. Não obstante ser importante, parece-me que um treinador deve ser muito mais do que isso. Deve ser, acima de tudo, um teórico, alguém com ideias acerca do jogo. Se o for, tenho a profunda convicção de que passá-las à prática acaba por ser uma consequência inevitável. Agora, se as suas ideias não forem boas, se só se interessar por metodologia, por exercícios de treino, se achar que determinados exercícios desenvolvem necessariamente determinadas competências, e se lhe bastar que os jogadores cumpram com exactidão as suas ideias, então duvido que seja um treinador competente.

De resto, não quero, nem nunca quis ser treinador. A ideia de que as minhas ideias só serão válidas quando demonstradas na prática parece-me francamente ilógica.

Pedro, obrigado. De modo idêntico, e apesar de muitas discussões que já tivemos, e de muitas discordâncias, reconheço o mesmo em ti. Não é fácil encontrar alguém que discorde tanto de nós, mas que tenha o espírito certo.

Diogo, se o Holtby for quem penso que é, então o pouco que vi dele dá-te razão, pois impressionou-me bastante.

Fernando Pessoa disse...

E que tal o Varane? Agrada-vos?

Vitó disse...

Nuno,

O que tens a dizer sobre o Diogo Rosado no Benfica? Isto tendo em conta o modelo que Jesus tem vindo a apresentar.

Já agora, qual é a tua opinião sobre o Rui Fonte?

Abraço

Nuno disse...

O Varane está a crescer ainda. Ao princípio, parecia-me um daqueles defesas que, pela imponência física e pela velocidade, parecia superiorizar-se aos da sua idade. No entanto, aos poucos, parece-me preocupar-se mais com as coisas certas, e parece estar a evoluir. Vamos ver. Não é extraordinário do ponto de vista técnico, e não se poderá contar com ele para grandes coisas com bola, mas a capacidade de concentração dele tem-me impressionado, nos últimos jogos.

Vitó, acho difícil o Diogo Rosado e o Rui Fonte serem apostas do Jesus. Provavelmente, foram contratados para a equipa B. Gosto muito dos 2. O Rui Fonte é o típico avançado de que gosto, muito bom tecnicamente, inteligente, e muito bom nos apoios. Acho que ele, o Rosado e o Rosa podem formar uma tripla de atacantes de muita qualidade, assim o Norton de Matos os ponha a todos ao mesmo tempo. Para a equipa principal acho mais difícil, sobretudo porque o Jesus não parece apreciar jogadores do tipo deles e porque, para as posições deles, há inúmeras alternativas.

Pedro disse...

O que achas que é melhor para o Rosado: ficar na equipa A, treinar com Jesus e Aimar todos os dias e jogar raramente ou ir para a equipa B e, correndo bem, ser titular até ao final da época?

João Duarte disse...

Que pena só ter chegado agora...

Eu que detesto o Barcelona e embirro com o Wenger, venho-te dizer caro MM...que estás a levar com o rolo compressor do JJ.

E o Português é importante. Mesmo não se dominando a coisa a fundo, é importante. Só falando correctamente podes dizer o que pensas, e um sr deve sempre dizer o que pensa.

axadrezado disse...


MM, partilho das tuas visões. Louvo-te a paciência...

Nuno, continuo a achar interessante ler o que escreves sobre futebol. Umas vezes concordando, outras não. Ainda bem que assim é.

De resto, agradável discussão...