terça-feira, 13 de julho de 2010

Campeonato do Mundo dos Idiotas

Há quem tenha opiniões esquisitas, há quem tenha opiniões erradas e há quem tenha opiniões que não devia ter. Há um quarto grupo de pessoas que tem opiniões que não consigo classificar. É o caso de Miguel Lourenço Pereira, que escreveu preciosidades atrás de preciosidades neste brilhante texto e respectivos comentários. Findo o campeonato do mundo de futebol, eis o campeonato do mundo dos idiotas.

Antes da final do campeonato do mundo e antes também de escrever um texto em que confessa o seu desdém para com pessoas que não sabem da existência de um campeonato do mundo não-oficial, Miguel Lourenço Pereira decidira escrever um texto em que a principal ideia era equiparar esta selecção de Espanha às tradicionais selecções italianas. A sugestão, só assim, já provoca o riso. Mas vejamos o que diz concretamente.

1. Embora comece por considerar que a Espanha se apurara para a final com justiça, percebemos que o diz simplesmente porque se apurou. Continuando a ler, é com facilidade que compreendemos que não nutre profunda admiração pelos espanhóis e que estava obviamente a torcer pelo apuramento alemão. Diz então que o jogo espanhol é "horizontal e irritante". Não sei por que razão o diz, até porque não há outra selecção no mundo que faça tantos passes verticais e que consiga penetrar verticalmente, pelo meio, como a Espanha. Quanto à irritação, percebo-a apenas se houver da parte de quem sofre essa irritação um certo desconforto com o que é bom. O futebol espanhol, para Miguel Lourenço Pereira, é certamente irritante do mesmo modo que a música de Beethoven é irritante.

2. Continua Miguel Lourenço Pereira, afirmando agora que a Espanha não joga bem e que "esta equipa continua a funcionar bastante melhor como um hábil producto de marketing acente na escola do Barcelona". Gosto especialmente da forma como decidiu trocar os dois "s" do verbo "assentar" pelo "c", certamente mais económico e menos "horizontal e irritante". Aliás, a obsessão com a letra "c", nesta frase, é incrível, ao usar a letra na palavra "produto", numa espécie de fenómeno de hiper-correcção contra o novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa. Mas achar que esta equipa joga assim por efeitos de marketing, o que quer que isso queira dizer, só numa cabecinha muito diferente. Não sei, mas parece que Miguel Lourenço Pereira está a dizer que os jogadores espanhóis, em vez de estarem a jogar futebol, estão constantemente a protagonizar um reclame desportivo. Será isto?

3. Prosseguindo, diz Miguel Lourenço Pereira que a selecção espanhola "abdicou de jogar bem para ganhar", tendo herdado "essa cultura italiana que hoje mais nenhuma equipa no Mundo tem". Gosto aqui também do uso da maiúscula na palavra "mundo", como se estivesse a falar de uma coisa maior que o próprio mundo. Talvez Miguel Lourenço Pereira tenha um mundinho (com maiúscula, claro) só seu. Isso explicaria muita coisa. O que é extraordinário é que Miguel Lourenço Pereira consegue achar que a Espanha não jogou bem este mundial, apesar de ter dominado todos os jogos, de ter tido constantemente mais bola, de ter empurrado vários adversários para as imediações da sua baliza. Para o senhor Miguel Lourenço Pereira, nada disso interessa, assim como não interessa as selecções italianas terem por cultura precisamente o oposto, isto é, abdicar da bola, entregar a iniciativa ao adversário, remeterem-se ao momento defensivo e atacar venenosamente pela certa.

4. Querendo justificar a afirmação anterior, diz Miguel Lourenço Pereira que "não se vê nessa troca de bola lateral constante um fluxo de ideias como as equipas que marcaram a evolução do jogo". Já sabíamos que o senhor Miguel Lourenço Pereira tinha um problema oftalmológico que o impedia de ver coisas verticais, mas ficamos agora a saber que também não é capaz de perceber na troca de bola espanhola qualquer ideia. Onde, de facto, abundam ideias, e das boas, é na cabecinha do senhor Miguel Lourenço Pereira. Não sei ao certo que equipas é que, para Miguel Lourenço Pereira "marcaram a evolução do jogo", mas pela conversa cheira-me que está a falar do Boavista de Jaime Pacheco.

5. Diz ainda Miguel Lourenço Pereira que o futebol da Espanha está "a anos-luz de outras grandes selecções" e que "em números, serão o pior finalista de que há memória, incapazes de ganhar por mais de 1-0 nos jogos a eliminar", sendo que "nem a pior azurra" teve números tão escassos. Confesso que a história dos números já chateia. As tartarugas que acham que os números servem para alguma coisa esquecem-se que esta Espanha passou o mundial a jogar contra equipas fechadinhas lá atrás, como a Suíça, Portugal ou Alemanha, e que, naturalmente, é muito mais difícil vencer por muitos golos quando o adversário tem por estratégia não atacar durante 90 minutos. Em nenhum jogo a Espanha foi inferior ao adversário e em todos merecia ganhar por mais de um golo de diferença - era isto que os idiotas deviam ter em conta e não a inutilidade dos números, hábito norte-americano que no futebol não tem nem pode ter aplicação eficiente. O problema do senhor Miguel Lourenço Pereira, agora percebemos, é achar que a força desta Espanha está espelhada nos seus números. Não está, como nada está espelhado nos números, em futebol. É porque a Espanha marcou poucos golos (e não porque tenha subjugado todos os adversários pela posse de bola) que Miguel Lourenço Pereira a considera parecida com a Itália. A estupidez da comparação não está por isso nas conclusões, mas nas premissas e no método de análise.

6. A propósito do jogo com a Alemanha, diz Miguel Lourenço Pereira que a razão pela qual a Espanha ganhou facilmente aos alemães não se explica por mérito dos espanhóis, mas sim porque a Alemanha "não quis fazer o jogo duro de pressão alta de suiços, portugueses e paraguaios, que optaram por não deixar a Espanha jogar confortavelmente com a bola". Mais uma vez, há qualquer coisa de muito esquisito com o cérebro do senhor Miguel Lourenço Pereira. Não sei ao certo que mundial andou a ver este senhor, mas não foi certamente o da África do Sul. Os suíços passaram 90 minutos encaixotados na sua área e Portugal pressionou sempre atrás da linha de meio-campo. A única equipa que optou por uma pressão mais alta foi o Paraguai, e ainda assim privilegiou zonas de pressão à entrada do meio-campo espanhol. Miguel Lourenço Pereira acha que se tratou de pressão alta. São opiniões. Também haverá, por certo, quem ache que os sete anões eram, na verdade, gigantes.

7. Quando incitado por alguém, na caixa de comentários, a justificar a sua afirmação acerca da semelhança entre a Espanha e a Itália, Miguel Lourenço Pereira diz o seguinte:

"Fico contente que tenha vontade de rir, mas basta olhar para a campanha da Itália em 2006 para perceber a comparação. Uma fase de grupos mediana, com um apuramento algo trapalhão, um jogo de Oitavos com golo polémico, uma eliminatória de Quartos demasiado sofrida e um excelente jogo nas meias-finais, quando é a doer, contra uma equipa melhor".

Lá está. Miguel Lourenço Pereira não está a comparar estilo de jogo nem qualidade de jogo; está a comparar campanhas. Ou seja, números. A obsessão matemática vale-lhe por isso a idiotia de não perceber tudo o que está para lá dessa matemática. E consegue, por isso, porque ignora o mais importante, comparar o dia com a noite. Se eu também ignorasse todas as propriedades que distinguem o branco do preto e me cingisse apenas ao facto de ambas as cores estarem dentro dos limites do espectro visível, também poderia dizer que o branco é igual ao preto. O que Miguel Lourenço Pereira está a fazer, por isso, é uma espécie de batota intelectual: de entre vários dados a ter em conta, apenas lhe interessa aquele que torna as duas equipas semelhantes: o facto de terem tido sucesso com números parecidos.

8. O carácter anedótico da proposta de Miguel Lourenço Pereira, porém, não fica por aqui. Diz ainda que "esta maturidade competitiva dos espanhóis, capaz de aguentar tudo e todos, compensa a falta de um toque de classe, improvisação e genialidade." Falta de classe, improvisação e genialidade? Que outra selecção teve algum dia mais classe, improvisação e genialidade que esta Espanha? Depois de voltar a frisar que "a Espanha é uma equipa horizontal" (a mais falsa das suas barbaridades), o absurdo da tese de Miguel Lourenço Pereira chega ainda ao ponto de sugerir que a equipa espanhola tem "muitos problemas ofensivos" e que, "se não fosse assim não era a primeira equipa finalista da história a chegar tão longe com 3 eliminatórias a 1-0 cada um". Fica evidente, uma vez mais, que para Miguel Lourenço Pereira, uma equipa que ganha várias vezes por 1-0 é necessariamente alguém com "muitos problemas ofensivos". Uma vez mais, carece a análise de Miguel Lourenço Pereira de algum tacto e de alguma inteligência. Uma boa razão para uma equipa não fazer mais golos é o facto de jogar tanto, de ter tanto a supremacia do jogo, que o adversário se recolhe atrás para perder pelo mínimo possível. Mas o que é extraordinário é que a equipa que mais ataques fez em toda a prova seja uma equipa horizontal e com muitos problemas ofensivos.

