1) Médio-defensivo
2) Médio interior
3) Médios-ofensivos
Vá lá, respondam sem máquina de calcular...
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Nuno
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21:54:00
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Etiquetas: Perguntas, Raciocínios Tácticos
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Nuno
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Etiquetas: António Tadeia, Mau Jornalismo, Raciocínios Tácticos
Neste momento em função das mais variadas circunstâncias fazem-se as mais variadas críticas aos três grandes e muitas delas, como habitualmente, são infundadas.
Ao Benfica tem-se apontado o dedo pela fraca finalização, recaindo sobre Cardozo a maior fatia. O paraguaio é bom de bola, tem um remate temível, tem bons princípios de jogo, é forte fisicamente, mas anda um pouco pesado e preso de movimentos. Muito disto se explica por dois motivos: Primeiro, custou nove milhões de euros; segundo, não teve férias. A erosão causada por estes dois factores, aliada a um período de adaptação, que é sempre necessário, tem-se reflectido no desempenho do “tacuara”
Por outro lado, o esquecimento a que se tem submetido alguns jogadores tem criado na luz uma crise desnecessária e perfeitamente evitável. Vejamos o caso de Nuno Assis. Os sul-americanos contratados ( Maxi, Rodriguez, Di Maria ) revelaram-se boas contratações. Já Binya conseguiu fazer esquecer a saída de Beto. Apesar de não possuir um super-plantel o clube da luz poderia sem dificuldade apresentar um onze muito forte. Porque não Nuno Assis e Rui Costa juntos? E Cardozo e Gomes? E parecendo Quim estar à altura da missão quase impossível de remendar os buracos da dupla de centrais, seria de esperar um arranque de campeonato mais feliz da equipa enarnada.
Os resultados têm demonstrado um Porto irresistível, mas que ainda não me convenceu. Mas tem o mérito de ser uma equipa equilibrada e bem organizada. Não sendo um grande admirador do professor Jesualdo, admito que as suas equipas são organizadas e bem estruturadas, mas isto também é mais fácil de demonstrar tendo um plantel mais caro que o dos dois rivais juntos. Destaco os dois argentinos, Lucho e Lisandro, e Quaresma. Lima parece-me uma boa aposta. Acumulando responsabilidade ao talento, este jogador tem tudo para se um caso sério no futebol europeu, basta dar-lhe tempo e espaço para crescer. Convém lembrar que esta evolução só é possível através do erro. Ou seja, nem sempre este jogador vai conseguir definir, a curto prazo, as melhores opções, tanto a nivel individual como a nivel colectivo, mas é importante respeitar o seu invólucro para assim potenciar todas as suas qualidades ao serviço da equipa. O melhor para ele terá de ser o melhor para a equipa, só assim ele poderá emprestar na totalidade as suas virtudes à equipa.
O Sporting tem encontrado a felicidade que em anos anteriores teimava em se esconder. Não apresentando a qualidade do ano passado, tem conseguido alcançar maior parte dos seus objectivos sem se superiorizar ao adversário, pelo menos não de forma evidente como em anos transactos. Paulo Bento disse que a sorte dá muito trabalho, mas nem sempre quem trabalha melhor tem acesso a ela. Estando o Sporting com esta estrelinha se conseguir alcançar o brilho do ano passado de certeza que conseguirá alcançar os objectivos a que se propôs. Entretanto Polga vai dando lições de classe, a que o “pupilo” Tonel vai assistindo atentamente. Vejam se percebem: ao lado de Polga só Beto não funcionava. De resto todos se adaptaram com resultados satisfatórios, sendo que Tonel até demonstra uma evolução bastante interessante. Bento disse que não havia ninguém melhor para fazer evoluir o A. Marques que o Rui Jorge, eu digo que não há neste momento ninguém que não cresça ao lado de Polga, falo obviamente em jogadores que precisam de confirmar o seu potencial. Já ao lado de Liedson, só Derlei parecia conseguir encaixar. Mas este lesionou-se e agora Alvalade vai a baixo cada vez que o miúdo Djaló toca na bola. Criticar este jogador por jogar mal e não evoluir é tão estúpido como criticar um miúdo que estude numa escola da Cova da Moura e não obtenha bons resultados. Entretanto Pereirinha nunca mais perde a vergonha, e vai adiando o inevitável. O russo entretanto até já é bom a defender, e Vukcevic até sua as estopinhas... Até parece que eram preconceitos...