9. A incrível imaginação de Miguel Lourenço Pereira permite-lhe ainda dizer coisas como:

"O problema está no estilo de jogo. Xavi, Iniesta, Silva ou Navas, são jogadores que procuram quase sempre o passe. Daí que o destaque no Barça seja o Messi, o homem que joga verticalmente para o golo, quando os outros jogam para a "orquestra"".

Para Miguel Lourenço Pereira, os problemas ofensivos vêm do estilo de jogo, interpretado por jogadores que procuram quase sempre o passe. Segue-se deste raciocínio que a equipa espanhola deveria apostar mais no remate antes de meio-campo e que um estilo de jogo que dê preferência ao pontapé sem nexo (por oposição ao gesto técnico do passe), às correrias parvas e à tentativa de marcar golo sempre que se está no meio-campo ofensivo é um estilo, na cabeça de Miguel Lourenço Pereira, com menos problemas ofensivos. Faz sentido. Para este senhor, jogar à bola é como dar marteladas num prego. Como se não bastasse, tem a capacidade de juntar a Xavi, Iniesta e Silva, jogadores de toque curto e refinado, que procuram a tabela e jogam de cabeça levantada, o jogo rectilíneo, individualista e de espaço nas costas das defesas de Jesus Navas, como se uma coisa tivesse a ver com a outra. Para finalizar, ainda é capaz de, num tom sarcástico, elogiar a verticalidade de Messi (ignorando que o argentino privilegia o mesmo tipo de coisas que os colegas do Barcelona) e menosprezar o futebol dos restantes colegas que, segundo ele, jogam apenas para o espectáculo. Aquilo que Miguel Lourenço Pereira não consegue perceber é que existe uma coincidência entre o estilo de "orquestra" desse futebol e a eficácia do mesmo. E isto por uma só razão, que desconfio que o senhor Miguel Lourenço Pereira ainda está para descobrir: é que futebol não é halterofilia.

10. A saga continua com o seguinte:

"Espanha abre muito bem o campo, fecha muito bem os espaços defensivos, troca muito bem a bola pelo meio, numa série de 50 passos sem sentido que não o de nao perder a bola, e subitamente tenta passes rápidos para o espaço onde surge um jogador veloz para encarar. Ou, com defesas mais fechadas, procura, qual equipa de andebol, circular a bola à volta da área à procura do falho de marcaçao (golo a Portugal) ou do remate de meia distancia (papel de X. Alonso, Ramos ou Villa)."

O único sentido que Miguel Lourenço Pereira encontra para a troca de bola espanhola é o não perder a posse de bola, como se isso por si só fosse mau. E sugere ainda que os espanhóis trocam a bola sempre à espera de uma falha de marcação, não arriscando o passe se tal não ocorrer. O que Miguel Lourenço Pereira não percebe é que a posse de bola serve precisamente para provocar esses erros e que os cinquenta passes têm, além da virtude de permitir manter a posse de bola e, por isso, não ter de defender, a maior virtude de fazer com que o adversário, na tentativa de recuperar a posse de bola, se desposicione. Mais brilhante do que isto só mesmo o sotaque brasileiro com que articula o seu pensamento nesta frase, usando não só o extraordinário verbo "encarar" como inventando o substantivo masculino "falho".

11. Voltando a querer impingir a sua teoria de que isto é exactamente o mesmo que aquilo que os italianos fazem tradicionalmente, Miguel Lourenço Pereira afirma então o seguinte:

"Esse modelo de jogo é bastante similar ao historico futebol italiano, sempre com um ponta de referencia, um meio campo estendido pelo terreno de jogo, um duplo pivot-defensivo e um regista (Xavi como Pirlo) a pautar o jogo. Com menos "tiki taka" inconsequente, que os italianos são bem mais práticos. Pode não ser tão estético, mas o jogo italiano de base é muito similar ao jogo espanhol desta equipa. "

Se alguém, algum dia, viu a Itália a jogar qual equipa de andebol, a circular a bola pelos seus jogadores contra uma defesa compacta, enfiada na sua grande área, esse alguém foi Miguel Lourenço Pereira, pois garante que isso é precisamente o que os italianos costumavam fazer. Embora com menos trocas de bola, que os italianos não têm a paciência de santo dos espanhóis. É, portanto, com sabedoria que termina, dizendo que a principal diferença entre o futebol desta Espanha e o futebol dos italianos é uma diferença estética, sendo o resto "muito similar". Como disse no início, não sei se consigo classificar opiniões deste tipo. Parece-me francamente injusto tentar contrariar opiniões de arcas frigoríficas.

12. Já para o fim da conversa na caixa de comentários, Miguel Lourenço Pereira deixa finalmente perceber aquilo que está por trás de todos estes disparates:

"O português tem uma obsessão preocupante com tudo o que vem de Espanha, um sentimento de pequenês mental que faz com que tudo engrandeça. Da mesma forma que Espanha olha para o resto do Mundo aliás."

Trata-se, portanto, de um ódio mesquinho ao povo espanhol, de uma generalização pateta que tem eco no desdém pela selecção que representa o povo que abomina. A análise da selecção espanhola é assim influenciada pelo sentimento que nutre pelo povo que essa selecção representa. O que Miguel Lourenço Pereira, contudo, não percebe é que, da mesma forma que há portugueses que padecem daquilo a que Fernando Pessoa chamou "provincianismo", que consiste em elogiar tudo o que vem de fora, neste caso, de Espanha, e que coincide com a "pequenês mental" a que Miguel Lourenço Pereira se refere, há também portugueses que, num ponto diametralmente oposto, padecem de um nacionalismo tonto que consiste em rejeitar obsessivamente o que vem de fora, neste caso, de Espanha, e que é no fundo a doença do senhor Miguel Lourenço Pereira. Mais engraçado é quando a pessoa que o faz vive ou trabalha em Madrid.

13. Logo a seguir, vem a minha frase preferida: "ninguém espeterá 4 a esta equipa porque o seu futebol cinico, disfarçado de estética de museu, nunca o permitiria." Numa só frase, Miguel Lourenço Pereira consegue transgredir várias vezes a gramática portuguesa, primeiro ao inventar o verbo "espeter", depois esquecendo o acento de "cínico", e finalmente usando o condicional "permitiria" na oração causal quando na oração principal tentara usar um futuro. O jornalismo é tão bonito! Mas o que é importante é que, para Miguel Lourenço Pereira, a Espanha joga um futebol cínico, que parece muito bonitinho e servir para entreter, mas que afinal de contas é um engodo para atrair o adversário e depois atacar pela certa, como faziam as selecções italianas. Aquilo que Miguel Lourenço Pereira não percebe é que ter a posse de bola, e fazer tanto por tê-la, como seja pressionar alto ou não a perder à toa, é a maior declaração de intenções de uma equipa. Ao ter a posse de bola, a Espanha deixa necessariamente de ser cínica. Quer a bola, assume que a quer, e quer a bola para vencer o jogo. O adversário sabe-o perfeitamente e é por isso que se fecha a sete chaves lá atrás. Isto é o oposto do cinismo italiano, cuja estratégia consistia em "fingir" não querer atacar e não querer a bola para depois, assim que a recuperava, chegar à frente e, sem rodeios, sentenciar os desafios. Se há alguma coisa que a Espanha não é é cínica. E o futebol dos espanhóis é tudo menos disfarçado.

14. Quando confrontado com a ideia de que a Itália, ao contrário da Espanha, se sentia confortável era sem a bola, Miguel Lourenço Pereira propõe que tal acontecia porque, ao contrário da Itália, que era uma selecção multifacetada e se sentia confortável a jogar de muitos modos, a Espanha "joga sempre o mesmo estilo de jogo, mesmo tendo opçoes para outras abordagens". Para Miguel Lourenço Pereira, portanto, a Espanha está refém do seu estilo de jogo horizontal e irritante, com muitos problemas ofensivos, no qual os jogadores só sabem fazer passes. Com tantas deficiências no estilo de jogo e não tendo competência para jogar de outro modo, gostava muito que o senhor Miguel Lourenço Pereira explicasse como é que a Espanha conseguiu ser campeã do mundo.

15. Por esta altura, intrometeu-se um leitor espanhol na conversa, obviamente para criticar, com bons argumentos, a proposta atoleimada de Miguel Lourenço Pereira. Quando este leitor, apresentando como argumentos o facto de a Espanha, ao contrário do que acontece tradicionalmente com as selecções italianas, ter sido a equipa que mais rematou, que mais passes e posse de bola teve, que mais faltas sofreu e que menos faltas fez, dinamitou o argumento de Miguel Lourenço Pereira, a resposta não podia denotar melhor a xenofobia evidente desde o princípio do texto, assim como a estultícia que lhe vem atrelada, e Miguel Lourenço Pereira, depois de sugerir, com imbecilidade e despeito, que até os galegos podem opinar sobre futebol, acaba por contra-argumentar com isto:

"Uma equipa com muita posse de bola no miolo nao é uma equipa ofensiva. É uma equipa controladora. O que é bem diferente. Contra defesas organizadas há alternativas tácticas que Espanha nao se presta a utilizar, provavelmente porque nao sabe."

Não, caro Miguel Lourenço Pereira. A posse de bola, quando utilizada como arma, como a Espanha, é tudo em futebol. Serve, por exemplo, para ser campeã do mundo. É uma equipa ofensiva e controladora, não uma coisa ou outra isoladamente. Tendo a bola, ataca-se e, ao mesmo tempo, defende-se pelo simples facto de não se estar a defender. Contra defesas organizadas, há muitas maneiras de marcar golo. A mais eficaz e a que mais garantias de sucesso dá é a posse e circulação de bola rápida, com passes curtos, tabelas, apoios próximos, paciência e muita qualidade de passe e recepção. A Espanha não utiliza alternativas tácticas não só porque é fortíssima neste estilo como porque percebe que não há melhor maneira de alcançar o que pretende.

16. Como a idiotia de Miguel Lourenço Pereira não parece ter limites, continua aventando que o futebol da Espanha, porque "lento e aborrecido", não ficará na História. Miguel Lourenço Pereira está por isso convencido de que, daqui a dez anos, as pessoas se vão lembrar é da "fresca Alemanha" e não desta Espanha. Como Miguel Lourenço Pereira é tão bom na arte da adivinhação como a falar de futebol, não sabe o que diz. Aliás, poucas selecções serão tão lembradas como esta Espanha no futuro, pela revolução ideológica que esta vitória representa. Tal como o futebol total da Laranja Mecânica de setentas e o estilo italiano que Arrigo Sacchi ajudou a cristalizar, o "tiki taka" do Barcelona de Guardiola importado por esta Espanha ficará evidentemente para sempre e constitui até um salto evolutivo que tem apenas um ou dois precedentes significativos. Só a má fé, a desonestidade e a galhardia de novo-rico de Miguel Lourenço Pereira é que não o percebem.

17. Já noutro texto, quando fala dos onze melhores jogadores do mundial, Miguel Lourenço Pereira volta a deslumbrar e diz:

"sem Xavi esta equipa espanhola era um conjunto absolutamente vulgar. De isso não sobra nenhuma dúvida."

Gosto, antes de mais, da forma como Miguel Lourenço Pereira "descontrai" a contracção da preposição "de" com o pronome demonstrativo "isso", revelando uma vez mais a sua extraordinária vocação para inventar não só palavras como categorias gramaticais inteiramente novas. Para Miguel Lourenço Pereira, todo o plantel da Espanha, à excepção de Xavi, é portanto absolutamente medíocre. O que é estranho, não só porque antes diz que Piqué é o melhor central do mundo, como num texto mais recente sugere que a Espanha reunira o melhor plantel de sempre da sua História e que, por isso, merecera bem a vitória. Não sei se Miguel Lourenço Pereira sofre de esquizofrenia, mas julgo que não. Estou mais virado para falta de coerência crónica agravada pelo facto de querer dizer mal de uma selecção que representa um povo que odeia e acabar por não conseguir organizar as ideias.

Foram portanto dezassete pontos interessantes acerca das ideias de Miguel Lourenço Pereira sobre o futebol da selecção espanhola. Como terá ficado visível, há pessoas muito esquisitas. Miguel Lourenço Pereira é uma delas. Não sei se os três nomes denotam a sua natureza aristocrática e antecipam o seu carácter nacionalista e xenófobo, tão vincado naquilo que procura defender. Sei, contudo, que Miguel Lourenço Pereira tem por patologia o não perceber nada do que diz e, como muito gente, o querer falar do que não sabe. É um mal comum nos dias que correm. Tal como muita gente, Miguel Lourenço Pereira não percebe patavina do futebol desta Espanha. Juntando a isto o facto de não perceber muito de português e de destilar sentimentos violentos contra o país representado por essa selecção, o resultado só poderia ser ridículo. Se há , todavia, muita gente que não percebe o futebol da Espanha, mas se resigna à sua superioridade, o quixotismo de Miguel Lourenço Pereira, espanholice que afinal, contra a sua vontade, tão bem o define, fez com que visse nesse futebol o mais perfeito contrário do mesmo. Não querendo com isto fazer qualquer juízo de valor acerca dos dois termos da comparação, comparar esta selecção àquilo que costumam ser as selecções italianas não faz qualquer sentido e só merece o descaro do riso.

58 comentários:

Paulo Santos disse...

Que gargalhadas dei a ler este Lourenço. Enfim, o homem só pode ser é "falho" das ideias.

Grande Nuno, nunca mais bebemos a nossa cervejinha. Tenho estado cheio de trabalho (ainda bem!), mas temos que combinar isso um dia destes.

Quanto ao mundial, gostei muito deste triunfo espanhol. Brilhante este futebol. Quanto ao resto, já são conhecidas algumas idiossincrasias dos nossos analistas oficiais de ideias cristalizadas, como aquela que advoga que o futebol holandês é sempre maravilhoso (um vómito esta Holanda!), ou que o futebol italiano é sempre cínico, defensivo e aborrecido...irrita-me bastante, mas enfim...


Grande abraço

Popeso Dudando disse...

Hola
Soy el lector español (gallego) que se permitió contestar al sr. Lourenço en su blog. Tenía pensado escribirle una nueva respuesta pero tras leer este post, me he dado cuenta que vd lo ha argumentado infinitamente mejor de cómo pudiera haberlo hecho yo. Enhorabuena. Supongo que el sr. Lourenço estará preparando ya la réplica. Puede ser divertido.

Por cierto, ya era lector de "Entre Dez" antes de haber visto el link a su blog que dejó el sr. Joao en los comentarios
del escrito del sr. Lourenço. Y aunque no estoy siempre de acuerdo con sus apreciaciones, me parecen siempre enriquecedoras sus opiniones.

Un saludo y disculpe que haya tenido que escribir en español, ya que, aunque lo entiendo perfectamente, no sería capaz de escribir correctamente en portugués.

Catenaccio disse...

Nuno,

Que texto delicioso. Não me lembro de ver alguém tão humilhado intelectualmente, apenas com a grandiosidade das palavras certas no local certo.

Decerto, tens noção que 'goleaste' o pensamento futebolística da personagem. A questão é se o fizeste com a utilização de um jogo horizontal ou acabaste por privilegiar os passes verticais.

Este texto devia ter o selo das "Produções Fictícias". O ponto 2, então, é hilariante.

Guilherme disse...

e como se não bastassem todas as barbaridades, o tipo não faz a mínima ideia do que é o futebol italiano. fiquei sem perceber se ele fala do catenaccio do herrera, da zona mista do trapattoni ou do 4-4-2 de pressão alta do sacchi.
é que ele basicamente define o "histórico futebol italiano" - como se este, ao longo da sua história, não tivesse conhecido vários matizes -, como se não tivessem havido equipas que escaparam aos típicos lugares-comuns do defensivismo (então e as juventus do lippi, foram sempre defensivistas?).
o tipo ainda afirma que o "histórico futebol italiano" tem dois medios defensivos mais um regista".
Gostava que ele me dissesse onde é que raio viu isso. em tudo que li e investiguei sobre futebol italiano nunca encontrei tal coisa. Será que ele sabe o que é um regista? e a diferença entre um regista e um fantasista (o típico 10)? será que sabe que hoje em dia o regista - quando o há - joga normalmente na posição 4 (acompanhado no máximo por um único médio-defensivo, o mediano)e que a partir de finais dos anos 70 até ao sacchi era o próprio líbero, o n.º6 que funcionava como regista e que para tal subia até ao meio-campo?
porra como é que há gente que não tem vergonha em escrever coisas destas?

Daniel MP disse...

Confesso que tenho algumas dificuldades em exercitar a gargalhada enquanto leio este post. Pese embora agradeça, e muito, a faxina intelectual aplicada ao discurso de Miguel Lourenço Pereira, fico falho de humor sempre que vejo alguém que, seja grande ou pequeno, faz por se agigantar perante pessoas que denotam várias e severas limitações, as quais aliás são por si mesmas notórias não clamando que com elas se gaste mais tinta.
Caro Nuno, falemos de bola, expliquemos a analogia aqui ameaçada entre o futebol praticado pela selecção Espanhola e a música de Beethoven. Estes sim, assuntos interessantes!

R. Galeiras disse...

afinal quem é esse miguel lourenço pereira??

CRISTINA disse...