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Gonçalo
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18:20:00
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Etiquetas: Benfica, Porto, Raciocínios Tácticos, Sporting
Nunca será reconhecido como o melhor do mundo, não que não lhe reconhecesse qualidade para isso, apenas sinto que o tempo dele para essas glórias já terá passado, mas nem precisa de tal epíteto.
É daqueles jogadores que teimam em emprestar graça e romantismo a um futebol cada vez mais frio e impessoal. No seu futebol a eficácia é apenas um adorno, é o ladrilho dos quadros que insiste em pintar com a graça que lhe é muito peculiar. Nele, o simples respirar tem classe, debutando charme nem que seja numa simples recepção de bola. Durante muito tempo aparecia de uma forma sisuda, talvez ressentido com a reconhecimento absoluto que o futebol insiste em não lhe conceder, menos ainda no seu lar...
Mas dele recordarei sempre o seu ar de menino, na iminência de mais uma das suas traquinices.
Em 93 deu-se a conhecer ao mundo do futebol. Continuando a tradição dessa velha senhora em acolher apenas os mais charmosos. Se a memória não me atraiçoa o destino numa demonstração inequívoca de sentido de humor e ironia, decidiu que seria um dos mais negros treinadores que o revelaria – convém explicar que me refiro unicamente à competência deste senhor enquanto treinador, nunca enquanto homem -.
“ Acreditar naquilo que fazemos é o mais importante”. E Del Piero sabia que o que fazia não era apenas mais um passe, mais um remate, mais um drible, apenas mais um golo. Não! Ele pintava um quadro, dos mais belos que podemos encontrar no futebol. Muitos dirão que preferiam que fosse menos vaidoso, que se preocupasse menos com a estética do seu futebol, mas como disse uma vez um famoso pintor inglês do século XIX “ take away a painter´s vanity, and he will never touch a pencil again “.
O futebol de Del Piero é vaidoso, mas o motivo para tal, é o mesmo que lhe permite ser um dos melhores do mundo: A paixão pelo futebol. Sem ela o seu talento não teria a mesma expressão, os seus movimentos não seriam tão perfeitos, e o seu estilo tão romântico.
Conquistou quase tudo o que havia para conquistar a nível colectivo, mas isto não interessa nada para o caso. Interessa sim, falar do inatingível. Enquanto muitos jogadores vem certos dribles associados a si, este conquistou uma zona. A famosa “Zona Del Piero” .À entrada da área adversária, descaído para lado esquerdo, este artista ofereceu ao futebol das mais belas homenagens de sempre.
Mencionar “Pinturicchio” não é articular realidade, nem sofrimento, nem resultados. Os muitos golos que marca, são apenas mais um detalhe, como os atilhos nas meias. Falar de Del Piero é sinónimo de sonhos, imaginação, criatividade, de arte! Do prazer que podemos encontrar no futebol. Quando desfila pelos relvados, parece que o faz em câmara lenta num gesto de generosidade. A sua personalidade, de tão nobre e clássica, não lhe permitiu ser irreverente o suficiente para ser Imortal, para ser um Deus, tão pouco um génio. Um génio a sério, não como aqueles que aparecem todos os dias...
Mas permitiu ao futebol se tornar um lugar mais belo...
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Gonçalo
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19:24:00
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Etiquetas: Del Piero, Destaques Individuais, História do Futebol
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Nuno
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Etiquetas: Benfica, Competições Europeias, Porto, Sporting
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Nuno
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08:24:00
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Etiquetas: Futebol Italiano, História do Futebol, Raciocínios Tácticos, Treinadores
Pus-me a pensar nos jogadores que, actualmente, formariam a equipa mais forte do mundo e deu nisto:
Guarda-Redes: Gianluigi Buffon
Defesa Direito: Daniel Alves
Defesa Esquerdo: Philipp Lahm
Defesas Centrais: Ricardo Carvalho e Anderson Polga
Médio Defensivo: Andrea Pirlo
Médios Ofensivos: Cesc Fabregas e Kaká
Extremos: Lionel Messi e Cristiano Ronaldo
Avançado: Zlatan Ibrahimovic
Esta seria a minha equipa de sonho. Qual é a tua?
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Nuno
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13:15:00
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1. Não dá mesmo para naturalizar o Polga?
2. Em estágio, enquanto almoçam, conversa entre Paulo Bento e Pedro Barbosa.
Bento: A comida está um bocado ensossa!