Ridículo. É o único adjectivo capaz de definir este artigo ou será “este ataque de histeria canalizada em formato Word” . É verdadeiramente inexplicável o facto de alguém ter tempo, disposição e porque não devoção por aquilo que as outras pessoas fazem, escrevem, dizem ou deixam de dizer a não ser que chamem blog precisamente a isso: escrever sobre aquilo que os outros escrevem. Porque as opiniões e os cus toda a gente tem e cada um os dá a quem quiser como no caso do sr. nuno ás falácias, à má escrita( voltinhas a mais) ou até mesmo aos espanhóis.
A única maneira de tentar compreender esta estupidez (que de vez em quando “este nuno” sim, sim está em minúsculas, se calhar hoje não dorme, mas olhe que as maiúsculas não se nasce com elas no nome, ganham-se!) é talvez porque espera obter tal e como o “sr lector español (galego) ”, que assim se auto denomina, refere: “Supongo que el sr. Lourenço estará preparando ya la réplica. Puede ser divertido”.
Sr. Galego, descanse que o sr. João não quer réplica porque se assim fosse teria postado o seu ponto de vista na caixa de comentários correspondente ao post no emjogo. Enfim, preferiu deixar o link do seu enriquecedor ataque de histeria que certamente preparou com tanto amor e carinho que lhe permitiu corrigir os erros ortográficos. De qualquer forma é de venerar tanto esforço (note-se que ainda são 18 pontos que discute, tal é a emoção contida que precisa ser expulsa via Word).
Quanto aos argumentos futebolísticos, quase morria a rir com esta frase do sr. João: “Os suíços passaram 90 minutos encaixotados na sua área e Portugal pressionou sempre atrás da linha de meio-campo”, eu acho que o golo da Suiça não foi o guarda-redes que o marcou, foi? E a propósito tiveram duas ocasiões, uma foi golo e a outra ao poste. Vamos lá explicar ao sr. nuno que existe um conceito denominado “efectividade” que serve também para argumentar a posse de bola de Espanha e os resultados dos 1-0.
Prosseguindo com a estupidez alheia: ““O que é extraordinário é que Miguel Lourenço Pereira consegue achar que a Espanha não jogou bem este mundial, apesar de ter dominado todos os jogos”, a que chama o sr. nuno dominar? Seguindo o seu ponto de vista, a Alemanha dominou a Inglaterra e a Argentina, da mesma forma que a Espanha dominou todos os seus jogos, ai peço desculpa que o resultado não o demonstrou só porque se cruzaram com equipas que se “encaixotavam lá atrás”, por isso é que o jogo maravilhoso da Espanha cada vez que se “encaixotam”, deixa de o ser  já que não penetram não é?!
Para acabar, como eu não tenho o seu tempo, só mais uma coisinha dessas que salientam ainda mais a sua estupidez: que o senhor habitualmente costuma escrever sobre o que outros escrevem já não é novidade, porque já vi aqui posts semelhantes com respeito a outros bloggers mas o que me espanta a escassez de argumentação crítica em base ao que se lhe apresenta à frente dos olhos. A maioria dos argumentos apresentados são falácias que nem hipóteses podem ser chamadas em relação a se vive ou trabalha em Espanha, ao ódio pessoal aos espanhóis, quando devia cingir-se à matéria do artigo (de Miguel Lourenço Pereira, porque já disse que isto não é um artigo) mas nisso Pessoa também já tinha meditado: “ a grandeza ou pequenez do homem, está no pensamento!”

PS: “sr nuno” é assim um nome um bocadinho banal, pequenino, de padaria no fim da rua. Seguindo a sua teoria dos três nomes: “três nomes denotam a sua natureza aristocrática e antecipam o seu carácter nacionalista e xenófobo”, eu posso dizer e digo-o que usando apenas um nome denota a sua natureza pequenina e banal de ser mais um no meio de tantos nunos e antecipam o seu carácter de continuar a querer sê-lo.

Cumprimentos
Cristina Saraiva

Gonçalo disse...

Este miudo continua a ser um caso sério de sucesso entre o público feminino...

O próximo a vir comentar é o irmão do Miguel, tás lixado!!!

SwordOfTheGods disse...

Uau! Mas quem é esta "CRISTINA"? A namorado do gajo? Pelos vistos sim, uma vez que ela usa as mesmas falácias e erros de lógica do tipo, sobretudo o magnífico "homem de palha" e "post hoc" ao dizer que a Suíça não jogou defensivamente porque marcou um golo! Além de confundir "efectividade" com "eficácia". Enfim, argumento típico de pessoas que pretendem defender a individualidade e, por consequente, a sua "opinião", correlaccionando muitas vezes os dois factores. Importa lá que o gajo seja um idiota chapado, há que defender a sua "opinião" pelo simples facto que a tem, não pelo seu conteúdo. A tipa precisa de crescer um bocado se quer armar-se em "intelectual", sobretudo se acha que o maior problema do MLP são as suas opiniões e não a sua completa falta de conhecimentos sobre a matéria, o seu "ódio" irracional a espanhóis (reparem como ele ataca aqui o nosso galego com um bando de idiotices nos comentários) e os erros de lógica gravíssimos que faziam qualquer um chumbar imediatamente uma aula de retórica ou argumentação. Opiniões e cús toda a gente tem, isso é verdade, agora nem tudo o que a gente diz ou escreve pode ser classificado como opinião. Adiante...

Enquanto o ponto 2 é hilariante (qualquer besta que perceba patavina de marketing a sério, não "vendedores de banha de cobra", ou até leigo na matéria, sabe que o que está escrito é uma barbaridade incrível sem pés nem cabeça) mas o ponto 6 é de rir a partir o côco. Dizer que a Suíça e Portugal fizeram "pressão alta" diz-me uma de duas coisas: o gajo não anda a ver o mesmo que eu, ou então eu é que não ando a ver lá muito bem. Ia marcar uma consulta no oftalmologista, até reparar que ele diz que Xavi e Jesús Navas são jogadores de características semelhantes. O meu cérebro implodiu e explodiu ao mesmo tempo. Já marquei um transplante de cérebro; não poderia continuar a viver sabendo que a minha massa cinzenta alguma vez chegou a processar tamanha barbaridade, muito menos sabendo que tal coisa ficaria gravada no meu inconsciente até ao fim da vida. Absolutamente delirante.

Joao Rodrigues disse...

Com que então agora sou confundido com o Nuno...

CRISTINA disse...

Olha lá oh besta, porque outro nome não deves ter a pensar assim. Em primeiro lugar “tipa” é o nome que deves chamar a quem te dá de comer seja lá onde for, “efectividade” é a qualidade ou situação do que é efectivo e o que é efectivo é aquilo que produz efeitos, já “eficácia” é qualidade do que é eficaz e eficaz é aquilo que é eficiente, percebeste? Agora vai lá pensar porque é que uso “efectividade” em vez de “eficácia” vai. Em segundo lugar, é de rir como segundo estes gajos se uma leitorA, se posiciona em contra das ideias deles automaticamente significa que tem uma relação sentimental com a posição contrária, mais uma vez a argumentação critica fugiu, muito normal quando nem lógica tem. “O vosso galego”?! lolol nem vou comentar…
Olha lá, sabes o que é retórica? Parece-me que não, porque tu não consegues convencer ninguém a não ser os pequeninos como tu…
A propósito do “falho”, realmente acertou da mesma forma que o sr. nuno acertou no titulo “campeonato dos idiotas”, onde o falho cerebral abunda e o vencedor és tu, ele ou os dois!

Oh besta, já que tu nem com nome pequenino assinas, o Word não te corrigiu esta frase "CRISTINA"? A namorado do gajo?” Cristina, é feminino singular, logo o artigo definido também é feminino e o nome deve sempre concordar em género, palpita-me que já tas a pensar em logo à noite e no teu “namorado”.
Vai chamar os teus amiguinhos para vir meter bolas ao poste, porque dentro não entra nem uma. Até acho que é o que vos falta, “meter mais” como a Espanha ;)

SwordOfTheGods disse...

BAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAH

Afinal não é a dona que não tem tempo para isto? Uma pessoa tão ocupada decerto não poderia ter tempo para responder a uma pessoa "pequena" como eu, não é verdade? Quanto aos erros ortográficos, acontecem. Não tenho o hábito de reler os comentários antes de os publicar. Também não quero saber de lições de gramática. Tive o cuidado de atacar apenas as tua "lógica" ou falta dela precisamente por isso. Adiante.

Qualquer idiota sabe transplantar definições do dicionário, coisa que pelos vistos vossa excelência sabe fazer. Menos mal. Agora ir ver ao dicionário é diferente de interpretar e/ou compreender o que lá está escrito. Daí as minhas sinceras "dúvidas" sobre o teu uso da palavra "efectividade".

Não te elogies pelo factos de seres "umA leitorA". Apenas acho suspeito que uma senhora do seu calibre venha para aqui barafustar sem mais nem para quê só porque o autor decidiu ridicularizar no seu blogue um texto de um outro autor que encontrou na Net. Porque razão veio vossa excelência aqui barafustar, com uma grande treta sobre opiniões e como elas devem ser respeitadas, enquanto (repara na contradição) se queixa de o autor deste post não atacar a mensagem do MLP? O facto de seres gaja não me aquece nem me arrefece, agora pela maneira como falas esperas que dêem mais relevância ao que tu dizes só porque (supostamente, não sou suficientemente inocente para acreditar que tudo que diz que é gajo é mesmo gaja, ainda por cima na Internet) és do sexo feminino. Idiota é idiota, não importa de que sexo seja. Por falar em "sexo", porquê a implicância em que eu sou roto e ando no "enrabichanço" com todo o pessoal daqui? "Vingança" por eu implicar, em jeito de brincadeira, que andavas "metida" com o sr. Lourenço (deves ter-te sentido bastante insultada por tamanha insinuação, com certeza...) ou inveja das possíveis, mas que não correspondem à verdade, orgias loucas que eu e o restante do pessoal que por aqui passeia supostamente faz. Confesso que sou Bi e Sadomasoquista, mas tais coisas não acontecem. Tenta agora mandar uns "insultos", ilustre senhora que se queixam tanto de haver muito "ad hominem" por aqui. Não que resulte, até porque tenho-me estado a divertir imenso com as tuas "ofensas".

De qualquer modo, julguei que não iria responder. Errei, de facto, ao pensar que a senhorita tivesse a sensatez de não responder antes que isto se torne uma pescadinha de rabo na boca. Pelos vistos deve estar-se a divertir tanto como eu. Um bem haja.

Pedro disse...

Sra Cristina, não seja má para estes alunos da casa-pia.

Meninos, não porque vos foi imposto o gosto pelos "negões" que devem descarregar a vossa raiva noutras pessoas inclusive numa senhora.

Haja humor e deixem estes comentários para a tal cerveja, porque estão a entrar no espaço dos outros publicamente.

O mundial já passou, vamos nos concentrar nas scuts que isso ainda dá muito por onde escrever.

Atenciosamente.

daniel duarte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
daniel duarte disse...

oh nuno, és um CROMO daqueles...

João Pinto disse...

Que palhaçada que para aqui vai... Ignorando a validade da argumentação nas críticas que fazes ao artigo (não me apetece discuti-las), deixa-me só dizer que pareces um miúdo de 13 anos a tentar ridicularizar os outros para se "agigantar", com as tuas tiradas sarcásticas de "arcas frigoríficas" e afins. O blogue é teu, é verdade, mas já nos textos na Academia de Talentos é a mesma merda. Se quiseres ser um LFL (melhor, porque também já fizeste com ele o que fizeste agora) esquece lá essas "piadolas" que nem o Rascord te quer a escrever lá.

Nuno disse...

Grande Paulo, sabia que ias gostar. :) Temos de combinar, temos. Com o aproximar da nova época, teremos oportunidades...

Popeso Dudando, não se preocupe com o espanhol, que é facilmente compreendido. Quanto ao texto, senti, como você, a necessidade de criticar a opinião do senhor Lourenço. Como já várias pessoas o tinham feito no seu blogue e como a estupidez da comparação exigia algo demorado, optei por escrever este texto.

Apareça sempre!

Catennacion, ainda bem que gostou. Foi para rir, mais do que para pensar, que escrevi o texto.

Guilherme, é verdade. De entre tantas coisas, conseguiu misturar várias concepções do jogo como se fossem todas a mesma. Mas quem consegue ver nesta Espanha uma selecção tipicamente italiana é capaz de tudo...

Daniel MP, aquilo que lhe posso dizer em relação à analogia entre a selecção espanhola e a música de Beethoven tem a ver com uma distinção entre gosto e valor que muitas vezes se negligencia. Há coisas das quais podemos dizer que gostamos e para as quais não temos de justificar o nosso gosto. É o que acontece quando dizemos que gostamos de mulheres morenas, por exemplo. O que não podemos dizer é que as mulheres morenas são mais bonitas que as mulheres louras. Há, portanto, gostos pessoais que não podem ser confundidos com valores. O que muitas pessoas pretendem é que tudo são gostos pessoais. E, como tal, acham que podem dizer que certas coisas não prestam, porque aos seus olhos não prestam. Ora, isto não pode ser assim. Podemos dizer que não gostamos de Beethoven; não podemos é dizer que Beethoven não é bom. E este é o problema. Em futebol passa-se o mesmo. O senhor Miguel Lourenço Pereira pode não gostar da selecção espanhola, pelas razões evidentes de não gostar de espanhóis ou mesmo por achar que o futebol de passe curto e paciente da Espanha é irritante. O que não pode é achar que esse estilo é mau, ineficaz, inconsequente, com muitos problemas, porque isso é falso. Quando se presta a falar de valores e de evidências, deixa de estar salvaguardado pela subjectividade da apreciação e passa a ter de ser responsabilizado pelo que diz. Se acha que o futebol da Espanho é feio, está no seu direito, embora me custe a percebê-lo. Mas se acha que o futebol da Espanha é mau, está errado e tenho o direito de o dizer. No futebol, como na música, não vale tudo.

R. Galeiras, é possível que seja o Tino de Rans...

Nuno disse...

Cara Cristina, não percebi bem qual a sua preocupação com o tempo de que disponho.

Quanto à mistura entre "nuno" e "joão", não compreendi também qual é o equívoco. Tratam-se de dois nomes próprios que, embora a senhora ache que não, escrevem-se ambos com letra maiúscula, ambos masculinos e ambos com quatro letrinhas, mas que se lêem e referem coisas diferentes. Não percebi por que razão levou a sério a insinuação de um pateta de que eu era a mesma pessoa que assinara "João".

Em relação a dominar, entendo o acto de jogar constantemente a mandar no jogo, a ter a iniciativa atacante e a obrigar a outra equipa a ajustar-se às necessidades. Foi o que fez a Espanha durante todo o mundial. A Alemanha também o fez em grande parte, mas não de uma forma tão consistente e não durante os 90 minutos dos seus jogos.

No que diz respeito a Fernando Pessoa, sugeria caridosamente que tivesse algum cuidado. A frase que cita não é certamente de Pessoa, nem que seja pelo simples facto de colocar uma vírgula entre o sujeito e o predicado. De resto, penso que a frase que queria citar é esta: "A grandeza e a pequenez do homem são as duas faces da sua natureza." Parecendo que não, ainda há diferenças.

De resto, lamento profundamente o seu casamento feliz...

PedroBM disse...

Nuno,

EXCELENTE!!! Porque claramente destroca alguem que nao tem a minima ideia do que fala...

MAS... deva-se dizer que o Nuno tambem muitas vezes leva os seus argumentos para a zona da opiniao pessoal ao inves da realidade - quando defende as cores da Espanha e do Barcelona sem admitir qualquer critica...
O facto e que a Espanha, que mereceu ganhar o Mundial nao jogou tao bem como isso e teve decisoes arbitrais que contribuiram para o seu sucesso. Possivelmente porque Del Bosque e tao bom treinador como o nosso Queiroz e insistiu em por Torres, Navas e 2 trincos quando isso claramente prejudicava o tiki-taka e obrigava a equipa a jogar mais recuada do que deveria - isto por sua vez explica um pouco a falta de golos...

PS - Antes que critique o meu dominio da lingua portuguesa, digo-lhe que vivo no estrangeiro e que o meu teclado nao admite acentos e similares :)

Nuno disse...

Gonçalo, já não serem os amigos de cabeça rapada já não é mau...

SwordoftheGods, há quem prefira defender as posições extremistas e tolas dos amigos e dos familiares a pensar um bocadinho. É assim que o mundo é...

João Rodrigues, não sei se foi você que foi confundido comigo, se fui eu que fui confundido consigo. Sei, porém, que quem confundiu inicialmente tem pouca coisa na cabeça...

Pedro, o que é que queria mesmo dizer?

Daniel Duarte, eu sei, eu sei. Não me devia mimar com tantos elogios...

João Pinto, já aqui o disse várias vezes. Este blogue não tem a pretensão de ser muito sério. Se o incomoda a infantilidade do mesmo, paciência. A mim sabe-me bem ser uma criança de 13 anos de vez em quando. Sobretudo quando é para troçar de adultos de barba rija, ideias sem sentido e preconceitos idiotas.

Nuno disse...

Pedro BM, longe de mim achar que esta Espanha esteve ao nível do Barcelona. Tive oportunidade de frisar que a única coisa parecida era o estilo, e sobretudo porque tinha muitos jogadores do Barcelona. Mas também disse que, não sendo tão forte e não jogando tão bem quanto os catalães, esta Espanha, por utilizar este estilo, era a equipa mais forte em prova. A Espanha, em termos colectivos, não deslumbrou, mas assenta num estilo que, por si só, torna-a na equipa mais poderosa em prova. E é isso que importa salientar. É que, mesmo sem um treinador extraordinariamente competente, mesmo sem processos colectivos bem mecanizados, a Espanha impôs o seu estilo e mostrou que era a melhor equipa em prova. Isto demonstra que, ao contrário do que muitas vezes se pensa, o estilo tem muito peso. E o que defendo é que, para se jogar bem, para se ser uma equipa de topo, há em primeiro lugar que jogar neste estilo. É o mais importante. O resto vem necessariamente por acréscimo.

Como se pode perceber, admito críticas ao desempenho da Espanha, a Del Bosque, e aceito que esta Espanha tenha tido algumas deficiências. Nem nunca disse o contrário. Mas ao mesmo tempo digo que, apesar disso, era a melhor equipa em prova. E isto por causa das suas virtudes, quase todas concentradas no tal estilo em que jogou.

HY disse...

Cristina escreveu "É verdadeiramente inexplicável o facto de alguém ter tempo, disposição e porque não devoção por aquilo que as outras pessoas fazem, escrevem, dizem ou deixam de dizer"... Como explica então o seu longo escrito sobre o que alguém escreveu?

Bruno Pinto disse...

Caro João,

Admito o erro. É verdade, confundi o meu caro amigo com o imbecil dono deste blog. O imbecil dono deste blog sempre teve o hábito de se disfarçar, muitas vezes, de nicks escondidos. Como o meu amigo escreveu coisas muito similares ao que o imbecil dono deste blog escreve, confesso que coloquei a merda toda no mesmo saco.

De resto, sem entrar na discussão do texto que nem sequer interessa muito, o facto de o imbecil autor deste blog se dar ao trabalho de escalpelizar, muitas vezes, aquilo que outros escrevem, mostra bem o grau de demência do personagem. Engraçado que faz tudo isto com a capa deste blog. Não há forma de chegar até ele. Não disponibiliza um contacto, não dá a cara, apenas critica indiscriminadamente quem tem opiniões diferentes das dele, quase sempre com ataques pessoais e frases próprias de putos de 10 anos.