Barbosa: Queres o saleiro?
Bento: Não preciso. Tenho o Liedson...
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Nuno
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Nuno
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22:37:00
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Etiquetas: Árbitros, Curtas, Jaime Pacheco, Treinadores
10 razões que me levam a odiar o Liedson:
1ª - Corta mais jogadas de ataque da sua equipa que a equipa adversária.
2ª - Tem quase tantos golos em 4 épocas e meia como foras-de-jogo num só jogo.
3ª- É BURRO!
4ª - Consegue "cavar" tantos amarelos para a equipa adversária como para a sua própria equipa.
5ª - Joga no meu clube.
6ª - É BURRO!
7ª - Foi o primeiro jogador a iludir um país inteiro. Sendo esforçado conseguiu convencer toda a gente que trabalhava muito. ( este ponto não sei se é da inteira responsabilidade dele...)
8º - Perde mais tempo a chatear os colegas de equipa quando estes não lhe endossam o esférico do que a festejar golos.
9º- Ainda não teve uma lesão desde que chegou ao Sporting
.
10º - Levezinho? Que alcunha mais amaricada de se ter...
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Gonçalo
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17:58:00
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Ver um jogo de futebol ao vivo é fantástico. Não só pelo espectáculo por si só, mas também por outros motivos. Um deles é a oportunidade de ouvir belas pérolas ao vivo.
Num desses momentos ouvi um adepto mais exaltado gritar a plenos pulmões para o Polga, depois de este ajuizar mal um lance – coisa rara -: “ Não penses! Joga logo a bola!”. O que nos remete para a seguinte dúvida: O que é que faz deste campeão do mundo um central de méritos reconhecidos? Será a sua dureza? A sua impetuosidade? Não! A sua capacidade de analisar as movimentações adversárias, aliada ao seu jogo posicional, permite-lhe vencer maior parte dos duelos. Mais, o facto de ser inteligente, ou seja, o facto de pensar, e bem, permite-lhe ser um elemento importante na definição dos processos ofensivos da sua equipa, falo obviamente numa fase inicial mas que não é tão irrelevante quanto isso. Polga percebe de uma forma excepcional a verdadeira função do processo defensivo. Recuperar a posse da bola, não cortar a bola de qualquer forma. Recuperar a posse de bola, não desfazer-se dela, terá de ser sempre o principal objectivo deste processo.
Num raro momento de silêncio surge a plenos pulmões outra afirmação deliciosa, neste caso tendo como alvo o Miguel Veloso depois de este perder o esférico ao tentar driblar dois adversários: “ Não inventes!”. Não inventes? Então mas será que percebem a razão pela qual este miúdo se destaca? Pedir ao Miguel Veloso para não ser criativo nos seus processos é tão estúpido como convidar a Soraia Chaves para gravar um filme e não lhe exigir que faça nus.
E a partir desta parvoíce podemos perceber um erro comum de muita gente, pior ainda se no meio desta multidão incluirmos muitas pessoas com responsabilidades na definição do curso futebolístico de várias equipas.
Falo dos erros cometidos por directores e técnicos que na prospecção de talentos e reforços para as respectivas equipas apenas consideram índices físicos, ignorando os aspectos intelectuais. Deslumbrando-se preferencialmente com exibições mais exuberantes, preferindo a forma à essência, cometem-se erros atrás de erros na aquisição de jogadores. Jogadores que se destacam devido às suas características físico/atléticas (Luisão, Petit; Paredes, Liedson; João Paulo, P. Emanuel) são sempre um grande risco. Sempre demasiado dependentes de factores externos, para além do seu momento de forma, quando este não lhe é favorável o seu desempenho, na melhor das hipóteses é inócuo. Ao invés jogadores que se sobressaem pelas características intelectuais (Polga, Miguel Veloso, Custódio, Romagnoli; Nuno Gomes, Nuno Assis; Postiga, Fucile, Lucho) destacam-se não só pela sustentabilidade das suas exibições, como pela facilidade com que se adaptam a novos modelos, pois conseguem compreender as necessidades que cada modelo de jogo e sua filosofia exigem. Contudo são apenas homens e neste caso, enquanto jogadores, dependem sempre do coeficiente de inteligência dos treinadores que os orientam. Por aqui, por exemplo, se pode explicar porque razão o Assis não se impõe definitivamente no Benfica.