A infância deste Nuno deve ter sido terrível. Escreve aqui a coberto do anonimato e, por isso, permite-se insultar quem lhe dá na cabeça. Há que ter compaixão deste imbecil (é verdade, estou a insultar este verme, mas não anonimamente) e esperar que algum dia tenha a coragem de revelar a criatura que está por detrás desta palhaçada

Pedro disse...

"O que muitas pessoas pretendem é que tudo são gostos pessoais. E, como tal, acham que podem dizer que certas coisas não prestam, porque aos seus olhos não prestam. Ora, isto não pode ser assim. Podemos dizer que não gostamos de Beethoven; não podemos é dizer que Beethoven não é bom.". É por esta razão que ninguém o leva a serio, a não ser os amigos a quem deve fazer favores, porque tal como defende que não podem ser ditas coisas que não prestam porque não se gosta, também não se deve insultar o MLP só porque não gosta da sua opinião. Ninguem o leva a serio, apenas os seus amigos, por isso em vez de escrever textos seja homem e vá ao café insulta-los na cara.

Gonçalo disse...

Nem mais! Estou totalmente de acordo, aliás, é por isso que eu ando semre com uma moca no bolso, não vá um imbecil qualquer me incomodar quando estou a tomar café.

Gonçalo disse...

Nem mais! Estou totalmente de acordo, aliás, é por isso que eu ando semre com uma moca no bolso, não vá um imbecil qualquer me incomodar quando estou a tomar café.

Jk13 disse...

Boas

Sou leitor assíduo do seu blog,não porque concorde consigo nas suas opiniões, muito pelo contrário, mas porque gosto de ver opiniões diferentes. Acho que posso perceber melhor o futebol assim: porque eu não sou nada a mais que ninguém; e porque eu não tenho sempre a razão absoluta.

Curiosa expressão: "razão absoluta".
Achas que isso existe?
A mim quer me parecer que não. Por alguma razão no mesmo ano vimos a Espanha e o Inter a vencerem tudo de formas tão diferentes. Por alguma razão vimos duas selecções que foram à final no último Mundial a serem enviadas na fase de grupos para casa este ano.

Penso que cada um tem as suas opiniões e devem ser respeitadas.
Assim como eu, apesar de não concordar com as tuas em muitas das análises que fazes, acho-as coerentes, respeito-as e procuro aprender com elas.

O que não percebo é a sua "arrogância" na forma como reagiu à opinião de outrem. Parece-me a mim, que ao longo desta análise ao blog do outro sr. transpareceu que você era dono e senhor de toda a razão, e que todos os que pensam de forma diferente de si são estúpidos e idiotas. Então, assim, se calhar tb sou o burro, o estúpido e o idiota.

Não concordo em muito do que diz o Sr. Lourenço (como não concordo com muito daquilo que vais dizendo neste blog)mas vejo na sua análise alguns pontos bastante coerentes e lógicos. Por outro lado, a forma como pegaste em algumas das expressões utilizadas forjou a sequência lógica do primeiro texto, e passaste para os teus leitores uma ideia errada do que se falou no outro blog. E por último o Sr. Lourenço mostrou bastante mais seriedade e "simpatia" na interacção com a blogosfera tanto nas suas análises como nas respostas, nunca agredindo ninguém, ao contrário de você.

Continuarem a ler o seu blog, não concordando com muitas das suas opiniões, e não julgando ninguém por essas opiniões. No entanto acho que você deveria fazer o mesmo, dar as suas opiniões, poder até referir pessoas e locais com opiniões diferentes mas nunca agredindo essas pessoas pelo que elas escrevem; porque julgo que você não é senhor de toda a razão do mundo.


Sem mais assunto
Abraço e bom trabalho

Ministro disse...

epa, oh Bruno Pinto, mas tu tb devias de permanecer anónimo. Ou pelo menos esconder essa cara feia que doi!!! Até parece q tenho virus no pc!!!!!!

Nuno disse...

Há tempos, num outro texto que consistia igualmente em escarnecer da opinião de outrem, deixei, em jeito de introdução, uma citação de Fernando Pessoa que é novamente adequada ao momento e que, com as palavras certas, responde, melhor do que eu o faria, a todos os que se indignam com a minha crítica à opinião de Miguel Lourenço:

"(...) A crítica, de resto, é apenas a forma suprema e artística da maledicência. É preferível que seja justa, mas não é absolutamente necessário que o seja. A injustiça, aliás, é a justiça dos fortes. No fundo, isto é tudo bondade. (...) A justificação última da crítica assim bem entendida é o satisfazer a função natural de desdenhar, função tão natural como a de comer e que é de boa higiene do espírito satisfazer cuidadosamente. Quem sente vontade de desdenhar não deve atar-se à cobardia de julgar isso feio, nem vender-se à infâmia de ir desdenhar o que os outros desdenham, abdicando assim da sua individualidade, gregário. (...) Buscar o conforto no desprezo é não só o nosso dever para com o desprezo, mas também o nosso dever para com nós próprios. Espetar alfinetes na alma alheia, dispondo esses alfinetes em desenhos que aprazam à nossa atenção futilmente concentrada, para que o nosso tédio se vá esvaindo - eis um passatempo deliciosamente de crítico, ao qual juramos fidelidade."

(Fernando Pessoa, «Balança de Minerva - Aferição», 1913)

Aliás, nem sequer percebo como é possível um texto deste carácter, que tem por intenção apenas "espetar alfinetes na alma alheia", que serve a função de desdenhar, função que é, como Pessoa diz, "tão natural como a de comer e que é de boa higiene do espírito satisfazer cuidadosamente", e que não constitui por isso mais do que uma tentativa de rir, pode causar mais indignação que o texto que o originou e que, esse sim, passando por sério, procura defender uma ideia absurda.

Nuno disse...

Respondendo agora em concreto. Caro Bruno Pinto, o "imbecil dono deste blog" nunca assinou senão com "Nuno", quer aqui, quer em qualquer outro blogue, quer também na Academia de Talentos, onde mantemos uma participação na qual, aliás, assinamos com primeiro e último nome, caso não saiba. A insinuação que faz tem o fundamento único de ser hábito seu fazê-lo e de, por isso, acusar os outros de prática idêntica. Outro hábito seu e que, uma vez mais, denuncio, é o de acusar os outros daquilo que os outros o acusaram primeiramente a si. Lembre-se que noutra altura já o descobrimos comentando com outras assinaturas, numa altura em que, para manter a promessa de não voltar a este espaço mas poder continuar a insultar, se deu ao trabalho de se fingir outra pessoa, acabando por se desmascarar numa altura em que se falou em si.

Quanto à indignação de não dar a cara, não sei em que medida é que sou diferente de qualquer outra pessoa que mantém um blogue ou como é que isso me torna diferente de si. O seu grau de anonimato, quer assine Bruno Pinto, quer assine Monsieur Homais, é o mesmo. É só alguém que está do outro lado de um computador, quer assine com um nome igual ao que tem no B.I., quer assine com o nome da personagem que mais justiça faz ao seu intelecto. O mesmo se passa comigo, tanto assinando "Nuno" como se assinasse "Rantamplan". Não é por mudar de assinatura que passo a ser o cão do Lucky Luke.

Pedro diz: "É por esta razão que ninguém o leva a serio, a não ser os amigos a quem deve fazer favores, porque tal como defende que não podem ser ditas coisas que não prestam porque não se gosta, também não se deve insultar o MLP só porque não gosta da sua opinião."

Caro Pedro, penso não falar chinês. Não insultei o MLP porque não gostava da sua opinião. Fi-lo porque a sua opinião não é verdadeira. As opiniões que procuram sustentar ideias, ao contrário, dos gostos (e foi isso que foi dito), não são todas válidas. A opinião de que esta Espanha é parecida com a Itália não é válida. Foi isso que ataquei. E foi isso que disse que podia ser atacado.

Quanto à sugestão de resolver o diferendo de opiniões à chapada em vez de utilizar o escárnio, é só para gente bruta e que não gosta muito de pensar...

Caro Jk13, não tem que haver razões absolutas. Por norma, defendo as minhas posições com argumentos e goste que contra-argumentem as minhas propostas, desde que com a lealdade de o fazerem com argumentos inteligentes. Mas há coisas que, de tão absurdas, não merecem sequer o prémio da discussão. Que espécie de discussão ideológica é possível ter com um defensor do ideal nazi? Que espécie de discussão é possível ter com um doente mental? Do mesmo modo que não é possível ter discussões com pessoas dessas, uma pessoa que cai no ridículo de dizer e defender com unhas e dentes que esta Espanha é igual à Itália não é pessoa com quem se possa propriamente ter uma discussão interessante. Resta por isso o escárnio. Foi o que fiz.

Bruno Pinto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruno Pinto disse...

Ministro (??),

Tenho reparado que tens uma obcessão um pouco estranha com a minha cara. Não tenho nada contra os homossexuais, mas desde já te digo que essa não é a minha orientação.

Deves ter uma frustração qualquer com a fronha que vês sempre que te levantas e olhas ao espelho. Conheço uma clínica excelente de cirurgia estética que te pode minimizar o problema e dar-te uma existência menos infeliz, aliviar-te a dor que sentes. São caras? Sim, bastante. Mas eu conheço também amigos bancários e afins, que facilmente te poderão aconselhar acerca de uma forma de crédito pessoal adequada.

Sempre gostei de ajudar quem precisa. Detesto ver a miséria do meu próximo. Caso queiras aproveitar esta oportunidade, faz o favor de entrar em contacto comigo; o meu email está no meu perfil.

Grande abraço amigo.

MHumberto disse...

Nuno, acho muitissmo bem que vez que outra vas escrevendo estas joias sobre consideracoes de terceiros.

Afinal de contas sofres do mesmissimo problema, ja que es gozado por quase todos na tua propria caixa de comentarios, sempre que decides dizer qualquer coisa ...

Aqui ha umas semanas tive oportunidade de ler um texto teu sobre o Pedro Fajardo. Lendo agora este, posso apenas concluir 2 coisas:

1 - Es um bocadinho (bocadinho e simpatia) complexado. O tempo que dedicaste e o numero de vezes que repetiste "para o Sr. Pedro Fajardo" diz isso mesmo. Inveja possivelmente. Falta de capacidade da tua parte, seguramente.
Isto para o texto dele.

2 - Para este texto: e bateres num semelhante basicamente. As consideracoes algo disparatadas citadas no post e que remetem para as palavras desse senhor que nao sei quem e ... sao do mesmo tipo das que tu fazes, em praticamente todos os teus posts.

Disparates no fundo.
Mas as tuas tem uma agravante: sao demasiado pequeninas ... e isso e tao evidente caro Nuno. Acho que devias perder menos tempo com posts e ganhar experiencia em qualquer coisa. Nao interessa o que, qualquer coisa. Verias como mudarias de tom muito rapidamente.
Os teus modes - e moldes - sao os proprios de quem nada mais faz do que escrever virtualidades ... usasses desse tom na tua vidinha - caso a tivesses - e nao precisavas de dar mais do que 3 passos para comecar logo a levar tau tau como gente grande.

Enfim, es um sortudo.

Bruno Pinto disse...

Ministro,

Fiquei a pensar na tua trsite história.. Detesto ver o sofrimento alheio. Fiz-te um favor: troquei de foto, uma sem óculos! Sempre podes copiar a minha foto e dizer na clínica que queres uma cara parecida com a minha. Vai por mim... ;-)

Zé Barbosa disse...

Encontrando semelhanças na minha maneira de ver o futebol com a tua, acho que o problema é simples Nuno. Concordando ou não com a opinião deste e daquele, ou mesmo vendo que a opinião não tem fundamento, não tens o direito de insultar como insultas... Até porque pode-te alguém perguntar o que já fizeste então no e plo futebol que te dê bagagem para falares do alto do pedestal.
Voltando a repetir...já uma vez aqui falámos... vejo muitas horas dedicadas a ver futebol (e possivelmente a treinar alguma equipa, não sei), vejo competência nesse campo de análise, mas na minha opinião (espero que não me chames nomes :p) perdes toda a credibilidade e razão ao chamares tudo a toda a gente... fica com isso para ti. afinal de contas os ignorantes são felizes..deixa-os andar.

Guilherme disse...

o mais engraçado nesta caixa de comentários - como em tantas outras deste blogue -, é que ninguém procurou rebater, com factos, os enunciados do texto.
adjectivam-se os autores de forma a menorizar as opiniões por eles expressas, e, quando convém, apela-se ao salazarento respeitinho pelo decoro e boa educação. mas, repito, quase sempre ninguém contra-argumenta com factos.

tiago disse...

ora boas tardes

gabo-te a paciência para escrutinares esse tipo de postas (o tipo de postas que não gostas, presumo, não quero fazer juízo de valor sobre a dita posta)

só um pequeno aparte, quando dizes
"Serve, por exemplo, para ser campeã do mundo." o mesmo se pode dizer da bola jogada pelo inter; no caso serviu para ganhar a champions que é uma espécie de campeonato do mundo anual, embora restrito a clubes europeus.

mas se o tema das críticas à espanha te agrada aconselho-te vivamente a leitura de

http://pastoralportuguesa.blogspot.com/2010/07/el-tiedio-de-la-existiencia.html

cumps.

tiago

Nuno disse...

tiago, não conhecia esse texto. Está ao nível do do Miguel Lourenço Pereira, embora mais bem escrito. Tem por base, porém, a mesma falácia: é escrito por alguém que não percebe nada de futebol e que acha que futebol bonito é futebol que vai sempre para a frente. Não duvido nada de que ambos considerem a liga inglesa mais entusiasmante. Aliás, o conceito de entusiasmo do autor desse texto é o inglês. O que ele quer é emoção. E, como tal, não percebe nada de futebol. O bonito, em futebol, é o bem jogado. E muitas vezes o bem jogado não é aquilo que emociona a plateia. O que ele queria era uma selecção espanhola mais ingénua, que arriscasse mais passes de ruptura mesmo quando a probabilidade dos mesmos é escassa, que jogasse mais verticalmente quando os adversários estão todos enfiados lá atrás. O jogo dos espanhóis é inteligente. A grande diferença para o tipo de inteligência do jogo italiano, que é o que está em causa, é que é uma inteligência que consiste em ter a bola e que, portanto, é uma inteligência de grau superior, que controla mais variáveis.

O que o autor desse texto não percebe e não quer aceitar é que um futebol que procure controlar o máximo de variáveis é que é o futebol mais bem jogado. Esse senhor prefere por isso um 4 a 4 entre duas equipas que defendam horrivelmente a um 1-0 entre duas equipas inteligentes e controladoras. E tem o defeito de achar que todo aquele que é controlador é defensivo. A lógica deste raciocínio é que, então, não pode haver campeões de xadrez ofensivos, uma vez que são todos obsessivamente controladores.

Como referi, pessoas que pensam assim não só não percebem nada de futebol, como me parece que estão a confundir conceitos. Do facto de a Espanha ser controladora, de não arriscar passes que estão condenados ao insucesso, não se segue que seja uma selecção defensiva. E não se segue também que não seja uma selecção que jogue um futebol bonito. É que a beleza aqui está na dificuldade em que consiste a coisa. Este senhor, portanto, tem de achar mais bonito qualquer romance policial, em que o suspense mantém as emoções até ao fim, do que os Lusíadas, que é "chato" e complicado de entender. Esse senhor não é só de futebol que não percebe nada. É mesmo de emoções e de prazeres...

Daniel MP disse...

Muito Obrigado, Tiago, pela partilha do link para o pastoralportuguesa.

Embora me pareça que o Lourenço aí referido seja outro, o texto trazido pelo Tiago dá azo, na minha rasteiríssima e obscura opinião, a uma polémica daquelas que todos ganharíamos imenso em ver ser travada por estas bandas. Entre bons escribas e competentes pensadores que férteis são as diferenças de pontos de vista (ou de chegada, ou de partida, que não de cruz).
O Caro Nuno vai a jogo ou fica-se pelos Lourenços desta vida?

Daniel MP disse...

Muito Obrigado, Tiago, pela partilha do link para o pastoralportuguesa.

Embora me pareça que o Lourenço aí referido seja outro, o texto trazido pelo Tiago dá azo, na minha rasteiríssima e obscura opinião, a uma polémica daquelas que todos ganharíamos imenso em ver ser travada por estas bandas. Entre bons escribas e competentes pensadores que férteis são as diferenças de pontos de vista (ou de chegada, ou de partida, que não de cruz).
O Caro Nuno vai a jogo ou fica-se pelos Lourenços desta vida?

Ministro disse...

epa, o Bruno, baza daqui, parece q fico com virus no pc. A sério, n apareças aqui!

AHhhh não sou clone do Nuno Loooooool

Manda ai vir outro clone teu... p nos divertirmos (desta vez sem essa foto feia que doi)

Bruno Pinto disse...

E a criatura continua a ser enxovalhada na praça pública sem se aperceber...

Eu por acaso admiro o futebol da Espanha (como acho o do Barcelona o melhor de sempre), ganhou o Mundial com mérito, pela simples razão que foi a melhor equipa a partir do momento em que começaram as eliminatórias. Mas não é isso que está em causa.

O que está aqui em causa é discutir o grau de demência do personagem 'Nuno'. Fica bastante explícito em cada comentário que produz. Acredita numa única forma de jogar futebol, tudo o resto é lixo. Diz ele que o futebol da Espanha serviu para ser campeão do mundo. Como joga da maneira que ele defende, é alvo de todos os elogios. Engraçado que o futebol do Inter serviu para ser campeão europeu. Mas como não jogou da maneira que a criatura defende, foi sorte, aconteceu por obra do acaso e o Mourinho, esse incompetente, é cobarde por se ter adaptado às circunstâncias em nome do sucesso.

É esta a lógica da criatura. E claro, todos os que sairem desta lógica, não percebem nada de futebol. Somos todos uma camabada de burros que aqui andamos. O homem sim, percebe disto.

Palavras para quê?

Bruno Pinto disse...

E despeço-me com uma sonora gargalhada em nome dos Nunos, dos Gonçalos, dos Paulo Santos e dos Ricardo Cunhas deste mundo.

LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL

Desculpa imbecil, este foi o meu momento 'puto 13 anos'. Não és só tu que tens direito!!!

:-) Abraços a todos!

PS: Ministro vai por mim, a sério.. ;-)

Ministro disse...

xiiiiiiiii puta cara feia! O que vale é q ja se despediu! Pelo sim pelo não, já tinha instalado anti virus!!!!

Bruno, isso sao tudo clones do Nuno, pa! A sério!

Ministro disse...