É verdade que este tipo de jogadores nem sempre obterá o retorno das suas virtudes da parte do público, tão pouco dos respectivos técnicos. Vejam a quantidade de jogadores que privilegiando a força bruta e descontrolada são beneficiados perante os que assentam o seu futebol num numero considerável de neurónios, poucos são os que darão preferência ao Custódio, se puderem escolher o Petit, ou então quem é que optará pelo Nuno Gomes com o Liedson no mesmo plantel?
Porém este facto ainda é mais nocivo no futebol de formação. Aqui muitos clubes ignorando a sua principal função, a formação de jogadores, optam por obter resultados fáceis e imediatos. Por outras palavras, optam por jogadores que se destacam pela força, velocidade, e qualidade técnica, em vez de promoverem aqueles que tem na sua capacidade de decisão e respectiva leitura dos lances as suas principais características. Não estou a dizer que devemos ignorar os outros factores, nada disso, apenas defendo que jogadores que sejam seleccionados pelos factores físicos, serão sempre mais difíceis de imiscuir no futebol sénior, onde o físico perde um estatuto determinante para se conseguir justificar a sua utilidade. Ser forte, rápido, e bom no um para um, é sempre relativo ao nível de exigência onde se encontram, agora uma boa opção é sempre uma boa opção...
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Gonçalo
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17:55:00
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Etiquetas: Raciocínios Tácticos, Sporting
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Nuno
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Etiquetas: Futebol Italiano, Liedson, Raciocínios Tácticos
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Nuno
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10:35:00
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Etiquetas: Árbitros, Luis Sobral
Admito que não seja um mal exclusivo do futebol nacional, mas como é a única realidade que conheço é sobre esta que vai recair a minha crítica. E o meu pretexto para tal baseia-se na recente "chicotada" que se deu no carismático clube de Alcântara, o Atlético. A vítima foi Jorge Paixão. Para muitos será um nome desconhecido, até porque para a história não terá ainda contribuído com nada de extraordinário. Mas quem conhece a fundo o futebol portguês já o conhece pelo trabalho desenvolvido em várias equipas com excelentes desempenhos na 3 Nacional, e 2b. Todavia, na semana passada depois de ser vaiado pelos adeptos do clube que representava - apenas alcançou dois pontos em três jornadas - optou por rescindir, justificando que as mentalidades dos adeptos não se coadunam com a sua filosofia de jogo.
E este acontecimento é o meu ponto de partida para explicar o crescente divórcio entre o futebol e adeptos.
Mais do que vítima do mau futebol que se pratica, o adepto, grande parte deles, é, a par dos dirigentes, o réu. No final do jogo apenas interessa a vitória, mesmo que nem percebam muito bem como esse objectivo foi atingido. Por isso, se o futebol é cada vez menos atractivo, e estimulante, isso é uma consequência da estupidez, e impaciência, dos adeptos. A sua perspicácia não lhes permite vislumbrar as consequências das suas exigências. Fossem mais exigentes com o trabalho desenvolvido, ou seja, a essência, e os resultados, na pior das hipóteses a médio prazo, surgiriam sob uma forma muito mais aprazível. Não se trata de subtrair importância aos resultados, é exactamente o oposto. Por estes assumirem um papel tão importante neste desporto devemos optar sempre pela forma mais segura e sustentada de os conseguir, isto é, jogando bem.
Jogar bem é muito mais difícil do que jogar mal. O trabalho levado a cabo para atingir esse fim é sem dúvida mais complexo. Portanto, sendo o objectivo mais ambicioso e ousado, por vezes a curto prazo os resultados não serão tão felizes como numa equipa que tendo objectivos mais "pobres" facilmente se consegue apresentar na sua plenitude. Contudo, essas mesma equipas acabam por encontrar na estagnação, inerente ao seu modelo, a sua maior derrota. Ou seja, quando os resultados, e a sorte, não acompanham as equipas que assentam o seu futebol neste modelo é o fim da linha. Sem qualquer possibilidade de evoluir, encontram um fim triste. O paradigma disto é nossa conhecida Grécia. Enquanto tiveram ( muita) sorte do lado dela conseguiram um título de campeão europeu, mas passados dois anos, e com um grupo extremamente acessível, não se conseguiram qualificar para o Mundial.
O mesmo se pode encontrar todos os anos na nossa liga. Equipas que depois de um ano em que conseguem bons resultados, no ano seguinte, e sem uma explicação aparente, tem participações desoladoras. E assim vai continuar a acontecer, enquanto não se perceber que para desenvolver um trabalho de qualidade e que garanta estabilidade, e os respectivos resultados, é necessário sapiência e uma nova filosofia dos que estão relacionados com este desporto.