Oh Bruno, dúvida pertinente. Tu que anunciaste ao mundo que não voltarias aqui... pq apareceste?

Será por teres lido "Campeonato do mundo dos idiotas"? Pareceu-te q havia aqui algum concurso que pudesses participar, nao?

tiago disse...

Caro Nuno,

Respeito não teres gostado do texto
Há alguns pontos que não me parecem tão correctos
Quando dizes “não quer aceitar é que um futebol que procure controlar o máximo de variáveis é que é o futebol mais bem jogado”, pareceu-me que a argumentação do Rogério Casanova era mesmo essa.
Quando dizes “O bonito, em futebol, é o bem jogado” parece-me um juízo de valor precipitado porque absolutiza o que é por natureza relativo – o conceito de bonito. Amiúde encontrarás pessoas que, talvez não percebendo nada de futebol, achem o barça pré Guardiola mais bonito por contar com o virtuosismo do Ronaldinho.
Tomando a sabedoria popular que diz que “a melhor defesa é o ataque” podemos concluir que o movimento ofensivo é também, por natureza, defensivo - porque defende a vitória tentando ampliá-la.
Há outros pontos que, de outro modo, não me parecem bem por achar que são apenas ataque à pessoa, mas sei bem que quando irritado uma pessoa escreve uma série de parvoíces irreflectidas.

cumps

JG disse...

Ao ler este texto, lembrei-me do mestre Almada e do manifesto anti Dantas.

A unica diferença é que este Nuno não é propriamente o mestre Almada, apesar de se levar muito a serio ao contrário da imagem que pretende passar. Porque só isso justifica esta furia que chega ao ponto de fazer correcções ortográficas ao texto de alguém que se limitou a exprimir uma opinião. O que pelos vistos é um abuso que Madrid não permite...

Olhe amigo, mande o seu curriculo para a Telefónica...Acho que eles estão a precisar de palhaços para animar os intervalos das reuniões da Administração.

Batalheiro disse...

Ainda não li os 47 comentários que este post provocou, pois tinha de destacar uma das melhores frases que já li no "entredez":

"Gosto especialmente da forma como decidiu trocar os dois "s" do verbo "assentar" pelo "c", certamente mais económico e menos "horizontal e irritante."

Não conheço o autor do texto que foi alvo da crítica do Nuno, mas a desfaçatez com que escreve em português despoletou em mim enorme animosidade.

Este sentimento é fortemente agravado pelo absurdo da sua argumentação. Dificilmente faria um trabalho melhor do que o Nuno a desmontar a patética "opinião" de Miguel Lourenço Pereira(MLP). Ainda que não esteja de acordo com o Nuno quando propõe a possibilidade de MLP ser xenófobo, na verdade penso que MLP é apenas parvo.

Assim, queria apenas destacar uma frase que ilustra uma forma de pensar que muito me irrita:

"Pode não ser tão estético, mas o jogo italiano de base é muito similar ao jogo espanhol desta equipa. "

"Estética", tal como "diferença", não é um adjectivo. Frequentemente estes substantivos são aplicados como adjectivos quando se pretende referir algo que é inovador, belo ou por vezes de difícil qualificação. Desta maneira, evita-se reflectir acerca do que é observado, emitindo uma "opinião" ancorada num substantivo que funciona como recipiente de todos os significados.

E esse facilitismo enerva-me.

Batalheiro disse...

Após a leitura dos 47 comentários fiquei ainda mais convencido acerca da inevitabilidade e irreversibilidade da estupidez humana. A todos os que se preparam para evidenciar que também eu não passo de um ser humano e, como tal, inevitavelmente estúpido, digo-vos desde já que rejeito todos os conceitos postulados pela Lógica Aristotélica.

Alguém disse que "toda a gente tem uma opinião e um rabo", ou algo deste género, o que pretende ser, julgo eu, uma tentativa de defender o direito à opinião como imperativo genético. Sendo assim, a opinião de um doente mental,de uma criança de oito anos,de um ignorante de 42 ou de um ditador sanguinário tem todas o mesmo valor e são inquestionáveis.

Alguém disse:

"o mais engraçado nesta caixa de comentários - como em tantas outras deste blogue -, é que ninguém procurou rebater, com factos, os enunciados do texto."

Esta situação, qual raio de luz, fere os sentidos de tão evidente! A todos os ofendidos com uma opinião e um rabo eu digo: argumentem desgraçados!

Ministro disse...

Batalheiro, tu és só mais um clone do Nuno. E em breve o boneco da caraça feia vai desmascarar-te! LOOOOOOOOOL

Pedro disse...

É pá...já faltava uma trica destas no Entre10...isto tem estado parado!!!!
:)

MHumberto disse...

Batalheiro ... não se preocupe tanto com questões ortográficas.
Conheço muito boa gente que dá 2 bailes e meio a outra tanta (muito boa gente) no dia-a-dia e que nem por isso escreve lá muito bem.

Foque-se nos conteúdos e deixe lá os 2 "s" ou "c" cedilhado.

Há 2 questões aqui a reter.
I - A mais evidente: a pequeneza e o complexo de quem gasta as letras que gasta a opinar sobre o que outro escreve num qualquer espaço seu. Ficaria bem melhor ao autor deste blogue ir simplesmente à caixa de comentários do visado e rebater o conteúdo do texto com o qual discorda, lá.
Se isto para alguns não é evidente lamento pelas vossas (baixas) estaturas.

II - Interiorizem de uma vez por todas um conceito muito simples: o Futebol - prazer que dele se retira - não é visto nem processado da mesma forma por 2 almas iguais. Afirmar que alguém "não percebe nada de Futebol" apenas porque não gosta do jogo da Espanha é insano. Afirmar que alguém nestas condições "nem de emoções e prazeres percebe" é estúpido demais para ser sequer cómico.

Anormal não é o tipo que possa retirar mais prazer de ver um 4-4 entre equipas a defender mal.
Nem anormal é o tipo que prefira ver um 0-1 entre duas equipas muito competentes.
Anormal é o triste que ajuíza sobre uma e outra e que na sua pequenina mente imagina possível poder ensinar aos outros aquilo que gostam ou não gostam num jogo de Futebol.

Quem não consegue ver isto, é tão anormalzeco quanto o autor deste blogue.
Perdão pelo insulto em casa própria mas no fundo é isto.

João Pinto disse...

Pa... que rabetice e esta? Anda este "ministro" a falar da "cara feia" dos outros, quando tem fotografia e so por acaso e lindo como o sol... a noite. Vais mas e cortar o cabelo para te distraires ... noto ai uma magoa escondida...

Nuno disse...

Mhumberto diz: "Interiorizem de uma vez por todas um conceito muito simples: o Futebol - prazer que dele se retira - não é visto nem processado da mesma forma por 2 almas iguais."

Caro MHumberto, em futebol, como aliás em qualquer desporto e em arte, existe um critério de qualidade. É sobre esse critério de qualidade que fazemos incidir as nossas análises. Se se trata de um critério de qualidade, não pode haver uma coisa boa e má ao mesmo tempo. Se é boa, não o é apenas porque o observador o acha. Do mesmo modo que posso, por isso, dizer que é idiota todo o que acha melhor a música de José Malhoa à música de Bach, posso dizer que é idiota e não percebe nada de futebol todo o que acha que o futebol do Boavista do Jaime Pacheco é melhor do que o futebol do Barcelona de Guardiola. Trata-se de um critério de qualidade e a qualidade da coisa é independente da observação e do observador.

"Anormal não é o tipo que possa retirar mais prazer de ver um 4-4 entre equipas a defender mal.
Nem anormal é o tipo que prefira ver um 0-1 entre duas equipas muito competentes.
Anormal é o triste que ajuíza sobre uma e outra e que na sua pequenina mente imagina possível poder ensinar aos outros aquilo que gostam ou não gostam num jogo de Futebol."

Ninguém pretende educar o gosto de ninguém. Pretende-se contudo educar o juízo estético, que se deve reger por critérios objectivos. Isto é um ponto kantiano. Todo o prazer a retirar de uma obra de arte está na obra de arte e não na relação entre a obra e o observador. Como tal, a obra ou é boa ou é má. Se for boa, provoca o prazer certo. Se for má, não. É o que fazemos em relação a futebol.

T Nogueira disse...

http://footinmyheart.blogspot.com/

Vai uma troca de links? abraço ;)

Ministro disse...

olha olha, mais um clone irmão do porco das uvas. como é que arranjas tantos mails ahahah

João Pinto disse...

Clone deves ser tu dos teus amiguinhos, devem ser todos betinhos da Estremadura com a mania que sao bons e tu imitas, enfim...
Um gajo frustrado que culpa os arbitros e blablabla quando fica anos sem ganhar e mesmo quando ganha mantem a mesma lengalenga nao merece credito... Querias o Cardozo bota de ouro so com penalties?
O teu complexo de inferioridade e gritante, chegas aos blogues de futebol a mandar perolas como tratar os portistas como atrasados mentais loool para pedir a seguir que os seus comentarios nao sejam aceites... No fundo temos aqui um paradoxo pois e a isto que se resume o teu contributo, ja que falar de bola... 'ta quieto!
So se for claro tipo "os corruptos nao tem nenhum jogador com nivel para a 1a liga so mesmo com os arbitros, ate o bynia era titular la".
es um otario, para resumir.

Hugo disse...

Uépaaaaaaaaaaa, isto tá animado LOL