Treinadores como Carvalhal, Jesus, Cajuda, e pelo que tem demonstrado Lazaroni, ( já nem vou falar do Paulo Bento porque parece demasiado óbvia a qualidade do mesmo) podem acrescentar qualidade ao nosso futebol, desde que lhes sejam proporcionadas as condições para tal efeito. Se bem que na pior das hipóteses poderemos sempre recorrer ao Carlos Cardoso...
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Gonçalo
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22:18:00
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Etiquetas: Raciocínios Tácticos, Treinadores
Eis o que parece não ter o Editor-chefe do jornal desportivo Record. Pelo menos a avaliar pela sua página no mesmo diário desportivo, intitulada " OFF-SIDE". E não digo isto porque me apetece. Digo-o porque na edição de sexta-feira, dia 7 de Setembro, deste mesmo jornal, Luís Pedro Sousa mo demonstra de forma inequívoca.
No primeiro ponto visa Paulo Bento, e o "erro" que é o seu losango. Defende que o Sporting tem motivos de preocupação pela exibição frente ao Beleneses. Eu até aceitaria que ele partilhasse desse sofisma, mas esperava que ele o defendesse convenientemente. Ao invés, resolveu aproveitar a boleia do Rui Santos e foi apenas pateta. A forma ingénua - sim, vou optar por ser subtil - como interpreta o futebol é deliciosa. Comete um erro comum, e que em circunstâncias normais até seria admissível, mas, tratando-se de alguém com tanta responsabilidade num veículo informativo com a importância que o jornal em questão detém no panorama nacional penso que é lamentável.
Falo do erro de assumir o futebol como xadrez, como algo sem dinâmica nas suas peças. E até mesmo nestas seria errado preconizar esta perspectiva. Quando de uma forma displicente ele "resolve" os problemas do Sporting com a inclusão de extremos, e responsabiliza os empates consentidos a época passada, pela falta dos mesmos só podemos rir. Na época transacta a táctica foi sempre esta, a única coisa que foi alterando foram os seus intérpretes. E aqui sim se explica alguns resultados menos positivos, para além dos factores mais " banais", como o fraco indíce finalizador, etc. A táctica foi a mesma, do inicio da época, até ao fim. Ou seja desde o periodo mais "infeliz", até ao periodo em que o clube de Alvalade se revelou insuperável.
Partir do princípio que uma táctica que não tem extremos está privada de aproveitar as faixas laterais é irresponsável. Creio que na mente das pessoas que defendem esta ideia basta colocar os jogadores na linha para, imediatamente, e por magia, o jogo se desobstruir e começar a fluir pelas linhas, qual rio que desagua no mar. Por isso quando vêem um sistema que não apresente extremos ou médios-alas o seu poder de sintese leva-os a crer que a equipa em questão despreza a opção de jogar pelas alas. Nada mais errado. A mobilidade e os processos assimilados pela equipa, estes sim, é que definem e caracterizam o futebol desenvolvido pela mesma. Assumir que só porque no desenho não está ninguém numa determindada zona do campo esses terrenos vão ser ignorados é estúpido. As oscilações inerentes ao jogo, por si só, provam isso mesmo. Seja o lateral, o interior, o "numero dez", ou o avançado, a um deles, ou mais, caberá sempre a responsabilidade de explanar o jogo da sua equipa por essa zona do terreno, consoante o definido.
Mais à frente ele diz que o Sporting está a perder o fulgor do início de época, e aqui eu tenho de pedir a alguém que o conheça pessoalmente para lhe avisar que o Porto foi campeão o ano passado, que o Sporting venceu a taça de Portugal, que este ano venceu a supertaça, que entretanto ja decorreram três eliminatórias da taça da liga, etc... O Sporting começa a perder fulgor? Esta época? Qual fulgor?
Segue-se Vieirinha e dá a entender que este, para já, dá mais garantias que Tarik e o Mariano. Não renego as qualidades técnicas deste miudo, todavia, os outros dois também as possuem, e pelo menos são mais experientes. Não percebo como é que este pode revolucionar o jogo de uma maneira que os outros não o possam fazer. Mais, nem considero Vieirinha como sendo uma grande promessa. Ele, assim como Bruno Gama, apesar de lhe ser concedida uma maior montra por parte da comunicação social do que ao Hélder Barbosa - um pouco por causa da lesão, bem sei - está a anos luz deste. Não é tão forte no um para um como o jogador da Académica, nem possui a lucidez deste na hora de definir as suas opções.
Este é o tipo de pessoas que não perecebe o porquê do Carlos Martins, o ano passado, e o Vukcevic este ano, neste sitema - 442 losango - não actuar como numero dez. Um jogador com as caractrísticas deles, ao contrário do que muita gente pensa, neste sistema é aproveitado de uma forma mais eficaz como interior. Porque ao vértice mais adiantado, mais do que "pautar", transportar o jogo da sua equipa, como é pedido ao trinco numa primeira fase, e aos interiores numa fase posterior, pede-se que provoque os desiquílbrios através da sua movimentação.
Contem as vezes em que Romagnoli vem "buscar" jogo. Poucas, muito poucas. Não quer isto dizer que o médio argentino se esconda, mas se ele recuasse à procura da bola, para além de concentrar demasiados jogadores nessa zona (meio-campo defensivo) congestionando as linhas de passe, acabaria por privar a equipa dos espaços e opções que a sua movimentação, geralmente entre o lateral e o central da equipa adversária, proporciona. Essa movimentação não só é necessaria para ele encontrar espaço para poder desenvolver o seu futebol, como para criar linhas de passe para os seus colegas, sendo este factor tão importante como o primeiro.
E este facto leva-nos de encontro a outro erro comum. A responsabilzação imputada ao interiores quando estes muitas vezes não estão em jogo. Ou porque a equipa não jogou bem porque se esconderam, ou porque a equipa abusou em demasia do passe longo, sendo esta então ridícula, se tivermos em conta que muitas vezes os responsáveis pelos lançamentos são os defesas. Incapazes de se aperceberem da sua movimentação em prol do colectivo, o espectador comum, e infelizmente o jornalista desportivo também, criticam, muitas vezes de forma errada, estes jogadores quando as circunstâncias não lhes permitem ter tanta visibilidade.
No caso do Sporting o paradigma disso mesmo sucedeu no jogo da supertaça. Do russo Izmailov escreveu-se e disse-se que não fora o golo e o russo teria passado ao lado do jogo, ignorando a sua movimentação tanto no plano ofensivo, como defensivo, não percebendo assim que o mérito do golo não se esgota no fantástico pontapé. Não fosse a sua inteligência táctica lhe permitir o bom posicionamento, de certo que o golo, pelo menos aquele, não teria surgido. E não só. Neste início de época o Sporting passa muito por aproveitar a movimentação do Romagnoli, dai a ser muito importante a movimentação sem bola concertada entre os médios interiores e o "dez". São muitas vezes os interiores os responsáveis pelo deslocamento do lateral adversário para assim promover a entrada do médio argentino nas costas dos mesmo, criando ( ou tentando) assim uma situação de desiquilíbrio junto da área adversária. Este facto leva a que o jogo não passe pelos interiores nestas situações, sendo os laterais que lançam o Romagnoli.
Eu admito que todos erramos, e que o senhor Luís Pedro Sousa também tem direito a faze-lo, apenas esperava que defendesse os seus erros de uma forma mais lúcida.
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Gonçalo
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15:22:00
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Etiquetas: Mau Jornalismo, Raciocínios Tácticos, Sporting
Encontro, para meu grande espanto, este artigo, no qual a Comissão de Arbitragem da Liga dá razão a Pedro Proença no muito badalado caso do atraso de Polga para Stojkovic. Entre outras coisas, retiro isto:
""Ao contrário do que foi veiculado em diversos meios de informação, se um defensor efectua um pontapé que leve a bola no sentido da linha de baliza, seja esse pontapé um corte ou um passe, pode ser punido com pontapé-livre indirecto, no caso de o guarda-redes tocar a bola com as mãos", pode ler-se no comunicado assinado por Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga."
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Nuno
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13:27:00
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Etiquetas: Árbitros
Escrito por
Nuno
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12:12:00
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Etiquetas: Benfica, Destaques Individuais, Diego Benaglio, Raciocínios Tácticos
Escrito por
Nuno
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01:49:00
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Etiquetas: Árbitros, João Querido Manha, Mau Jornalismo
O que eu prefiro numa equipa:
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Nuno
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12:48:00
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Etiquetas: Raciocínios Tácticos